O governo da Costa do Marfim anunciou a construção de três mercados grossistas em Abengourou, Abidjan e Daloa.
Esta iniciativa, apresentada por Bernard Kini Comoé, insere-se na reforma que enquadra os mercados grossistas e integra o Plano Nacional de Desenvolvimento (PND) 2026-2030.
O objetivo é modernizar a comercialização dos produtos alimentares, melhorar o abastecimento, o armazenamento, o transporte e a distribuição, reduzir as perdas pós-colheita, estabilizar os preços e reforçar a soberania alimentar do país.
As reformas incluem ainda uma gestão profissionalizada dos mercados, a criação de comissões especializadas (higiene, disciplina e rastreabilidade) e a integração de mercados de ligação para tornar mais eficiente a cadeia de abastecimento.
Uma reforma estrutural do sistema alimentar
O setor alimentar representa cerca de 5,7% do PIB da Costa do Marfim e baseia-se em produções estratégicas como o inhame, a mandioca, a banana-pão, o arroz e as culturas hortícolas. Apesar disso, persistem dificuldades ligadas ao armazenamento, transporte e comercialização.
Para responder a estes desafios, o governo aposta na criação de mercados de interesse nacional para organizar melhor os circuitos de distribuição, reduzir intermediários e melhorar a qualidade dos produtos.
Vários programas já foram lançados, incluindo as fases do Programa Nacional de Investimento Agrícola (PNIA), os agro-pólos regionais e mecanismos de apoio financeiro como o PURGA e o Fundo de Custos Partilhados, destinados a apoiar as pequenas e médias empresas agrícolas.
Charlène N’dimon













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