A mina de ouro Tasiast iniciou, desde 2025, uma fase de transição a nível operacional, caracterizada pelo processamento de minérios com teores mais baixos. Esta tendência já se traduziu numa diminuição anual de 23% dos volumes produzidos no local durante o exercício.
Numa atualização operacional publicada na quarta-feira, 29 de abril, a empresa mineira canadiana Kinross Gold indica ter produzido 130 014 onças de ouro no primeiro trimestre na sua mina Tasiast, a maior da Mauritânia. Este volume representa uma queda de 5% em termos homólogos, em comparação com a produção declarada no mesmo período de 2025.
Este desempenho negativo ocorre num momento em que a mina Tasiast evolui, desde 2025, numa fase de transição mineira marcada pelo processamento de minérios com teores mais baixos na unidade de tratamento. Este contexto levou a Kinross Gold a antecipar, para 2026, níveis de produção estáveis em relação ao exercício anterior, no qual os volumes tinham recuado para 503 429 onças, contra 622 394 onças em 2024. No total, a produção esperada no local é estimada em cerca de 505 000 onças este ano.
«Em termos anuais, a produção foi inferior, principalmente devido ao calendário de processamento das onças na unidade, parcialmente compensado por teores mais elevados resultantes da planificação da exploração mineira», pode ler-se na nota da empresa.
Como a Kinross não detalhou as receitas geradas por cada uma das suas minas no período em análise, torna-se difícil avaliar, nesta fase, o impacto desta dinâmica no desempenho comercial da Tasiast. Isto é ainda mais relevante tendo em conta que esta situação ocorre num mercado favorável ao ouro, com preços a manterem-se em níveis claramente superiores aos observados no início de 2025.
Para recordar, a Tasiast constitui um dos principais pilares do setor extrativo mauritano, representando em média 26,95% da contribuição do setor entre 2020 e 2024, segundo a ITIE Mauritânia.
Aurel Sèdjro Houenou













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