Enquanto o acesso dos jovens ao emprego continua no centro do debate público na Mauritânia, o governo destaca um balanço numérico das suas ações, apresentado como uma etapa-chave da sua estratégia em favor da integração profissional e do mercado de trabalho.
Numa intervenção na semana passada perante a Assembleia Nacional em Nouakchott, Mohamed Abdallahi Ould Louly (foto), ministro mauritano responsável pelo Empoderamento dos Jovens, apresentou um balanço das políticas de emprego implementadas pelo governo. Indicou que estas ações permitiram gerar cerca de 24 000 postos de trabalho, nomeadamente através de mecanismos de inserção profissional e de apoio ao empreendedorismo.
Segundo declarações oficiais divulgadas pelos meios de comunicação, este total inclui mais de 11 000 empregos resultantes do projeto “Empregabilidade dos Jovens”, financiado pelo Banco Mundial, bem como cerca de 7 000 empregos gerados pelos mecanismos de apoio a microempresas e à inserção profissional. Estes programas constituem a maior parte dos resultados apresentados pelo ministério.
Esta dinâmica ocorre num contexto em que o desemprego jovem continua elevado. A taxa para os 15‑24 anos situa-se em torno de 23 %, acima da média mundial, enquanto a participação global no mercado de trabalho é estimada em 41 %.
Para além dos programas nacionais, a Mauritânia beneficia também de iniciativas regionais para apoiar o emprego e a formação dos jovens. O projeto RELANCE (Regional Engagement for Learning and Collaboration in Education), apoiado pelo Banco Mundial e pela República Federal da Alemanha, mobiliza 137 milhões de dólares para transformar os sistemas educativos e ampliar o acesso a percursos de aprendizagem flexíveis e inclusivos. Visa mais de 850 000 jovens, metade dos quais meninas, promovendo ainda a inclusão de estudantes com necessidades específicas.
Félicien Houindo Lokossou












