A Costa do Marfim lançou um projeto de capacitação que beneficiará 50 empresas públicas e privadas com formação em conformidade e combate à corrupção. O objetivo é melhorar a pontuação do país no Índice de Percepção da Corrupção da Transparency International (atingir mais de 50/100).
O programa terá duração de 12 meses, com custo estimado de 116 milhões de FCFA (cerca de US$ 207 mil), e incluirá nove módulos de formação, além de um acompanhamento pós-treinamento. A iniciativa se insere na Estratégia Nacional de Luta contra a Corrupção 2024-2028.
Segundo Zoro Bi Epiphane Ballo, presidente da Alta Autoridade para a Boa Governança, trata-se de “um passo decisivo para criar confiança e condições para um desenvolvimento econômico baseado na integridade”.
O Produto Interno Bruto (PIB) da África do Sul cresceu 0,8% no segundo trimestre de 2025, após um aumento de apenas 0,1% no trimestre anterior. Esse desempenho foi impulsionado principalmente pelos setores de manufatura, mineração e comércio.
A indústria manufatureira registrou crescimento de 1,8%, enquanto o setor de comércio, hotelaria e restauração avançou 1,7%, seu melhor resultado desde o primeiro trimestre de 2022. Já a agricultura progrediu 2,5%. Por outro lado, construção, transporte e comunicações recuaram.
Segundo o governo, esses números refletem a resiliência da economia sul-africana, apesar do contexto global desfavorável marcado pelo aumento das tarifas alfandegárias impostas pela administração Trump. O FMI prevê crescimento de 1% em 2025, após 0,6% em 2024.
No Quénia, pouco mais de 6 bilhões de ações garantem empréstimos bancários desde o início de 2018. Essa situação, até então considerada normal, pode tornar-se um risco diante das consequências da covid-19 sobre a capacidade de reembolso dos mutuários.
Segundo a imprensa local, que cita dados publicados pelas autoridades de regulação, 6,5 bilhões de ações emitidas por empresas listadas na Nairobi Securities Exchange (NSE) foram usadas como garantia de empréstimos bancários. O limiar de 6 bilhões já havia sido ultrapassado no final do primeiro trimestre de 2018 e manteve-se estável até o final do primeiro trimestre de 2020.
Tecnicamente, isso não deveria representar um problema, já que os montantes concedidos pelos bancos são geralmente inferiores ao valor das ações dadas em garantia. Quando os mutuários reembolsam, os títulos são devolvidos. Mas a covid-19, com suas consequências financeiras, gerou riscos adicionais.
O primeiro risco está ligado à dificuldade de os mutuários reembolsarem, pois a pandemia afetou as cadeias de atividades econômicas de forma totalmente imprevisível. O segundo risco é que o valor das ações dadas em garantia pode ter diminuído ao longo do tempo.
O NSE 20, índice que reúne as 20 maiores empresas cotadas no Quénia, recuou 68,6% desde o início de 2015. Contudo, para o mercado como um todo, o valor das ações permanece em níveis superiores aos de setembro de 2013.
Idriss Linge