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Brasil suspende temporariamente as importações de cacau da Costa do Marfim

Brasil suspende temporariamente as importações de cacau da Costa do Marfim
Quarta-feira, 25 de Fevereiro de 2026

Brasil suspende as compras de cacau da Costa do Marfim por motivos fitossanitário.A Costa do Marfim é o maior exportador mundial de cacau, e o Brasil está entre seus principais mercados, ao lado dos países europeus. No entanto, uma nova medida pode perturbar essa relação comercial.

Na segunda-feira, 23 de fevereiro, o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil anunciou a suspensão das compras de grãos e produtos à base de cacau provenientes da Costa do Marfim até novo aviso. A decisão foi publicada no Diário Oficial devido a preocupações relacionadas ao risco fitossanitário.

As autoridades brasileiras explicaram que o grande fluxo de grãos provenientes de países vizinhos para a Costa do Marfim permitia a presença de amêndoas misturadas nas remessas destinadas ao Brasil. Assim, o Ministério destacou que a suspensão permanecerá em vigor "até que a República da Costa do Marfim forneça uma declaração formal sobre a situação e apresente garantias de que as remessas originárias desse país não contenham grãos produzidos em países vizinhos, cujo status fitossanitário proíbe a entrada de cacau e coprodutos no Brasil."

O Secretariado de Comércio e Relações Internacionais, assim como o Secretariado de Defesa Agroalimentar, também foram encarregados de verificar possíveis casos de triangulação de amêndoas de cacau fermentadas e secas provenientes da Costa do Marfim, devido às potenciais implicações fitossanitárias.

Esta decisão não é a primeira do tipo. De fato, o Brasil já havia suspendido temporariamente suas compras de cacau da Costa do Marfim no passado. No entanto, essa nova proibição pode ter repercussões negativas nas relações de cooperação emergentes entre os dois países no setor de cacau.

Em fevereiro de 2025, o Conselho do Café e Cacau da Costa do Marfim recebeu uma delegação da Agência de Promoção de Exportações e Investimentos do Brasil (ApexBrasil), com discussões focadas em pesquisa agronômica, transformação e produção sustentável de cacau.

A proibição ocorre em um contexto em que as vendas de cacau da Costa do Marfim para o Brasil alcançaram um nível recorde de 177 milhões de dólares em 2024. O Brasil se tornou o 10º maior mercado de exportação para a Costa do Marfim, segundo os dados mais recentes da plataforma TradeMap.

Essa medida se soma a uma situação já difícil para o setor de cacau da Costa do Marfim, que enfrenta a queda nos preços globais e a pressão dos comerciantes para reduzir o preço garantido aos produtores, atualmente fixado em 2.800 Fcfa/kg (aproximadamente 5 $/kg).

Espoir Olodo

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