Facebook Agence Ecofin Twitter Agence Ecofin LinkedIn Agence Ecofin
Instagram Agence Ecofin Youtube Agence Ecofin Tik Tok Agence Ecofin WhatsApp Agence Ecofin

×

Message

Failed loading XML... XML declaration allowed only at the start of the document

Sudão do Sul: falhas na fiscalidade reduzem as receitas petrolíferas

Sudão do Sul: falhas na fiscalidade reduzem as receitas petrolíferas
Sexta-feira, 13 de Fevereiro de 2026

A economia do Sudão do Sul depende quase inteiramente da exploração de hidrocarbonetos. O Banco Mundial sublinha que esta dependência expõe as finanças públicas às variações de produção e às flutuações dos preços internacionais.

Deficiências na aplicação das leis fiscais reduzem as receitas provenientes do setor petrolífero. É o que revelou Benjamin Ayali Koyongwa, subsecretário de Planeamento do Ministério das Finanças do Sudão do Sul, em declarações à imprensa na sexta-feira, 6 de fevereiro.

O responsável afirmou que a aplicação seletiva e inconsistente das leis fiscais custa ao país “milhões de dólares” todos os anos, com algumas disposições não sendo aplicadas de forma uniforme. No entanto, não forneceu detalhes quantitativos sobre a dimensão destas perdas nem especificou quais disposições fiscais estão em causa.

Koyongwa destacou ainda lacunas nos procedimentos aduaneiros. Segundo ele, alguns importadores pagam os direitos em moeda local a taxas de câmbio que não correspondem às vigentes, reduzindo assim os montantes efetivamente arrecadados pelo Estado. O responsável mencionou também a fraca mobilização fiscal fora do setor petrolífero, apontando que o IVA representa atualmente menos de 1 % das receitas públicas totais.

Finanças públicas sob pressão

Esta situação ocorre enquanto o governo planeia introduzir um regime ampliado de IVA até julho de 2026. O contexto orçamental permanece marcado pela forte dependência do petróleo e por questionamentos recorrentes sobre a gestão das receitas extractivas no Sudão do Sul.

O petróleo constitui a espinha dorsal das finanças públicas sudanesas, representando quase 95 % das exportações e 90 % das receitas públicas, segundo o Tesouro francês. Esta concentração de recursos públicos num único setor expõe o orçamento nacional às variações de produção, às flutuações de preços internacionais e às vulnerabilidades internas do sistema de gestão.

Vários relatórios internacionais também destacaram fragilidades na governança das receitas petrolíferas. Em setembro de 2025, a Agência Ecofin relatou que, segundo a Comissão de Direitos Humanos da ONU, mais de 2,2 mil milhões de dólares foram desviados entre 2021 e 2024 no âmbito do programa “Oil for Roads”, destinado a financiar estradas. Esta situação, entre outras constatações, alimentou críticas sobre a transparência e a eficácia na utilização das receitas petrolíferas.

Dependência da receita petrolífera e necessidade de diversificação

Ao mesmo tempo, a mobilização de receitas não petrolíferas permanece limitada. As autoridades reconhecem que a contribuição da fiscalidade fora do petróleo continua marginal na estrutura orçamental, reforçando a dependência da renda extractiva. A diversificação das fontes fiscais surge, assim, como um desafio central para as finanças públicas.

O Banco Mundial alertou para o risco de pobreza quase universal no país, onde, segundo estimativas de 2022, 76 % da população vivia abaixo do limiar nacional de pobreza. A economia do Sudão do Sul contraiu-se pelo quinto ano consecutivo, com um PIB reduzido em 30 % em 2025, segundo o relatório da International Rescue Committee publicado em 6 de fevereiro de 2026. De acordo com o mesmo documento, as exportações petrolíferas, afetadas pelo conflito no vizinho Sudão, provocam perdas diárias estimadas em 7 milhões de dólares.

Abdel-Latif Boureima

 

Sobre o mesmo tema

Há muito caracterizado por um défice de capacidades, o sistema portuário beninense procura reposicionar-se na competição logística da África Ocidental. A...

O Presidente da República do Congo apresentou esta medida como mais um passo rumo à integração continental e à livre circulação em África. O presidente...

A Tanzânia multiplica as iniciativas para acelerar a modernização das suas infraestruturas. As autoridades consideram a expansão das estradas asfaltadas...

O SEMPA/BMOD apresentou as principais reformas implementadas nos últimos anos. A digitalização das contratações, a profissionalização dos estivadores, a...

MAIS LIDOS
01

Enquanto os seus projetos de gás, que estiveram paralisados durante vários anos, entraram numa dinâm…

Moçambique: o governo formaliza a criação de uma empresa de logística do gás.
02

Enquanto aguarda a mobilização dos financiamentos necessários para o início das obras de construção,…

Cobre/zinco: Orion visa 11 milhões de dólares para avançar rumo a uma nova mina na África do Sul
03

O fundo soberano mineiro burquinabê será financiado pelas receitas adicionais geradas pela subida do…

O Burkina Faso cria um fundo soberano mineiro para financiar projetos estruturantes a partir de 2027.
04

A Tanzânia afirma-se como o segundo maior produtor africano de mel, depois da Etiópia. Tal como na m…

A Tanzânia aposta no reforço de competências para impulsionar a sua produção de mel.

A Agência Ecofin cobre diariamente as atualidades de 9 setores africanos: gestão pública, finanças, telecomunicações, agro, energia, mineração, transportes, comunicação e formação. Também concebe e opera mídias especializadas, digitais e impressas, em parceria com instituições ou empresas ativas em África.

DEPARTAMENTO COMERCIAL
regie@agenceecofin.com 
Tel: +41 22 301 96 11
Cel: +41 78 699 13 72

Mídia kit : Link para download
REDAÇÃO
redaction@agenceecofin.com


Mais informações :
Equipe
Editora
AGÊNCIA ECOFIN

Mediamania Sarl
Rue du Léman, 6
1201 Genebra – Suíça
Tel: +41 22 301 96 11

 

A Agência Ecofin é uma agência de informação econômica setorial, criada em dezembro de 2010. Sua plataforma digital foi lançada em junho de 2011.

 
 
 
 

Please publish modules in offcanvas position.