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Tomates: Marrocos quer acelerar a diversificação das suas exportações para fora da Europa

Tomates: Marrocos quer acelerar a diversificação das suas exportações para fora da Europa
Segunda-feira, 16 de Março de 2026

Marrocos é o terceiro maior exportador mundial de tomates, atrás do México e dos Países Baixos. Embora a maior parte dos volumes exportados atualmente destine-se aos mercados europeus, as autoridades procuram reduzir esta dependência.

O governo marroquino introduziu recentemente um novo mecanismo de apoio às exportações agrícolas para incentivar a diversificação geográfica das vendas de tomates frescos. Segundo um decreto publicado no Boletim Oficial a 5 de março e divulgado pelos meios de comunicação locais, a medida prevê um subsídio de 750 dirhams (79,44 USD) por tonelada para os volumes exportados para destinos fora da União Europeia (UE) e do Reino Unido.

O mecanismo baseia-se no princípio de incentivo ao desempenho. O apoio financeiro aplica-se apenas aos volumes exportados que excedam um nível de referência correspondente à média das expedições registadas entre setembro de 2010 e agosto de 2020. Visa, portanto, apoiar a expansão efetiva das vendas, e não subvencionar fluxos comerciais já estabelecidos.

Especificamente, a medida abrange exportações por via marítima ou terrestre para mercados africanos e outras regiões do mundo. Isto revela a intenção das autoridades de reduzir a forte dependência comercial do setor marroquino em relação ao mercado europeu.

Medida adotada num contexto de tensões com o mercado europeu

Dados da plataforma Trade Map indicam que, em 2024, Marrocos exportou 767.347 toneladas de tomates frescos, no valor de 1,15 mil milhões de USD. A UE absorveu 75,6% destes volumes, enquanto o Reino Unido captou 16,58%.

Estes números colocam o Reino de Marrocos como o principal exportador de tomates para a UE a partir de países terceiros, bem como para o Reino Unido. A necessidade de reduzir esta dependência é estratégica, dado que o sucesso da tomate marroquina nos mercados da UE tem gerado tensões comerciais com produtores europeus nos últimos anos.

No mercado francês, principal ponto de entrada dos tomates marroquinos, os produtores locais acusam regularmente concorrência desleal e falta de clareza na rotulagem. Em Espanha, a Coordenação de Organizações de Agricultores e Pecuaristas (COAG) tem reiteradamente denunciado alegadas “fraudes fiscais” nas exportações de tomates marroquinos para a UE.

Embora até agora não haja provas que confirmem estas acusações, as críticas dos produtores europeus continuam. Segundo a agência Europa Press, representantes do setor em Espanha, França, Itália e Portugal reuniram-se a 10 e 11 de fevereiro de 2026 em Torres Vedras para exigir maior reciprocidade nos acordos comerciais com países terceiros e denunciar o impacto das concessões comerciais aos produtos marroquinos.

Neste contexto, a diversificação para a África e outras regiões surge como um instrumento potencial para assegurar o crescimento das exportações do reino.

Stéphanas Assocle

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