As energias renováveis estão a ganhar um peso crescente no mix elétrico tunisino, ainda marcado por uma forte dependência do gás natural e por desafios ligados à segurança energética. O lançamento, no mês passado, de uma central solar fotovoltaica financiada pelo Japão ilustra esta tendência.
A participação das energias renováveis no mix elétrico da Tunísia atinge agora 9%. O anúncio foi feito na terça-feira, 21 de abril, por Wael Chouchane, secretário de Estado responsável pela transição energética, na rádio nacional. A declaração surge na margem da inauguração da central solar fotovoltaica de Tozeur, com uma capacidade de 50 megawatts (MW).
Este nível representa uma evolução rápida da quota das energias renováveis na produção elétrica nacional. Em 2022, as renováveis representavam apenas 3,1% da produção elétrica do país, segundo o Relatório do Balanço Energético publicado pelo Ministério tunisino da Energia. Dois anos depois, em 2024, essa percentagem tinha atingido 4%.
Em menos de dois anos, a quota mais do que duplicou. Uma evolução que coincide com a entrada em funcionamento de várias centrais solares. Além da de Tozeur, a central de Mezouna, no governadorado de Sidi Bouzid, foi inaugurada no mesmo dia. Também esta possui uma capacidade de 50 megawatts. Estas instalações vêm reforçar as capacidades já existentes.
Elas juntam-se, nomeadamente, à central de Metbasta, situada em Kairouan e já em exploração. Estas infraestruturas, desenvolvidas por operadores privados no âmbito do regime de concessão, fazem parte de um programa nacional com uma capacidade total de 500 megawatts de energia fotovoltaica distribuídos por cinco governadorados.
A Tunísia pretende atingir 35% de energias renováveis no seu mix elétrico até 2030, e depois 50% até 2035. Para tal, estão em preparação cinco novos projetos que totalizam 600 MW, enquanto se aguarda a adoção dos textos regulamentares necessários à sua implementação.
Abdel-Latif Boureima












