O Mali deterá 51% de uma empresa de explosivos mineiros com a chinesa Auxin, para controlar melhor um insumo estratégico na cadeia de valor mineira e desenvolver a indústria local.
Na sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, o governo do Mali anunciou, em Conselho de Ministros, a aprovação do projeto de construção de uma fábrica de explosivos industriais no país.
Detida em 51% pelo Estado, será financiada e construída pela empresa Auxin Chemical Technology, filial do grupo chinês NORINCO. Esta nova infraestrutura, denominada FARATCHI-CO SA, produzirá explosivos de uso civil destinados às atividades mineiras do país, nomeadamente à exploração de ouro, lítio e pedreiras.
O Estado maliano tem vindo, nos últimos anos, a realizar importantes reformas para reforçar o seu controlo sobre o setor mineiro. Estas resultaram, em 2023, na adoção de um novo Código Mineiro e de uma lei relativa ao conteúdo local.
Na mesma lógica, as autoridades anunciaram, em 2024, o projeto da fábrica de explosivos com a Auxin, com o objetivo de reforçar a sua presença na cadeia de valor a montante. Na altura, o ministro da Economia e Finanças, Alousséni Sanou, tinha indicado um prazo de realização de 12 meses. Não foram, no entanto, divulgados detalhes sobre o orçamento previsto nem sobre o lançamento ou o andamento das obras.
Note-se que a abertura desta empresa poderá permitir ao governo reduzir as despesas relacionadas com a importação de explosivos industriais. Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, cerca de 1,4 mil milhões de FCFA, ou aproximadamente 2,5 milhões de dólares, foram destinados a essas importações no segundo trimestre de 2025.
Carelle Tahou (estagiária)













Marrakech. Maroc