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  • Serra Leoa explora o uso da tecnologia blockchain para impulsionar a transformação digital do país.
  • O movimento ocorre em um momento em que o país busca conexão digital para todos os cidadãos, com uso de tecnologias inovadoras para oferecer serviços digitais mais transparentes, acessíveis e focados nas necessidades dos cidadãos.

No início de outubro, o país já havia firmado um acordo com a Qhala, uma empresa de transformação digital com sede em Nairobi. O objetivo é treinar funcionários públicos para o uso prático da IA em seu trabalho diário.

O governo de Serra Leoa está explorando maneiras de usar a tecnologia blockchain para incentivar a transformação digital do país. Com esse objetivo, Salima Bah, Ministra da Comunicação, Tecnologia e Inovação, recebeu no dia 30 de outubro, uma equipe de especialistas em blockchain do grupo Sovereign Infrastructure for Global Nations (S.I.G.N.), acompanhada do embaixador de Serra Leoa na China, Abubakarr Karim.

De acordo com o ministério, a equipe deveria se encontrar com vários parceiros nos dias seguintes para discutir maneiras específicas pelas quais a blockchain pode fortalecer o ecossistema digital nacional. No entanto, nenhuma atualização ainda foi comunicada sobre o assunto. "Essa visita destaca a vontade do governo de usar a blockchain para fortalecer a transparência, a confiança e a inovação na prestação de serviços públicos", disse o ministério.

Esse não é a primeira vez que o governo de Serra Leoa menciona a blockchain. O executivo está atualmente envolvido no processo de seleção dos participantes do "Big 5 AI & Blockchain Hackathon", que visa treinar, orientar e desafiar os participantes a desenvolver soluções inovadoras a partir do zero, com base em tecnologias de IA e blockchain, consideradas "entre as mais transformadoras de nossa época". Segundo o ministério, essas tecnologias têm "o potencial de remodelar setores de atividade, fortalecer a governança e resolver desafios de desenvolvimento urgentes".

Serra Leoa já usou a blockchain para seu sistema nacional de identidade digital, lançado em agosto de 2019 em parceria com as Nações Unidas e a organização americana sem fins lucrativos KIVA, especializada em serviços financeiros. Em 2018, a empresa suíça Agora testou essa tecnologia durante as eleições presidenciais no país, registrando manualmente os votos da região Oeste em uma blockchain autorizada. Era um registro público, mas cuja validação era reservada a atores autorizados, a fim de reforçar a transparência e a confiabilidade do processo eleitoral.

A mudança para a blockchain ocorre em um momento em que o governo aspira a conectar digitalmente todos os cidadãos de Serra Leoa. O poder executivo conta com tecnologias inovadoras para fornecer aos cidadãos serviços digitais mais transparentes, acessíveis e centrados em suas necessidades, em nível nacional e local. Além disso, o país obteve uma doação de 50 milhões de dólares do Banco Mundial em janeiro de 2023 para implementar seu projeto nacional de transformação digital. No índice de desenvolvimento de e-governo das Nações Unidas em 2024, Serra Leoa registrou uma pontuação de 0,3042 em 1, ficando abaixo da média africana (0,4247) e mundial (0,6382).

De acordo com o relatório "Blockchains Unchained" da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), a blockchain pode transformar os serviços públicos assegurando a gestão de identidades e registros pessoais, facilitando as transações financeiras e experimentando moedas digitais, além de garantir a rastreabilidade das propriedades e das cadeias de suprimento. Pode também otimizar a distribuição de auxílios e subvenções, reforçar a transparência dos contratos públicos, modernizar a gestão de redes de energia, proteger direitos autorais, assegurar o voto eletrônico, combater fraudes e simplificar o compartilhamento de informações entre agências governamentais.

Porém, a OCDE ressalta que "o uso e a implementação da tecnologia blockchain apresenta alguns desafios, e a blockchain não é uma solução para todos os problemas do setor público". A organização cita vários obstáculos, incluindo a imutabilidade dos dados, privacidade, capacidade limitada de armazenamento de grandes quantidades de dados, qualidade das informações inseridas, governança, altos custos, complexidade de comunicação e compreensão, escalabilidade limitada e alto consumo de energia de certos modelos.

Isaac K. Kassouwi

 

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  • A iniciativa Force-N, apoiada pela Universidade Digital Cheikh Hamidou Kane (UN-CHK) e a Fundação Mastercard, ofereceu um curso de formação intensiva em tecnologia digital para 1200 entregadores em Dakar, Senegal.
  • O programa pretende expandir para outras regiões e atingir o objetivo de treinar 5000 entregadores em todo o país, aumentando a empregabilidade juvenil e impulsionando a inserção no crescente setor de logística digital.

Em um contexto onde a digitalização está transformando o mercado de trabalho senegalês, os jovens precisam adquirir habilidades digitais para se manter competitivos. O setor de logística, em plena expansão, se torna um campo chave para testar essa inclusão digital.

Em uma publicação em seu site oficial na quarta-feira, 29 de outubro, a Force-N - uma iniciativa apoiada pela Universidade Digital Cheikh Hamidou Kane (UN-CHK) e a Fundação Mastercard - anunciou que 1200 entregadores passaram por um treinamento intensivo de digitalização em Dakar, no Senegal. O programa consistiu em oito sessões práticas, realizadas de 23 de setembro a 25 de outubro de 2025, em vários Espaços Digitais Abertos (ENO) localizados em Mermoz, Guédiawaye, Pikine, Keur Massar e Sébikotane.

O treinamento cobriu quatro módulos complementares: profissionalismo e atendimento ao cliente, segurança no trânsito, uso de GPS e ferramentas digitais de geolocalização, além de gerenciamento de incidentes e pagamentos. Cada módulo unia competências técnicas e habilidades interpessoais para profissionalizar os entregadores e melhorar a qualidade do serviço.

A Force-N salienta que a iniciativa visa a apoiar jovens com idade inferior a 36 anos para obter emprego e oportunidades empreendedoras na economia digital. Ao treinar os entregadores nas novas tecnologias e nas expectativas dos clientes, o programa contribui para uma melhor inclusão no setor digital.

Após o sucesso desta fase piloto em Dakar, a Force-N planeja expandir os treinamentos para as regiões de Thiès, Saint-Louis, Kaolack e Ziguinchor, com o objetivo de treinar 5000 entregadores em todo o país. A ambição é permitir que jovens trabalhadores em todo o país adquiram habilidades valorizadas nos campos de transporte, logística e empreendedorismo digital.

Essa ação ocorre quando a Agência Nacional de Estatística e Demografia (ANSD) relata uma taxa de desemprego ampliada de 19% no segundo trimestre de 2025, com uma proporção ainda maior entre os jovens (24%) em comparação aos adultos (13,6%). Ao profissionalizar os entregadores e equipá-los com as habilidades digitais necessárias, a Force-N espera fortalecer a empregabilidade dos jovens, estimular o acesso a novas oportunidades em logística e transporte, e contribuir para uma inserção duradoura no mercado de trabalho senegalês.

Félicien Houindo Lokossou

 

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Governo marroquino aprova licenças 5G para as principais operadoras de telecomunicações do país
A iniciativa coloca o Marrocos entre os países africanos que iniciaram o desenvolvimento comercial da 5G

A 5G permite alcançar velocidades até dez vezes superiores à 4G e uma latência significativamente reduzida, facilitando o desenvolvimento da Internet das Coisas e de aplicações baseadas em inteligência artificial.

As autoridades marroquinas aprovaram na semana passada três decretos que autorizam os principais operadores de telecomunicações do país a implementar a tecnologia móvel de quinta geração (5G). Essa informação provém do Conselho de Governo de quinta-feira, 30 de outubro, divulgado nas redes sociais na segunda-feira, 3 de novembro, pelo Ministério Marroquino da Transição Digital e da Reforma Administrativa.

Segundo informações do governo, a atribuição das licenças ocorre no âmbito do decreto nº 2.25.565 de 11 de julho de 2025, que define os termos e as obrigações técnicas e financeiras dos operadores. Cada titular deverá investir nas infraestruturas necessárias, assegurar uma cobertura progressiva do território e garantir a qualidade dos serviços, de acordo com os padrões internacionais.

A chegada da 5G abre o caminho para uma nova geração de serviços digitais em diversas áreas, como a indústria, a saúde, a educação, os transportes, entre outros.

Com essa decisão, o Marrocos se junta ao grupo de países africanos que começaram o desenvolvimento comercial da 5G, tais como a África do Sul, Benin, Tunísia, Quênia e Nigéria. Vale ressaltar que o setor de telefonia móvel marroquino conta com cerca de 58,8 milhões de usuários até 30 de junho de 2025, segundo dados da Agência Nacional de Regulação das Telecomunicações (ANRT).

O mercado marroquino é dominado pela Orange, com 34,7%, seguida pela Inwi (33,21%) e pela Marrocos Telecomunicações (32,1%).

Adoni Conrad Quenum

 

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Ruanda busca atrair investimentos tecnológicos e desenvolver habilidades digitais
País já atraiu 819 milhões de dólares em investimentos digitais entre 2013 e 2023

O setor digital está se estabelecendo como um motor de crescimento e inovação em Ruanda. O país está em busca de atrair investimentos tecnológicos, desenvolver competências digitais e estruturar um ecossistema competitivo, superando os desafios inerentes à sua transformação digital.

O Ministério das TIC e Inovação (MINICT), em parceria com a Digital Cooperation Organisation (DCO), apresentou o relatório "Digital FDI Rwanda" na 9ª edição da Future Investment Initiative, realizada de 27 a 30 de outubro, em Riade, na Arábia Saudita. Desenvolvido em conjunto com o Fórum Econômico Mundial, o documento traça uma estratégia para atrair investimentos estrangeiros diretos (FDI) no setor digital, impulsionar as exportações tecnológicas e acelerar a criação de empregos no setor digital em rápido crescimento do país.

"A visão de Ruanda é baseada na transformação digital como um motor de crescimento, empregos e inclusão. Este relatório oferece um plano de ação para fortalecer a confiança em nosso ecossistema, facilitar a entrada de investidores e desenvolver habilidades digitais", disse Paula Ingabire (foto, à direita), ministra das TIC e Inovação.

O relatório detalha reformas escolhidas para aumentar a competitividade do país. Coloca ênfase na simplificação do quadro regulamentar, facilitação de investimento, desenvolvimento de competências digitais e intensificação da cibersegurança, a fim de posicionar Ruanda como um destino preferencial para investimento tecnológico na África.

Entre 2013 e 2023, o país atraiu $819 milhões em investimento digital estrangeiro, um indicador de sua crescente atratividade. Apoiado por marcos legais robustos, como a Lei nº 006/2021, facilitando investimento estrangeiro e priorizando o setor de TIC, Ruanda continua sua ascensão. No entanto, o país ainda precisa competir com rivais regionais, como o Quênia, que capturou $1.1 bilhões em IDE digital em 2023, para se estabelecer como um líder tecnológico regional.

O relatório também identifica alavancas-chave para consolidar o ecossistema digital, incluindo formação de uma força de trabalho qualificada, desenvolvimento de infraestruturas digitais de alto desempenho, cibersegurança e facilitação de fluxos de dados transfronteiriços. Setores de alto potencial – fintech, serviços em nuvem, centros de dados, govtech (tecnologia governamental) – são apresentados como motores de inovação e competitividade internacionais.

Baseando-se nessa política, Ruanda pode atrair mais investimentos digitais, fortalecer sua resiliência econômica e acelerar a emergência de uma economia baseada em conhecimento. Este ímpeto, apoiado por uma estrutura estratégica clara, deve ajudar a consolidar a posição de Ruanda como um dos centros tecnológicos mais promissores do continente africano.

Samira Njoya

 

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Governo nigeriano lança amplo programa para transformar salas de aula em espaços interativos e garantir acesso digital a todos os alunos.
Mais de 60 mil tablets já foram distribuídos e 30 mil são esperados em breve; intenção é preparar jovens para um mercado de trabalho cada vez mais digital.

O Governo nigeriano lançou um grande programa para transformar as salas de aula em espaços interativos e conectar todos os estudantes à era digital, em resposta a um mercado de trabalho que exige habilidades digitais e um sistema educacional que busca modernização.

O governo federal da Nigéria iniciou um programa nacional de distribuição de tablets em todas as escolas públicas. Na quinta-feira, 30 de outubro, o ministro da Educação, Morufu Olatunji Alausa, apresentou o projeto em uma mesa redonda em Abuja como uma ferramenta para modernizar e reduzir a lacuna digital na educação. A iniciativa é parte da estratégia do presidente Bola Ahmed Tinubu para fazer a educação adequar-se aos desafios contemporâneos.

Segundo Morufu Olatunji Alausa, mais de 60 mil tablets já foram distribuídos aos alunos nos estados de Adamawa, Oyo e Katsina, e mais 30 mil tablets estão prestes a serem distribuídos. Esses recursos visam permitir que os professores integrem livros digitais, conteúdos multimídia e exercícios interativos nas aulas. O mesmo informante acrescentou que o ministério também planeja digitalizar o censo escolar a partir de 2026, para monitorar em tempo real a frequência escolar e o desempenho dos alunos, além de melhorar o planejamento educacional.

O ministro Alausa destacou que a iniciativa visa preparar os jovens para um mercado de trabalho cada vez mais digital. Os dados do Sistema de Informação Gerencial de Educação da Nigéria (NEMIS), em 2022, mostram que cerca de 30 milhões de alunos estão na escola primária, mas esse número cai para entre 10 a 20 milhões quando eles passam para o ensino médio, com uma perda adicional estimada de quatro milhões antes do início do ensino médio. Ao introduzir o uso de quadros interativos em suas escolas, a Nigéria espera tornar o ensino mais atrativo e reduzir essa evasão escolar.

Esta iniciativa surge em um contexto africano marcado pela rápida digitalização e pela competição por talentos. Em seu breve intitulado "Habilidades Digitais para Acelerar o Capital Humano para a Juventude na África", o Banco Mundial destaca que 87% dos líderes empresariais africanos consideram o desenvolvimento de habilidades digitais como prioridade, mas apenas 11% dos graduados do ensino superior receberam formação formal. Acrescenta ainda que 65% das contratações requerem conhecimento básico em digital e que, até 2030, 625 milhões de pessoas na África precisarão dessas competências para participar plenamente do mercado de trabalho.

Félicien Houindo Lokossou

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O grupo panafricano Cassava Technologies e o gestor de ativos STANLIB Infrastructure Investments firmaram parceria para desenvolvimento de centros de dados de próxima geração na África do Sul.
O acordo pretende ampliar os complexos da Africa Data Centres em Joanesburgo e Cape Town, tornando-os adequados para aplicações de inteligência artificial (IA).

Apesar dos investimentos em centros de dados nos últimos anos, a África ainda enfrenta uma grande demanda por conectividade e serviços de nuvem. Fortalecer essas infraestruturas é crucial para apoiar o crescimento da IA e a transformação digital do continente.

O grupo panafricano Cassava Technologies anunciou na quarta-feira, 29 de outubro, uma parceria com a STANLIB Infrastructure Investments, com o objetivo de impulsionar o desenvolvimento de centros de dados de nova geração na África do Sul. O acordo visa a expansão dos complexos da Africa Data Centres (ADC) em Joanesburgo e Cape Town, com a finalidade de torná-los compatíveis com as aplicações de inteligência artificial (IA).

Essas infraestruturas de nova geração servirão para atender a crescente demanda por serviços de nuvem, conectividade segura e soluções digitais de alta capacidade, diante de um mercado sul-africano que vem se expandindo digitalmente.

"Esta parceria com a STANLIB reforça nossas operações na África do Sul e valida a base sólida que construímos”, afirmou Hardy Pemhiwa, CEO do grupo Cassava Technologies. “Ela nos oferece a escala necessária para atender às necessidades dos hiperescaladores e das grandes empresas da região, cuja demanda por serviços de nuvem rápidos e confiáveis está em constante crescimento."

STANLIB Infrastructure Investments, um dos principais gestores de ativos da África Austral, enxerga nesta colaboração uma oportunidade econômica e tecnológica significativa. "Os centros de dados são uma infraestrutura essencial para a economia moderna. Nossa parceria com a Africa Data Centres fortalecerá a espinha dorsal digital da África do Sul e contribuirá de maneira significativa para o crescimento do país", afirmou Andy Louw, co-diretor de investimentos em infraestruturas da STANLIB.

O investimento permitirá à Africa Data Centres, subsidária da Cassava Technologies, aumentar sua capacidade operacional, melhorar sua eficiência energética e construir instalações otimizadas para aplicações de IA e computação intensiva.

Com sete centros de dados ultramodernos já operacionais no continente e mais de 400 empresas clientes, a Africa Data Centres se estabelece como um ator chave para a transformação digital africana. Essa parceria ocorre alguns meses após a divulgação de uma grande colaboração entre a Cassava Technologies e a Nvidia, visando a implantação da primeira fábrica de inteligência artificial na África, na África do Sul.

Esse futuro centro de dados, equipado com tecnologias avançadas de computação acelerada da Nvidia, terá como objetivo fornecer serviços de IA e de nuvem em larga escala (AI as a Service) em todo o continente, além de promover a soberania digital e o armazenamento local de dados africanos.

A combinação dessas iniciativas deve permitir o desenvolvimento de uma rede integrada de centros de dados, capazes de apoiar o crescimento da inteligência artificial, acelerar a transformação digital do continente e fortalecer a competitividade da África na economia global de dados.

Samira Njoya


 

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TogoTech, plataforma criada por uma iniciativa coletiva de cerca de quinze startups tecnológicas do Togo, anunciou oficialmente seu lançamento.
A nova plataforma almeja mais de 2 bilhões de FCFA em receita acumulada e a criação de cerca de cem empregos diretos, visando transformar a economia digital do Togo em um motor de crescimento e inovação.

O governo do Togo vem buscando estruturar um ecossistema digital nacional. O objetivo é estimular a criatividade, apoiar empreendedores jovens e colocar o Togo como um hub tecnológico regional.

Enunciada recentemente pela TogoFirst, a TogoTech, uma plataforma decorrente de uma iniciativa coletiva que reúne cerca de quinze startups de tecnologia do Togo, oficializou o seu lançamento na sexta-feira, 24 de outubro. Isso ocorreu sob a égide da Ministra da Transformação Digital, Cina Lawson, juntamente com a presença de representantes de parceiros como a GIZ, setor privado e vários empreendedores.

"Nós, empreendedores do digital togolês, desejamos falar com uma só voz e construir um ambiente favorável à inovação, à criação de empregos e à competitividade", declarou Gaëlle Matina Egbidi, presidente da TogoTech.

A nova plataforma pretende ter mais de 2 bilhões FCFA de receita acumulada e criação de cerca de cem empregos diretos. Ela consolida a vontade das startups membros de transformar a economia digital do Togo em um motor de crescimento e inovação.

A associação, que reúne empresas ativas nos setores de saúde, finanças, educação, logística e segurança cibernética, pretende atuar como uma ponte entre as startups, instituições públicas e investidores.

Durante o lançamento, um acordo de parceria foi assinado com a Cyber Defense Africa para fortalecer a segurança cibernética e outro com a firma Acquereburu & Partners para garantir um enquadramento jurídico confiável para as empresas digitais togolenses.

A ministra Cina Lawson elogiou a criação desta sinergia, a qual ela classificou como um "ato de maturidade" para o setor. "Este evento marca uma etapa importante na estruturação do ecossistema tech e das startups no Togo. Ele representa a maturidade de uma geração de empreendedores decididos a contribuir ativamente para a transformação digital do país", acrescentou ela.

Para a GIZ, parceiro central do projeto através de seu programa ProDigiT, a TogoTech representa o resultado de um longo processo de estruturação. "Há três anos, não existia uma associação capaz de representar o setor privado digital no Togo. Hoje, finalmente temos um forte interlocutor para as startups", enfatizou Bettina Maier Neme, gerente de projetos na GIZ.

A instituição alemã planeja continuar apoiando a plataforma e a Agência Togo Digital para fortalecer a colaboração entre startups e instituições públicas.

Ao final do evento, Edem Adjamagbo, vice-presidente da TogoTech e fundador da SEMOA, ressaltou a necessidade de construir a credibilidade do setor digital do Togo: "Nosso apelo é simples, uma política para campeões nacionais baseada no desempenho. Quando uma solução local é melhor, mais rápida, com o custo certo, ela deve ser escolhida primeiro", disse ele.

Lembramos que a TogoTech inclui atores inovadores, como Gozem ativo em VTC, Semoa em fintechs, Édolé, presente no digital aplicado ao BTP, ou ainda Solimi, MiaPay, Kondjigbalé, Anaxar e Clinicaa, cujas atividades cobrem variados segmentos, tais como a saúde digital, logística e pagamentos eletrônicos.

No médio prazo, a plataforma planeja expandir sua rede para novas startups e intensificar colaborações com parceiros internacionais.

"O digital togolês agora tem uma voz unida. Estamos avançando em direção a um ecossistema sólido, estruturado e competitivo", concluiu Gaëlle Matina Egbidi, convidando as startups do país a se juntarem à iniciativa para "transformar juntos o futuro do Togo".

Ayi Renaud Dossavi


 

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O Senegal lançou a segunda edição da Gov’athon, um hackathon voltado para a digitalização da administração pública;
Registrou forte adesão, com 812 projetos submetidos em dez dias por mais de 2000 participantes do mundo acadêmico, de startups e cidadãos em geral.

Em resposta aos desafios de governança, as autoridades senegalesas buscam restaurar a confiança entre o Estado e seus cidadãos. Para alcançar esse objetivo, apostam em uma reforma participativa de seus serviços públicos.

Na sexta-feira, 24 outubro em Dakar, o governo do Senegal oficialmente lançou a segunda edição da Gov’athon, um hackathon nacional focado na modernização digital da administração pública. A iniciativa marca um passo importante para identificar e selecionar ideias e soluções concretas que visam melhorar a eficiência dos serviços públicos e impulsionar a inovação cidadã.

A edição de 2025 despertou grande interesse, com 812 projetos apresentados em dez dias, envolvendo mais de 2000 participantes do meio acadêmico, empreendedor e cidadão. No total, 104 projetos foram selecionados, sendo 72 na categoria "Estudantes", 11 na categoria "Startups" e 21 na categoria "Cidadãos".

A fase final, prevista para dezembro próximo, será precedida de um programa intensivo de acompanhamento e coaching para aprimorar os projetos selecionados. No final dessa etapa, as melhores equipes serão premiadas nas categorias Estudantes e Startups, conforme critérios definidos por um júri multidisciplinar. Os vencedores receberão um acompanhamento personalizado para implantar seus protótipos como soluções concretas para a administração.

O Gov’athon faz parte da dinâmica do "New Deal Tecnológico", a rota nacional lançada em fevereiro de 2025 para fazer do Senegal um ator importante na economia digital africana até 2034. Esta estratégia inclui a criação de 500 startups credenciadas, a capacitação de 100.000 jovens em profissões digitais e atingir uma taxa de conectividade de 95%.

A edição de 2024 já conseguiu concretizar vários projetos de grande impacto, incluindo AI Karangué, Firndé Bi e Agri-Drone Vision, premiados respectivamente com 20, 10 e 5 milhões de FCFA. Essas iniciativas destacaram o papel crucial do Gov’athon na modernização da administração e no surgimento de soluções digitais locais em setores como educação, saúde e agricultura.

Com esta nova edição, o governo espera fortalecer a ligação entre inovação cidadã e governança pública, apoiando o empreendedorismo tecnológico nacional. Os resultados esperados podem ajudar a tornar os serviços públicos mais eficientes, acessíveis e adaptados à realidade dos usuários.

Samira Njoya

 

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São Tomé e Príncipe, em parceria com a FAO, lançam plataforma digital para apoiar agricultores na promoção e venda de seus produtos.
A plataforma busca melhorar a circulação de produtos agrícolas, reduzir perdas pós-colheita e aproximar produtores e consumidores.

Em resposta às limitações estruturais de seu setor agrícola, São Tomé e Príncipe adotam uma abordagem digital para reforçar a produtividade e facilitar os circuitos de comercialização.

O governo de São Tomé e Príncipe, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), apresentou oficialmente na sexta-feira, 24 de outubro, uma nova plataforma digital destinada a apoiar os agricultores na promoção e venda de seus produtos.

Desenvolvida pela Direção de Empreendedorismo a pedido do Executivo, esta solução visa melhorar a circulação de produtos agrícolas do campo ao mercado, reduzir as perdas pós-colheita e aproximar produtores e consumidores. Projetada para ser simples e acessível, ela se baseia em práticas digitais já difundidas entre os agricultores locais, muitos dos quais possuem smartphones e usam o WhatsApp.

Esta inovação faz parte de um programa mais amplo de promoção da empregabilidade jovem no setor agrícola. Pilar da economia nacional, a agricultura contribui com cerca de 14% do PIB e representa quase 80% das receitas de exportação, segundo a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). O setor, no entanto, ainda enfrenta vários desafios estruturais, como dificuldade de acesso aos mercados, falta de informações sobre preços e demanda, fraqueza dos canais de distribuição e altas perdas pós-colheita.

A nova plataforma se posiciona como uma ferramenta estratégica para transformar o potencial agrícola do país em valor econômico tangível. Ela visa fortalecer a competitividade das cadeias produtivas locais, facilitar o acesso aos mercados, diversificar saídas comerciais e oferecer novas oportunidades a jovens empresários rurais. A longo prazo, a digitalização do setor agrícola poderá favorecer uma melhor rastreabilidade das trocas, um aumento na renda dos agricultores e uma modernização progressiva da economia rural do arquipélago.

Samira Njoya


 

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A Tunisie Telecom lançou o serviço FTTR (Fiber-To-The-Room), estendendo a fibra óptica para cada cômodo das residências.
O objetivo é atender à demanda crescente por conectividade de alta velocidade em um contexto de rápida transformação digital.

A empresa tem como objetivo atender à demanda crescente por conectividade de alta velocidade em um contexto de rápida transformação digital. Atualmente, está implementando uma estratégia de migração de rede de cobre para fibra óptica, mais eficiente.

A empresa pública Tunisie Telecom (TT) deu início, no começo da semana, ao lançamento do serviço FTTR (Fiber-To-The-Room). Com esta inovação, o operador histórico agora estende a fibra óptica para todas as partes da casa, diferente do FTTH (Fiber-To-The-Home), que leva a fibra até a porta da casa.

Com essa nova abordagem, a Tunisie Telecom promete aos seus assinantes uma conexão ultra-rápida, estável e uniforme, eliminando as áreas mortas do Wi-Fi tradicional e atenuações do sinal em grandes casas ou casas com vários andares.

Já sendo pioneira na implantação de alta velocidade e soluções em nuvem, a Tunisie Telecom continua a integrar as melhores tecnologias globais. "Com o lançamento do TT-FTTR, a Tunisie Telecom confirma seu papel como ator-chave no desenvolvimento digital nacional, oferecendo aos seus clientes uma experiência de Internet uniforme, ultra eficiente e adaptada aos novos usos digitais. Esta é uma avanço concreto em direção à casa conectada do futuro", declarou Lassâad Ben Dhiab, CEO da Tunisie Telecom, durante a apresentação do serviço.

Em seu relatório "Africa Broadband Outlook 2024", a Africa Analysis explica que a tecnologia FTTR é criada para atender à crescente demanda por conectividade à Internet de alta velocidade e confiável, como casas, escritórios, hotéis e apartamentos. Garante velocidades da ordem do gigabit e baixa latência, elementos essenciais para atividades como ensino online, streaming de vídeo, realidade virtual e aplicativos de casa inteligente.

Para referência, a Tunisie Telecom detinha 17,3% dos 111.684 assinantes da fibra à domocílio na Tunísia até o final de março de 2025, segundo dados da National Telecommunications Authority (INT). Os operadores Ooredoo e Orange possuíam respectivamente 19,2% e 3,2% do mercado. O provedor de internet Topnet, subsidiário do grupo Tunisie Telecom, era o maior detentor de fatia do mercado, com 50,6%.O restante do mercado é dividido entre os provedores de acesso à internet BEE, Hexabyte, Nety e Globalnet.

Isaac K. Kassouwi

 

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