O setor da aviação mundial comprometeu-se a alcançar a neutralidade carbónica até 2050. O combustível sustentável para a aviação, conhecido como SAF, surge como o principal instrumento para atingir esse objetivo. No Togo, as autoridades decidiram apostar neste tipo de combustível, ao mesmo tempo que reforçam a segurança dos stocks de Jet A1.
O Togo iniciou o desenvolvimento progressivo do Combustível de Aviação Sustentável (SAF), bem como a construção de um reservatório de armazenamento de combustível Jet A1 com capacidade de 1500 m³ no Aeroporto Internacional Gnassingbé Eyadéma (AIGE), em Lomé.
Dois acordos foram assinados neste sentido entre a Sociedade Aeroportuária de Lomé-Tokoin (SALT) e a TOGO OIL COMPANY S.A. (T-OIL), na sexta-feira, 19 de junho, em Lomé, à margem da Convenção e Exposição da Comissão Africana da Aviação Civil (CAFAC).
O primeiro acordo, relativo à introdução progressiva do SAF no Togo, prevê o desenvolvimento de uma cadeia destinada a substituir parte do querosene fóssil utilizado pelas aeronaves por combustíveis produzidos a partir de recursos renováveis ou de resíduos valorizados.
Considerado um dos principais instrumentos para a descarbonização do transporte aéreo mundial, o SAF pode reduzir até 80% das emissões de CO₂ ao longo de todo o seu ciclo de vida, em comparação com o querosene convencional. A sua implementação no Togo poderá colocar Lomé entre as primeiras plataformas aeroportuárias da África Ocidental a aderirem a esta fileira emergente.
Segundo a International Air Transport Association (IATA), o SAF poderá representar cerca de 65% das reduções de emissões necessárias para que o setor da aviação mundial alcance a neutralidade carbónica até 2050. Num contexto de aumento das exigências ambientais impostas às companhias aéreas, a disponibilidade deste combustível constitui também um fator de atração crescente para os aeroportos.
Além do impacto ambiental, esta iniciativa poderá facilitar o acesso do país oeste-africano a financiamentos destinados às energias renováveis, à indústria verde e aos projetos de transição energética.
O segundo acordo diz respeito à construção de um reservatório de armazenamento de combustível Jet A1 com capacidade de 1500 m³ na plataforma aeroportuária de Lomé. Esta infraestrutura deverá contribuir para garantir o abastecimento de combustível de aviação, acompanhar o crescimento do tráfego aéreo e apoiar o desenvolvimento das atividades do AIGE.
O investimento pretende igualmente reforçar a posição de Lomé como centro logístico regional, num contexto de crescimento do transporte aéreo na África Ocidental.
«É um exemplo marcante da visão do Presidente do Conselho, que exige que façamos os esforços necessários para continuar a posicionar o país, e em particular esta plataforma aeroportuária, entre as referências da sub-região e até do continente», declarou Robert Koffi Messan Eklo, ministro responsável pela Energia e Recursos Mineiros.
Esta iniciativa integra-se na estratégia das autoridades togolesas para conciliar desenvolvimento económico, desempenho logístico e transição ecológica.
Esaïe Edoh













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