A Guiné pretende transformar a formação técnica e profissional num dos principais motores da sua industrialização, reforçando a cooperação com a Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI) para dotar a economia de competências qualificadas e adaptadas às necessidades das indústrias locais emergentes.
Neste contexto, o ministro da Educação Nacional, da Alfabetização, do Ensino Técnico e da Formação Profissional, Alpha Bacar Barry, recebeu na segunda-feira, 29 de junho, em Conacri, uma delegação da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento Industrial (ONUDI).
A missão foi liderada por Fatou Haidara, diretora-geral adjunta responsável pelas parcerias globais, acompanhada por Ansoumane Bereté, representante da ONUDI na Guiné.
Um quadro estratégico para apoiar a industrialização
As discussões centraram-se no Programa de Parceria País (PCP) entre a Guiné e a ONUDI para o período 2026-2030. Este quadro estratégico assenta em cinco componentes interligadas.
O programa abrange a criação de zonas industriais, o reforço do setor energético e a melhoria das infraestruturas logísticas do país. Inclui igualmente o desenvolvimento de competências e o ensino técnico como apoio ao processo de industrialização. O objetivo é reforçar a empregabilidade dos jovens guineenses no mercado de trabalho.
O ministro «reafirmou o compromisso do Governo com o capital humano, motor da transformação económica». A delegação da ONUDI «renovou a sua vontade de apoiar as reformas do ministério».
A agência das Nações Unidas já apoia a Guiné na formação profissional ligada ao setor da bauxite, através da Escola de Formação Profissional dos Ofícios da Alumina na Guiné (EFAG), desenvolvida em parceria com o grupo industrial francês Alteo. Este centro tem como objetivo formar jovens guineenses para profissões qualificadas na cadeia de valor da alumina.
A Guiné pretende elevar para 15% do Produto Interno Bruto (PIB) a participação da indústria transformadora até 2030. O Governo prevê igualmente a criação de mais de 130 mil empregos industriais diretos no mesmo período, segundo o Ministério do Plano e da Cooperação Internacional, dirigido por Ismaël Nabe.
O país dispõe de reservas de bauxite estimadas em 40 mil milhões de toneladas, uma das maiores reservas mundiais. Este recurso deverá desempenhar um papel central na transformação industrial guineense, apoiada por vários parceiros internacionais.
A Guiné assinou também, em 2023, um acordo com a União Europeia, a Alemanha, a Bélgica e a França. Este programa, dotado de 26,5 milhões de euros, apoia a inserção profissional através da formação, segundo o Serviço Europeu para a Ação Externa.
Félicien Houindo Lokossou













Paris Mariott Rive Gauche Hôtel