Na África Oriental, o Quénia está entre os principais produtores de café, juntamente com a Etiópia, o Uganda e a Tanzânia. No país, esta cadeia de valor constitui a terceira maior fonte de receitas de exportação, depois do chá e da horticultura.
O Quénia deverá colocar 940 000 sacos de café (1 saco = 60 kg), ou seja, 56 400 toneladas, no mercado internacional. Esta projeção consta do mais recente relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), publicado a 18 de maio.
Esta previsão, caso se concretize, representará um aumento de 11,9% em relação à campanha anterior (50 400 toneladas). Para explicar esta evolução, o USDA destaca perspetivas de colheitas abundantes que deverão sustentar o aumento dos volumes exportáveis.
A fileira queniana espera produzir 950 000 sacos, ou 57 000 toneladas em 2026/2027, um aumento de 12% face ao ano anterior, principalmente devido à entrada em produção de novas plantações.
Segundo o relatório, “o Quénia está a implementar ativamente um programa de expansão da cultura do café que abrange as regiões do Centro, do Leste e do Vale do Rift. Esta iniciativa é liderada pela New Kenya Planters Cooperative Union, que utiliza um fundo rotativo apoiado pelo governo para fornecer aos agricultores mudas e fertilizantes. Em complemento aos esforços nacionais, vários governos de condado lançaram programas de subsídios locais para ajudar os produtores a compensar os custos associados à expansão das suas plantações de café”, sublinha o relatório.
Enquanto o Quénia produz exclusivamente café Arábica — uma variedade geralmente mais cara do que o Robusta —, o aumento dos volumes de exportação deverá traduzir-se num crescimento das receitas, sobretudo porque os preços da matéria-prima têm permanecido elevados nos últimos anos.
Na maior economia da África Oriental, as receitas de exportação de café duplicaram em cinco anos, passando de 26,1 mil milhões de xelins quenianos (201,5 milhões de dólares) em 2021 para 52,05 mil milhões (402 milhões de dólares) em 2025, segundo dados do Gabinete Nacional de Estatísticas.
Stéphanas Assocle













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