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  • Luc MISSIDIMBANZI oficializou sua candidatura ao cargo de Secretário Geral da União Africana de Telecomunicações (UAT) em 22 de outubro.
  • A candidatura é apoiada por membros do governo, altos representantes de instituições estatais, líderes de operadoras de telefonia e atores influentes do setor de telecomunicações.

Em um ambiente solene e simbólico, o engenheiro de telecomunicações Luc MISSIDIMBANZI oficializou, em 22 de outubro, sua candidatura ao posto estratégico de Secretário Geral da União Africana de Telecomunicações (UAT), anunciada anteriormente na feira OSIANE e no Conselho de Administração da UAT em Dakar (Senegal).

O grande anúncio ocorreu em um dos jardins mais prestigiosos de Brazzaville, reunindo membros do governo, altos representantes de instituições estatais, líderes de operadoras de telefonia e muitos atores influentes do setor de telecomunicações. O ambiente, ao mesmo tempo solene e amigável, ressaltou a importância desse evento para o futuro digital do continente africano.

Diretamente em seu discurso, Luc MISSIDIMBANZI apresentou uma visão panafricana baseada na gratidão e na ambição coletiva. Ele expressou sua gratidão à audiência: “Em primeiro lugar, quero expressar minha profunda gratidão por sua presença aqui esta noite. Seu apoio é mais do que um gesto de amizade, é um ato de fé em uma visão comum: a de uma África que acredita em si mesma, em seus talentos e na capacidade de escrever sua própria história digital”. Essas palavras, cheias de emoção e determinação, estabeleceram as bases para uma candidatura decididamente coletiva e geradora de esperança para o continente.

MISSIDIMBANZI enfatizou ainda o caráter inclusivo de sua candidatura: “Essa candidatura não é apenas minha. É de todos que acreditam que as telecomunicações, a tecnologia pode ser uma alavanca de unidade, progresso e soberania para o nosso continente”. Essa afirmação expressa claramente a vontade de unir esforços em torno de um projeto comum, que ultrapassa fronteiras nacionais e interesses específicos.

Com uma carreira excepcional de serviço na transformação digital, Luc MISSIDIMBANZI se estabeleceu como promotor do OSIANE desde 2017, um evento que virou um marco no ecossistema digital africano. MISSIDIMBANZI tem uma carreira notável, harmonizando experiência pública e privada, expertise europeia e africana. Desde 2018, ele ocupa o cargo de conselheiro em postos, telecomunicações e digitais para o Primeiro Ministro da República do Congo, uma posição estratégica que lhe confere uma compreensão profunda dos problemas setoriais no mais alto nível do Estado.

Paralelamente a essas responsabilidades governamentais, ele preside o Fundo para o Acesso e o Serviço Universal de Comunicações Eletrônicas (FASUCE), demonstrando assim seu compromisso concreto com a inclusão digital. Sua experiência diversificada, adquirida em instituições internacionais, empresas privadas e organizações de associação, é uma grande vantagem para compreender a complexidade dos desafios que a UAT deve enfrentar em um ambiente tecnológico em constante mudança.

No coração do projeto liderado por Luc MISSIDIMBANZI, há uma ambição muito clara: transformar radicalmente a posição da África no ecossistema digital global. “A África não deve mais ser um mercado, mas sim um ator", afirmou ele com convicção. Este objetivo vai além da simples dimensão econômica e aborda a soberania tecnológica. O que se pretende é permitir que a África fale com uma voz unificada e poderosa nas instâncias internacionais onde são decididas as normas, os padrões e as regras que regem o mundo digital do futuro.

Em suas palavras de conclusão, o candidato revelou o que parece ser o motivo profundo de seu comprometimento: "É com essa fé que caminho, com essa confiança que me apresento, e com essa esperança que me comprometo". Essas palavras, pronunciadas com solenidade, ressoaram como uma profissão de fé que vai além do simples âmbito profissional até atingir os valores fundamentais que norteiam a candidatura.

Depois da cerimônia, os convidados demonstraram seu apoio tangível ao participar de uma campanha de solidariedade para apoiar esta candidatura. A entrega de envelopes com valores demonstrou a adesão concreta dos atores do setor a este projeto de amplitude continental, transformando em atos o compromisso coletivo expressado durante a noite.

Este anúncio marca, sem dúvida, um passo importante na afirmação das ambições digitais africanas e coloca a República do Congo no centro de um projeto que pode redefinir o equilíbrio do setor de telecomunicações em todo o continente.

 

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Nos mercados emergentes, o financiamento das micro, pequenas e médias empresas (MPME/PME) continua a ser um dos principais motores do desenvolvimento económico e social. Estas empresas representam cerca de 90% do tecido empresarial mundial e mais de 50% dos empregos a nível global (World Bank, 2023). Nos países de baixo e médio rendimento, o seu papel é ainda mais determinante, gerando até 70% dos empregos formais e contribuindo com cerca de 40% do PIB. Apesar dessa importância sistémica, persiste um défice estrutural de financiamento: a falta de crédito acessível às PME é estimada em cerca de 5,7 biliões USD. Entre 2015 e 2019, esse défice aumentou mais de 6% ao ano, mesmo com a oferta de crédito a crescer 7% no período (IFC, 2025).

Por detrás destes números esconde-se um paradoxo que revela as tensões do sistema financeiro. Embora a revolução digital esteja a transformar a indústria financeira e a multiplicar os canais de acesso ao crédito, muitas PME continuam excluídas dos circuitos formais. Essa exclusão resulta de vários fatores: insuficiência de dados financeiros confiáveis, falta de garantias reais e, frequentemente, uma desconfiança em relação às instituições financeiras e às ferramentas tecnológicas. O desafio já não é apenas tecnológico, mas sim a capacidade de combinar o digital com o elemento humano. Torna-se essencial articular a precisão das ferramentas digitais — cujos mecanismos de análise e decisão integram cada vez mais componentes de inteligência artificial — com a compreensão contextual que nasce da relação construída no terreno.

Os gestores de cliente: um elo essencial

O papel do gestor de cliente ilustra perfeitamente esta dualidade. O acesso ao crédito não depende apenas da disponibilidade de recursos, mas também da natureza da informação utilizada na avaliação do risco. Nas economias emergentes, as PME operam frequentemente em ambientes marcados por forte informalidade, onde as demonstrações financeiras oficiais revelam apenas uma parte da realidade. É aqui que entra a dimensão qualitativa do conhecimento do cliente. A proximidade e a observação contínua permitem ao gestor recolher elementos que nenhum algoritmo consegue captar por completo: o saber-fazer do empreendedor, a fiabilidade de um fornecedor-chave, a estabilidade de uma equipa familiar, a reputação local de uma oficina, o potencial comercial de um novo ponto de venda, entre outros. Estas informações constituem dados qualitativos que, quando documentados e analisados, tornam-se valiosos para a gestão do risco de crédito. As soluções digitais também não conseguem, por si só, construir uma relação de confiança — especialmente junto de clientes que receiam as instituições financeiras e as autoridades fiscais. Cabe ao gestor dissipar essas inquietações para aceder às informações do cliente com total transparência.

As ferramentas digitais como potenciadoras de competências

A oposição entre tecnologia e perícia humana é um falso dilema. No financiamento das PME, a tecnologia não substitui o gestor de cliente — ela reforça a sua eficácia. Os sistemas digitais, em particular os softwares de gestão da relação com o cliente (CRM – Customer Relationship Management), de análise e concessão de crédito (LOS – Loan Origination System) e de gestão de carteira de empréstimos (LMS – Loan Management System), funcionam como multiplicadores de competências.

Um CRM bem concebido centraliza e estrutura todas as interações entre a instituição financeira e os seus clientes: comunicações, visitas, pedidos de crédito, incidentes de pagamento e oportunidades comerciais. Proporciona uma visão integrada e dinâmica do pipeline e da carteira, garantindo coerência e continuidade da relação, mesmo em caso de mudança de interlocutor. Segundo Salesforce e WebFX (2023), o uso sistemático de um CRM resulta, em média, num aumento de 21% da produtividade comercial e de 16% na taxa de fidelização da clientela. O CRM torna-se assim a memória institucional da relação — uma infraestrutura de conhecimento partilhado que transforma a experiência do cliente em vantagem competitiva sustentável.

Ligado a este sistema, o LOS racionaliza todo o processo de concessão de crédito. A recolha de dados é digitalizada, os comprovativos são integrados, e os rácios financeiros — incluindo a capacidade de endividamento — são calculados instantaneamente a partir das informações registadas e armazenadas no sistema. Essa interligação assegura um fluxo fluido entre o gestor de cliente, o middle office e o comité de crédito, reduzindo de forma significativa os prazos de análise. Em algumas instituições, processos que antes demoravam semanas são hoje concluídos em poucos dias.

Depois da concessão do crédito, o LMS assume a gestão e o acompanhamento da carteira ao longo de todo o ciclo de vida do empréstimo. A automatização de tarefas reduz os custos operacionais e melhora a qualidade do acompanhamento. De acordo com um estudo da McKinsey (2022), a implementação de um LMS em ambientes com elevado volume de crédito permite reduzir os custos operacionais entre 25% e 30%, aumentando simultaneamente a rastreabilidade e a conformidade regulatória. Estas ferramentas são frequentemente integradas ao CBS (Core Banking System), que pode incluir diversas interfaces até às plataformas de atendimento ao cliente.

A experiência do IndusInd Bank, na Índia, demonstra de forma concreta os benefícios desta integração tecnológica. Ao conectar um CRM aos seus sistemas LOS e LMS, o banco reduziu os prazos de tratamento em 60%, aumentou em 50% a taxa de conversão comercial e melhorou em 90% a rapidez do seu serviço. Estes ganhos traduziram-se num reforço da relação com os clientes: os gestores passaram a dedicar mais tempo às visitas no terreno, à compreensão das necessidades específicas e à oferta de soluções adequadas (IndusInd Bank, 2021).

Conhecimento do cliente, confiança e proximidade: a base da relação

A qualidade da relação entre PME e banco assenta, antes de mais, na continuidade e na confiança. Quando um gestor acompanha a mesma carteira durante vários anos, adquire uma compreensão profunda dos ciclos de negócio: sazonalidade das vendas, dependência de determinados clientes, pressões concorrenciais ou alterações no aprovisionamento. Essa estabilidade reforça a confiança do empresário e aumenta a capacidade do banco de antecipar riscos em vez de apenas reagir a eles. Pelo contrário, uma rotação excessiva de pessoal fragiliza a relação e gera custos de aprendizagem repetidos.

A proximidade — geográfica e relacional — desempenha um papel complementar. As visitas às empresas, as conversas informais e os contactos frequentes permitem identificar informações que os dados contabilísticos não revelam: um novo contrato, uma oportunidade de exportação ou uma tensão de tesouraria iminente.

Um CRM bem estruturado apoia esta lógica de proximidade e continuidade. Ao centralizar históricos de contacto, notas de visita, lembretes e oportunidades identificadas, permite um acompanhamento regular e coerente de cada cliente. Mais ainda: protege a memória institucional. Se um gestor mudar de função ou se houver rotatividade da equipa, a informação registada garante continuidade no serviço. Assim, é a instituição — e não o indivíduo — que detém o conhecimento do cliente. No entanto, essa vantagem só se concretiza se os dados forem registados de forma rigorosa e se os colaboradores compreenderem o valor estratégico da ferramenta. Um CRM bem alimentado não substitui a relação humana, mas preserva o seu registo e garante a sua durabilidade, transformando a proximidade individual em capital relacional coletivo.

Um modelo híbrido para uma finança inclusiva

No financiamento das PME, a complementaridade entre tecnologia e experiência humana é a chave para um modelo sustentável e inclusivo. O digital traz rapidez, rigor e capacidade analítica; o humano traz compreensão, confiança e interpretação contextual. CRM, LOS e LMS não substituem o discernimento do gestor de cliente — permitem-lhe concentrar-se naquilo que realmente gera valor: o acompanhamento estratégico dos empresários e a construção de relações de longo prazo.

Nas economias emergentes, onde a relação precede inevitavelmente a transação, este equilíbrio entre inteligência artificial e inteligência humana é essencial para expandir o acesso ao financiamento sem comprometer a qualidade e a estabilidade das carteiras de crédito. A tecnologia torna-se, assim, uma extensão da relação — e não o seu substituto.

A formação e o desenvolvimento de competências das equipas nestes domínios são agora um desafio central para as instituições financeiras, permitindo-lhes responder às expectativas das PME e manter carteiras saudáveis, rentáveis e equilibradas.

O Certificat d'Expert en Financement des PME (CESF-FR) da Frankfurt School of Finance & Management é uma formação totalmente online, personalizada e flexível, com duração de 6 meses. Desenvolve competências e conhecimentos essenciais para profissionais que atuam em várias funções relacionadas com o financiamento das PME, com foco na análise de risco de crédito, no processo de decisão de empréstimos, na intermediação adequada da tomada de risco e na gestão da relação com o cliente. Este curso online (ministrado em francês ou em inglês) apresenta-lhe os princípios fundamentais do financiamento das PME.

 

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21 países africanos assinaram a Convenção da ONU contra a cibercriminalidade em Hanói, Vietnã.
A convenção tem como objetivo tornar a prevenção e o combate à cibercriminalidade mais eficazes por meio do reforço da cooperação internacional.

A Convenção foi adotada por unanimidade pelos 193 Estados membros das Nações Unidas em dezembro de 2024, após cinco anos de negociações. Esse processo inclusivo mobilizou a sociedade civil, especialistas em segurança da informação, o mundo acadêmico e o setor privado.

A Convenção da ONU contra a Cibercriminalidade obteve 72 assinaturas em Hanói, no Vietnã, nos dias 25 e 26 de outubro, durante um evento dedicado. De acordo com a lista final disponibilizada à Agence Ecofin pelo Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC), 21 países africanos estão entre os signatários.

Tratam-se de Argélia, Angola, Burkina Faso, Costa do Marfim, República Democrática do Congo (RDC), Djibuti, Egito, Gana, Guiné-Bissau, Líbia, Marrocos, Moçambique, Namíbia, Nigéria, África do Sul, Togo, Uganda, Tanzânia, Zimbábue, Mali e Ruanda.

Segundo o UNODC, a Convenção visa a "tornar a prevenção e o combate à cibercriminalidade mais eficazes, reforçando a cooperação internacional, a assistência técnica e o fortalecimento de capacidades, especialmente nos países em desenvolvimento".

A Convenção surge como o primeiro quadro global para a coleta, compartilhamento e uso de provas digitais em casos criminais graves. Ela também criminaliza várias ofensas relacionadas ao ciberespaço, incluindo fraude online, disseminação de conteúdo de pedofilia, solicitação de crianças na Internet para fins sexuais e disseminação não consensual de imagens íntimas. Além disso, prevê a criação de uma rede global de cooperação disponível 24 horas por dia, 7 dias por semana, para facilitar trocas entre estados e fortalecer as capacidades nacionais em face à rápida evolução da cibercriminalidade.

A assinatura desta Convenção complementa os quadros internacionais existentes, como a Convenção de Budapeste sobre Cibercriminalidade e a Convenção da União Africana sobre Cibersegurança e Proteção de Dados Pessoais (dita Convenção de Malabo), já adotadas por vários países africanos, além das legislações nacionais.

Em um relatório publicado em junho de 2025, a Interpol destacou que os ciberataques estão se intensificando na África, em um contexto de rápida transformação digital, marcado por maior conectividade e adoção massiva de tecnologias como mobile banking e comércio online. A organização estima que entre 2019 e 2025, os incidentes de cibersegurança no continente causaram perdas financeiras superiores a $3 bilhões. Em escala global, dados da ONU indicam $9,5 trilhões em danos apenas em 2024.

Vale lembrar que, apesar das assinaturas, a Convenção de Hanói ainda não entrou em vigor. Só será após ser ratificada por pelo menos 40 países. "Agora precisamos passar da assinatura à ação. A Convenção deve ser rapidamente ratificada, integralmente implementada e apoiada por financiamento, treinamento e tecnologia, especialmente para países em desenvolvimento", disse António Guterres, na cerimônia de assinatura.

No entanto, o texto tem encontrado oposição, segundo a imprensa internacional. É relatado que cerca de dez ONGs, principalmente de defesa dos direitos humanos, denunciam garantias insuficientes. Eles acreditam que o tratado cria um dispositivo legal para monitorar, preservar e trocar informações entre países. Do seu lado, vários grupos de tecnologia, incluindo Meta e Dell, alertam para o risco de uso abusivo do quadro para criminalizar os pesquisadores de cibersegurança ou reprimir comportamentos que alguns estados considerem delituosos.

Isaac K. Kassouwi

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Iniciativa do "Observatório para o Planejamento Digital" pretende coletar, analisar e mapear dados sobre infraestrutura digital do país.
Projeto de 25 bilhões de francos CFA (44,36 milhões de dólares) anunciado em setembro para conectar 750 "áreas brancas" até 2025.

A UIT reconhece a importância da cartografia na expansão das redes de telecomunicações. Em março de 2025, lançou uma iniciativa de mapeamento de banda larga na África, que até agora envolve cerca de dez países, incluindo a Costa do Marfim, Quênia, Uganda, Benim, Etiópia e Nigéria.

Na sexta-feira, 24 de outubro, o governo de Burkina Faso lançou o "Observatório para o Planejamento Digital" (OAN). Essa plataforma visa coletar, analisar e mapear dados sobre a infraestrutura digital do país para orientar as decisões públicas. Ela faz parte dos esforços das autoridades para diminuir o desequilíbrio digital no país.

Conforme o Ministério da Transição Digital, essa ferramenta permitirá aos agentes públicos e privados coordenar suas ações para um planejamento digital harmonioso, otimizar investimentos, evitar duplicações nas obras de infraestrutura e fornecer aos cidadãos um melhor acesso aos serviços de telecomunicações.

O governo havia anunciado, na terça-feira, 30 de setembro, um projeto de 25 bilhões de francos CFA (44,36 milhões de dólares) destinado a conectar 750 "áreas brancas" até 2025. Esta iniciativa faz parte do programa "zero área branca" até 2027. Ao todo, 1700 áreas foram identificadas, das quais 138 serão atendidas em 2024 e 283 em 2022.

O atendimento às "áreas brancas" também faz parte de uma estratégia nacional que visa um atendimento de banda larga de 100% até 2030. As outras ações incluem a promoção do compartilhamento de infraestruturas, o fortalecimento da espinha dorsal nacional, o desenvolvimento do fibra óptica residencial e o aumento dos investimentos em infraestrutura digital.

Conforme os números divulgados em agosto de 2024 por Aminata Zerbo/Sabane (foto, centro), ministra da Transição Digital, a taxa de cobertura dos serviços de telefonia móvel é de 85%, enquanto que a internet 3G é de 64% e a internet 4G, de 46%. A União Internacional de Telecomunicações (UIT) indica que em 2023, a taxa de penetração da internet em Burkina Faso era de 17%, enquanto a da telefonia móvel era de 55,9%.

Isaac K. Kassouwi

 

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  • Programa nacional visa capacitar 200.000 crianças nos campos de tecnologia digital e inteligência artificial
  • Iniciativa faz parte da estratégia "Digital Marrocos 2030" e envolve vários ministérios e o Centro Internacional de Inteligência Artificial do Marrocos

 Essencial para a estratégia digital do Marrocos, aprimorar a competência digital dos jovens é um elemento-chave no qual o Reino conta para construir uma economia voltada para a inovação e o futuro.

Na segunda-feira, 20 de outubro, o governo marroquino lançou oficialmente um programa nacional com o objetivo de introduzir 200.000 crianças aos campos da tecnologia digital e inteligência artificial. A iniciativa tem como objetivo permitir que as gerações mais jovens adquiram as habilidades do futuro, promover a cultura tecnológica e diminuir a lacuna digital.

O projeto é resultado de um acordo firmado em março entre vários ministérios, incluindo os Ministérios das Transições Digitais, da Juventude, da Economia e Finanças, bem como o Centro Internacional de Inteligência Artificial do Marrocos - AI Movement, que faz parte da Universidade Mohammed VI Polytechnique e está supervisionado pela UNESCO. A primeira fase do programa foi lançada em simultâneo em doze cidades do reino, mobilizando uma equipa de 65 orientadores representando os centros juvenis participantes. Depois desta fase piloto, o programa será progressivamente estendido a todo o território nacional.

Esta iniciativa faz parte da estratégia "Digital Marrocos 2030", que pretende transformar o reino num hub digital inclusivo e competitivo. A estratégia inclui a formação de 100.000 jovens por ano nas áreas digitais, contra 14.000 em 2022, bem como a criação de escolas especializadas e o apoio à inovação em tecnologias emergentes.

Ao treinar 200.000 crianças em competências digitais e em inteligência artificial, Marrocos está se preparando para criar uma nova geração de cidadãos digitais, capazes de contribuir ativamente para a transformação digital do país. Este programa também pode reforçar a soberania tecnológica do reino e afirmar sua posição como pioneiro em inovação na África.

Samira Njoya

 

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  • Lançamento da plataforma digital Faso Andubè, dedicada à valorização dos talentos de Burkina Faso nas áreas científica, técnica e tecnológica.
  • Iniciativa integra o objetivo do governo de reforçar a soberania nacional, reduzindo a dependência em importações e aprimorando as indústrias locais.

Do laboratório às oficinas de produção, Burkina Faso busca reinventar o seu futuro económico, valorizando a criatividade e a engenhosidade de sua juventude. O Governo espera assim transformar a inovação no coração de um novo crescimento.

O presidente de Burkina Faso, Ibrahim Traoré, anunciou na sexta-feira, 17 de outubro, o lançamento do "Faso Andubè", uma plataforma digital dedicada à valorização dos talentos de Burkina Faso nas áreas científica, técnica e tecnológica. O objetivo é permitir que inventores e inovadores, residentes em Burkina Faso ou parte da diáspora, possam apresentar seus projetos e ter acesso a um suporte para a produção local de máquinas "made in Burkina".

"Vamos lançar uma plataforma digital que permita a qualquer um que possua talento, diplomas nas áreas científica, técnica e tecnológica, se registrar e nós vamos orientá-los a um incubador que está sendo construído para permitir a Burkina produzir suas próprias máquinas", declarou o chefe de Estado.

A plataforma Faso Andubè, acessível em https://fasoandube.bf/, posiciona-se como uma vitrine para a inovação e expertise local. Ela oferece aos burkinabenses a possibilidade de se registrar e valorizar suas habilidades em um ambiente estruturado. Os usuários recebem um acompanhamento personalizado para seus projetos, podem se conectar com outros talentosos e participar de iniciativas industriais e tecnológicas concretas.

A iniciativa faz parte do desejo do Presidente do Faso de valorizar a expertise local e mobilizar competências para reforçar a soberania nacional. Ela surge num contexto onde o país busca fortalecer sua base industrial e reduzir a dependência das importações. De acordo com os dados do Banco Mundial, o valor agregado da indústria representou 29,6% do PIB em 2024, enquanto o setor de manufaturas representava apenas 9,9%.

A implementação do Faso Andubè poderia servir como um catalisador para o ecossistema de inovadores tecnológicos burkinabenses. Ao fornecer um espaço digital para visibilidade e interconexão, a plataforma visa identificar, apoiar e unificar os talentos das áreas científica e técnica, seja em Burkina Faso ou no exterior. Poderá, assim, incentivar a criação de protótipos, ferramentas agrícolas inteligentes e equipamentos industriais projetados localmente.

Por meio desta medida, o governo pretende estabelecer as bases de uma verdadeira economia da inovação, capaz de reforçar a soberania tecnológica de Burkina Faso e promover a criação de empregos qualificados e o aumento das competências de jovens engenheiros e técnicos.

Samira Njoya

 

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Em 2030, 75% das conexões móveis na África serão de 4G e 5G, contra 47% em 2024, de acordo com o relatório da GSMA
O crescimento será impulsionado pelo investimento de cerca de 77 bilhões de dólares na infraestrutura de rede para essa mudança entre 2024 e 2030.

O contínuo desenvolvimento da conectividade móvel beneficiará todas as atividades econômicas no continente, dependendo de sua capacidade de integrar o uso de tecnologias digitais. Os setores de serviços, indústria e agricultura devem receber a maior parte dos benefícios esperados.

Tecnologias móveis de quarta e quinta gerações (4G e 5G) devem representar 75% do total de conexões na África até 2030, em comparação a 47% em 2024, de acordo com um relatório divulgado na terça-feira, 14 de outubro de 2025, pela Associação Mundial de Operadoras de Telefonia Móvel (GSMA).

Intitulado "The Mobile Economy Africa 2025", o relatório esclarece que a porcentagem de conexões 4G no continente aumentará de 45% do total de conexões móveis em 2024 para 54% em 2030. O 5G deve experimentar um crescimento ainda mais rápido, indo de 2% do total de conexões no último ano para 21% no final desta década.

A 2G, cuja adoção atingiu 15% no ano passado, deve praticamente desaparecer em 2030 (4% do total de conexões), enquanto a taxa de adoção da 3G cairá de 37% para 21% no mesmo período.

A rápida migração para a 4G e a 5G será impulsionada principalmente pela aceleração da expansão de suas redes. A GSMA espera que as operadoras de telecomunicações gastem cerca de 77 bilhões de dólares na implantação e modernização das redes de última geração durante o período 2024-2030. Consequentemente, a taxa de penetração da Internet móvel deve atingir 33% ao final da década (576 milhões de usuários) contra 28% em 2014 (416 milhões de usuários). O número de assinantes únicos para vários tipos de redes de telefonia móvel ficará em torno de 915 milhões (53% da população) em 2030, contra 710 milhões em 2024 (47%).

Quase metade dos africanos não usará os serviços de telefonia móvel e 77% não estarão conectados à internet móvel até o final desta década, apesar de uma cobertura de rede que excede em muito 90%. Para preencher essa lacuna de uso (usage gap), a indústria de telefonia móvel, os patrocinadores, as organizações internacionais e os governos devem colaborar mais de perto para eliminar as principais barreiras que impedem a adoção das tecnologias móveis, como o alto custo dos dispositivos e os baixos níveis de habilidades digitais.

Em 2024, a contribuição da telefonia móvel para o valor econômico agregado na África atingiu 220 bilhões de dólares, ou 7,7% do PIB do continente. Neste capítulo, os principais benefícios vieram dos efeitos positivos das tecnologias móveis na produtividade, que alcançaram 120 bilhões de dólares e da contribuição direta do setor, estimada em 60 bilhões de dólares.

Até 2030, a contribuição da telefonia móvel para o valor econômico agregado no continente deverá atingir 270 bilhões de dólares, ou 7,4% do PIB, graças principalmente aos ganhos de produtividade e eficiência resultantes de uma adoção mais ampla da última geração de tecnologias digitais de alto impacto como a 5G, a Internet das Coisas (IoT) e a Inteligência Artificial (IA).

Entre outros aspectos, a GSMA indica que a telefonia móvel contribui substancialmente para os orçamentos dos Estados africanos, com mais de 30 bilhões de dólares arrecadados por meio de vários tipos de impostos no último ano. Grande parte dessa contribuição veio do IVA sobre celulares, impostos sobre vendas, impostos especiais e direitos aduaneiros (12 bilhões de dólares).

Em 2024, a contribuição fiscal do ecossistema de telefonia móvel como um todo, que inclui três categorias de agentes (operadoras móveis, empresas especializadas em infraestrutura e equipamentos e empresas que operam no segmento de conteúdo e serviços) representou 9,8% do total de receitas fiscais coletadas no continente.

Walid Kéfi

 

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A CEDEAO intensifica sua estratégia de combate ao crime transnacional com foco em inteligência artificial (IA).
A IA será inserida em sistemas de alerta precoce para melhorar análise e prevenção do crime.

A porosidade das fronteiras, a fragilidade das instituições judiciais e a falta de coordenação regional favorecem a proliferação de tráficos no espaço CEDEAO. Segundo o Índice Mundial de Crime Organizado 2023, a África Ocidental registra a segunda maior pontuação do continente em termos de crime global, com uma nota de 5,44 sobre 10.

A Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO) está intensificando sua estratégia de combate ao crime transnacional, apostando na inteligência artificial (IA). Isso é o que se concluiu de um workshop regional realizado em Dakar, no Senegal, sobre segurança humana, criminalidade e delinquência, de 21 a 24 de outubro de 2025.

O objetivo deste encontro era fortalecer as capacidades dos especialistas dos Mecanismos Nacionais de Coordenação e Resposta (NCCRM) para enfrentar as crescentes ameaças à segurança na África Ocidental.

De acordo com o comunicado da Comunidade publicado na quarta-feira, 22 de outubro de 2025, a IA será incorporada nos sistemas de alerta precoce para melhorar a análise e a prevenção do crime. O workshop, portanto, abordou temas especialmente voltados para os vínculos entre crime e conflito, análise geoespacial e mapeamento do crime organizado.

Embora a IA ainda esteja em fase inicial na África, ela oferece perspectivas promissoras para a luta contra o crime transnacional organizado. Segundo um estudo da Enact, vários países africanos já a utilizam. A África do Sul está à frente, destacando-se pelo uso de sistemas de IA na detecção de crimes cibernéticos, fraudes e no fortalecimento de investigações policiais.

Gana e Senegal também estão explorando seu uso em mapeamento graças ao sistema "Africa Regional Data Cube" (ARDC), que compila 17 anos de imagens de satélite e dados de observação da Terra. Isso pode facilitar a identificação de áreas de risco nesses países.

Em seu discurso de abertura, a vice-presidente da Comissão, Damtien L. Tchintchibidja, representada por Zelma Nobre Fassinou, alertou sobre a rápida expansão das economias ilícitas na região. Ela destacou que "os atores criminosos se aproveitam de um contexto em constante evolução, caracterizado por novos conflitos, instabilidade política persistente e crescentes desigualdades econômicas".

O representante do governo senegalês, Sr. Mamadou Moustapha Seck, por sua vez, enfatizou a importância dos mecanismos de alerta e resposta para antecipar crises, anunciando a futura abertura do Centro Nacional de Alerta e Resposta do Senegal.

O crime transnacional continua sendo um grande desafio para a segurança e o desenvolvimento no espaço CEDEAO. A porosidade das fronteiras, a fragilidade das instituições judiciais e a falta de coordenação regional favorecem a proliferação do tráfico.

Segundo o Relatório Mundial de Drogas 2021 da UNODC, o número de usuários de drogas pode aumentar 40% na África até 2030. A África Ocidental continua sendo uma zona de trânsito para a cocaína, mas também está se tornando um centro de produção de metanfetaminas e outras substâncias sintéticas.

De acordo com o Índice Mundial de Crime Organizado 2023, a África Ocidental registra a segunda maior pontuação no continente em termos de crime global, com uma nota de 5,44 em 10.

Para combater essas ameaças, a CEDEAO multiplicou iniciativas, incluindo o projeto OCWAR-T, lançado em 2019 com o apoio da União Europeia, e a Iniciativa da Costa Oeste Africana (WACI), estabelecida em 2009. Esses programas, implementados em parceria com organizações como UNODC, INTERPOL, GIZ e PNUD, visam fortalecer as capacidades judiciais e de segurança dos estados membros e promover uma maior cooperação regional.

Charlène N’dimon

 

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Ruanda apresenta Plano Nacional de Telecomunicações de Emergência (NETP) visando fortalecer resiliência em situações de crise
Estratégia contempla período de 2025 a 2027 e inclui criação de um centro nacional de comunicação de emergência e integração dos sistemas de satélite

À medida que os desastres naturais se tornam mais frequentes na África Oriental, o Ruanda está apostando na tecnologia para proteger suas infraestruturas críticas e garantir a continuidade das suas comunicações. O país pretende tornar o digital um pilar central na gestão de crises.

Na segunda-feira, 20 de outubro, o governo ruandês apresentou o Plano Nacional de Telecomunicações de Emergência (NETP), um arcabouço estratégico de três anos (2025-2027) destinado a assegurar a continuidade e resiliência das redes de comunicação em caso de desastres.

O Plano Nacional de Telecomunicações de Emergência (NETP) foi desenvolvido em parceria entre o Ministério das TIC e Inovação (MINICT) e o Ministério encarregado de Gerenciamento de Emergências (MINEMA). O plano prevê um quadro completo para preservar as infraestruturas de telecomunicações essenciais em face de vários perigos: enchentes, deslizamentos de terra, terremotos, erupções vulcânicas e pandemias.

Estruturado em torno de quatro pilares - prevenção, preparação, resposta e recuperação - o NETP prevê, entre outras coisas, a criação de um centro nacional de comunicação de emergência, a integração de redes por satélite para áreas isoladas e o estabelecimento de sistema unificado de alerta precoce para veicular informações vitais rapidamente para a população. Procedimentos de treinamento e simulação serão implementados para fortalecer a capacidade das equipes de resposta

Este plano faz parte dos compromissos internacionais de Ruanda, em particular as diretrizes da União Internacional de Telecomunicações (UIT) e a Estrutura de Sendai de 2015 a 2030 para redução de risco de desastres. Ele também se alinha com iniciativas globais, como "Avisos precoces para todos" das Nações Unidas, que busca dotar todos os países de sistemas eficazes de alerta contra riscos climáticos e tecnológicos.

Ao adotar essa estratégia, Kigali pretende não apenas garantir a continuidade das comunicações em situações de crise, mas também tornar-se um referencial regional em resiliência digital. O NETP poderá acelerar a transformação de Ruanda em um hub tecnológico capaz de reagir a emergências, proteger suas infraestruturas críticas e assegurar a todos os cidadãos acesso confiável à informação, mesmo em situações de desastre.

Samira Njoya

 

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 Auditores do setor de telecomunicações no Chade anunciaram a conclusão do 15º auditoria nacional, destacando avanços e fragilidades na qualidade do serviço.
 A qualidade do sinal nos centros urbanos melhorou, embora persistam problemas ligados à energia,
infraestruturas antigas e cobertura irregular.

Com o objetivo de avaliar o desempenho técnico dos operadores de telecomunicações em todo o território, as autoridades chadianas iniciaram uma auditoria em escala nacional.

A Autoridade de Regulação de Comunicações Eletrônicas e Correios (ARCEP) do Chade anunciou esta semana que concluiu seu 15º auditório nacional sobre a qualidade dos serviços das redes de telefonia móvel. A operação mediu vários indicadores-chave, como a taxa de sucesso de chamadas, a qualidade da voz, a cobertura 4G e a velocidade de conexão à Internet.

"Os resultados revelam uma melhor estabilidade do sinal em vários centros urbanos, refletindo os esforços de investimento dos operadores. No entanto, áreas de fragilidade ainda persistem, principalmente relacionadas à energia, infraestruturas antigas e cobertura irregular em certas áreas", disse a entidade.

Essa auditoria faz parte das missões recorrentes da ARCEP para garantir a conformidade dos operadores com os padrões estabelecidos. A qualidade do serviço ainda é uma preocupação importante para os assinantes chadianos, que enfrentam cortes frequentes, conectividade desigual e custos que consideram altos. Para o regulador, esses controles ajudam na tomada de decisão, permitindo identificar os segmentos onde os serviços precisam ser aprimorados e, se necessário, aplicar medidas corretivas ou sanções.

Os resultados desta auditoria devem fortalecer a transparência entre os operadores, o regulador e os consumidores. Eles também servirão como base para o planejamento de investimentos em infraestruturas de telecomunicações. Vale lembrar que, no início de 2025, 14,5 milhões de cartões SIM estavam ativos no Chade, de acordo com os dados da DataReportal.

Adoni Conrad Quenum

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