À medida que a procura por esta fonte de proteína animal continua a crescer, os fornecedores estão atentos às oportunidades para consolidar a sua presença neste mercado.
A Rússia exportou cerca de 35.000 toneladas de carne de aves, no valor de 51 milhões de dólares, para países africanos até ao final de 2025. A informação foi divulgada pela agência de notícias russa Interfax, citando as últimas estimativas de fevereiro da Agroexport, órgão federal russo responsável por estruturar, promover e garantir as exportações agrícolas.
O volume anunciado representa mais do dobro do registado um ano antes, enquanto as receitas foram mais do triplo das obtidas no ano anterior. Para explicar este crescimento, a Agroexport destaca o regresso dos operadores russos a mercados anteriormente abandonados, bem como a penetração em novos mercados no continente.
“O ano passado ficará na memória como o primeiro ano em que carne de aves e subprodutos foram fornecidos à República Centro-Africana e ao Sudão. Além disso, as exportações para a Serra Leoa e Djibuti retomaram pela primeira vez desde a interrupção em 2017, assim como as exportações para Tanzânia, pela primeira vez desde 2020, para Gâmbia desde 2018, e para Marrocos e Togo desde 2023”, informou a mesma fonte.
Globalmente, o Benim foi o principal destino em 2025, representando cerca de 41,1% das compras em valor, seguido pela RDC (21,56%) e pelo Gana (11,7%). Apesar desta melhoria nos volumes de exportação ano após ano, a origem russa deverá permanecer marginal no abastecimento do mercado africano.
É de notar que, em África, as importações de carne e derivados de aves aumentaram 19% em cinco anos, passando de 2 milhões de toneladas em 2020 para 2,44 milhões de toneladas em 2024, segundo dados compilados pela FAO. Paralelamente, a fatura destas compras cresceu 37% no mesmo período, atingindo 2,63 mil milhões de dólares. Entre os principais fornecedores destacam-se o Brasil, os Estados Unidos e a União Europeia.
Stéphanas Assocle













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