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Algodão africano: rumo ao desempenho no encontro de Lomé

Algodão africano: rumo ao desempenho no encontro de Lomé
Quarta-feira, 6 de Maio de 2026

A produção de algodão em África insere-se num contexto em que as questões de rendimento e competitividade ocupam um lugar central. Em paralelo, as condições climáticas e as evoluções do mercado moldam o desempenho do setor.

A capital togolesa acolhe, a partir de terça-feira, 5 de maio, as 22.ªs Jornadas anuais da Associação Algodoeira Africana (ACA), um encontro importante que reúne os principais intervenientes da fileira do algodão no continente. Os trabalhos, organizados pela Nova Sociedade Algodoeira do Togo (NSCT), foram abertos pelo secretário-geral do ministério responsável pela agricultura, Tekize Madadozi, em representação do ministro.

Durante quatro dias, os participantes irão debater os desafios que a fileira enfrenta, partilhar experiências e propor soluções para melhorar a produtividade e a competitividade do algodão africano. As discussões incidirão sobretudo sobre a adaptação aos efeitos das alterações climáticas, a melhoria da qualidade e da rastreabilidade, bem como a otimização dos sistemas de produção.

«Estas jornadas oferecem um quadro privilegiado para a partilha de experiências e para a definição de respostas concretas aos desafios comuns do setor», declarou o diretor-geral da NSCT, Martin Drevon.

Reuniões regionais num contexto de fortes mudanças no setor

Este encontro, organizado em conjunto com a 18.ª reunião de balanço do Programa Regional de Produção Integrada do Algodão em África (PR-PICA), decorre num contexto económico internacional instável, marcado pela volatilidade dos preços do algodão nos mercados mundiais e pela subida contínua dos custos dos fatores de produção agrícola. A fileira algodoeira africana enfrenta exigências crescentes em termos de qualidade e rastreabilidade, bem como efeitos cada vez mais evidentes das alterações climáticas sobre os rendimentos, os calendários agrícolas e a sustentabilidade dos sistemas de produção.

Segundo o presidente da Associação Algodoeira Africana, Kassoum Koné, estas mudanças exigem uma rápida adaptação dos sistemas de produção, através da inovação, do reforço das capacidades dos produtores, da mecanização das operações agrícolas e de uma melhor coordenação entre os atores da cadeia de valor. Ele sublinhou ainda a necessidade de reforçar as parcerias para acompanhar a transformação estrutural do setor.

No Togo, nos últimos anos, a produção de algodão tem conhecido uma recuperação impulsionada pelas reformas no setor e pelos esforços de organização dos atores. As iniciativas implementadas visam melhorar os rendimentos, reforçar o acompanhamento dos produtores e promover práticas agrícolas mais eficientes e sustentáveis. Esta dinâmica insere-se também nas orientações mais amplas definidas a nível africano, nomeadamente no seio da Associação Algodoeira Africana, em favor de um algodão mais competitivo e melhor integrado.

Criada em 2002, a Associação Algodoeira Africana tem como missão promover a concertação entre os atores da fileira do algodão, fomentar o desenvolvimento sustentável do setor e reforçar a competitividade do algodão africano nos mercados internacionais.

Gautier Agbekodovi

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