Concebida para aliviar a congestão dos principais eixos rodoviários, a futura circular no centro de Angola aproxima-se da fase de construção. O projeto insere-se num quadro mais amplo de modernização das redes de transporte, face à intensificação dos fluxos logísticos e agrícolas.
Em Angola, o Ministério das Obras Públicas anunciou para maio de 2026 o início da construção de uma circular de 65 km na província do Huambo, no centro do país. A infraestrutura, que irá interligar as estradas nacionais 270 e 120, terá como objetivo, entre outros, desviar o tráfego pesado e preservar a durabilidade dos principais eixos rodoviários. O projeto incluirá várias obras de arte, nomeadamente pontes, e será desenvolvido em duas fases: uma primeira de 37,3 km e uma segunda de 27,6 km.
Integrados numa estratégia de modernização das redes de transporte do país, os trabalhos, previstos para durar dois anos, deverão, segundo o governo, melhorar a mobilidade urbana, estimular a economia local e facilitar as trocas comerciais entre as regiões Centro e Sul. Conhecida pelo seu potencial agrícola, a província do Huambo é uma das principais zonas de abastecimento das cidades do Sul, incluindo a capital Luanda, em produtos como milho, mandioca e hortícolas.
Embora atravessada pelo Caminho de Ferro de Benguela, que permite o escoamento de cobre e cobalto provenientes da República Democrática do Congo e da Zâmbia, a província continua exposta a constrangimentos no transporte fora do modo ferroviário, devido às limitações de capacidade da rede ferroviária. Estes fluxos, combinados com o transporte de produtos agrícolas, geram um tráfego significativo que sobrecarrega a rede rodoviária.
Importa ainda recordar que a densificação da rede rodoviária faz parte das iniciativas destinadas a impulsionar o turismo interno. O Huambo é igualmente um dos destinos mais procurados por viajantes que desejam explorar Angola para além das zonas costeiras.













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