Na África Ocidental, a Nigéria é um dos principais fornecedores de caju, depois da Costa do Marfim e da Guiné-Bissau. Embora a maior parte da oferta ainda seja exportada em forma bruta, o segmento de transformação, ainda embrionário, está a fortalecer-se gradualmente.
Na Nigéria, o comerciante singapurense de matérias-primas agrícolas, Robust International, pretende construir uma nova unidade de transformação de caju no Estado de Ogun. Num comunicado publicado no seu site a 5 de fevereiro, a empresa indica que este novo projeto permitirá mais do que dobrar a sua capacidade total de transformação de caju no país.
Uma vez operacional, esta nova unidade permitirá, segundo os responsáveis da empresa, aumentar a capacidade total de transformação de caju da Robust International para 220 toneladas por dia, contra 100 toneladas atualmente.
Para financiar o projeto, a empresa singapurense declarou ter obtido uma linha de crédito de 75 milhões de dólares junto da GuarantCo, uma instituição financeira especializada em garantias de crédito.
Para já, a data de lançamento e a duração da construção ainda não são conhecidas. Em qualquer caso, este novo projeto agroindustrial permitirá acelerar a transformação de caju na cadeia nigeriana e criar um novo mercado para os agricultores.
«A nova unidade trará benefícios significativos para a economia local, nomeadamente através do abastecimento de caju a cerca de 10.000 pequenos produtores, na sua maioria de baixos rendimentos. Incluirá também instalações para transformar os resíduos da produção em biomassa e biocombustíveis, reforçando assim o impacto ambiental do projeto», refere o comunicado.
Na Nigéria, o segmento de transformação ainda tem dificuldades em desenvolver-se na cadeia do caju. Segundo estimativas preliminares do serviço independente de consultoria comercial N’kalô, divulgadas num boletim sobre o mercado africano de matérias-primas publicado a 3 de fevereiro, a transformação de caju no país terá diminuído 17 %, para 50.000 toneladas em 2025.
Em comparação, a oferta de caju no mercado nigeriano terá aumentado 16 %, atingindo 405.000 toneladas no mesmo ano.
Stéphanas Assocle













Marrakech. Maroc