Facebook Agence Ecofin Twitter Agence Ecofin LinkedIn Agence Ecofin
Instagram Agence Ecofin Youtube Agence Ecofin Tik Tok Agence Ecofin WhatsApp Agence Ecofin

×

Message

Failed loading XML... XML declaration allowed only at the start of the document

Ruanda quer reforçar a sua expertise em biotecnologia agrícola

Ruanda quer reforçar a sua expertise em biotecnologia agrícola
Quinta-feira, 18 de Dezembro de 2025

Em África, a introdução de organismos geneticamente modificados (OGM) na agricultura continua ainda limitada. Um dos poucos países do continente a ter aprovado esta tecnologia, o Ruanda tem vindo a multiplicar os investimentos para reforçar as suas capacidades.

No Ruanda, o Ministério da Agricultura deu, na segunda-feira, 15 de dezembro, o arranque ao projeto denominado Rwanda Biotech Capacity Building (BioCap). Este projeto será implementado nos próximos cinco anos pelo Escritório Nacional de Desenvolvimento da Agricultura e Recursos Animais (RAB) e pelo Centro Internacional da Bata

ta (CIP), com o objetivo de reforçar as competências dos cientistas do país para desenvolver variedades melhoradas de culturas agrícolas.

Num comunicado publicado no seu site, o Ministério da Agricultura indica que o projeto se concentrará inicialmente em três culturas estratégicas: mandioca, batata e banana.

Centro de biotecnologia de 14 milhões de dólares anunciado em Rubona

Uma das principais iniciativas previstas no âmbito do projeto BioCap é a construção de um centro de excelência em biotecnologia de culturas num terreno do RAB em Rubona. Segundo informações divulgadas pelo jornal local The News Times, a criação deste centro de excelência é apoiada por um financiamento de 14 milhões de dólares da Fundação Bill & Melinda Gates.

Esta infraestrutura de investigação, uma vez operacional, destina-se a formar cientistas ruandeses em técnicas avançadas de transformação genética, edição do genoma, diagnósticos moleculares e biossegurança. De acordo com Florence Uwamahoro, diretora-geral interina do RAB, estas tecnologias permitirão desenvolver variedades de batata resistentes ao míldio, uma doença fúngica que pode provocar perdas estimadas entre 60 e 100% das colheitas do tubérculo na África Oriental.

Está também previsto integrar a resistência ao vírus do estriado da mandioca (uma doença fúngica capaz de destruir até 80% das colheitas) através da melhoria genética, e tornar algumas variedades de banana mais resistentes à murcha bacteriana e ao Fusarium (fungo responsável pela fusariose).

“O projeto BioCap também reforçará a capacidade do Ruanda de gerar dados regulatórios, ambientais e de segurança alimentar, bem como de integrar culturas biotecnológicas em ensaios de desempenho, sistemas de sementes e serviços de extensão agrícola”, declarou Solange Uwituze, Ministra da Agricultura e Recursos Animais.

Rumo à aceleração da integração dos OGM na agricultura?

No Ruanda, o reforço das capacidades dos investigadores em biotecnologia é particularmente estratégico, uma vez que o governo pretende fazer dos OGM um vetor para desenvolver a produção agrícola.

Neste contexto, o Programa Nacional de Biotecnologia foi lançado em outubro de 2024, com um custo total de 9,9 milhões de dólares. Este plano quinquenal visa melhorar a produtividade de culturas estratégicas como a mandioca, o milho e a batata, através da introdução de variedades geneticamente modificadas, resistentes a doenças, pragas e à seca.

É importante notar que, desde 13 de julho de 2023, o governo ruandês aprovou uma nova lei que autoriza a utilização, processamento, comercialização, importação e exportação de OGM. Contudo, até ao momento, nenhum produto agrícola OGM é cultivado em larga escala no país.

Quanto aos últimos desenvolvimentos do setor, o RAB iniciou, em setembro de 2024, testes com variedades de batata OGM resistentes ao míldio.

Stéphanas Assocle

 

 

Sobre o mesmo tema

Em África, a regulamentação relativa aos OGM continua a ser rigorosa na maioria dos países, sobretudo no que diz respeito à comercialização. Este contexto...

O Libéria é o terceiro maior produtor africano de borracha natural, depois da Costa do Marfim e do Gana. Tal como acontece com a maioria das...

Em África, o Marrocos é um dos países mais afetados pelo défice hídrico. Com vários anos consecutivos de seca e os efeitos das alterações climáticas, o...

Principal produtor africano de milho, a África do Sul afirma-se igualmente como o principal exportador desta cultura no continente. Com o início da...

MAIS LIDOS
01

Enquanto os seus projetos de gás, que estiveram paralisados durante vários anos, entraram numa dinâm…

Moçambique: o governo formaliza a criação de uma empresa de logística do gás.
02

Enquanto aguarda a mobilização dos financiamentos necessários para o início das obras de construção,…

Cobre/zinco: Orion visa 11 milhões de dólares para avançar rumo a uma nova mina na África do Sul
03

O fundo soberano mineiro burquinabê será financiado pelas receitas adicionais geradas pela subida do…

O Burkina Faso cria um fundo soberano mineiro para financiar projetos estruturantes a partir de 2027.
04

A Tanzânia afirma-se como o segundo maior produtor africano de mel, depois da Etiópia. Tal como na m…

A Tanzânia aposta no reforço de competências para impulsionar a sua produção de mel.

A Agência Ecofin cobre diariamente as atualidades de 9 setores africanos: gestão pública, finanças, telecomunicações, agro, energia, mineração, transportes, comunicação e formação. Também concebe e opera mídias especializadas, digitais e impressas, em parceria com instituições ou empresas ativas em África.

DEPARTAMENTO COMERCIAL
regie@agenceecofin.com 
Tel: +41 22 301 96 11
Cel: +41 78 699 13 72

Mídia kit : Link para download
REDAÇÃO
redaction@agenceecofin.com


Mais informações :
Equipe
Editora
AGÊNCIA ECOFIN

Mediamania Sarl
Rue du Léman, 6
1201 Genebra – Suíça
Tel: +41 22 301 96 11

 

A Agência Ecofin é uma agência de informação econômica setorial, criada em dezembro de 2010. Sua plataforma digital foi lançada em junho de 2011.

 
 
 
 

Please publish modules in offcanvas position.