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TogoTech, plataforma criada por uma iniciativa coletiva de cerca de quinze startups tecnológicas do Togo, anunciou oficialmente seu lançamento.
A nova plataforma almeja mais de 2 bilhões de FCFA em receita acumulada e a criação de cerca de cem empregos diretos, visando transformar a economia digital do Togo em um motor de crescimento e inovação.

O governo do Togo vem buscando estruturar um ecossistema digital nacional. O objetivo é estimular a criatividade, apoiar empreendedores jovens e colocar o Togo como um hub tecnológico regional.

Enunciada recentemente pela TogoFirst, a TogoTech, uma plataforma decorrente de uma iniciativa coletiva que reúne cerca de quinze startups de tecnologia do Togo, oficializou o seu lançamento na sexta-feira, 24 de outubro. Isso ocorreu sob a égide da Ministra da Transformação Digital, Cina Lawson, juntamente com a presença de representantes de parceiros como a GIZ, setor privado e vários empreendedores.

"Nós, empreendedores do digital togolês, desejamos falar com uma só voz e construir um ambiente favorável à inovação, à criação de empregos e à competitividade", declarou Gaëlle Matina Egbidi, presidente da TogoTech.

A nova plataforma pretende ter mais de 2 bilhões FCFA de receita acumulada e criação de cerca de cem empregos diretos. Ela consolida a vontade das startups membros de transformar a economia digital do Togo em um motor de crescimento e inovação.

A associação, que reúne empresas ativas nos setores de saúde, finanças, educação, logística e segurança cibernética, pretende atuar como uma ponte entre as startups, instituições públicas e investidores.

Durante o lançamento, um acordo de parceria foi assinado com a Cyber Defense Africa para fortalecer a segurança cibernética e outro com a firma Acquereburu & Partners para garantir um enquadramento jurídico confiável para as empresas digitais togolenses.

A ministra Cina Lawson elogiou a criação desta sinergia, a qual ela classificou como um "ato de maturidade" para o setor. "Este evento marca uma etapa importante na estruturação do ecossistema tech e das startups no Togo. Ele representa a maturidade de uma geração de empreendedores decididos a contribuir ativamente para a transformação digital do país", acrescentou ela.

Para a GIZ, parceiro central do projeto através de seu programa ProDigiT, a TogoTech representa o resultado de um longo processo de estruturação. "Há três anos, não existia uma associação capaz de representar o setor privado digital no Togo. Hoje, finalmente temos um forte interlocutor para as startups", enfatizou Bettina Maier Neme, gerente de projetos na GIZ.

A instituição alemã planeja continuar apoiando a plataforma e a Agência Togo Digital para fortalecer a colaboração entre startups e instituições públicas.

Ao final do evento, Edem Adjamagbo, vice-presidente da TogoTech e fundador da SEMOA, ressaltou a necessidade de construir a credibilidade do setor digital do Togo: "Nosso apelo é simples, uma política para campeões nacionais baseada no desempenho. Quando uma solução local é melhor, mais rápida, com o custo certo, ela deve ser escolhida primeiro", disse ele.

Lembramos que a TogoTech inclui atores inovadores, como Gozem ativo em VTC, Semoa em fintechs, Édolé, presente no digital aplicado ao BTP, ou ainda Solimi, MiaPay, Kondjigbalé, Anaxar e Clinicaa, cujas atividades cobrem variados segmentos, tais como a saúde digital, logística e pagamentos eletrônicos.

No médio prazo, a plataforma planeja expandir sua rede para novas startups e intensificar colaborações com parceiros internacionais.

"O digital togolês agora tem uma voz unida. Estamos avançando em direção a um ecossistema sólido, estruturado e competitivo", concluiu Gaëlle Matina Egbidi, convidando as startups do país a se juntarem à iniciativa para "transformar juntos o futuro do Togo".

Ayi Renaud Dossavi


 

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O Senegal lançou a segunda edição da Gov’athon, um hackathon voltado para a digitalização da administração pública;
Registrou forte adesão, com 812 projetos submetidos em dez dias por mais de 2000 participantes do mundo acadêmico, de startups e cidadãos em geral.

Em resposta aos desafios de governança, as autoridades senegalesas buscam restaurar a confiança entre o Estado e seus cidadãos. Para alcançar esse objetivo, apostam em uma reforma participativa de seus serviços públicos.

Na sexta-feira, 24 outubro em Dakar, o governo do Senegal oficialmente lançou a segunda edição da Gov’athon, um hackathon nacional focado na modernização digital da administração pública. A iniciativa marca um passo importante para identificar e selecionar ideias e soluções concretas que visam melhorar a eficiência dos serviços públicos e impulsionar a inovação cidadã.

A edição de 2025 despertou grande interesse, com 812 projetos apresentados em dez dias, envolvendo mais de 2000 participantes do meio acadêmico, empreendedor e cidadão. No total, 104 projetos foram selecionados, sendo 72 na categoria "Estudantes", 11 na categoria "Startups" e 21 na categoria "Cidadãos".

A fase final, prevista para dezembro próximo, será precedida de um programa intensivo de acompanhamento e coaching para aprimorar os projetos selecionados. No final dessa etapa, as melhores equipes serão premiadas nas categorias Estudantes e Startups, conforme critérios definidos por um júri multidisciplinar. Os vencedores receberão um acompanhamento personalizado para implantar seus protótipos como soluções concretas para a administração.

O Gov’athon faz parte da dinâmica do "New Deal Tecnológico", a rota nacional lançada em fevereiro de 2025 para fazer do Senegal um ator importante na economia digital africana até 2034. Esta estratégia inclui a criação de 500 startups credenciadas, a capacitação de 100.000 jovens em profissões digitais e atingir uma taxa de conectividade de 95%.

A edição de 2024 já conseguiu concretizar vários projetos de grande impacto, incluindo AI Karangué, Firndé Bi e Agri-Drone Vision, premiados respectivamente com 20, 10 e 5 milhões de FCFA. Essas iniciativas destacaram o papel crucial do Gov’athon na modernização da administração e no surgimento de soluções digitais locais em setores como educação, saúde e agricultura.

Com esta nova edição, o governo espera fortalecer a ligação entre inovação cidadã e governança pública, apoiando o empreendedorismo tecnológico nacional. Os resultados esperados podem ajudar a tornar os serviços públicos mais eficientes, acessíveis e adaptados à realidade dos usuários.

Samira Njoya

 

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São Tomé e Príncipe, em parceria com a FAO, lançam plataforma digital para apoiar agricultores na promoção e venda de seus produtos.
A plataforma busca melhorar a circulação de produtos agrícolas, reduzir perdas pós-colheita e aproximar produtores e consumidores.

Em resposta às limitações estruturais de seu setor agrícola, São Tomé e Príncipe adotam uma abordagem digital para reforçar a produtividade e facilitar os circuitos de comercialização.

O governo de São Tomé e Príncipe, em parceria com a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), apresentou oficialmente na sexta-feira, 24 de outubro, uma nova plataforma digital destinada a apoiar os agricultores na promoção e venda de seus produtos.

Desenvolvida pela Direção de Empreendedorismo a pedido do Executivo, esta solução visa melhorar a circulação de produtos agrícolas do campo ao mercado, reduzir as perdas pós-colheita e aproximar produtores e consumidores. Projetada para ser simples e acessível, ela se baseia em práticas digitais já difundidas entre os agricultores locais, muitos dos quais possuem smartphones e usam o WhatsApp.

Esta inovação faz parte de um programa mais amplo de promoção da empregabilidade jovem no setor agrícola. Pilar da economia nacional, a agricultura contribui com cerca de 14% do PIB e representa quase 80% das receitas de exportação, segundo a Agência Francesa de Desenvolvimento (AFD). O setor, no entanto, ainda enfrenta vários desafios estruturais, como dificuldade de acesso aos mercados, falta de informações sobre preços e demanda, fraqueza dos canais de distribuição e altas perdas pós-colheita.

A nova plataforma se posiciona como uma ferramenta estratégica para transformar o potencial agrícola do país em valor econômico tangível. Ela visa fortalecer a competitividade das cadeias produtivas locais, facilitar o acesso aos mercados, diversificar saídas comerciais e oferecer novas oportunidades a jovens empresários rurais. A longo prazo, a digitalização do setor agrícola poderá favorecer uma melhor rastreabilidade das trocas, um aumento na renda dos agricultores e uma modernização progressiva da economia rural do arquipélago.

Samira Njoya


 

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A Tunisie Telecom lançou o serviço FTTR (Fiber-To-The-Room), estendendo a fibra óptica para cada cômodo das residências.
O objetivo é atender à demanda crescente por conectividade de alta velocidade em um contexto de rápida transformação digital.

A empresa tem como objetivo atender à demanda crescente por conectividade de alta velocidade em um contexto de rápida transformação digital. Atualmente, está implementando uma estratégia de migração de rede de cobre para fibra óptica, mais eficiente.

A empresa pública Tunisie Telecom (TT) deu início, no começo da semana, ao lançamento do serviço FTTR (Fiber-To-The-Room). Com esta inovação, o operador histórico agora estende a fibra óptica para todas as partes da casa, diferente do FTTH (Fiber-To-The-Home), que leva a fibra até a porta da casa.

Com essa nova abordagem, a Tunisie Telecom promete aos seus assinantes uma conexão ultra-rápida, estável e uniforme, eliminando as áreas mortas do Wi-Fi tradicional e atenuações do sinal em grandes casas ou casas com vários andares.

Já sendo pioneira na implantação de alta velocidade e soluções em nuvem, a Tunisie Telecom continua a integrar as melhores tecnologias globais. "Com o lançamento do TT-FTTR, a Tunisie Telecom confirma seu papel como ator-chave no desenvolvimento digital nacional, oferecendo aos seus clientes uma experiência de Internet uniforme, ultra eficiente e adaptada aos novos usos digitais. Esta é uma avanço concreto em direção à casa conectada do futuro", declarou Lassâad Ben Dhiab, CEO da Tunisie Telecom, durante a apresentação do serviço.

Em seu relatório "Africa Broadband Outlook 2024", a Africa Analysis explica que a tecnologia FTTR é criada para atender à crescente demanda por conectividade à Internet de alta velocidade e confiável, como casas, escritórios, hotéis e apartamentos. Garante velocidades da ordem do gigabit e baixa latência, elementos essenciais para atividades como ensino online, streaming de vídeo, realidade virtual e aplicativos de casa inteligente.

Para referência, a Tunisie Telecom detinha 17,3% dos 111.684 assinantes da fibra à domocílio na Tunísia até o final de março de 2025, segundo dados da National Telecommunications Authority (INT). Os operadores Ooredoo e Orange possuíam respectivamente 19,2% e 3,2% do mercado. O provedor de internet Topnet, subsidiário do grupo Tunisie Telecom, era o maior detentor de fatia do mercado, com 50,6%.O restante do mercado é dividido entre os provedores de acesso à internet BEE, Hexabyte, Nety e Globalnet.

Isaac K. Kassouwi

 

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Angola prepara o lançamento de novo satélite e expansão da rede de fibra óptica para reforçar o acesso digital.
O projeto visa à modernização nacional e inclusão digital, com foco na melhoria da vigilância de recursos naturais e gestão de desastres.


Nos últimos anos, Angola já lançou dois satélites, melhorando consideravelmente a conectividade nacional. Agora, um novo plano de investimentos está em andamento, com o lançamento de um terceiro satélite e a expansão da rede de fibra óptica, visando fortalecer ainda mais o acesso digital no país.

João Lourenço, presidente da República, anunciou na terça-feira, 28 de outubro, em Luanda, durante o Summit sobre o financiamento para o desenvolvimento de infraestruturas na África, o lançamento iminente de um novo satélite de observação da Terra e a expansão da rede nacional de fibra óptica.

De acordo com o presidente, esses investimentos estão alinhados com a estratégia nacional de modernização e de inclusão digital. O objetivo é garantir um acesso equitativo às tecnologias digitais e aproveitar a inovação tecnológica para o desenvolvimento nacional.

O plano contempla a implantação de um novo satélite de observação, complementando o Angosat-2, lançado em outubro de 2022, e a expressiva expansão do backbone nacional em fibra óptica. Em abril, o governo já tinha anunciado a construção de aproximadamente 2.000 km adicionais de fibra óptica e a reparação de cerca de 883 km de linhas existentes, com capacidades almejadas de 200 Gbps a 1 Tbps.

No âmbito espacial, o Angosat-2 já atende 16 das 18 províncias do país, graças a mais de 150 terminais VSAT instalados para conectar áreas remotas. As redes terrestres também estão interconectadas com a República Democrática do Congo e Zâmbia por meio de conexões de 1.150 km, oferecendo uma capacidade de 40 Gbps para a RDC.

Esses esforços fazem parte da estratégia de Angola de se tornar um centro regional de infraestruturas digitais. O relatório sobre as TIC para o período 2023-2027 coloca no centro das políticas a expansão das infraestruturas, a soberania digital e o desenvolvimento de competências. A ascensão do setor espacial, com a criação de uma agência nacional e parcerias internacionais, bem como o programa "Conecta Angola", demonstra a continuidade dos investimentos públicos e cooperações.

Em termos concretos, esses recursos devem contribuir para a melhoria da vigilância dos recursos naturais, facilitar a gestão de riscos e desastres por meio de imagens de alerta, ampliar a cobertura da Internet em áreas não atendidas e apoiar o surgimento de uma economia digital local. O desafio permanece em garantir uma implementação transparente, abrir o setor a operadores privados para atrair investimentos adicionais e treinar recursos humanos locais para explorar completamente essas infraestruturas.

Samira Njoya

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O Grupo Orange Costa do Marfim viu sua receita aumentar 9,9% no terceiro trimestre, atingindo 875,7 bilhões de FCFA (aproximadamente US$ 1,6 bilhão)
A empresa citou o crescimento do uso de dados móveis e fibre como principais fatores para o crescimento

O Grupo Orange Costa do Marfim, que controla as operações da operadora de telecomunicações Orange na Costa do Marfim, Burkina Faso e Libéria, registrou um aumento na receita no terceiro trimestre de 2025. A receita da empresa atingiu 875,7 bilhões de FCFA, cerca de US$ 1,6 bilhão, representando um aumento de 9,9% em relação ao mesmo período em 2024, de acordo com os resultados financeiros consolidados da empresa publicados em outubro de 2025.

"O desempenho da receita da Orange Costa do Marfim se deve principalmente ao uso de dados móveis e fibra, impulsionados pelo crescimento da base de assinantes e o aumento do uso digital", diz o documento.

O relatório também mostra que a Orange Libéria "continua seu progresso positivo, estimulado pela melhoria da qualidade da rede e a aplicação eficaz do preço mínimo". A Orange Burkina Faso, por sua vez, exibe um crescimento sustentado pela contínua expansão de seus serviços móveis, o crescimento do dinheiro móvel e a expansão da fibra óptica no país.

Além da receita, a maioria dos indicadores também está em alta. Por exemplo, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização, após encargos de aluguel (EBITDAaL), cresceu 7,8% para atingir 305,3 bilhões de FCFA no terceiro trimestre de 2025. O lucro líquido aumentou para 118,8 bilhões de FCFA, contra 118,6 no mesmo período em 2024.

Adoni Conrad Quenum

 

 

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O primeiro operador móvel virtual (MVNO), Vitel Wireless, estreia no maior mercado de telecomunicações da África
O lançamento da Vitel Wireless, que recentemente recebeu da Comissão de Comunicações Nigeriana a série de números 0712, sinaliza uma nova fase na liberalização do mercado de telecomunicações na Nigéria.

A Nigéria está se preparando para receber seu primeiro operador móvel virtual (MVNO). Ele se tornará o quinto operador de telecomunicações nacional no maior mercado de telecomunicações da África.

A empresa Vitel Wireless lançará oficialmente seus serviços na quinta-feira, 30 de outubro de 2025, marcando um novo passo na liberalização do mercado de telecomunicações na Nigéria. A empresa recentemente obteve da Comissão de Comunicações Nigeriana (NCC) a série de números 0712, um identificador que confirma seu status de operador de pleno direito, embora não possua sua própria rede de infraestrutura.

A Vitel Wireless adota o modelo MVNO, já comum na Europa e na Ásia, que consiste em alugar a capacidade de rede de operadores existentes para oferecer serviços de telefonia e internet sob sua própria marca. Essa abordagem lhe permite se concentrar na experiência do cliente, inovação de tarifas e flexibilidade de ofertas.

Por meio de acordos de interconexão com vários grandes operadores nigerianos, a empresa oferecerá chamadas, mensagens SMS e serviços de dados em nível nacional, com pacotes personalizados.

Na Nigéria, onde mais de 220 milhões de assinantes móveis compartilham um mercado dominado por quatro operadores, a chegada de um MVNO é uma evolução significativa. Deve encorajar uma maior concorrência, incentivar a redução de custos e melhorar a qualidade do serviço.

Se esse lançamento for bem-sucedido, pode abrir o caminho para outros operadores virtuais na Nigéria e no continente, onde o modelo MVNO ainda é marginal.

Adoni Conrad Quenum


 

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Continuação da digitalização deve trazer ganhos estimados de 28.64 bilhões de kwachas para a economia zambiana até 2028, diz GSMA.
Governo zambiano lança iniciativa para treinar agentes agrícolas em habilidades digitais, visando a modernização do setor.

A continuação da digitalização deve proporcionar um ganho estimado de 28,64 bilhões de kwachas para a economia zambiana até 2028, segundo a GSMA. Isso é particularmente relevante para os setores de manufatura, transporte, comércio, administração pública e agricultura.

Nesta semana, o governo zambiano lançou uma iniciativa para treinar agentes agrícolas em habilidades digitais, como parte de sua estratégia para modernizar o setor. O país espera usar a digitalização da agricultura para alcançar seus objetivos de produção estabelecidos em 10 milhões de toneladas de milho, 1 milhão de toneladas de trigo e 1 milhão de toneladas de soja por ano até 2031.

Segundo o Ministério da Agricultura, o programa tem como objetivo equipar os agentes de extensão agrícola com habilidades digitais essenciais. Eles poderão coletar dados em tempo real, registrar agricultores, monitorar pragas e doenças, e fornecer informações atualizadas para os produtores em todo o país. A Autoridade Zambiana das TIC (ZICTA) apoia a iniciativa, equipando os agentes com tablets que possuem aplicações agrícolas.

O treinamento é uma das respostas que se seguiram a um estudo realizado pela ZICTA em 2022 sobre o estado da adoção das TIC nos diferentes setores. No setor agrícola, o estudo destacou várias deficiências, como a falta de acesso a equipamentos de TIC, conectividade precária e um nível de alfabetização digital limitado entre os agentes agrícolas. O regulador de telecomunicações já distribuiu 550 tablets para agentes de extensão agrícola em vinte distritos em 2024.

O lançamento deste treinamento ocorre cerca de duas semanas depois que as autoridades zambianas solicitaram o apoio do Banco Mundial para reforçar as habilidades digitais da força de trabalho nacional, especialmente nos setores de mineração e agricultura. Durante a cerimônia de treinamento, o Ministro da Agricultura, Reuben Mtolo, destacou outras inovações tecnológicas já implementadas por seu departamento.

Trata-se, em especial, do Sistema de Informação sobre o Mercado Agroalimentar, que fornece aos produtores dados atualizados sobre preços e mercados; do sistema eletrônico de vales do Programa de Apoio a Insumos Agrícolas; e do Sistema Eletrônico Único da Zâmbia (Zambia Electronic Single Window), que facilita as solicitações online de autorização de importação e exportação para agricultores e empresas do setor.

"Essas inovações estão tornando a agricultura na Zâmbia mais eficiente, transparente e inclusiva. Estamos usando a tecnologia para empoderar os agricultores e preparar um setor resiliente e voltado para o futuro", declarou o ministro.

Em seu relatório "Driving Digitalisation of the Economy in Zambia: Leveraging Policy Reforms", publicado em outubro de 2024, a GSMA destaca que a tecnologia digital favorece a agricultura de precisão, o acesso a informações direcionadas e uma melhor conexão com os mercados. Segundo a organização, a adoção dessas ferramentas poderia aumentar a produção de 10,5% a 20%, os lucros em até 23%, e gerar um valor adicionado potencial de um bilhão de kwachas (45,5 milhões), ou seja, 0,14% do PIB, além de 300.000 empregos e 250 milhões de kwachas em receita fiscal até 2028.

Vale lembrar que o setor agrícola representa 23% dos empregos do país, mas contribui com apenas 3% do PIB, de acordo com dados da Zambia Statistics Agency (ZamStats) citados pela GSMA.

Isaac K. Kassouwi

 

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Unicloud Africa Limited anunciou o lançamento e disponibilidade do seu serviço de nuvem soberana em seis países africanos: Nigéria, Gana, África do Sul, Zâmbia, Senegal e Moçambique.
A infraestrutura procura fortalecer a soberania digital do continente, oferecendo às entidades públicas e privadas uma alternativa local aos gigantes internacionais de nuvem.

Impulsionada por uma rápida transformação digital, a África vê sua demanda por dados explodir, com um crescimento anual estimado em cerca de 40%. Essa expansão gera uma necessidade crescente de infraestruturas de nuvem e soluções digitais capazes de apoiar o uso por empresas e cidadãos.

Na segunda-feira, 27 de outubro, o provedor de serviços de nuvem, Unicloud Africa Limited, anunciou o lançamento e a disponibilidade de sua infraestrutura de nuvem soberana e inteligência artificial em seis países: Nigéria, Gana, África do Sul, Zâmbia, Senegal e Moçambique. O projeto visa reforçar a soberania digital do continente e oferecer aos agentes públicos e privados uma alternativa local aos grandes players internacionais de nuvem.

"Por muito tempo, as empresas africanas foram prejudicadas pelos custos financeiros e pelos riscos de conformidade das plataformas de nuvem offshore. Esta é uma mudança estratégica. Unicloud Africa é a base para a independência digital e financeira da África", afirmou Ladi Okuneye, CEO da Unicloud Africa.

A infraestrutura é baseada em três pilares: controle de custos, soberania e desempenho. Pensa-se na faturação em moeda local e na ausência de taxas de saída de dados para garantir uma melhor previsibilidade financeira. Os dados sensíveis são armazenados e processados localmente, em conformidade com as exigências regulatórias da finança, saúde ou administração pública. A plataforma garante uma disponibilidade de 99,999% e está em conformidade com as normas internacionais ISO 27001 e ISO 22301. Também inclui um serviço de GPU-como-serviço destinado a apoiar o lançamento de projetos de inteligência artificial na África.

O projeto está alinhado com a estratégia Unicloud Africa chamada "One Cloud, One Africa. Baseia-se numa parceria com a TouchNet, uma actor tecnológico respeitado no continente, para garantir uma base técnica robusta e escalável.

Este lançamento ocorre num contexto africano muito favorável, embora ainda marcado por grandes disparidades. O continente ainda representa apenas uma fração marginal da capacidade global dos centros de dados; acredita-se que a África abriga menos de 2% da capacidade global de data centers, apesar do fato de que a demanda por dados móveis está aumentando quase 40% ou mais por ano. Um relatório da Heirs Technologies publicado em 1º de Setembro de 2025 indica que existem aproximadamente 211 centros de dados ativos na África, sendo 46% concentrados em quatro países: África do Sul, Quênia, Nigéria e Egito.

Para os países envolvidos, essa infraestrutura poderia reduzir os custos associados aos serviços de nuvem, melhorar a soberania dos dados e estimular a inovação local. No âmbito continental, marca um passo em direção a um ecossistema digital mais autônomo, capaz de suportar o desenvolvimento da inteligência artificial e do Big Data "made in Africa".

Samira Njoya

 

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Autor Emmanuel Cortez publicou em 16 de outubro, em Paris, uma obra impressionante que dá voz a uma geração marcada pelo genocídio.
"Os Laços que Nos Unem" é uma história inspirada em fatos reais que explora a memória, reconstrução, e vínculos invisíveis que unem as pessoas, independente das feridas históricas.

Com seu emocionante livro publicado em 16 de outubro em Paris, o autor Emmanuel Cortez quis dar voz a uma geração em busca de identidade, marcada pelo genocídio. "Os Laços que Nos Unem", de Emmanuel Cortez, é um romance baseado em fatos reais que nos imerge no coração do genocídio em Ruanda. Através da história de uma criança nascida da guerra, o autor explora a memória, a reconstrução e os laços invisíveis que unem as pessoas, apesar das feridas da história.

1994, Ruanda. Marie-Ange, uma jovem camponesa tutsi, foge dos massacres com seu irmão. Em um campo protegido por legionários franceses, ela encontra Enguerrand, um jovem tenente de Saint-Cyr de outro mundo. De sua breve união, nasce Jean-Jacques, uma criança mestiça, testemunha das fraturas e esperanças de um continente.

Criado em Kigali, ele cresce no amor, mas na ausência do pai. Ao se tornar adolescente, ele parte para a França em busca do seu pai. Lá, uma série de coincidências angustiantes leva-o a cruzar o destino de outro jovem nascido no mesmo dia, no mesmo lugar. Juntos, eles reconstituem o fio de uma história que os supera.

Através desta vibrante narrativa, Emmanuel Cortez presta homenagem à juventude africana, à sua força, capacidade de sobrevivência e busca de identidade. O romance combina temas de maternidade, mestiçagem e reconciliação. Ele aborda emocionalmente os temas de geminidade e destino, do inato e do adquirido, do nosso patrimônio genético frente ao nosso aprendizado familiar, escolar, amigável.
"Este romance é uma maneira de dizer que mesmo na dor, os laços da humanidade nunca se rompem", confessa o autor, que doará todo o seu direito de autor para a associação "A Escola das Mil Colinas". Seu romance também é uma ponte entre a África e a Europa e entre a memória e o futuro.


 

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