As autoridades da Zâmbia estão a intensificar os esforços para garantir uma conectividade mais fiável. Desde 2023, o país tem manifestado a intenção de reduzir a dependência das redes 2G, em favor da 4G e de tecnologias mais avançadas.
O governo zambiano prevê destinar 225 milhões de kwachas (cerca de 11,9 milhões de dólares) para melhorar a qualidade dos serviços de telecomunicações no país. A iniciativa visa responder às necessidades dos consumidores e apoiar a transformação digital.
O anúncio foi feito por Felix Mutati, ministro da Tecnologia e das Ciências, na quinta-feira, 14 de maio, durante a terceira edição da Mesa Redonda da Economia Digital (DERT III). O evento reuniu intervenientes do setor para debater temas como o reforço das infraestruturas digitais, a melhoria da qualidade do serviço, a expansão da conectividade e a aceleração da participação da Zâmbia na economia digital global.
Segundo o ministro, esta verba será utilizada para modernizar infraestruturas, atualizar redes e implementar medidas para aumentar a conectividade, sobretudo nas zonas rurais.
Esta iniciativa surge num contexto africano em que os consumidores de serviços de telecomunicações se queixam frequentemente da qualidade dos serviços, incluindo lentidão da Internet, interrupções de chamadas, congestionamento das redes móveis em horas de ponta, instabilidade dos serviços de mobile money e cortes frequentes de rede. Em 2025, o regulador das telecomunicações multou as operadoras Airtel e MTN.
A pressão dos consumidores e das autoridades aumenta à medida que cresce a procura por conectividade, impulsionada pela expansão dos serviços digitais como streaming, pagamentos eletrónicos, cloud, teletrabalho e aplicações de inteligência artificial.
De acordo com a GSMA, uma boa qualidade de serviço pode melhorar a experiência digital e criar novas oportunidades económicas para indivíduos e comunidades.
Para referência, a Zâmbia registava 23,05 milhões de assinaturas de telemóvel no final de 2025 e 7,29 milhões de subscrições de Internet, segundo o DataReportal.
Isaac K. Kassouwi













Nairobi. Kenya