Com exceção da Tunísia, que entra no Top 10 no lugar da Líbia, e de Marrocos, que conquista a 6.ª posição a Angola, o topo da hierarquia permanece inalterado em relação à edição de 2025 do ranking, que se baseia em mais de 60 critérios, incluindo o número de militares ativos, o número de aviões de combate e de navios, bem como o orçamento dedicado à defesa.
O Egito continua a ser a primeira potência militar africana, segundo a edição de 2026 do ranking dos exércitos mais poderosos do mundo, publicado na sexta-feira, 23 de janeiro, pelo site americano especializado em defesa Global Fire Power (GFP).
Este ranking, que abrange um total de 145 países, baseia-se em mais de 60 indicadores repartidos por seis grandes categorias (efetivos humanos, equipamentos, meios financeiros, meios logísticos, recursos naturais e geografia). Estes critérios são agrupados para constituir um índice global de poder militar (Power Index), cujo resultado perfeito seria 0,0000 — algo impossível na prática. Assim, quanto mais afastado estiver deste valor, pior será a posição no ranking, e vice-versa. O índice global, atualizado anualmente, não tem em conta os arsenais nucleares e não penaliza os países sem litoral pela ausência de uma força naval.
À escala africana, o topo da hierarquia mantém-se inalterado. O Egito conserva a sua liderança continental e ocupa a 19.ª posição a nível mundial, entre os 145 países analisados. Este país do Norte de África, cujo território se estende por dois continentes (África, na sua maior parte, e Ásia, através da península do Sinai), obtém uma pontuação de 0,3651 e mantém assim a sua posição mundial em relação à edição de 2025 do ranking. O Egito dispõe, nomeadamente, de 438 500 militares ativos, 479 000 reservistas, 300 000 elementos de forças paramilitares, 3 620 carros de combate, 1 088 aeronaves militares e 149 navios e unidades de guerra.
A Argélia (27.ª posição mundial) ocupa o segundo lugar em África, à frente da Nigéria (33.ª), da África do Sul (40.ª), da Etiópia (47.ª), de Marrocos (56.ª), de Angola (59.ª), da República Democrática do Congo (64.ª) e do Sudão (66.ª). A Tunísia (79.ª posição mundial) fecha o Top 10 africano.
(Ver abaixo a classificação completa dos 38 países africanos analisados.)
No total, 14 países africanos subiram no ranking geral este ano em comparação com a edição de 2025 (Etiópia, Marrocos, RD Congo, Sudão, Tunísia, Tanzânia, Zimbabué, Uganda, República do Congo, Eritreia, Burkina Faso, Gabão, Somália e Benim), enquanto 17 recuaram e 7 permaneceram estáveis.
De acordo com a Global Fire Power, os Estados Unidos continuam a ser a primeira potência militar mundial em 2025, à frente da Rússia, da China, da Índia e da Coreia do Sul.
Walid Kéfi













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