Na Costa do Marfim, o setor agrícola representa 15% do PIB e emprega cerca de 46% da população ativa. Como em muitos países africanos, a gestão das perdas pós-colheita é um desafio constante que afeta a segurança alimentar e a renda dos agricultores.
A União das Sociedades Cooperativas Agrícolas da Costa do Marfim (USCOCI‑COOP‑CA) iniciou, no dia 14 de fevereiro, um projeto de construção de 80 armazéns agrícolas em todo o país. Com um custo total de 50 bilhões de francos CFA (aproximadamente 90,3 milhões de dólares), esta iniciativa é financiada por um consórcio financeiro internacional, denominado Rascom, com sede no Cabo, África do Sul, e origem australiana.
O primeiro armazém, com capacidade para 9.000 toneladas, será construído em Toutoubré, perto de Gagnoa, e será dedicado ao armazenamento e processamento de cacau, café, caju e produtos alimentares. O objetivo do projeto é reduzir as perdas pós-colheita, melhorando a conservação, valorização e comercialização dos produtos agrícolas.
Este investimento complementa os esforços já realizados pelo governo e seus parceiros, como o acordo com a empresa canadense O5 Technologies para a implementação de plataformas logísticas alimentadas por energia renovável, que visa reduzir as perdas pós-colheita.
Na África Subsaariana, as perdas pós-colheita podem atingir até 50% para alguns produtos, com consequências econômicas e nutricionais significativas. O novo projeto da Costa do Marfim busca melhorar a segurança alimentar e a sustentabilidade das atividades agrícolas no país.
Stéphanas Assocle













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