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A South African Broadcasting Corporation (SABC) enfrenta risco iminente de interrupção do sinal devido a uma dívida superior a 1 bilhão de rands (cerca de US$ 57 milhões) com a empresa pública de transmissão Sentech.

O impasse entre as duas entidades remonta a 2020-2021, quando a SABC contestou tarifas consideradas excessivas. Além disso, a emissora pública sofre com infraestrutura obsoleta e um modelo de financiamento instável.

Segundo especialistas, a crise ameaça empregos e a sustentabilidade do setor de radiodifusão pública e comunitária no país.

A Autoridade Reguladora das Comunicações Eletrônicas e Postais (ARCEP) do Chade iniciou a 15ª auditoria nacional da qualidade dos serviços de telecomunicações, avaliando as operadoras Airtel e Moov Africa.

Com 14,7 milhões de assinantes móveis e 2,74 milhões de usuários de internet, o país enfrenta críticas sobre chamadas interrompidas e conexões instáveis. Os consumidores exigem medidas mais severas, como multas pesadas e até retirada de licenças em caso de reincidência.

A lei prevê que as operadoras que descumprirem obrigações podem receber multas de até 5% do faturamento anual, ou, em última instância, suspensão ou retirada definitiva da licença.

A Costa do Marfim lançou um projeto de capacitação que beneficiará 50 empresas públicas e privadas com formação em conformidade e combate à corrupção. O objetivo é melhorar a pontuação do país no Índice de Percepção da Corrupção da Transparency International (atingir mais de 50/100).

O programa terá duração de 12 meses, com custo estimado de 116 milhões de FCFA (cerca de US$ 207 mil), e incluirá nove módulos de formação, além de um acompanhamento pós-treinamento. A iniciativa se insere na Estratégia Nacional de Luta contra a Corrupção 2024-2028.

Segundo Zoro Bi Epiphane Ballo, presidente da Alta Autoridade para a Boa Governança, trata-se de “um passo decisivo para criar confiança e condições para um desenvolvimento econômico baseado na integridade”.

O Relatório Global do Gás 2025 destaca o papel crucial do biometano e das tecnologias de captura e armazenamento de carbono (CCUS) na transição para uma economia de baixo carbono. A produção mundial de biometano atingiu 9,6 bilhões de m³ em 2024, e espera-se que cresça 14% ao ano até 2040. Paralelamente, a capacidade global de captura de CO₂ pode saltar de 79 Mtpa em 2025 para 577 Mtpa em 2030.

No entanto, a África permanece quase ausente dessa dinâmica. O continente não conta com grandes projetos industriais nesses setores, e os financiamentos continuam voltados principalmente para o gás natural liquefeito (GNL) e o petróleo. Especialistas alertam que, sem regulamentações claras e incentivos adequados, a África corre o risco de perder oportunidades estratégicas.

O Produto Interno Bruto (PIB) da África do Sul cresceu 0,8% no segundo trimestre de 2025, após um aumento de apenas 0,1% no trimestre anterior. Esse desempenho foi impulsionado principalmente pelos setores de manufatura, mineração e comércio.
A indústria manufatureira registrou crescimento de 1,8%, enquanto o setor de comércio, hotelaria e restauração avançou 1,7%, seu melhor resultado desde o primeiro trimestre de 2022. Já a agricultura progrediu 2,5%. Por outro lado, construção, transporte e comunicações recuaram.

Segundo o governo, esses números refletem a resiliência da economia sul-africana, apesar do contexto global desfavorável marcado pelo aumento das tarifas alfandegárias impostas pela administração Trump. O FMI prevê crescimento de 1% em 2025, após 0,6% em 2024.

Aqueles que ainda sonhavam em viver no Wakanda graças à Akon City podem riscar esse sonho da lista. O projeto de uma cidade conectada e ecológica no Senegal, inspirado no reino africano do universo Marvel Black Panther, afundou definitivamente. Anunciada com grande pompa e beneficiando de ampla cobertura mediática, a iniciativa urbana futurista do artista americano-senegalês Akon acumulou atrasos, falhas e erros de timing que arranharam tanto sua imagem quanto a confiança que as autoridades senegalesas lhe haviam concedido. Eis como o projeto “revolucionário” naufragou, em 10 datas-chave.


Junho de 2018 — Primeiro anúncio público do projeto Akon City

Em junho de 2018, durante sua passagem pelo Festival Internacional da Criatividade de Cannes, na França, o cantor americano Akon (nome verdadeiro Alioune Badara Thiam) anunciou a criação de uma cidade futurista que funcionaria com a “Akoin”, uma moeda virtual prevista para ser lançada já em julho de 2018.

Ele descreveu a cidade da seguinte forma: “uma cidade 100% criptografada, com a Akoin no centro da vida transacional […] fundindo os conceitos de planejamento de Smart City com uma tela em branco para criptografar nossas trocas humanas e comerciais diárias, a fim de inventar um novo modo radical de existência.”

Para essa cidade, inicialmente chamada de “Akon Crypto City”, o cantor afirmou ter recebido 2.000 acres (cerca de 800 hectares) do então presidente do Senegal, Macky Sall.


Janeiro de 2020 — Oficialização da parceria com o governo senegalês

Após o anúncio de 2018, o projeto gerou muito entusiasmo. As maquetes 3D concebidas pelo arquiteto libanês Hussein Bakri, baseado em Dubai, e os vídeos de apresentação da futura cidade — composta de grandes torres de vidro, hotéis de luxo, hospitais e centros empresariais — atiçaram a curiosidade do público e da imprensa internacional.

No Senegal, esse entusiasmo também conquistou as autoridades, que viram no projeto uma oportunidade de desenvolver o turismo e decidiram apoiá-lo.

Em 13 de janeiro de 2020, Akon assinou um protocolo de acordo com a Société d’Aménagement et de Promotion des Côtes et Zones Touristiques du Sénégal (Sapco), em presença do então ministro do Turismo, Alioune Sarr. O cantor prometeu uma cidade high-tech e ecologicamente responsável, com arquitetura inspirada em Wakanda.

 

Situé dans les hauteurs du Djebel Nefoussa, au nord-ouest de la Libye, Qasr Al Haji (ou Ghasr Al-Hajj) est un grenier collectif d’une grande beauté architecturale. Construit au XIIIe siècle, cet édifice servait autrefois de dépôt de céréales et de biens de valeur pour les tribus amazighes de la région. Il constitue un témoignage remarquable de l’ingéniosité architecturale berbère et de l’organisation communautaire dans les sociétés rurales précoloniales de Libye.

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Qasr Al Haji se distingue par sa structure circulaire à deux niveaux, composée d’environ 114 cellules de stockage (appelées ghorfas), chacune fermée par une porte en pierre ou en bois. Ces cellules étaient attribuées aux familles, qui y stockaient blé, orge, huile ou documents importants, à l’abri des voleurs et des intempéries. Le bâtiment adopte une forme concentrique, avec une cour centrale ensoleillée entourée par ces alvéoles superposées, accessibles via des escaliers de pierre encastrés dans la façade.

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L’ensemble donne une impression d’équilibre et de fonctionnalité, mais aussi de majesté, grâce aux portes en ogive, aux niches décoratives, et à la rigueur géométrique de la construction. Le grès utilisé provient des environs, taillé à la main, et témoigne d’un savoir-faire maîtrisé dans une région au climat aride et aux ressources limitées.

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Ce grenier n’était pas un simple entrepôt : il incarnait une forme de banque communautaire, régie par des règles strictes. Chaque cellule portait une marque identitaire indiquant le propriétaire ou le clan. Les décisions liées à la distribution, à l’accès ou à l’entretien du grenier étaient prises collectivement. Cette organisation a permis à des populations semi-nomades de garantir leur sécurité alimentaire pendant les périodes de sécheresse ou de conflit.

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Le qasr était aussi un symbole de cohésion sociale et de solidarité : lorsqu’une famille subissait des pertes, d’autres pouvaient temporairement céder leurs cellules ou partager leurs denrées. L’usage communautaire du lieu était étroitement lié à la coutume, souvent géré par des sages locaux ou des chefs de tribu.

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Malgré sa valeur patrimoniale, Qasr Al Haji reste relativement méconnu en dehors de la Libye. Les conflits récents, l’isolement de la région et l’absence d’une politique nationale forte de préservation du patrimoine ont contribué à sa dégradation progressive. Toutefois, certaines initiatives locales et internationales plaident pour sa protection et son inscription au patrimoine mondial de l’UNESCO, au même titre que les autres ksour du Maghreb.

Aujourd’hui, le site attire quelques visiteurs, chercheurs ou photographes fascinés par l’esthétique et la charge symbolique du lieu.

 

Um vídeo viral mostra Barack Obama sendo preso pelo FBI. Totalmente gerado por IA, ele foi publicado pelo próprio Donald Trump. Mas, para além da encenação, é a explosão da desinformação digital, tanto nos Estados Unidos quanto na África, que preocupa.

O vídeo percorreu a internet em poucas horas. Publicado no domingo, 20 de julho, na rede Truth Social de Donald Trump, mostra a prisão de Barack Obama pelo FBI, seguida de sua detenção. Imagens chocantes, mas inventadas — ou melhor, geradas por inteligência artificial (IA) — com a legenda: “Ninguém está acima da lei”. O autor da publicação não é outro senão o próprio presidente americano.

Essa encenação ecoa as acusações recentemente formuladas por Tulsi Gabbard, atual diretora da inteligência americana. “Publicamos mais de 100 documentos detalhando como essa conspiração foi orquestrada pelo presidente Obama”, afirmou ela no canal Fox News, acusando-o de ter manipulado os serviços de inteligência em 2016 para prejudicar Trump. Segundo Gabbard, a equipe de Obama teria “preparado o terreno para um golpe de Estado” contra o bilionário após sua vitória sobre Hillary Clinton.

A desinformação, ameaça mundial nº1

Para além das rivalidades políticas americanas, esse vídeo simboliza uma nova era na guerra da informação. Em seu relatório de 2024, o Fórum Econômico Mundial (WEF) identifica a desinformação como a principal ameaça global a curto prazo. “É a primeira vez que esse risco é explicitamente mencionado em nosso relatório, e ele já aparece diretamente em primeiro lugar”, destaca Saadia Zahidi, diretora-geral do WEF.

O setor privado compartilha essa preocupação. “A inteligência artificial fornece novas armas aos cibercriminosos. Já não é necessário ser altamente inteligente para manipular a opinião”, alerta Carolina Klint, analista de gestão de riscos da Marsh McLennan.

A África, laboratório da desinformação digital

Esse fenômeno não se limita aos Estados Unidos. Na África, onde as instituições democráticas são às vezes mais vulneráveis, a IA torna-se uma ferramenta de manipulação política cada vez mais comum. Como observa o relatório do WEF, a proliferação de informações falsas geradas por IA pode exacerbar a polarização das sociedades, enfraquecer a confiança nas instituições e desestabilizar países.

No Togo, uma falsa edição do jornal da Radio France Internationale (RFI), acompanhada de uma gravação de áudio atribuída a Emmanuel Macron — também gerada por IA — “foi ouvida mais de dois milhões de vezes no TikTok e no Facebook”, segundo a mídia francesa.

O mesmo aconteceu em Burkina Faso, onde circulam online vídeos surreais mostrando celebridades como R. Kelly, Beyoncé, Eminem e até o Papa, saudando o capitão Ibrahim Traoré como um herói panafricano. Embora as imagens sejam falsas, os efeitos sobre a juventude conectada — público com o qual a junta busca reforçar sua imagem — são muito reais.

Esses casos ilustram um fenômeno cada vez mais difícil de conter: a instantaneidade e o anonimato na difusão de conteúdos falsificados por meio das redes sociais, do Truth Social ao TikTok, passando pelo X (ex-Twitter) e pelo Facebook.

“Teme-se que, um dia, ninguém mais acredite em nada do que lê ou vê”, alerta John Scott, especialista em riscos globais do Zurich Insurance Group. Uma constatação compartilhada também por pesquisadores. Já em 2019, um estudo conjunto da Universidade de Baltimore e de uma empresa de cibersegurança estimava o custo econômico da desinformação em mais de 78 bilhões de dólares, chegando a 100 bilhões se forem incluídas as perdas indiretas.

Mais uma união fracassada? Ao retirar-se do projeto Kabanga, na Tanzânia, o gigante australiano mostra mais uma vez sua dificuldade em se ancorar de forma duradoura na África. A cessão de sua participação minoritária indireta nesse projeto de níquel soma-se a duas décadas de avanços seguidos de retiradas do setor mineiro africano. Retrato de uma relação feita de impulsos e desilusões no continente.

Primeiras incursões e primeiros fracassos

Antes de seu renovado interesse pelos recursos minerais africanos nos últimos anos, a BHP já atuava no continente desde os anos 1990. Em 1994, a empresa associou-se à Delta Gold para desenvolver a jazida de platina Hartley, no Zimbábue. Porém, em 1999, anunciou a venda de sua participação de 67% no projeto. Segundo John Grubb, chefe da filial local da BHP, foram investidos 585 milhões de dólares no depósito, mas o retorno obtido foi de apenas 40 milhões.

“Apesar dos consideráveis esforços da BHP e da Zimbabwe Platinum Mines e do apoio positivo do governo em todas as etapas do desenvolvimento de Hartley, não foi possível superar as dificuldades operacionais e financeiras”, explicou então.

Aversão ao risco?

Nos anos 2000, a BHP volta a marcar presença na África com a fusão com a Billiton, concluída em 2001. Durante mais de uma década, a BHP Billiton manteve um forte ancoramento no continente, com fundições na África do Sul e em Moçambique, além de minas de carvão e manganês na África do Sul. Entre 2001 e 2014, o valor da ação multiplicou-se por 8. Mas, em 2015, uma cisão transfere a maioria dos ativos africanos para a nova empresa South32.

Paralelamente, a BHP já havia renunciado ao projeto Tenke Fungurume, na RDC, vendido sua participação em diamantes em Angola (2009), minerais de titânio em Moçambique e, em 2013, retirou-se também de sua participação na Samancor (manganês) no Gabão. O projeto de refinaria de bauxita em Sangaredi, na Guiné, iniciado em 2007, também foi abandonado. Em 2019, foi a vez do minério de ferro de Nimba, também na Guiné.

Essas retiradas revelam, de fato, uma aversão ao risco dentro do grupo australiano. O então diretor Andrew Mackenzie já afirmava em 2013: “Nossa decisão de nos concentrar na OCDE foi deliberada e, ouso dizer, cada vez mais parece a escolha certa”.

Um retorno tímido

Com Mike Henry à frente desde 2020, a BHP reabre cautelosamente a porta da África. A transição energética aumenta o interesse pelo cobre e pelo níquel, enquanto uma melhora percebida no ambiente de negócios oferece algumas oportunidades.

Assim, em 2022, o grupo investe 40 milhões de dólares no projeto de níquel Kabanga, na Tanzânia, dobrando sua participação para 17,8% em 2023 e adquirindo uma opção de até 60,7%. Paralelamente, lança o acelerador BHP Xplor, que apoia empresas juniores de mineração no Botswana.

Em 2024, a ambição cresce: a BHP oferece até 49 bilhões de dólares pela Anglo American, visando sobretudo seus ativos de cobre na América Latina, mas que implicaria também um retorno mais forte à África. A proposta fracassou diante da recusa dos acionistas.

Que futuro para a BHP na África?

Após o fracasso com a Anglo, a BHP vendeu em 2025 sua participação de 17% em Kabanga para a Lifezone Metals, por até 83 milhões de dólares. A justificativa foi a queda do preço do níquel, provocada pela superoferta da Indonésia.

Apesar desse revés, a empresa não abandonou totalmente suas ambições africanas. O Botswana continua no radar, mas os grandes depósitos de cobre estão na RDC, o 2º maior produtor mundial, e em países como a Zâmbia e a Namíbia.

A África concentra 30% das reservas mundiais de minerais críticos. Para o maior grupo mineiro listado em bolsa no mundo, afastar-se definitivamente do continente significaria perder um terço do campo de batalha onde se decide a corrida pelos metais da transição energética.

Emiliano Tossou

Nesta entrevista concedida à Agence Ecofin, Abdourahman Ali Abdillahi, diretor-geral da Air Djibouti, fala sobre a decisão inédita da companhia nacional de contribuir voluntariamente para o registro de carbono soberano do Djibouti. Ele detalha o funcionamento desse mecanismo inovador, seus impactos concretos e a visão estratégica da empresa em matéria de transição ecológica, desenvolvimento regional e soberania econômica. Uma iniciativa proativa que pretende inspirar outras companhias africanas.


Por que a Air Djibouti decidiu contribuir voluntariamente para o registro de carbono soberano, sendo que as companhias nacionais estão normalmente isentas dessa obrigação?

AAA: A Iniciativa de Carbono Soberano da República de Djibouti foi concebida, desde o início, para redirecionar os esforços financeiros dos poluidores internacionais para o país onde eles operam, isentando os operadores nacionais. O objetivo é claro: conciliar ambição ambiental e desenvolvimento econômico.

Porém, as mudanças climáticas são uma realidade urgente que devemos enfrentar coletivamente. Cada um deve assumir sua parte de responsabilidade. Como lembrou o Presidente Ismaïl Omar Guelleh: “Diante da crise climática, a inação não é uma opção.”

Na Air Djibouti, embora sejamos uma companhia modesta na cena internacional, estamos plenamente conscientes do nosso papel. Estamos determinados a contribuir, na nossa escala, para o esforço de descarbonização do setor aéreo e a participar ativamente dessa transformação necessária.


Como funciona concretamente o registro de carbono soberano e como são calculadas e utilizadas as contribuições da Air Djibouti?

AAA: O Registro de Carbono Soberano de Djibouti foi criado para registrar todos os movimentos de aviões (e navios) na chegada e na partida do território. Ele calcula a pegada de carbono desses trajetos, com base nas metodologias reconhecidas pela OACI (Organização da Aviação Civil Internacional).

A contribuição está fixada em 17 USD por tonelada de CO₂, calculada sobre 50% da pegada de carbono de cada movimento. Os 50% restantes são de responsabilidade do país de origem ou de destino.

O registro é administrado por uma Fundação independente, que garante a integridade e a transparência do mecanismo, com auditorias regulares realizadas por terceiros.

Desde 2023, os recursos arrecadados já financiaram mais de cinquenta projetos de impacto: acesso à água, saúde, gestão de resíduos, programas ambientais e de transição energética em Djibouti. No setor aéreo, eles já contribuíram para a descarbonização do aeroporto de Djibouti, como a aquisição de veículos elétricos. Isso permitiu ao aeroporto obter a certificação Airport Carbon Accreditation, que reconhece seu compromisso com uma trajetória de baixo carbono.


Essa iniciativa faz parte de uma estratégia mais ampla de “verdejar” as operações? Pretendem avançar mais em eficiência energética, frota, formação ou compensação?

AAA: Sim, claramente. As questões ambientais estão no centro das nossas reflexões, operações e estratégia. Dentro das nossas capacidades, exploramos todas as opções tecnológicas, incluindo os combustíveis sustentáveis (SAF – Sustainable Aviation Fuel).

Já implementamos medidas concretas em Djibouti, como a adoção de veículos logísticos elétricos, em parceria com o aeroporto e a Agência de Carbono Soberano.


O registro de carbono soberano de Djibouti poderia servir de modelo para outros países africanos?

AAA: Sim. A Iniciativa Carbone Souveraine lançada em Djibouti tem vocação continental. Por meio da Fundação do Registro de Carbono Soberano Africano, promove-se um mecanismo padronizado e harmonizado para apoiar outros países na criação de suas próprias iniciativas.

É uma oportunidade única para a África financiar estratégias soberanas de desenvolvimento sustentável e luta contra as mudanças climáticas, afirmando sua legitimidade nos mecanismos internacionais.

A República do Gabão, por exemplo, lançou em 2024 sua própria iniciativa inspirada no modelo djiboutiano, sinalizando uma dinâmica de cooperação Sul-Sul em torno de soluções africanas para desafios globais.


Além do clima, Djibouti afirma uma visão geoestratégica do transporte. Como avalia o desenvolvimento do setor aéreo no país e o papel da Air Djibouti?

AAA: Djibouti quer tirar partido de sua posição única no cruzamento entre Ásia, Europa e Oriente Médio. Localizado em uma das rotas marítimas mais movimentadas do mundo, o país está destinado a se tornar um hub regional, tanto marítimo quanto aéreo.

A Air Djibouti materializa essa ambição, reforçando a conectividade do país com seus parceiros econômicos e logísticos. Investimos em infraestruturas modernas e soluções sustentáveis para fazer da Air Djibouti um ator de referência na região. O objetivo é posicionar Djibouti como plataforma de trânsito, trocas e inovação a serviço do comércio e do desenvolvimento regional.


Vocês inauguraram uma sede regional em Addis-Abeba e assinaram parcerias no turismo. Quais são hoje seus principais projetos?

AAA: Nossos eixos estratégicos atuais são três:

  1. Fortalecer a frota e a rede regional, abrindo gradualmente novas rotas para capitais africanas e hubs do Golfo.

  2. Digitalizar os serviços, com reservas modernas, gestão integrada de carga e ferramentas de rastreamento em tempo real.

  3. Formação e capacitação das equipes, especialmente em funções técnicas e comerciais da aviação, em linha com nossa estratégia de RSE (incluindo a redução do impacto ambiental).

Air Djibouti está em uma dinâmica de crescimento controlado e inclusivo, a serviço da conectividade regional e do desenvolvimento nacional.


Mais amplamente, as companhias aéreas nacionais africanas devem repensar seu papel estratégico?

AAA: Absolutamente. Não podem mais ser vistas apenas como transportadoras. Elas têm um papel estratégico como instrumentos de soberania econômica, integração regional e transição ecológica.

Num contexto em que questões climáticas, industriais e comerciais estão interligadas, podem ser catalisadoras de políticas públicas: apoiar indústrias locais (manutenção, formação, combustíveis sustentáveis), reforçar a conectividade e contribuir para a redução das emissões.

É hora de vê-las como ferramentas estratégicas de uma visão africana de desenvolvimento sustentável e competitividade global.

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