Apesar de um contexto de pressões orçamentais acrescidas e de elevada dívida, o Quénia continua a planear infraestruturas rodoviárias para apoiar a integração territorial e o crescimento económico. Os novos projetos anunciados na região do Vale do Rift refletem esta estratégia.
A Autoridade Nacional de Estradas do Quénia (KeNHA) anunciou, segundo informações divulgadas pela imprensa local, a intenção de lançar a construção de três autoestradas principais na região do Vale do Rift. Estas infraestruturas, que totalizarão 403 km, ligarão seis condados estratégicos — Nandi, Bomet, Kericho, Elgeyo Marakwet, Uasin Gishu e Narok — com o objetivo de reforçar a integração territorial entre o Rift Sul e o Rift Norte.
Segundo a KeNHA, os projetos, que serão financiados por empréstimos obtidos junto do Banco Mundial e do Banco Africano de Desenvolvimento, visam constituir um corredor logístico estratégico, capaz de abrir várias zonas rurais ao desenvolvimento, melhorar a conectividade inter-regional e facilitar o acesso dos produtores locais aos mercados. Embora a data de início efetiva não tenha sido divulgada, estes empreendimentos fazem parte da estratégia nacional de desenvolvimento, que considera as infraestruturas rodoviárias como um dos pilares do crescimento económico do país.
No âmbito da sua "Visão 2030", o Quénia pretende construir e reabilitar cerca de 5.500 km de estradas, incluindo 3.825 km de estradas nacionais principais e 1.675 km de estradas de condado. No entanto, a implementação do programa continua a ser limitada por constrangimentos orçamentais, que atrasam vários projetos.
O governo procura diversificar os mecanismos de financiamento. Em dezembro de 2025, aprovou a criação de um Fundo Nacional de Infraestruturas e de um segundo fundo soberano, destinados a mobilizar cerca de 5.000 mil milhões de xelins (aproximadamente 38,7 mil milhões de USD) para relançar projetos considerados prioritários, mas até agora estagnados.
Henoc Dossa













Marrakech. Maroc