Facebook Agence Ecofin Twitter Agence Ecofin LinkedIn Agence Ecofin
Instagram Agence Ecofin Youtube Agence Ecofin Tik Tok Agence Ecofin WhatsApp Agence Ecofin

×

Message

Failed loading XML... XML declaration allowed only at the start of the document

Na África Ocidental, o cerco aperta-se em torno dos exportadores indianos de arroz

Na África Ocidental, o cerco aperta-se em torno dos exportadores indianos de arroz
Quarta-feira, 6 de Maio de 2026

O arroz é o principal cereal importado na África Ocidental. Na região, vários países procuram proteger mais a sua cadeia produtiva face às importações a baixo preço provenientes da Ásia.

No passado dia 29 de abril, o Burkina Faso anunciou a interrupção imediata das suas importações de arroz.

Esta decisão foi acompanhada pela suspensão da emissão das Autorizações Especiais de Importação (ASI) e por um período transitório de dois meses durante o qual os operadores com esta autorização podem ainda exercer atividade, findo o qual as suas licenças serão anuladas. Se, para as autoridades, a medida visa favorecer o escoamento da produção local, ela também tem implicações no comércio intra-regional.

Nuvens que se acumulam

Ao anunciar a suspensão das importações, o governo burquinabê cria um novo desafio para os exportadores indianos de arroz para a África Ocidental, principal polo de consumo.

De facto, estes já estavam a recuperar da recente mudança na política aduaneira do Bénim relativa ao cereal. Segundo informações divulgadas pela empresa de análise Platts, que cita um documento oficial datado de 22 de abril, para obter uma licença, os importadores devem comprovar implantação no Benim há pelo menos três anos, situação fiscal e aduaneira regular, bem como meios técnicos e logísticos considerados suficientes.

A isto junta-se a obrigação de depositar uma garantia de 1 mil milhão de FCFA (1,7 milhões de dólares) numa conta dedicada do Tesouro público e o compromisso de encaminhar mensalmente entre 50 000 e 100 000 toneladas de arroz.

Com este endurecimento, a Platts refere que as cargas inicialmente destinadas a Cotonou estavam a ser redirecionadas para Lomé, de onde são habitualmente reexpedidas para o Burkina Faso, mas a nova restrição deste país faz agora recear uma acumulação de stocks nos portos e uma queda dos preços.

O Nigéria, novo destino de referência?

Enquanto alguns observadores consideram que os fluxos poderão ser redirecionados para outros mercados, como o Gana ou mesmo fora da sub-região, outros acreditam que o Nigéria poderá tornar-se nos próximos meses uma solução de recurso para os operadores.

Segundo a Platts, a Índia expediu cerca de 1,57 milhões de toneladas de arroz não basmati para o Benim em 2025, uma queda de 15% num ano. Cerca de 90% desse volume seria depois reencaminhado para o mercado nigeriano, segundo estimativas.

Embora os importadores nigerianos usem o porto de Cotonou como ponto intermédio antes do transporte por fronteiras terrestres para evitar tarifas elevadas, a decisão do governo nigeriano de reduzir as suas tarifas a partir de 1 de julho poderá alterar estes fluxos transfronteiriços.

Em detalhe, o direito de importação sobre o arroz a granel ou em quantidades superiores a 5 kg é reduzido de 70% para 47,5%, enquanto a tarifa sobre o arroz partido passa de 70% para 30%. Neste contexto, os operadores nigerianos poderão optar cada vez mais por importações diretas para o país, em vez de recorrer a rotas indiretas, o que beneficiaria os exportadores indianos.

Espoir Olodo

 

 

Sobre o mesmo tema

A África do Sul enfrenta, desde o início de 2026, episódios recorrentes de inundações que afetam tanto as zonas urbanas como as áreas rurais. Esta...

A Tanzânia afirma-se como o segundo maior produtor africano de mel, depois da Etiópia. Tal como na maioria dos países do continente, a apicultura...

O chá é a bebida mais consumida no mundo depois da água. Em 2026, o mercado mundial enfrenta fortes tensões devido à volatilidade dos preços das...

A criação de abelhas faz parte integrante da agricultura e do desenvolvimento rural em África. Em Moçambique, onde ainda ocupa um lugar marginal na...

MAIS LIDOS
01

Durante muito tempo, Dar es Salaam foi vista sobretudo como a capital económica da Tanzânia — uma ci…

Dar es Salaam, a sofisticação tranquila do oceano Índico
02

A 5G está a avançar progressivamente em África, impulsionada pelas crescentes necessidades de conect…

Banda larga: a Mauritânia junta-se ao grupo de países que lançaram a 5G comercial.
03

Enquanto milhares de jovens entram todos os anos no mercado de trabalho e o desemprego entre os 15 e…

Au Mali, formar para empregar torna-se uma prioridade nacional.
04

A transformação digital está a acelerar-se em África. Os Estados procuram, assim, enquadrar melhor e…

Regulação do digital: o Senegal aproxima-se da Turquia.

A Agência Ecofin cobre diariamente as atualidades de 9 setores africanos: gestão pública, finanças, telecomunicações, agro, energia, mineração, transportes, comunicação e formação. Também concebe e opera mídias especializadas, digitais e impressas, em parceria com instituições ou empresas ativas em África.

DEPARTAMENTO COMERCIAL
regie@agenceecofin.com 
Tel: +41 22 301 96 11
Cel: +41 78 699 13 72

Mídia kit : Link para download
REDAÇÃO
redaction@agenceecofin.com


Mais informações :
Equipe
Editora
AGÊNCIA ECOFIN

Mediamania Sarl
Rue du Léman, 6
1201 Genebra – Suíça
Tel: +41 22 301 96 11

 

A Agência Ecofin é uma agência de informação econômica setorial, criada em dezembro de 2010. Sua plataforma digital foi lançada em junho de 2011.

 
 
 
 

Please publish modules in offcanvas position.