Preparar a população com competências digitais tornou-se essencial na era digital. Vários países africanos multiplicam iniciativas para permitir que todos os segmentos da sociedade tenham acesso à formação em profissões digitais.
Djibouti reforça a sua estratégia de transformação digital com o lançamento do projeto École 42, uma rede internacional de formação em profissões digitais. A parceria foi assinada entre Djibouti Code e a Associação 42, segundo o meio de comunicação local La Nation. Com esta iniciativa, as autoridades procuram acelerar a formação de talentos locais capazes de responder às crescentes necessidades do mercado.
A École 42 é acessível sem exigência de diploma e distingue-se por um modelo baseado na aprendizagem entre pares e na realização de projetos concretos, sem aulas tradicionais. Os estudantes desenvolvem competências em programação, desenvolvimento de software, cibersegurança e big data, num ambiente imersivo aberto 24 horas por dia.
Ao apostar num modelo flexível e orientado para a prática, o governo procura formar rapidamente uma força de trabalho operacional, adaptada às exigências das empresas e projetos tecnológicos nacionais. Para além da formação, a iniciativa visa também melhorar a empregabilidade dos jovens, num país que enfrenta desafios na inserção profissional.
Esta escolha surge num contexto em que o défice de competências digitais constitui um obstáculo ao desenvolvimento da economia digital em África. Em maio de 2024, o Banco Mundial produziu o Diagnóstico da Economia Digital de Djibouti, relatório que permitiu às autoridades ajustar várias decisões estratégicas desde então.
Adoni Conrad Quenum













Marrakech. Maroc