Num contexto de transição energética, o Egito aposta nas suas capacidades renováveis para reforçar as trocas regionais, enquanto a União Europeia (UE) apoia o desenvolvimento de interligações com o Norte de África, visando a segurança e a descarbonização do seu sistema elétrico.
A Comissão Europeia anunciou na terça-feira, 28 de janeiro, que vai conceder um financiamento de 9,6 milhões de euros para novos estudos relacionados com o projeto de interligação elétrica GREGY entre o Egito e a Grécia. Este montante, mobilizado no âmbito do Connecting Europe Facility (CEF), destina-se a aprofundar os trabalhos preparatórios, nomeadamente os estudos técnicos e o mapeamento dos fundos marinhos, confirmando o progresso gradual do projeto.
O GREGY é desenvolvido pelo Copelouzos Group, através da sua subsidiária Elica Interconnector, em parceria com o operador grego da rede de transporte IPTO e a Egyptian Electricity Transmission Company. O projeto visa ligar as redes elétricas dos dois países através de um cabo submarino.
Segundo informações divulgadas pelos promotores do projeto, o cabo de interligação previsto teria uma capacidade de transporte de 3 000 MW, com uma extensão aproximada de 950 km. A eletricidade transportada proviria de capacidades de produção renovável desenvolvidas no Egito.
O projeto insere-se numa dinâmica mais ampla de desenvolvimento de interligações elétricas entre o Norte de África e a Europa, apoiada pela União Europeia no âmbito da sua estratégia de segurança e descarbonização do sistema elétrico. Outros projetos estão em curso na região, incluindo a interligação ELMED entre a Tunísia e a Itália, também parcialmente financiada por instrumentos europeus.
Abdoullahi Diop













Marrakech. Maroc