Apesar da saída dos Estados Unidos e de um sistema elétrico ainda fortemente dependente do carvão, a Parceria para uma Transição Energética Justa (JETP) continua a avançar na África do Sul, graças sobretudo ao apoio renovado dos parceiros europeus.
A Alemanha reafirmou o seu compromisso com o JETP, aumentando a sua contribuição total para 2,68 mil milhões de euros, contra 986 milhões anunciados em 2021. Mais de 1,4 mil milhões de euros já foram desembolsados no âmbito de um programa previsto até 2027, indicou Rainer Baake, enviado especial alemão para o JETP, após uma visita a Pretória.
Este aumento responde a uma forte procura por subsídios e financiamentos concessionais no plano de investimento sul-africano, com grande parte destinada a projetos de energias renováveis. Estes esforços decorrem de reformas que visam abrir o setor elétrico a mais investimento privado e à concorrência.
O apoio europeu é mais amplo: o Reino Unido anunciou a 22 de janeiro de 2026 a prorrogação da sua garantia climática de 1 mil milhões de dólares à África do Sul, destinada a apoiar a reforma dos serviços municipais de eletricidade.
O objetivo principal do JETP é apoiar a África do Sul na saída gradual do carvão e acelerar a transição para uma economia de baixas emissões, integrando mais energias renováveis no mix elétrico.
Contudo, o país continua fortemente dependente do carvão. A estabilidade do sistema elétrico desde 2025 deve-se, em grande parte, ao desempenho reforçado das centrais a carvão existentes, evidenciando a dificuldade de abandonar esta fonte de energia a curto ou médio prazo.
Abdoullah Diop













Marrakech. Maroc