Brasil é o 3º maior exportador mundial de produtos agrícolas, atrás da União Europeia e dos Estados Unidos, sendo também líder no mercado de soja.
Segundo as últimas previsões da empresa Global Energy CERA, publicadas em 25 de março, a maior economia da América do Sul deverá colher 182 milhões de toneladas de soja em uma área cultivada de quase 50 milhões de hectares.
Esse volume permitirá ao Brasil controlar mais de 42% da produção mundial, contra 30,3% há uma década. As exportações devem atingir cerca de 112 milhões de toneladas, representando 59,2% do comércio global.
Durante muitos anos, o Brasil desempenhou papel secundário no mercado de soja, atrás dos Estados Unidos. As primeiras sementes foram introduzidas no fim do século XIX para fins de pesquisa, e a exploração comercial consolidou-se entre as décadas de 1960 e 1970, período em que os EUA dominavam com mais de 60% da oferta mundial em 1980, segundo dados do Agricultural Policy Analysis Center.
A produção brasileira ganhou dimensão industrial e geopolítica no início dos anos 2000, impulsionada pela demanda chinesa por farelo de soja para a indústria suína. O país aumentou gradualmente a produção, convertendo vastas áreas de pastagens em lavouras de soja e aplicando avanços tecnológicos nas sementes.
Marcela Marini, analista sênior da Rabobank Brasil, destacou em 2021 que “o Brasil percorreu um longo caminho. Há dez anos, o país não podia competir em produtividade com os EUA, mas o uso de tecnologia nas sementes permitiu alcançar e até superar os Estados Unidos”.
Desde 2012/2013, o Brasil domina o comércio mundial de soja e superou os EUA como maior produtor mundial na safra 2017/2018. Para 2025/2026, prevê-se que os EUA continuem a perder participação: a produção americana deve atingir 116 milhões de toneladas, ou 26,9% da produção mundial, contra 33,8% em 2015/2016. As exportações dos EUA devem totalizar 42,9 milhões de toneladas, 22,6% do total global, contra 39,8% há dez anos.
Espoir Olodo
Editado por Wilfried ASSOGBA













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