Para além das companhias mineiras, a construção e exploração de uma mina dependem também de empresas especializadas em serviços de subcontratação. Ativa desde 2002, a Corica Mining Services afirmou-se progressivamente como um dos principais operadores deste segmento na África Ocidental.
A empresa mineira australiana Toubani Resources anunciou, na quarta-feira, 1 de julho, a nomeação da Corica Mining Services como empreiteira mineira da futura mina de ouro de Kobada, no Mali. Este contrato permitirá à empresa de prestação de serviços mineiros, sediada em Abidjan, na Côte d’Ivoire, reforçar ainda mais a sua presença no país do Sahel, onde já participa em vários projetos mineiros, desde o ouro até ao lítio.
Segundo a Toubani Resources, a adjudicação do contrato é o resultado de um concurso público. O acordo terá uma duração inicial de cinco anos, embora permaneça sujeito à conclusão de alguns termos contratuais entre as duas partes. Enquanto empreiteira mineira, a Corica presta normalmente serviços que abrangem todas as fases das operações, desde os trabalhos preparatórios até à exploração da mina, incluindo perfuração, desmonte com explosivos, carregamento e transporte do minério.
No caso de Kobada, cuja construção deverá arrancar ainda este ano com vista ao início da produção em 2027, a intervenção da Corica poderá revelar-se determinante. Entretanto, a empresa já opera nas minas de ouro de Syama (Resolute Mining) e Sadiola (Allied Gold), no Mali, segundo informação disponível no seu sítio eletrónico. Desde 2022, está igualmente envolvida no projeto de lítio Goulamina, ao abrigo de um contrato avaliado em 348 milhões de dólares em 2023.
«A nomeação da Corica representa mais um marco importante, numa altura em que o projeto Kobada se aproxima da fase de exploração. A parceria com uma empreiteira mineira altamente experiente e reconhecida como a Corica reforça o percurso do projeto Kobada rumo à produção, e esperamos construir uma relação duradoura», declarou Phil Russo, diretor-geral da Toubani.
Ainda não foi divulgada qualquer data para a conclusão definitiva do contrato, apesar de a Toubani Resources ter tomado a decisão final de investimento em Kobada em março passado. A futura mina deverá produzir, em média, 162 mil onças de ouro por ano durante uma vida útil estimada em 9,2 anos, para um investimento avaliado em 216 milhões de dólares.
Resta agora acompanhar a evolução do projeto com o contributo da Corica, uma das empresas da África Ocidental que procura afirmar-se num segmento ainda largamente dominado por grandes grupos internacionais, como a Perenti. No Gana, empresas locais de serviços mineiros, como a Engineers & Planners, ilustram igualmente esta tendência de crescimento, evoluindo da prestação de serviços para a exploração das suas próprias minas de ouro.
Aurel Sèdjro Houenou













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