No Nigéria, a transição para soluções de transporte menos dependentes da gasolina ainda enfrenta constrangimentos de custos e de infraestruturas. As autoridades estão agora a apostar numa maior participação do setor financeiro para apoiar esta mudança.
O governo federal nigeriano e o Lotus Bank assinaram um acordo para acelerar a implementação do programa de mobilidade limpa « Presidential Initiative on CNG & EV ». Esta iniciativa visa promover o uso de veículos movidos a gás natural comprimido (GNC), bem como de veículos elétricos.
No âmbito desta parceria, o banco prevê disponibilizar soluções de financiamento que cobrem toda a cadeia de valor do GNC. Os apoios incluem a aquisição de ativos de mobilidade limpa, a conversão de frotas automóveis, bem como o financiamento de infraestruturas destinadas a empresas e atores institucionais.
Lançada em 2023 na sequência da eliminação dos subsídios aos combustíveis, a Presidential Initiative on CNG & EV tem como objetivo reduzir a dependência do país dos combustíveis fósseis, ao mesmo tempo que apoia políticas públicas de redução da pegada de carbono. Segundo informações divulgadas pela imprensa local, já terá permitido mais de 250 000 conversões de veículos a nível nacional. O número de centros de conversão passou de 7 para mais de 350 unidades, enquanto mais de 2 mil milhões de dólares em investimentos privados terão sido mobilizados junto de atores do setor.
Estes avanços continuam, contudo, aquém dos objetivos iniciais do programa, que previa a entrada em funcionamento de 500 centros de conversão e mais de 150 estações de abastecimento até ao final de 2025. Em paralelo, as autoridades ambicionam atingir mais de 1 milhão de veículos convertidos para GNC até 2027. Segundo vários analistas, o atraso explica-se sobretudo pelo elevado custo das conversões, estimado entre 900 000 e 1,6 milhões de nairas (entre 655 e 1 165 dólares), bem como pelo aumento do preço do GNC.
Henoc Dossa













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