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África do Sul: a fileira dos citrinos preocupa-se com as repercussões das inundações.

África do Sul: a fileira dos citrinos preocupa-se com as repercussões das inundações.
Sexta-feira, 22 de Maio de 2026

A África do Sul enfrenta, desde o início de 2026, episódios recorrentes de inundações que afetam tanto as zonas urbanas como as áreas rurais. Esta situação já atinge os principais bacias de produção de citrinos, em plena campanha de comercialização.

Na África do Sul, as fortes chuvas registadas nos últimos dias perturbaram significativamente as zonas de produção de citrinos nas províncias do Cabo Oriental e do Cabo Ocidental. «As primeiras indicações mostram que pomares foram inundados, com algumas árvores arrancadas, e as estimativas iniciais indicam que cerca de 10% a 12% da colheita local poderá ser afetada», declarou o diretor-geral da CGA, Boitshoko Ntshabele, ao meio de comunicação Business Day a 18 de maio.

Esta situação ocorre em plena fase de colheita de limões e tangerinas no âmbito da campanha de comercialização de 2026. Importa referir que a época de exportação de citrinos desta campanha teve início na segunda semana de janeiro e deverá terminar no início de outubro.

Esta nova realidade é ainda mais preocupante porque as províncias afetadas estão entre os principais polos de produção do país. Segundo uma nota do United States Department of Agriculture publicada a 21 de maio, o Cabo Oriental e o Cabo Ocidental concentram, por si só, 46,3% da área total dedicada aos citrinos na África do Sul.

Neste contexto, as inundações poderão resultar numa redução da oferta de fruta, além das perdas económicas associadas aos danos nos pomares e nas infraestruturas agrícolas.

Uma ameaça adicional às perspetivas de 2026

Sendo a produção de citrinos fortemente orientada para a exportação, qualquer quebra na oferta pode também afetar o desempenho do setor nos mercados internacionais.

Esta situação agrava as perspetivas da fileira sul-africana, que já enfrentava riscos ligados a uma procura mais fraca em alguns mercados, nomeadamente no Médio Oriente, onde tensões geopolíticas têm perturbado os fluxos comerciais e a logística marítima. Segundo estatísticas oficiais, esta região absorve cerca de 18% das exportações sul-africanas de citrinos em valor.

Para recordar, os citrinos constituem a principal fonte de receitas de exportação agrícola da África do Sul. Dados da plataforma Trade Map indicam que o país exportou 3,23 milhões de toneladas de citrinos em 2025, gerando cerca de 2,51 mil milhões de dólares em receitas.

Stéphanas Assocle

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