BAD e outros parceiros investem US$ 137 milhões em um projeto de infraestrutura marítima para facilitar o comércio regional nas Ilhas Comores.
A modernização tem como alvo as infraestruturas portuárias vitais, visando fortalecer a conectividade regional e tornar as Ilhas Comores um hub logístico entre África e Ásia.
O Presidente das Comores, Azali Assoumani, presidiu a cerimônia oficial de lançamento do projeto de desenvolvimento de um corredor marítimo e de facilitação do comércio regional, financiado pelo Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) num total de 137 milhões de dólares americanos.
Altos funcionários do banco estiveram presentes na cerimônia, que ocorreu em 27 de outubro de 2025, em Moroni. O financiamento do Grupo do Banco consiste em uma doação principal de 135 milhões de dólares pelo Fundo Africano de Desenvolvimento, o guichê concessional do Grupo do Banco, e outra doação de 2 milhões de dólares provenientes do Fundo de Apoio à Transição, um mecanismo destinado a estados em transição.
Outros parceiros incluem o Banco Mundial, o Banco Islâmico de Desenvolvimento, a Agência Francesa de Desenvolvimento, além da União Européia e o Banco Europeu de Investimentos, que devem co-financiar o projeto mobilizando mais de 110 milhões de dólares adicionais. O Centro Mundial para a Adaptação também prestou apoio na avaliação dos riscos climáticos para as infraestruturas portuárias e as opções de adaptação a serem consideradas na concepção das obras.
O projeto visa modernizar as infraestruturas portuárias essenciais ao desenvolvimento económico das Ilhas Comores, facilitando o comércio e reforçando a conectividade regional. Ele permitirá ao arquipélago tirar partido de sua posição geográfica estratégica no Canal de Moçambique e se tornar um polo logístico entre a África e a Ásia.
A ministra do Transporte Marítimo e Aéreo das Comores, Yasmine Hassane Alfeine, elogiou o Grupo do BAD como "um parceiro estratégico fiel, cujo apoio técnico e financeiro acompanha constantemente os esforços para concretizar uma visão de desenvolvimento baseada na sustentabilidade, integração e resiliência das infraestruturas".
O projeto está alinhado com a Estratégia Decenal 2024-2033 do Grupo do Banco e os "Quatro Pontos Cardeais" do Presidente da instituição, Sidi Ould Tah. Ele permitirá a construção de infraestruturas resilientes e o desenvolvimento de cadeias de valor agrícolas e pesqueiras, além de facilitar a criação de milhares de empregos para jovens e mulheres.
Desde o início da sua cooperação com a União das Comores em 1977, o Grupo do BAD financiou quase 40 operações num montante acumulado de cerca de 530 milhões de dólares. Os setores abrangidos por estes investimentos incluem transportes, energia, agricultura e governança. Este novo projeto confirma o compromisso da instituição panafricana de financiamento do desenvolvimento em apoiar o arquipélago em sua caminhada rumo a um desenvolvimento sustentável, inclusivo e resiliente.
Lucro líquido da Dangote Cement registrou aumento significativo em 2025, apesar de uma leve queda nos volumes de venda.
Principal cimenteira africana atribuio crescimento ao aumento no preço de venda médio, aprimoramento da eficiência operacional e ganhos cambiais.
O aumento na performance do maior grupo de cimento da África vem principalmente do aumento do preço médio de venda, da melhoria na eficiência operacional e dos ganhos cambiais.
Dangote Cement, o grupo cimenteiro panafricano de propriedade do bilionário nigeriano Aliko Dangote, anunciou na segunda-feira, 27 de outubro de 2025, que seu lucro líquido registrou um aumento de 166,3% durante os nove primeiros meses de 2025, totalizando 743,3 bilhões de nairas (cerca de US$ 511 milhões), apesar de uma ligeira queda nos volumes de vendas.
Esse lucro supera em muito os resultados do ano todo de 2024 (US$ 344,7 milhões).
Entre 1º de janeiro e 30 de setembro do ano corrente, a receita do grupo atingiu 3.154 bilhões de nairas (US$ 2,17 bilhões), em comparação com os 2.560 bilhões de nairas no mesmo período do ano anterior, equivalente a um aumento de 23,2%. Esse aumento ocorreu em meio a uma queda de 2% no volume total de vendas durante o período analisado, somando 20,2 milhões de toneladas.
O bom desempenho financeiro da Dangote Cement é principalmente atribuído a um aumento de 25,85% no preço médio de venda, que alcançou 155.875 nairas por tonelada nos primeiros nove meses de 2025, além da melhora na eficiência operacional e os ganhos cambiais, de acordo com analistas da corretora nigeriana CSL Stockbrokers Research.
Mercado nigeriano segue predominante
Os demonstrativos financeiros da Dangote Cement, não auditados até 30 de junho de 2025, também revelam que o mercado nigeriano ainda concentra a maior parte das atividades do grupo. A receita das operações na Nigéria cresceu 42,4% nos primeiros nove meses de 2025 em comparação ao mesmo período de 2024, totalizando 2.181 bilhões de nairas. Esse sólido desempenho é atribuído principalmente a um aumento de 41,9% no preço médio de venda na Nigéria. Além disso, o volume de vendas nesse mercado subiu 0,4%, alcançando 13,21 milhões de toneladas.
As operações do grupo na África geraram uma receita de 1.056 bilhões de nairas nos primeiros nove meses do ano em curso, uma queda de 3,4% em relação ao mesmo período do ano passado. Essa queda se deve em grande parte a uma redução de 5% no volume de vendas anual, para 7,9 milhões de toneladas.
Além da Nigéria, onde possui quatro grandes fábricas de cimento, a Dangote Cement opera em dez países africanos: Camarões, Gana, África do Sul, República do Congo, Senegal, Tanzânia, Etiópia, Serra Leoa, Zâmbia e Costa do Marfim.
Walid Kéfi
O grupo bancário panafricano Ecobank Transnational Incorporated (ETI) registrou aumento de 34% no lucro líquido no terceiro trimestre, alcançando $454,5 milhões
O crescimento foi impulsionado pelo desempenho em todos os segmentos de atividade, ao mesmo tempo em que o banco continuou modernizando seus serviços digitais
O grupo bancário panafricano Ecobank Transnational Incorporated (ETI) manteve sua trajetória em 2025, com resultados do terceiro trimestre mostrando uma forte melhora na rentabilidade e na solidez financeira.
No final de setembro de 2025, o Ecobank Transnational Incorporated (ETI) registrou lucro antes dos impostos de $656,6 milhões, um aumento de 33% em relação ao ano anterior, resultando em um lucro líquido consolidado de $454,5 milhões, isto é, 34% a mais em relação ao mesmo período de 2024. A receita líquida bancária atingiu $1,75 bilhão, comparada a $1,48 bilhão um ano antes, um aumento de 18%.
Esse desempenho demonstra "o contínuo sucesso de nossa estratégia focada em crescimento, transformação e retorno", destacou Jeremy Awori, CEO do grupo, em comunicado. Segundo ele, o retorno sobre o patrimônio líquido tangível atingiu 31,2%, enquanto o valor contábil por ação aumentou 83%.
Todos os segmentos tiveram crescimento. O banco de financiamento e investimento (CIB) registrou um aumento de 18% em suas receitas, impulsionado por uma gestão "focada" no cliente e expansão dos produtos de mercado. O segmento de banco de varejo e PME teve uma progressão de 13%, sustentada pelo aumento no número de clientes, depósitos e investimentos.
O Ecobank também continuou a modernizar seus serviços digitais: aproximadamente 400 novos caixas eletrônicos foram instalados em todo o continente, acompanhados de uma atualização dos aplicativos móveis e soluções de empréstimos digitais.
O total do balanço atingiu $32,4 bilhões, um aumento de 22% em relação ao ano anterior. Os depósitos de clientes cresceram 23%, para $24,1 bilhões, enquanto os empréstimos aos clientes aumentaram 17%, alcançando $11,3 bilhões. O patrimônio líquido do grupo ultrapassou a marca de $2,49 bilhões, em comparação com $1,62 bilhão um ano antes, um crescimento de mais de 50%.
Essa progressão reflete a solidez do capital e a capacidade do grupo de absorver riscos, apesar do custo do risco aumentar 38%, para $254,7 milhões, afirmou o grupo, que está presente em 35 mercados.
O Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) aprova financiamento de $75 milhões para a empresa sul-africana Nyanza Light Metals Pty Ltd (Nyanza) para fomentar a industrialização na África por meio da valorização local das ricas reservas minerais de titânio do continente.
Com o financiamento, a Nyanza planeja minimizar as importações caras e posicionar a África na cadeia de valor global do dióxido de titânio, produzindo localmente 80.000 toneladas por ano do pigmento essencial na indústria de alimentos, cosméticos e médica.
O Conselho de administração do Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento aprovou um financiamento de $75 milhões para ajudar a empresa sul-africana Nyanza Light Metals Pty Ltd (Nyanza) a acelerar a industrialização na África por meio da valorização local das ricas reservas minerais de titânio do continente.
O dióxido de titânio é um pigmento essencial usado em diversas indústrias, incluindo as indústrias de tintas e revestimentos, alimentícia, de cosméticos e de aplicações médicas. Apesar da demanda considerável, os fabricantes sul-africanos e de toda a região dependem quase inteiramente de importações caras. O projeto da Nyanza irá remediar tal situação ao produzir dióxido de titânio localmente, contribuindo para a substituição das importações e posicionando a África na cadeia de valor global do dióxido de titânio.
O pacote financeiro do Banco Africano de Desenvolvimento inclui $25 milhões do Africa Growing Together Fund (AGTF), uma iniciativa de cofinanciamento entre o Banco Africano de Desenvolvimento e o Banco Popular da China. Este financiamento apoiará o desenvolvimento, a construção e a operação de uma fábrica de pigmentos de dióxido de titânio com capacidade de 80.000 toneladas ao ano, bem como infraestruturas associadas, na zona de desenvolvimento industrial de Richards Bay. Esta fábrica transformará minérios de titânio de origem local e regional em pigmentos de alta qualidade, destinados a várias aplicações industriais.
A contribuição do Banco está inserida em um financiamento sindicalizado organizado pela Africa Finance Corporation e pelo Banco Africano de Importação-Exportação, que agem como arranjadores e detentores de mandato.
Um dos principais objetivos do financiamento do Banco é a criação de empregos. O projeto Nyanza deve gerar mais de 2.400 empregos nacionais durante a construção - dos quais 30% serão reservados para mulheres e 30% para jovens - e até 850 empregos diretos qualificados após estar operacional, com metas de 45% para mulheres, 30% para jovens e 20% para pessoas de baixa renda. Este projeto irá contribuir para reduzir o desemprego na África do Sul e promover uma participação inclusiva no setor industrial sul-africano.
Comentando o projeto, Solomon Quaynor, vice-presidente de setor privado, infraestrutura e industrialização do Banco, afirmou: "Este investimento reflete o compromisso do Banco Africano de Desenvolvimento em promover a transformação industrial da África e mudar o discurso sobre a África, de um continente altamente dependente das exportações de matérias-primas para um continente reconhecido mundialmente por sua capacidade de criar valor adicionado a partir de seus recursos naturais. Ao ajudar Nyanza a investir em infraestrutura e agregar valor localmente aos recursos naturais, estamos contribuindo para mudar o antigo paradigma de uma África que exporta matérias-primas de baixo valor e permanece fortemente dependente da importação de produtos acabados; estamos construindo uma economia industrial carregada de oportunidades inclusivas para milhões de pessoas em todo o continente."
Donovan Chimhandamba, CEO da Nyanza, disse: "Esta aprovação do Banco Africano de Desenvolvimento marca um momento fundamental, não apenas para a Nyanza, mas também para o futuro industrial da África. O Banco Africano de Desenvolvimento oferece mais do que financiamento, oferece credibilidade, uma parceria estratégica e um compromisso de longo prazo com a transformação da África. Este apoio confirma nossa missão como líder na valorização dos minérios e posiciona Nyanza como motor da industrialização inclusiva".
Chimhandamba acrescentou: "A África há muito tempo exporta minérios brutos, para depois reimportar produtos acabados de alto valor feitos a partir desses mesmos recursos, a um preço elevado. Esse ciclo freou o crescimento industrial e limitou a capacidade do continente de aproveitar plenamente suas riquezas naturais. Com o apoio do Banco Africano de Desenvolvimento, estamos mudando isso, construindo um complexo de beneficiamento de titânio de classe mundial para processar minérios africanos localmente e comercializá-los nos mercados globais. O objetivo é recuperar valor, criar empregos e estabelecer uma base industrial que fortaleça jovens, mulheres e empresários."
O projeto apóia o objetivo estratégico do Banco Africano de Desenvolvimento de construir infraestruturas resilientes ao clima e promover a valorização dos recursos naturais. Ele também deve catalisar o crescimento do setor privado, estimular a criação de indústrias conectadas e cadeias de suprimento locais, e diversificar a base de exportação da África do Sul por meio de uma maior participação nas cadeias de valor globais.
O governo nigeriano está endurecendo o regime fiscal sobre investimentos financeiros, instituindo uma taxa de 10% sobre os juros de títulos de curto prazo.
A medida visa ampliar a base de contribuintes e aumentar a receita no momento em que o país busca diversificar suas fontes de renda além do petróleo.
A Nigéria pôs fim a mais de uma década de isenção sobre investimentos de curto prazo visando ampliar a base de contribuintes e aumentar a receita. O Serviço Federal de Tributos (FIRS, na sigla em inglês) anunciou na terça-feira, 28 de outubro de 2025, a introdução de uma retenção na fonte de 10% sobre os juros de títulos de curto prazo, até então isentos de impostos para estimular o investimento local.
De agora em diante, bancos, corretoras e outras instituições financeiras deverão coletar esse imposto diretamente no momento do pagamento dos juros sobre instrumentos como títulos do Tesouro, obrigações corporativas, notas promissórias e letras de câmbio, antes de repassar os montantes ao Tesouro.
De acordo com o presidente do FIRS, Zacch Adedeji, a medida visa ampliar a base tributária e “garantir uma contribuição justa de todos os participantes do mercado financeiro”. Ele acrescentou: "todos os pagadores de juros envolvidos devem cumprir a circular para evitar as penalidades e juros previstos em lei".
A isenção que se encerra depois de mais de dez anos
Até agora, a receita gerada por investimentos de curto prazo usufruía de uma isenção estabelecida em 2012 para impulsionar o desenvolvimento do mercado de capitais e apoiar as necessidades de financiamento do Estado. Essa isenção terminou em janeiro de 2022, mas ainda não havia sido totalmente reintegrada à prática fiscal.
A estrutura jurídica atualizada, introduzida pelo “Withholding Tax Regulations 2024”, que entrou em vigor em 1º de janeiro de 2025, agora harmoniza as regras aplicáveis a todas as categorias de renda de juros. As entidades pagadoras deverão declarar e repassar o imposto no máximo até o 21º dia do mês seguinte ao pagamento.
Os títulos soberanos federais, no entanto, continuam isentos desta retenção, em conformidade com a legislação sobre títulos públicos.
Entre necessidade orçamentária e preocupações dos investidores
Abuja tem buscado há vários meses aumentar suas receitas não derivadas do petróleo, já que a dependência do ouro negro fragiliza as finanças públicas. Diante de uma dívida crescente e da volatilidade dos preços do petróleo, o país está tentando melhorar o rendimento de seu sistema fiscal.
No entanto, essa decisão pode reduzir o apelo de instrumentos de curto prazo, populares entre investidores institucionais e individuais por sua liquidez e altos retornos.
"Este imposto pode diminuir ligeiramente os rendimentos líquidos e levar alguns investidores a optar por outros instrumentos, em particular títulos do governo de médio prazo", observam analistas da consultoria PwC Nigéria.
De acordo com estimativas de várias empresas de auditoria, a medida poderia render dezenas de bilhões de nairas por ano, embora não tenha sido publicada nenhuma projeção oficial.
Para o governo Tinubu, essa reforma demonstra a vontade de racionalizar o sistema fiscal e uniformizar a tributação sobre todos os produtos financeiros. A Nigéria já aplica uma taxa padrão de retenção de 10% sobre dividendos e juros pagos a investidores por empresas e instituições financeiras, uma taxa que pode ser reduzida para 7,5% para não-residentes que dispõem de convenções de não bitributação.
Fiacre E. Kakpo
Recebida pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), primeira alocação de $14 milhões é destinada a melhorar a segurança alimentar nos países africanos de baixa renda
Proveniente do Programa Global para Agricultura e Segurança Alimentar (GAFSP), os recursos de capital de desrisco têm como objetivo liberar $200 milhões do setor privado
O Programa Global para Agricultura e Segurança Alimentar (GAFSP) anunciou a primeira alocação de 14 milhões de dólares de capital de desrisco, com a finalidade de desbloquear 200 milhões de dólares do setor privado para melhorar a segurança alimentar nos países de baixa renda na África. A alocação é destinada ao novo balcão de financiamento do setor privado dentro do Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento.
O GAFSP fornece recursos financeiros e técnicos - incluindo doações, financiamentos mistos e assistência técnica e serviços de consultoria - para os países mais pobres do mundo, para apoiar projetos em toda a cadeia de valor da agricultura.
Este novo balcão, o Business Investment Financing Track (Balcão de Financiamento de Investimento em Empresas, BIFT, na sigla em inglês) foi lançado em 2024 como segundo balcão de financiamento do setor privado do GAFSP. Ele combina doações e financiamentos concessionais do programa com financiamentos de bancos multilaterais de desenvolvimento para catalisar o financiamento do setor privado em prol de pequenos agricultores, grupos de produtores, indústrias agroalimentares e startups.
Essa primeira alocação do balcão será usada na criação de um Mecanismo de Compartilhamento de Riscos para insumos agrícolas - um fundo de 200 milhões de dólares que será hospedado pelo Banco Africano de Desenvolvimento, com uma parcela de dez milhões de dólares de capital de desrisco. Uma quantia adicional de quatro milhões de dólares em forma de doações financiará a assistência técnica para catalisar até duzentos milhões de dólares em empréstimos ao setor privado para pequenas e médias empresas agrícolas na Etiópia, Uganda, Tanzânia, Maláui e Zâmbia. O Mecanismo de Compartilhamento de Riscos para insumos agrícolas se esforçará para incentivar os bancos locais a concederem crédito aos fornecedores de insumos agrícolas.
Pequenos agricultores e empresas agroalimentares em fase inicial em países frágeis e de baixa renda enfrentam dificuldades para acessar crédito, seguro e capital de investimento devido à percepção elevada de risco, o que limita sua capacidade de responder ao aumento da demanda por alimentos.
O Mecanismo de Compartilhamento de Riscos para insumos agrícolas, que será implementado pelo African Trade and Investment Development Insurance - uma instituição pan-africana que fornece seguro contra riscos políticos e seguro de crédito para investidores - irá preencher esta lacuna fornecendo garantias às instituições financeiras, uma medida de compartilhamento de riscos destinada a incentivar os bancos comerciais a concederem empréstimos a essas indústrias agroalimentares mal atendidas.
"Esta primeira alocação demonstra a vontade dos doadores de trabalharem juntos neste novo modelo para resolver um desafio secular no financiamento de pequenos agricultores: o risco", declarou Natasha Hayward, responsável pelo programa no Programa Global para Agricultura e Segurança Alimentar.
"Combinando os fundos dos doadores do GAFSP com financiamentos multilaterais de desenvolvimento e comerciais, cada dólar do programa permitirá mobilizar muito mais investimentos privados, multiplicando assim o impacto positivo na segurança alimentar e na resiliência face ao aumento das temperaturas e às condições meteorológicas imprevisíveis."
Este financiamento contribuirá para expandir o acesso a sementes certificadas, fertilizantes orgânicos, corretivos para o solo, mecanização e outros insumos que ajudam as indústrias agroalimentares a enfrentar o extremo calor e a escassez de água, e outros efeitos dos climas extremos. Mais de 1,5 milhão de pequenos agricultores e 500 distribuidores de insumos agrícolas e cooperativas agrícolas devem se beneficiar.
"Com este mecanismo destinado a distribuidores de insumos agrícolas e pequenos agricultores, queremos fortalecer toda a cadeia de valor, do suprimento de insumos ao acesso ao mercado, construindo sistemas alimentares capazes de resistir às oscilações do mercado, especialmente e acima de tudo, às pressões ambientais. Com a criação do Mecanismo de Compartilhamento de Riscos para insumos agrícolas, estamos plantando as sementes de uma África mais segura no que se refere à alimentação", disse Philip Boahen, coordenador do GAFSP no Banco Africano de Desenvolvimento.
Esta primeira alocação está alinhada com os compromissos gerais assumidos pela África para transformar seus sistemas alimentares, incluindo o Programa Detalhado de Desenvolvimento da Agricultura Africana e a Declaração de Kampala sobre a Aceleração da Implementação da Transformação dos Sistemas Alimentares na África.
US$ 419 milhões serão alocados para dois programas da ONU, visando acelerar a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável na Etiópia.
Os programas combaterão disparidades regionais, promoverão a resiliência, reforçarão o desenvolvimento humano e avançarão a igualdade de gênero.
Estes programas nacionais concentrar-se-ão em diversas áreas chave: fortalecer o desenvolvimento humano, promover o avanço da igualdade de gênero, combater disparidades geográficas e promover a resiliência.
O Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o Ministério das Finanças da Etiópia, lançaram conjuntamente dois programas na segunda-feira, 27 de outubro de 2025, para o período de 2025-2030.
Evaluados em US$ 419,34 milhões, estes programas têm como objetivo acelerar a realização dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável no país.
O programa da UNFPA, com um orçamento de US$ 140,04 milhões, busca melhorar a saúde sexual e reprodutiva, combater a violência de gênero e promover os direitos das mulheres e dos jovens. Ele tem como objetivo mais de 21 milhões de mulheres e jovens espalhados por dez regiões do país.
O programa do PNUD, por sua vez, estimado em US$ 279,3 milhões, foca na governança, crescimento inclusivo, resiliência climática e inovação, com especial atenção à inteligência artificial e emprego para os jovens.
"Os novos programas nacionais são desenhados de acordo com o plano de desenvolvimento decenal da Etiópia e a reforma econômica local 2.0, o que reflete nossa estreita colaboração com o sistema das Nações Unidas para contribuir com os compromissos nacionais e internacionais de desenvolvimento", declarou a ministra de Estado das Finanças, Semereta Sewasew.
Segundo dados do Banco Mundial, com uma população estimada em 132 milhões de habitantes em 2024, a Etiópia é o segundo país mais populoso da África. Apesar de um crescimento econômico sustentado de 8,1% em 2023/2024, enfrenta grandes desafios econômicos e sociais, incluindo o desemprego.
De fato, a economia precisa criar cerca de 1,8 milhão de empregos por ano para absorver os novos ingressantes no mercado de trabalho. O índice de desenvolvimento humano, estimado em 0,38, permanece baixo, e a renda per capita é de 1020 dólares.
Desde 2018, uma série de choques, como a seca, as invasões de gafanhotos, a covid-19 e a guerra no Tigré, afetou cerca de 91% das residências.
Vale lembrar que em 2022, o PNUD-Etiópia desenvolveu uma estratégia nacional para a igualdade de gênero, cobrindo o período 2022-2025.
Ingrid Haffiny (estagiária)
Lucro do grupo financeiro nigeriano Access Holdings declina no primeiro semestre de 2025, mesmo com forte desempenho operacional e crescimento robusto de suas subsidiárias não bancárias.
As receitas brutas cresceram 13,8%, apoiadas pela força das atividades de crédito, enquanto as receitas líquidas de juros saltaram 91,8%.
Presente nos setores bancário, previdenciário, de pagamentos, crédito digital e corretagem de seguros, Access Holdings tem colhido os frutos de uma estratégia de diversificação que lhe permite gerar valor além de suas atividades bancárias tradicionais.
A nigeriana Access Holdings viu seu lucro recuar no primeiro semestre de 2025, apesar de um desempenho operacional sólido e de forte crescimento de suas subsidiárias não bancárias. O lucro após impostos foi de 215,9 bilhões de nairas (148,5 milhões de dólares), uma queda de 23,3% em relação ao mesmo período do ano anterior, segundo os resultados financeiros publicados na sexta-feira, 24 de outubro de 2025.
Essa contração deve-se principalmente ao aumento das provisões para perdas em empréstimos, que subiram 87,4%. Os indicadores de rendibilidade foram afetados, com o retorno sobre o patrimônio líquido caindo de 22,4% para 11,4%.
Apesar desta pressão sobre a rentabilidade, o grupo continuou apresentando um crescimento sólido de suas receitas. A receita bruta cresceu 13,8%, apoiada pela força das atividades de crédito. A receita líquida de juros, por sua vez, saltou 91,8%, enquanto as comissões e taxas aumentaram 16,1%, impulsionadas pela digitalização de serviços e pelo aumento dos volumes de transações.
Embora o banco continue sendo o cerne do grupo, as subsidiárias não bancárias mantiveram um ritmo de crescimento. Segundo a Access Holdings, a Access-ARM Pensions é o carro-chefe do portfólio, com lucro antes de impostos em alta de 65,1% e uma receita em alta de 29,9%.
A subsidiária de pagamentos digitais, Hydrogen Payments, apresentou um lucro antes de impostos 273% maior e um volume de transações que cresceu 211%. Já a corretora Access Insurance Brokers manteve a sua trajetória com um lucro antes de impostos em alta de 161% e um aumento de 125% nos prêmios brutos emitidos.
Por fim, a Oxygen X, a subsidiária de crédito digital lançada em 2024, gerou 2,2 bilhões de nairas de lucro antes dos impostos em seu primeiro semestre de atividade.
Apesar da queda no lucro global, a Access Holdings permanece confiante em sua estratégia de diversificação e inovação. O grupo destaca que suas prioridades são manter um crescimento cauteloso, acelerar o desenvolvimento das receitas digitais e transacionais, e aprimorar a disciplina na gestão de riscos e governança.
Sandrine Gaingne
A taxa de inflação no Togo ficou em 0,8% em setembro de 2025, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística e Estudos Econômicos e Demográficos (INSEED), em comparação com 1,1% no mês anterior. Esta queda, impulsionada principalmente pela diminuição dos preços dos alimentos, confirma o controle da inflação abaixo do limiar comunitário de 3% da UEMOA e evidencia a eficácia das políticas de estabilização implementadas pelo país do oeste africano.
No Togo, os preços estão se estabilizando gradualmente mês após mês. De acordo com os dados recentemente publicados pelo INSEED, a taxa de inflação caiu para 0,8% em setembro de 2025, contra 1,1% em agosto. Isso é uma boa notícia para as famílias, num contexto em que a estabilidade dos preços continua sendo uma prioridade para as autoridades econômicas.
Essa queda confirma uma tendência que começou no final de 2024, segundo o Togo First. Nos primeiros nove meses do ano, a taxa de inflação permaneceu abaixo do patamar de 3%, o limiar estabelecido pela União Econômica e Monetária do Oeste Africano (UEMOA) em seus critérios de convergência. Em dezembro de 2024, o país ainda registrava 2,9% de inflação; desde então, a queda foi constante durante todo o período.
Atrás desses números, é principalmente a queda nos preços dos alimentos que explica a tendência geral. Setembro é o período das primeiras colheitas, especialmente nas zonas agrícolas do norte e sul do país. Os mercados viram os preços de vários produtos caírem significativamente: inhame, mandioca, tomate, pimentão, milho e arroz local.
De acordo com o INSEED, algumas variações são impressionantes: o inhame para fufu, por exemplo, caiu mais de 40% em um mês, enquanto os tomates locais caíram quase 20%. Também temos o pimentão (-25,2%), a mandioca (-15,3%) e o milho branco (-9,7%). A mesma tendência para pratos tradicionais como o fufu ou o wokoumé - um prato de massa de milho -, cujos preços caíram de 5 a 7%.
Essa evolução também reflete os esforços do governo togolês para conter os preços ao consumidor. Lomé intensificou as medidas de apoio à produção agrícola, políticas fiscais favoráveis e dispositivos de assistência direcionados às famílias. Objetivo: preservar o poder de compra e evitar um salto nos preços dos produtos básicos, numa época em que vários países vizinhos ainda enfrentam taxas de inflação superiores a 5%.
Com uma inflação média inferior a 3% desde janeiro, Lomé solidifica ainda mais a sua estabilidade econômica, uma vantagem considerável para a credibilidade do país perante os doadores e investidores. A taxa de inflação, que caiu de 2,9% em dezembro de 2024 para 0,8% em setembro de 2025, reflete uma quase constante desinflação nove meses, depois dos picos de 2022 e 2023.
Resta saber se essa tendência poderá ser mantida à medida que o final do ano se aproxima, um período geralmente marcado por um aumento sazonal na demanda e nos preços.
Fiacre E. Kakpo
Moçambique recebe prêmio de seguro de US$ 2 milhões para proteção contra seca para a temporada agrícola 2025-2026
Programa de Financiamento de Risco de Desastre na África (ADRiFi) acumula mais de US$ 150 milhões em favor de 16 países africanos
Moçambique recebeu uma apólice de seguro de dois milhões de dólares para proteção contra a seca referente à temporada agrícola 2025-2026. Esta é a terceira cobertura anual consecutiva concedida ao país como parte do Programa de Financiamento de Risco de Desastre na África (ADRiFi) do Banco Africano de Desenvolvimento.
Este prêmio foi anunciado durante o Fórum de Financiamento de Risco Climático e de Desastres 2025 (CDRFI), realizado entre os dias 14 e 16 de outubro sob o tema "Reforçar a resiliência da África por meio de financiamento e seguro transformadores para riscos climáticos e de desastres", co-organizado pelo governo de Moçambique e o Banco Africano de Desenvolvimento, visando promover o financiamento de risco de desastre do ADRiFi no continente.
O Programa de Financiamento de Riscos de Desastres na África (ADRiFi) fortalece a preparação financeira dos países para choques climáticos, apoiando o seguro de riscos soberanos, melhorando a modelagem de riscos e integrando o financiamento de riscos de desastres nas estruturas políticas nacionais em toda a África.
Como parte do ADRiFi, o Banco Africano de Desenvolvimento oferece financiamento e subsidia prêmios de seguro para os países africanos participantes, enquanto reforça sua capacidade de gerenciar riscos climáticos. O Grupo de Capacidade de Risco Africano (ARC) fornece seguro contra riscos soberanos e faz pagamentos rápidos quando os limites de desastre são atingidos, enquanto os países doadores, incluindo o Reino Unido, Suíça, Canadá, Noruega e Países Baixos, contribuem com o financiamento por meio do Fundo Fiduciário Multi-Doadores para apoiar a implementação do programa.
Para marcar o recebimento do prêmio por Moçambique, um cheque cerimonial foi entregue a Albertina Fruquia Fumane, secretária permanente do ministério mozambicano das finanças. Ela observou que as apólices de seguro de risco do país são "um instrumento estratégico de antecipação que permite ao Estado proteger os mais vulneráveis, manter a estabilidade social e mitigar os impactos econômicos dos choques climáticos recorrentes."
Andrew Mude, responsável pela redução de riscos associados ao financiamento agrícola e à resiliência climática do Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento, ressaltou a urgência de estabelecer programas de seguro climático. "Os impactos climáticos estão se intensificando em toda a África", alertou. "O Programa de Financiamento de Risco de Desastres na África mobilizou mais de 150 milhões de dólares em favor de 16 países africanos, protegendo mais de seis milhões de pessoas e demonstrando o potencial transformador de soluções financeiras estratégicas na preservação de vidas e meios de subsistência."
Elsbeth Akkerman, embaixadora dos Países Baixos, representou os doadores do Fundo Fiduciário Multi-Doadores ADRiFi. "Ainda mais importante, é o governo de Moçambique, por meio do ministro das Finanças, que defende o ADRiFi, ao lado de outros governos africanos, do Banco Africano de Desenvolvimento e da Capacidade de Risco Africano. A liderança africana é a chave para o sucesso", enfatizou. Os países doadores do ADRiFi são o Reino Unido, Canadá, Países Baixos, Noruega e Suíça.
Gabriel Belem Monteiro, vice-presidente do Instituto Nacional para a Gestão e Redução de Riscos de Desastres (INGD), a agência executora, descreveu o Fórum sobre Financiamento de Riscos Climáticos e de Desastres 2025 como "uma oportunidade estratégica para fortalecer capacidades, alinhar políticas e consolidar a liderança africana na gestão de risco de desastres."
Anthony Mothae Maruping, presidente do Conselho de Administração da Capacidade de Risco Africano, parceira do programa ADRiFi, apontou a experiência de Moçambique como modelo para o continente. "Isso envia uma mensagem forte para o restante do continente: a África vence quando demonstra previsão e união", disse Maslo.
Claire Conan, diretora do Programa Mundial de Alimentos (PAM) em Moçambique, enfatizou a urgência de agir cedo. "O seguro paramétrico é mais do que um instrumento financeiro: é um compromisso para ação proativa. Em um mundo onde os recursos são cada vez mais limitados, agir cedo, eficazmente e com base em evidências não é apenas uma boa prática, é um imperativo moral e econômico."
Os participantes do fórum visitaram comunidades afetadas pela seca no distrito de Magude (província de Maputo), onde puderam ver em primeira mão como os prêmios de seguro fornecem apoio tangível às comunidades duramente afetadas.
Recebida pelo Banco Africano de Desenvolvimento (BAD), primeira alocação de $14 milhões é destinada a melhorar a segurança alimentar nos países africanos de baixa renda
Proveniente do Programa Global para Agricultura e Segurança Alimentar (GAFSP), os recursos de capital de desrisco têm como objetivo liberar $200 milhões do setor privado
O Programa Global para Agricultura e Segurança Alimentar (GAFSP) anunciou a primeira alocação de 14 milhões de dólares de capital de desrisco, com a finalidade de desbloquear 200 milhões de dólares do setor privado para melhorar a segurança alimentar nos países de baixa renda na África. A alocação é destinada ao novo balcão de financiamento do setor privado dentro do Grupo do Banco Africano de Desenvolvimento.
O GAFSP fornece recursos financeiros e técnicos - incluindo doações, financiamentos mistos e assistência técnica e serviços de consultoria - para os países mais pobres do mundo, para apoiar projetos em toda a cadeia de valor da agricultura.
Este novo balcão, o Business Investment Financing Track (Balcão de Financiamento de Investimento em Empresas, BIFT, na sigla em inglês) foi lançado em 2024 como segundo balcão de financiamento do setor privado do GAFSP. Ele combina doações e financiamentos concessionais do programa com financiamentos de bancos multilaterais de desenvolvimento para catalisar o financiamento do setor privado em prol de pequenos agricultores, grupos de produtores, indústrias agroalimentares e startups.
Essa primeira alocação do balcão será usada na criação de um Mecanismo de Compartilhamento de Riscos para insumos agrícolas - um fundo de 200 milhões de dólares que será hospedado pelo Banco Africano de Desenvolvimento, com uma parcela de dez milhões de dólares de capital de desrisco. Uma quantia adicional de quatro milhões de dólares em forma de doações financiará a assistência técnica para catalisar até duzentos milhões de dólares em empréstimos ao setor privado para pequenas e médias empresas agrícolas na Etiópia, Uganda, Tanzânia, Maláui e Zâmbia. O Mecanismo de Compartilhamento de Riscos para insumos agrícolas se esforçará para incentivar os bancos locais a concederem crédito aos fornecedores de insumos agrícolas.
Pequenos agricultores e empresas agroalimentares em fase inicial em países frágeis e de baixa renda enfrentam dificuldades para acessar crédito, seguro e capital de investimento devido à percepção elevada de risco, o que limita sua capacidade de responder ao aumento da demanda por alimentos.
O Mecanismo de Compartilhamento de Riscos para insumos agrícolas, que será implementado pelo African Trade and Investment Development Insurance - uma instituição pan-africana que fornece seguro contra riscos políticos e seguro de crédito para investidores - irá preencher esta lacuna fornecendo garantias às instituições financeiras, uma medida de compartilhamento de riscos destinada a incentivar os bancos comerciais a concederem empréstimos a essas indústrias agroalimentares mal atendidas.
"Esta primeira alocação demonstra a vontade dos doadores de trabalharem juntos neste novo modelo para resolver um desafio secular no financiamento de pequenos agricultores: o risco", declarou Natasha Hayward, responsável pelo programa no Programa Global para Agricultura e Segurança Alimentar.
"Combinando os fundos dos doadores do GAFSP com financiamentos multilaterais de desenvolvimento e comerciais, cada dólar do programa permitirá mobilizar muito mais investimentos privados, multiplicando assim o impacto positivo na segurança alimentar e na resiliência face ao aumento das temperaturas e às condições meteorológicas imprevisíveis."
Este financiamento contribuirá para expandir o acesso a sementes certificadas, fertilizantes orgânicos, corretivos para o solo, mecanização e outros insumos que ajudam as indústrias agroalimentares a enfrentar o extremo calor e a escassez de água, e outros efeitos dos climas extremos. Mais de 1,5 milhão de pequenos agricultores e 500 distribuidores de insumos agrícolas e cooperativas agrícolas devem se beneficiar.
"Com este mecanismo destinado a distribuidores de insumos agrícolas e pequenos agricultores, queremos fortalecer toda a cadeia de valor, do suprimento de insumos ao acesso ao mercado, construindo sistemas alimentares capazes de resistir às oscilações do mercado, especialmente e acima de tudo, às pressões ambientais. Com a criação do Mecanismo de Compartilhamento de Riscos para insumos agrícolas, estamos plantando as sementes de uma África mais segura no que se refere à alimentação", disse Philip Boahen, coordenador do GAFSP no Banco Africano de Desenvolvimento.
Esta primeira alocação está alinhada com os compromissos gerais assumidos pela África para transformar seus sistemas alimentares, incluindo o Programa Detalhado de Desenvolvimento da Agricultura Africana e a Declaração de Kampala sobre a Aceleração da Implementação da Transformação dos Sistemas Alimentares na África.
Aliko Dangote, CEO do Dangote Group, torna-se o primeiro africano com ativos superiores a 30 bilhões de dólares devido ao bom desempenho de suas empresas listadas na Bolsa de Lagos desde o início do ano.
De acordo com a última atualização do Bloomberg Billionaire Index, a fortuna de Dangote aumentou em 2,43 bilhões de dólares desde 1º de janeiro de 2025, totalizando agora 30,5 bilhões de dólares.
O líder do Dangote Group continúa conquistando superlativos. Depois de ser o homem mais rico da Nigéria e da África e o negro mais rico do mundo, ele se tornou o primeiro africano a ter ativos superiores a 30 bilhões de dólares, graças, principalmente, ao bom desempenho de suas sociedades cotadas na Bolsa de Lagos desde o início do ano.
O magnata nigeriano, Aliko Dangote, tornou-se o primeiro africano a acumular mais de 30 bilhões de dólares, de acordo com a mais recente atualização do Índice de Bilionários da Bloomberg, datada de domingo, 26 de outubro de 2025.
Este índice, que acompanha diariamente a evolução da fortuna e a classificação das 500 pessoas mais ricas do planeta, mostra que a fortuna do bilionário cresceu 2,43 bilhões de dólares desde 1º de janeiro de 2025, totalizando 30,5 bilhões de dólares.
O CEO do grupo Dangote, que agora ocupa a 73ª posição entre as pessoas mais ricas do mundo, deve principalmente o aumento de sua fortuna às fortes altas do valor de suas empresas listadas no Nigerian Exchange, segundo o site Billionaires Africa. Assim, o valor da Nascon Allied Industries (refinaria de sal) aumentou 279% desde o início do ano, enquanto o da Dangote Sugar (produção de açúcar) quase dobrou. O valor da Dangote Cement, o maior grupo de cimento do continente com cerca de 55 milhões de toneladas por ano, subiu mais de 38% desde 1º de janeiro de 2025.
Aliko Dangote, de 68 anos, viu sua fortuna aumentar de 15,1 bilhões de dólares em outubro de 2024 para 27,8 bilhões de dólares após a entrada em operação de sua mega refinaria de petróleo. Naquela época, o Índice de Bilionários da Bloomberg levou em consideração, pela primeira vez, o valor da refinaria, cuja construção demandou 11 anos e investimentos de 20 bilhões de dólares, no cálculo da fortuna do homem mais rico da África.
Além da refinação de petróleo, da refinação de sal e da produção de açúcar, o grupamento Dangote Group opera principalmente nos setores da agricultura, fertilizantes, automobilístico, logística e imobiliário.
Os analistas dizem que a fortuna de Dangote pode alcançar novos patamares nos próximos anos, especialmente depois do bilionário ter anunciado, em uma entrevista concedida em 20 de outubro de 2025 à S&P Global, sua intenção de listar 5 a 10% das ações de sua refinaria no Nigerian Exchange no próximo ano e de aumentar progressivamente sua capacidade de produção
Walid Kéfi
CRDB Bank, do Burundi, recebeu uma linha de crédito de $25 milhões do Finnfund, da Finlândia, e do OeEB, da Áustria, para expandir seus empréstimos a micro, pequenas e médias empresas, e a instituições dirigidas por mulheres.
O empréstimo beneficiará cerca de 4.000 micro e pequenas empresas, com ao menos 30% destinado a empresas lideradas por mulheres.
O CRDB Bank, do Burundi, obteve uma linha de crédito de 25 milhões de dólares das instituições financeiras finlandesa (Finnfund) e austríaca (OeEB) para expandir seus empréstimos a micro, pequenas e médias empresas, assim como a instituições lideradas por mulheres.
O investimento dos bancos de desenvolvimento da Áustria, OeEB, e da Finlândia, Finnfund, representou o primeiro investimento feito no Burundi. O anúncio, feito nesta quarta-feira, 22 de outubro de 2025, consistiu em um empréstimo de 25 milhões de dólares para o CRDB Bank no Burundi.
O empréstimo servirá para financiar aproximadamente 4.000 microempresas e PMEs. Ao menos 30% do valor será destinado a empresas dirigidas por mulheres. "Essa é a nossa primeira transação no Burundi, assim como o primeiro apoiado por uma garantia da UE", disse Sabine Gaber, CEO e membro do Conselho Executivo do OeEB.
A linha de crédito é respaldada por garantias do Ministério das Finanças da Áustria e do Fundo Europeu para o Desenvolvimento Sustentável (FEDS+). Seu objetivo é ampliar o acesso ao crédito, principalmente para as MPMEs burundianas, que enfrentam um déficit de financiamento estimado em 490 milhões de dólares, segundo comunicado do Finnfund. O comunicado também ressalta que a inclusão financeira permanece muito baixa, com uma taxa declarada de 21%.
"Fazer este passo importante não se resume a um simples acordo de transação através de uma facilidade de crédito, mas estabelece a base para uma parceria duradoura. Para que o banco possa concretizar seu projeto estratégico de se tornar líder de mercado, é necessário um relacionamento mais próximo, e é por isso que estamos fortalecendo nossa parceria para ter um impacto duradouro", comentou Fredrick Luhozyo Siwale, seu diretor-geral.
Lembre-se que as três instituições assinaram no início de setembro de 2025, em Viena, na Áustria, dois acordos estratégicos de financiamento voltados para MPMEs dirigidas ou possuídas por mulheres no Burundi. Esse passo faz parte de uma abordagem ambiciosa para a inclusão econômica e o empoderamento das empresárias.
O CRDB Bank Burundi é o terceiro maior banco no Burundi, com uma quota de mercado de 16% no total de ativos e 15% em depósitos de clientes, ao fim de 2023, de acordo com seu relatório anual de atividades. Seu portfólio de crédito aumentou 123,0% para 683.686 milhões de francos burundianos (231 milhões de dólares) em comparação com 307.575 milhões no final de 2022. A expectativa do banco é atingir uma rentabilidade maior até 2024, através da expansão de empréstimos a empresas e indivíduos.
O CRDB Bank Burundi registrou um crescimento de 51% no lucro antes dos impostos, que alcançou 33.068 milhões de francos burundianos no final de 2023, em comparação com os 21.846 milhões reportados em 2022. O lucro após impostos foi de 31.494 milhões no final de 2023, um aumento de 55% ano a ano.
Chamberline Moko
Gana empenhado em programa de reformas para estabilizar a economia e garantir uma gestão mais severa das finanças públicas
Anúncio do presidente ganense John Dramani Mahama sobre a criação iminente de tribunais financeiros especializados
O Gana se comprometeu com um extenso programa de reformas destinado a restaurar a estabilidade econômica do país e garantir uma gestão mais estrita das finanças públicas.
Na segunda-feira, 20 de outubro de 2025, o presidente ganense John Dramani Mahama anunciou, em um comunicado, a criação iminente de tribunais financeiros especializados. Essas entidades serão responsáveis por lidar com as infrações identificadas no relatório anual do Auditor-Geral, bem como questões relacionadas à mineração ilegal, conhecida como "galamsey", e outros crimes ambientais.
Estes tribunais realizarão sessões itinerantes por todo o país a fim de garantir um tratamento rápido e justo dos casos. Além disso, o Auditor-Geral continuará, de acordo com o artigo 187(7)(b) da Constituição, a proibir gastos ilegais e a punir os responsáveis identificados.
Esta iniciativa é parte dos esforços do Gana para sanear suas finanças públicas após o default em sua dívida externa em 2022. Em 28 de agosto passado, o Ministério das Finanças anunciou a criação iminente de um conselho fiscal independente responsável por restaurar a disciplina orçamentária e aumentar a supervisão das finanças públicas.
Com uma pontuação de 42 em 100 no Índice de Percepção de Corrupção, o Gana permanece abaixo da média mundial, de acordo com a Transparency International.
Ingrid Haffiny (estagiária) |
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