Atuando como um player importante na indústria petrolífera da Guiné Equatorial, a Panoro Energy tem ampliado, nos últimos anos, sua presença no país, particularmente com os blocos offshore EG-01 e EG-23.
A empresa Panoro Energy, com sede na Noruega, anunciou na terça-feira, 24 de fevereiro, a conclusão de um acordo definitivo com a Kosmos Energy para aumentar sua participação no bloco petrolífero offshore G. A operação envolve a aquisição da subsidiária da Kosmos, que detinha 40,375% de interesse não-operado neste bloco.
Até então, a Panoro detinha 14,25% de participação neste bloco, que inclui os ativos produtores de petróleo Ceiba e Okume Complex. Após a transação, a participação da Panoro atingirá 54,625%, superando a Trident Energy (40,375%), operadora do bloco, enquanto a empresa nacional GEPetrol manterá uma participação de 5%.
A transação terá efeito econômico retroativo a 1º de janeiro de 2025, e sua finalização é aguardada para o terceiro trimestre de 2026, sujeita às condições habituais de fechamento, incluindo a autorização da Comunidade Econômica e Monetária da África Central (CEMAC).
Segundo a Panoro, o preço inicial acordado é de 180 milhões de dólares. Um pagamento diferido de até 39,5 milhões de dólares poderá ser adicionado, condicionado ao cumprimento de certos limites de produção e preços do petróleo entre 2027 e 2029. A operação adiciona cerca de 46 milhões de barris de reservas provadas e prováveis (2P) e 29 milhões de barris de recursos contingentes (2C).
A produção líquida associada à participação adquirida deverá atingir 8.271 barris por dia em 2025. Com base nisso, a empresa prevê atingir uma produção líquida de 20.000 barris por dia em 2027.
Financiamento da operação
Para financiar a transação, a empresa lançou uma oferta privada de cerca de 20 milhões de novas ações. Além disso, a Panoro planeja levantar 150 milhões de dólares adicionais por meio de um empréstimo obrigacionista garantido, contratado anteriormente.
Presença reforçada além do bloco offshore G
Antes de aumentar sua participação no bloco G, a Panoro Energy já havia consolidado sua presença contratual no país. Em fevereiro de 2023, a empresa assinou um contrato de partilha de produção com o Estado para o bloco offshore EG-01. De acordo com a comunicação oficial da empresa, este acordo garante à Panoro uma participação de 56% e o papel de operador nesse bloco, localizado próximo aos blocos G e S.
Esse movimento foi seguido por outra ação em 2024. Em abril, a Panoro oficializou um acordo de princípio com o Estado sobre o bloco offshore EG-23. Poucos meses depois, em novembro de 2024, um contrato de partilha de produção foi assinado. Este bloco cobre cerca de 600 km². Segundo as informações fornecidas no momento da assinatura, a Panoro detém 80% de participação, ao lado da companhia nacional GEPetrol. As autoridades indicaram que 19 poços foram perfurados no passado, resultando em sete descobertas de hidrocarbonetos.
Abdel-Latif Boureima













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