Face a um mercado de trabalho dominado pela economia informal, a Nigéria intensifica a procura por parceiros de excelência para transformar o seu sistema de formação profissional num verdadeiro motor de desenvolvimento económico.
Na Nigéria, o Ministério Federal da Educação oficializou, na quinta-feira, 12 de março, uma parceria com o Institute of Technical Education Education Services (ITEES) de Singapura. Segundo o comunicado oficial, o acordo visa dinamizar o sistema de ensino e formação técnica e profissional (EFTP) do país. A assinatura ocorreu durante uma cerimónia em videoconferência que ligou Abuja a Singapura, com o National Board for Technical Education (NBTE) a representar o lado nigeriano e o Institute of Technical Education Education Services (ITEES) o lado singapurense.
Esta colaboração teve origem na visita, em 2025, do ministro nigeriano da Educação Maruf Tunji Alausa a Singapura, onde se encontrou com o seu homólogo Desmond Lee e visitou os campus do Institute of Technical Education (ITE). Posteriormente, foram conduzidas discussões com o alto-comissário de Singapura na Nigéria, Lim Sim Seng, para finalizar o acordo.
Na prática, o Institute of Technical Education Education Services (ITEES) implementará um programa de formação de formadores destinado, segundo o comunicado, a “reforçar as competências pedagógicas e as capacidades de avaliação dos professores de EFTP em toda a Nigéria”. Formações em liderança também serão ministradas em Singapura para diretores de estabelecimentos e chefes de departamento. Complementando o dispositivo, o Global Excellence Model for Skills Training (GEMSET) permitirá avaliar as instituições nigerianas segundo padrões internacionais reconhecidos.
Para Abuja, o objetivo é claro. O ministério sublinha que a iniciativa “faz parte dos esforços para reposicionar o ensino técnico como motor de crescimento económico, criação de empregos e desenvolvimento industrial”. A escolha de Singapura não é por acaso. Segundo Xiaoyan Liang, especialista em educação do Banco Mundial, em países como Alemanha, China e Singapura, as taxas de emprego dos diplomados de EFTP ultrapassam 80%, colocando a cidade-Estado entre as referências mundiais na inserção profissional pela via técnica.
Esta aproximação ocorre num contexto de pressão crescente sobre o mercado de trabalho nigeriano. De acordo com o relatório sobre a força de trabalho do segundo trimestre de 2024 do National Bureau of Statistics (Nigeria), o emprego informal continua massivo, representando 93% de todos os empregos do país. Para responder a esse desafio, o governo federal lançou uma reforma do programa TVET, abrangendo 25 áreas prioritárias, incluindo tecnologia automóvel, soldadura, instalação solar e hotelaria, acompanhada da gratuidade das propinas de formação e de um subsídio mensal para jovens desempregados. É neste quadro que a parceria com o Institute of Technical Education Education Services (ITEES) pretende introduzir uma expertise internacional reconhecida.
Félicien Houindo Lokossou













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