Com a aceleração da transformação digital, a cibersegurança tornou-se um desafio importante para os países africanos. Estes estão a considerar parcerias com diversos parceiros.
O ministério ganês responsável pelas TIC anunciou, na quarta-feira, 15 de abril, o reforço da sua cooperação com a Itália no domínio da cibersegurança. Os dois países manifestam a ambição de reforçar a resiliência dos seus ecossistemas digitais e a segurança das suas infraestruturas críticas.
«A cibersegurança é uma responsabilidade partilhada. O Gana e a Itália unem forças para construir um futuro digital seguro e resiliente», declarou Samuel Nartey George, ministro ganês das TIC.
Esta colaboração insere-se numa estratégia do Gana para acompanhar o crescimento da sua economia digital. À medida que os serviços digitais se expandem, nomeadamente nas telecomunicações, na finança ou na administração pública, os riscos associados aos ciberataques aumentam, tornando indispensável a implementação de mecanismos de proteção adequados.
Para além da dimensão técnica, esta iniciativa reflete uma consciência crescente: a cibersegurança tornou-se uma questão estratégica para os Estados. Segundo a União Internacional das Telecomunicações (UIT), o Gana faz parte dos países de referência em matéria de cibersegurança. No seu relatório «Global Cybersecurity Index 2024», o país obteve uma pontuação de 99,27 em 100. Por sua vez, a Itália alcançou uma pontuação de 100 em 100.
No entanto, o país continua exposto a perdas associadas à cibercriminalidade. Entre 2019 e 2025, o Gana perdeu mais de 3 mil milhões de dólares, incluindo 19 milhões de cedis (cerca de 1,7 milhões de dólares) apenas nos primeiros nove meses de 2025. Este valor representa um aumento de 17% em relação ao mesmo período de 2024, segundo a Autoridade de Cibersegurança. Além disso, o país registou 2 008 incidentes no primeiro semestre de 2025, um número 17% superior ao total registado em todo o ano de 2024.
Adoni Conrad Quenum













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