Em junho de 2025, o grupo australiano Perseus Mining anunciou o início das obras de construção da sua futura mina de ouro Nyanzaga, na Tanzânia. O projeto visa fortalecer seu portfólio com um novo ativo capaz de produzir 200.000 onças de ouro por ano.
Na Tanzânia, as reservas exploráveis da futura mina Nyanzaga agora somam 4 milhões de onças, um aumento de 73% em relação à estimativa anterior de 2,3 milhões de onças divulgada em abril de 2025. Essa atualização, anunciada na sexta-feira, 20 de fevereiro, pela operadora australiana Perseus Mining, levou a um prolongamento da vida útil do projeto para 16 anos.
A nova estimativa reflete um aumento no número de onças de ouro exploráveis quando a mina de Nyanzaga estiver operacional. Inicialmente, a Perseus Mining havia previsto uma vida útil de 11 anos, mas o aumento das reservas reforçou o potencial do ativo. Ao longo dos 16 anos agora previstos, a empresa espera produzir mais de 200.000 onças de ouro por ano durante 14 anos, de 2028 a 2041.
Vale lembrar que as obras preliminares de construção da mina Nyanzaga começaram em junho de 2025, com um custo total estimado de 523 milhões de dólares. Com a revisão do plano de mineração, a Perseus Mining incorpora Nyanzaga de maneira mais estratégica em seu crescimento na África, onde já opera outras três minas de ouro: Edikan, em Gana, além de Yaouré e Sissingué na Costa do Marfim. Da mesma forma, a Tanzânia poderá se beneficiar mais longamente das receitas geradas por essa futura mina.
De 2026 a 2030, a Perseus Mining planeja uma produção anual média entre 515.000 e 535.000 onças de ouro, contra 431.684 onças em 2024, graças, em parte, à entrada em operação de Nyanzaga. No entanto, é crucial que o cronograma de implementação seja cumprido, especialmente em um contexto de aumento dos preços do ouro em 2026, após um crescimento superior a 60% no ano passado.
Aurel Sèdjro Houenou













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