Iniciativa de US$200 milhões lançada pelo governo ganês para financiar a instalação de sistemas solares em telhados em todo o país
Programa prevê a implementação de 4 mil instalações fotovoltaicas em telhados, com uma capacidade cumulativa de 137 MW
A Gana, com 89% de sua população conectada à eletricidade em 2023-2024, apresenta um dos níveis mais altos de acesso à energia na África Ocidental. No entanto, esse indicador oculta tensões na rede em algumas áreas urbanas e periurbanas.
No Gana, o governo lançou uma iniciativa de cerca de US$200 milhões para financiar a instalação de sistemas solares em telhados por todo o país. Conforme informações divulgadas na terça-feira, 28 de outubro, pela Ghana News Agency, o programa prevê a implementação de cerca de 4 mil instalações fotovoltaicas em telhados, com uma capacidade cumulativa de 137 MW.
A operação faz parte de um acordo bilateral com a Suíça, apoiada por financiamentos públicos e privados. O dispositivo será implementado por meio do Ministério da Energia de Gana e do regulador Energy Commission, que lideram a chamada a candidaturas de proprietários de edifícios residenciais e comerciais com um telhado adequado.
As instalações serão realizadas por empresas credenciadas e incluirão financiamento privado para complementar a ajuda pública. Segundo a imprensa ganense citando o Ministério da Energia, US$60 milhões virão diretamente de um parceiro do setor privado, enquanto o restante do financiamento (até US$140 milhões) será mobilizado através deste programa.
O principal objetivo é aliviar uma rede elétrica frequentemente sobrecarregada em momentos de alta demanda, ao mesmo tempo em que reduz a dependência do país de grupos diesel e combustíveis fósseis importados. De acordo com a Energy Commission, em 2024, o pico de consumo excedeu 3.900 MW. A Gana busca assim diversificar seu mix energético e fortalecer a confiabilidade do fornecimento.
O governo vê essa iniciativa como parte da trajetória de redução de emissões adotada sob suas Contribuições Determinadas a Nível Nacional (CDN), aprovadas pelo secretariado do Acordo de Paris em 2023.
Abdel-Latif Boureima













Marrakech. Maroc