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Gana: está em preparação o primeiro projeto de aquicultura em águas marinhas

Gana: está em preparação o primeiro projeto de aquicultura em águas marinhas
Quarta-feira, 11 de Fevereiro de 2026

No Gana, assim como na maioria dos países costeiros, a oferta local de peixe provém principalmente da pesca. Embora a aquicultura, considerada uma alternativa sustentável, esteja a progredir, a sua contribuição para o abastecimento de peixe continua ainda limitada.

A empresa Flosell Limited iniciou negociações com o Ministério da Pesca e Aquicultura do Gana para desenvolver a produção de peixe em mar aberto em grande escala. Segundo um comunicado publicado no site do ministério, na segunda-feira, 9 de fevereiro, este projeto é anunciado como a primeira operação comercial de aquicultura marinha no país.

Concretamente, o plano prevê a criação de peixes em águas marinhas utilizando jaulas flutuantes circulares e incubatórios. A empresa afirma que a iniciativa será implementada em colaboração com parceiros noruegueses, reconhecidos pela sua experiência global e tecnologias consolidadas no setor.

Embora o custo do investimento ainda não tenha sido divulgado, o início da instalação do local está programado para o segundo trimestre de 2026, com a primeira colheita prevista para o quarto trimestre de 2027. A primeira fase do projeto prevê a exploração de 10 concessões marinhas, começando pela zona de Prampram, na região do Grande Accra.

Um marco para o desenvolvimento da aquicultura no Gana

A introdução da aquicultura em mar aberto representa uma evolução importante para um setor ganês até agora dominado pela criação em jaulas no lago Volta e pela aquicultura em tanques. Esta abordagem oferece uma alternativa estratégica ao diversificar as áreas de produção, reduzir riscos sanitários associados à concentração das explorações em água doce, diminuir a exposição à poluição humana, minimizar conflitos com outras atividades costeiras e melhorar o controlo de parasitas nos peixes.

As condições mais estáveis e a constante renovação das águas marinhas permitem atingir maiores volumes e melhor produtividade por unidade de criação. Além disso, abre caminho para a produção de espécies marinhas de maior valor comercial, como salmão, dourada ou robalo, diversificando a oferta para além do tilápia e do bagre, comuns na aquicultura continental. Estes peixes marinhos têm grande procura nos mercados regionais e internacionais, podendo aumentar exportações e receitas.

Capacitação e expansão da produção

De forma geral, o projeto da Flosell Limited, se concretizado, poderá servir de modelo para futuros investimentos privados no desenvolvimento da aquicultura marinha em larga escala nos próximos anos.

«Este projeto marca um passo importante para a expansão da aquicultura marinha sustentável no Gana, reforçando a capacidade local de produção e promovendo a agenda da economia azul do país», afirma a empresa em comunicado.

Ao diversificar o sistema de produção para além da aquicultura convencional, o Gana poderá aumentar a contribuição da aquicultura para o abastecimento local de peixe, ajudando a reduzir o déficit entre oferta e procura de produtos pesqueiros no mercado interno e a aliviar a pressão sobre os estoques naturais.

Segundo dados do Ministério do Desenvolvimento da Pesca e Aquicultura, a produção aquacultural no Gana quase duplicou, passando de 52 360 toneladas em 2019 para 100 000 toneladas em 2023. Apesar deste progresso, a aquicultura representa atualmente apenas cerca de 20% das capturas totais, avaliadas em 484 412 toneladas em 2023, sendo o restante proveniente da pesca.

Com um consumo anual de peixe por habitante estimado em 24,6 kg, o ex-Gold Coast enfrenta atualmente um déficit anual de cerca de 700 000 toneladas de peixe fresco.

Stéphanas Assocle

 

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