Uma em cada cinco infecções na África é resistente a antibióticos, segundo a OMS
O fenômeno tem grande prevalência entre as bactérias Gram-negativas como E. coli e Klebsiella pneumoniae
A África enfrenta uma crescente ameaça à saúde: uma em cada cinco infecções agora é resistente a antibióticos, de acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS). Esse índice é superior à média mundial, revelando a urgência em fortalecer a vigilância e o uso apropriado de tratamentos.
Na África, uma em cada cinco infecções é agora resistente a antibióticos. O índice é superior à média mundial, onde uma em cada seis infecções bacterianas confirmadas em laboratório tornou-se insensível aos tratamentos convencionais, de acordo com o relatório de 2025 sobre a vigilância global da resistência a antimicrobianos da OMS.
Assim, a resistência a antibióticos torna-se uma ameaça crescente globalmente, especialmente na África. As bactérias Gram-negativas, como E. coli e Klebsiella pneumoniae, representam a principal ameaça. Mais de 70% das cepas africanas são resistentes a cefalosporinas de terceira geração, uma das famílias de antibióticos mais poderosas, usadas como tratamento de referência contra infecções sanguíneas.
Essa tendência limita as opções de tratamento, especialmente nos países de baixa ou média renda, onde os antibióticos de última geração permanecem inacessíveis. A situação já preocupa os especialistas africanos. A agência das Nações Unidas convoca o fortalecimento dos sistemas de laboratório, a promoção do uso apropriado de antibióticos e o encorajamento da cooperação entre setores para evitar uma crise global de saúde.
Ayi Renaud Dossavi












