Facebook Agence Ecofin Twitter Agence Ecofin LinkedIn Agence Ecofin
Instagram Agence Ecofin Youtube Agence Ecofin Tik Tok Agence Ecofin WhatsApp Agence Ecofin
×

Message

Failed loading XML... XML declaration allowed only at the start of the document

Fils Servicos

Fils Servicos (202)

 

 
 

Face às dificuldades de acesso à formação técnica e ao desfasamento entre o ensino superior e as necessidades do mercado de trabalho, as iniciativas privadas ganham cada vez mais importância. Em Uganda, um operador de telecomunicações aposta na formação para reforçar a empregabilidade dos jovens.

A Airtel Africa Foundation anunciou, na quinta-feira, 5 de fevereiro, a atribuição de bolsas de estudo totalmente financiadas a 20 estudantes talentosos, no valor total de 3,85 mil milhões de shillings ugandeses, cerca de 1 milhão de dólares. Segundo a imprensa local, os beneficiários irão frequentar cursos superiores em áreas ligadas às tecnologias de informação e comunicação, um setor-chave para a transformação económica do país.

Estas bolsas integram o programa Airtel Africa Tech Fellowship, concebido para superar «os obstáculos financeiros e as lacunas de competências que limitam a participação dos jovens africanos na economia digital». A seleção privilegiou estudantes com resultados académicos sólidos e elevado potencial nas disciplinas tecnológicas. Os beneficiários irão integrar várias universidades ugandesas reconhecidas pelas suas formações em tecnologias de informação e comunicação, incluindo a Makerere University e a Kyambogo University.

«A tecnologia é a linguagem do progresso e, ao dotar estes estudantes de educação e competências, investimos em pessoas e soluções que irão transformar comunidades, indústrias e nações», afirmou Soumendra Sahu, diretor-geral da Airtel Uganda, durante a cerimónia oficial de entrega das bolsas.

Investir mais nas competências locais

Para a Airtel Africa Foundation, o objetivo vai além do apoio individual: trata-se de criar um banco de talentos locais capaz de responder às crescentes necessidades do setor digital. O relatório “Africa’s Development Dynamics 2024”, da OCDE, sublinha que a África necessita de profissionais qualificados para apoiar o seu desenvolvimento tecnológico.

Esta iniciativa surge num contexto em que o acesso ao ensino superior continua limitado em Uganda, apesar de alguns progressos na educação básica. Segundo o último Uganda National Household Survey (2023/24), a inscrição no ensino secundário mantém-se baixa, com uma taxa bruta de cerca de 34% e uma taxa líquida de apenas 23% entre os jovens em idade escolar, refletindo fortes barreiras à progressão para o superior.

Ao mesmo tempo, os dados disponíveis revelam que apenas 5,7% da população com 10 anos ou mais atingiu um nível pós-secundário, evidenciando a escassez de graduados. Mesmo com um aumento de cerca de 17% no número de estudantes inscritos em nove universidades públicas, a procura continua a superar largamente a oferta, dificultando o acesso dos jovens mais ambiciosos a uma formação qualificada.

Félicien Houindo Lokossou

Posted On mercredi, 11 février 2026 13:55 Written by

A Ministra italiana da Universidade e da Investigação, Anna Maria Bernini, realizou uma visita oficial ao Quénia de 7 a 9 de fevereiro de 2026. Esta missão teve como objetivo reforçar a cooperação científica, educativa e tecnológica entre os dois países.

O Quénia e a Itália assinaram, na segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, um memorando de entendimento (MoU) sobre o ensino superior, a formação e a investigação, na sequência de um encontro entre o Presidente queniano, William Ruto, e a Ministra italiana da Universidade e da Investigação, Anna Maria Bernini.

Este acordo visa reforçar a cooperação bilateral através da implementação de programas e iniciativas conjuntas. Prevê, nomeadamente, intercâmbios de investigadores, docentes e estudantes, bem como o desenvolvimento de projetos de investigação comuns e a partilha de infraestruturas científicas e tecnológicas.

Os dois países tencionam igualmente alargar a cooperação entre as suas universidades, promover a mobilidade académica e reforçar as capacidades das instituições de ensino e formação técnica e profissional (EFTP). Será dada especial atenção à transferência de conhecimentos em setores estratégicos, em particular à inteligência artificial, considerada um motor essencial da inovação e do desenvolvimento.

Há vários anos que o ensino superior queniano enfrenta grandes desafios, nomeadamente o subfinanciamento das instituições públicas, a insuficiência de vagas nas universidades face a uma procura crescente e dificuldades de tesouraria em algumas instituições.

Para dar resposta a esta situação, o governo introduziu, em 2023, um novo modelo de financiamento que permite aos estudantes, incluindo os das universidades privadas, aceder a empréstimos para financiar os seus estudos. Esta reforma quase duplicou os pedidos de inscrição nestas instituições, que passaram de 9 622 para 18 557 em 2024.

Ingrid Haffiny (estagiária)

 

Posted On mardi, 10 février 2026 16:29 Written by

Enquanto muitos jovens no Malawi apresentam lacunas significativas nas competências básicas, o governo lançou uma reforma educativa centrada em saber‑fazer e empregabilidade, com o objetivo de reforçar o capital humano e apoiar o desenvolvimento económico nacional.

O governo malawita apresentou, na sexta-feira, 6 de fevereiro, em Lilongwe, um plano de reforma do sistema educativo destinado a recentralizar o ensino em competências práticas e em bases sólidas de leitura, escrita e cálculo, com vista a melhorar os resultados escolares e as perspetivas de empregabilidade dos jovens. Falando no encerramento da revisão conjunta do setor da educação, o ministro da Educação, Ciências e Tecnologia, Bright Msaka, explicou que esta medida está pensada para orientar as prioridades educativas do país até 2030.

A reforma prevê uma transformação das práticas pedagógicas desde o ensino primário, responsabilizando os professores por aulas diretamente úteis para os percursos profissionais futuros. Um eixo central refere-se ao apoio aos alunos interessados em competências técnicas e práticas, através do reforço dos cursos de ensino e formação técnica, empresarial e profissional (TEVET), explicou o ministro Msaka. A partir do quarto ano do primário, cada aluno deverá “ser capaz de ler, escrever e demonstrar competências básicas de cálculo”, acrescentou.

Esta orientação insere-se numa estratégia mais ampla para reduzir as lacunas de aprendizagem. Segundo dados recentes do UNICEF, apenas 19% das crianças entre 7 e 14 anos possuem competências fundamentais de leitura e 13% competências básicas de numeracia, limitando os seus percursos educativos e profissionais.

A iniciativa pretende alinhar a educação com as necessidades do mercado de trabalho num país de baixos rendimentos, onde o défice de competências básicas restringe o acesso ao emprego formal e limita a produtividade. A representante do UNICEF e presidente do Grupo de Parceiros para o Desenvolvimento da Educação (EDPG), Penelope Campbell, elogia os progressos e o compromisso do governo, nomeadamente através das classes preparatórias (P Class), da gratuidade do ensino secundário e da proposta de alocar 20% do Fundo de Desenvolvimento das Circunscrições à educação, reforçando assim o ecossistema educativo nacional.

Esta reforma decorre num contexto em que o Malawi permanece entre os países mais pobres do mundo, com um PIB per capita de cerca de 504 USD em 2024, crescimento económico fraco e uma população jovem numerosa em busca de oportunidades profissionais. Neste contexto, melhorar a eficácia do ensino e desenvolver competências técnicas e profissionais é considerado um alavanca essencial para reduzir o desemprego, estimular o empreendedorismo e promover um crescimento inclusivo nos próximos anos.

Félicien Houindo Lokosso

 

Posted On mardi, 10 février 2026 09:13 Written by

Face a um mercado de trabalho fragilizado por um desemprego elevado e por desequilíbrios entre formação e emprego, as autoridades públicas marroquinas procuram estimular a iniciativa empreendedora para transformar este potencial em atividades concretas e postos de trabalho.

Durante uma conferência dedicada ao empreendedorismo e emprego, realizada na sexta-feira, 6 de fevereiro, em Marraquexe, o ministro da Indústria e Comércio, Ryad Mezzour, apelou para “apoiar a iniciativa empreendedora ao serviço da criação de emprego, sublinhando a importância de um ambiente favorável ao surgimento de projetos inovadores e sustentáveis. Segundo a imprensa local, esta tomada de posição insere-se na vontade de dar mais margem de ação aos promotores de projetos, de forma a que possam criar empregos e contribuir para a economia nacional.

A economia nacional, nos melhores anos, consegue criar até 250 000 empregos, um número considerado insuficiente face à procura. Todos os anos, cerca de 180 000 diplomados do ensino superior e mais de 330 000 jovens da formação profissional entram no mercado de trabalho, segundo dados oficiais. Esta situação evidencia a necessidade de iniciativas complementares, como o empreendedorismo, para absorver esta mão-de-obra jovem e qualificada.

O ministro também recordou a importância de reforçar as sinergias entre os atores públicos e privados, sobretudo para acompanhar os jovens empreendedores nos primeiros anos de atividade, frequentemente decisivos para a perpetuação dos projetos. O encontro reuniu diversos profissionais, representantes de ecossistemas de inovação e decisores económicos, ilustrando uma dinâmica coletiva em torno desta estratégia.

Acompanhamento de projetos e transformação de competências

Segundo o Maroc Diplomatique, o ministro destacou que um acompanhamento estruturado é indispensável para as iniciativas empreendedoras, com dispositivos de mentoria, financiamento direcionado e acesso a redes profissionais. Este apoio permite remover obstáculos enfrentados pelos jovens promotores de start-ups e multiplicar as hipóteses de sucesso de projetos geradores de emprego.

O ministro insistiu ainda na importância de desenvolver competências adaptadas às necessidades do mercado de trabalho, lembrando que o reforço da formação profissional e técnica complementa o espírito empreendedor. As jovens empresas necessitam tanto de capital como de talentos formados em inovação, gestão e adaptação às mudanças económicas.

Esta abordagem insere-se numa estratégia mais ampla de transformação da economia marroquina, em que o empreendedorismo se torna um instrumento coletivo de crescimento inclusivo, capaz de complementar os circuitos tradicionais de contratação e estimular a criação de empregos duradouros.

Desafios persistentes no mercado de trabalho

Esta orientação ocorre num contexto em que o mercado de trabalho marroquino enfrenta desafios estruturais. Segundo o Alto Comissariado do Plano (HCP), a taxa de desemprego nacional era de 13,3% em 2024, com um peso particularmente elevado entre os jovens de 15‑24 anos, atingindo 36,7%, e um total de 1,63 milhão de pessoas desempregadas.

Entre 2024 e 2025, a economia nacional criou 193 000 postos de trabalho, ou seja, apenas 3,3% da população jovem entre 15 e 24 anos, estimada em cerca de 6 milhões. Apesar desta evolução, a maioria dos jovens continua a enfrentar dificuldades de inserção profissional, evidenciando a importância de estratégias inovadoras como o empreendedorismo para absorver a mão-de-obra jovem e reforçar a adequação entre formação e emprego.

Félicien Houindo Lokossou

Posted On mardi, 10 février 2026 09:02 Written by

Face a uma crise humanitária que pesa sobre a capacidade de acolhimento e à urgência de criar oportunidades económicas reais para as populações deslocadas, o Mali prevê uma parceria significativa com o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR).

Na sexta-feira, 6 de fevereiro, a ministra maliana do Empreendedorismo Nacional, Emprego e Formação Profissional, Oumou Sall Seck (foto, à esquerda), presidiu à cerimónia de assinatura de um protocolo de entendimento com o ACNUR. A assinatura decorreu na presença do representante residente do ACNUR, Pierre Camara (foto, à direita), e das equipas das duas instituições. Esta parceria, com uma duração inicial de três anos e renovável, visa «reforçar capacidades e contribuir para a integração socio-profissional de refugiados, deslocados internos e apátridas que vivem no Mali».

O documento define três eixos principais de ação. O primeiro diz respeito ao apoio institucional às estruturas estatais responsáveis pelo emprego e pela formação profissional. O segundo centra-se na inclusão das populações-alvo nos sistemas nacionais de formação e nos programas de reforço da empregabilidade. Por fim, o acordo prevê o reforço da cooperação com parceiros para o desenvolvimento e instituições financeiras, de forma a mobilizar recursos para programas sustentáveis.

Este compromisso insere-se num contexto em que as necessidades humanitárias permanecem elevadas e em que a integração económica de refugiados e deslocados constitui um desafio central, segundo as autoridades. Estruturando um quadro de ação focado na formação e no acesso ao emprego, o Mali e o ACNUR esperam transformar esta situação de vulnerabilidade numa oportunidade de desenvolvimento económico e social, em linha com as prioridades nacionais no setor do emprego e da formação.

Os números ilustram a dimensão do desafio. Em 2025, o país acolhia mais de 250 000 refugiados, dos quais 138 000 registados, assim como cerca de 402 000 deslocados internos necessitando de proteção e assistência, segundo dados do ACNUR. A elevada pressão demográfica, conjugada com a insegurança e a fragilidade económica, limita consideravelmente o acesso ao emprego e às oportunidades de formação para estas populações vulneráveis.

Félicien Houindo Lokossou

 

Posted On lundi, 09 février 2026 14:07 Written by

Enquanto o Burkina Faso procura alargar o acesso ao ensino superior face a uma crescente procura de bacharéis, o Estado deu um passo importante ao transformar um centro universitário numa universidade plena, para reforçar a capacidade de formação dos jovens.

No seu Conselho de Ministros de quinta-feira, 5 de fevereiro, o governo do Burkina Faso aprovou um projeto de decreto que eleva o Centro Universitário de Gaoua a universidade plena, sob o nome de Universidade SIB Sié Faustin. Esta decisão surge após oito anos de crescimento contínuo do CUG, uma instituição criada para responder às necessidades de ensino superior numa região em plena dinâmica demográfica.

O CUG viu o seu número de estudantes passar de 165 em 2017 para 1.166 em 2025, e o número de docentes permanentes aumentou de 2 para 37 no mesmo período. Segundo as projeções da instituição, poderá acolher cerca de 2.100 novos bacharéis por ano, bem como aproximadamente 44 docentes permanentes adicionais até 2028. Estas evoluções são interpretadas pelas autoridades como sinais de «maturidade académica e institucional», permitindo à instituição assumir plenamente a sua missão universitária.

Esta transformação insere-se numa reforma mais ampla do sistema educativo nacional, promovida pela Iniciativa Presidencial para uma Educação de Qualidade para Todos (IPEQ). Esta iniciativa visa, entre outros objetivos, «responder eficazmente à procura de formação cada vez maior» e «melhorar a governação das instituições».

Os desafios relacionados com a capacidade de acolhimento no ensino superior permanecem, no entanto, significativos no Burkina Faso. O Banco Mundial prevê que o número de estudantes no ensino superior ultrapassará os 280.608 em 2030, mas a taxa de escolarização continua baixa em relação à população, e as infraestruturas disponíveis são limitadas. Segundo os dados disponíveis, a Universidade Joseph-Ki-Zerbo, a maior do país, acolheu cerca de 15.000 novos bacharéis para o ano letivo 2025‑2026, ilustrando a capacidade de absorção, mas também a pressão sobre o sistema como um todo.

Félicien Houindo Lokossou

Posted On lundi, 09 février 2026 13:37 Written by

Face a mercados de trabalho sob pressão e à urgência de adaptar competências às necessidades das empresas, Djibouti e Tunísia iniciam um diálogo estratégico para estreitar a relação entre formação, emprego e empreendedorismo.

Durante a terceira edição da Conferência Mundial sobre o Mercado de Trabalho (GLMC), realizada na semana passada em Riade, Arábia Saudita, o ministro do Trabalho de Djibouti, responsável pela Formalização e Proteção Social, Omar Abdi Saïd, reuniu-se com o seu homólogo tunisino, Riadh Chaoued. Segundo informações divulgadas pelo ÉchoTunisien, as discussões centraram-se nos preparativos de um acordo bilateral que abrangerá a formação profissional, o emprego e o empreendedorismo individual e coletivo.

No final do encontro, ambas as partes concordaram em tomar as medidas necessárias para a conclusão deste acordo, com o objetivo de reforçar a cooperação no desenvolvimento de competências e na inserção profissional. O ministro djiboutiano elogiou a experiência tunisina, considerando que “a Tunísia é um dos países árabes líderes no domínio da formação e aprendizagem profissionais”.

Neste contexto, Djibouti pretende aproveitar a experiência tunisina, nomeadamente em engenharia de formação e formação de formadores, de modo a alinhar melhor a oferta formativa com as necessidades do mercado de trabalho. Por seu lado, o ministro tunisino apresentou os progressos do seu país nos domínios do emprego, da formação profissional e do empreendedorismo, lembrando também o nível de cooperação existente entre os dois Estados.

Esta iniciativa surge no momento em que Djibouti procura reforçar a empregabilidade da sua juventude e modernizar o seu sistema de formação. Em 2025, o país multiplicou os programas de qualificação para jovens entre os 18 e os 35 anos em setores como logística, construção e serviços. A Agência Nacional de Emprego, Formação e Inserção Profissional (ANEFIP) registou assim 895 jovens inseridos no mercado de trabalho, contra 803 em 2024, uma progressão de quase 11 %, apesar de uma taxa de desemprego ainda elevada de 25,9 %, segundo os dados disponíveis.

Por sua vez, a Tunísia continua as suas reformas para melhorar a correspondência entre formação e emprego, com o lançamento do programa CAP Emploi em 2025, apoiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento com 90 milhões de euros. O país dispõe ainda de uma rede estruturada de centros de formação profissional, oferecendo várias especialidades com taxas de inserção superiores a 80 %.

Félicien Houindo Lokossou

Posted On mardi, 03 février 2026 14:03 Written by

Djibouti e Tunísia lançam diálogo estratégico para aproximar formação, emprego e empreendedorismoFace a mercados de trabalho sob pressão e à urgência de adaptar competências às necessidades das empresas, Djibouti e Tunísia iniciam um diálogo estratégico para estreitar a relação entre formação, emprego e empreendedorismo.

Durante a terceira edição da Conferência Mundial sobre o Mercado de Trabalho (GLMC), realizada na semana passada em Riade, Arábia Saudita, o ministro do Trabalho de Djibouti, responsável pela Formalização e Proteção Social, Omar Abdi Saïd, reuniu-se com o seu homólogo tunisino, Riadh Chaoued. Segundo informações divulgadas pelo ÉchoTunisien, as discussões centraram-se nos preparativos de um acordo bilateral que abrangerá a formação profissional, o emprego e o empreendedorismo individual e coletivo.

No final do encontro, ambas as partes concordaram em tomar as medidas necessárias para a conclusão deste acordo, com o objetivo de reforçar a cooperação no desenvolvimento de competências e na inserção profissional. O ministro djiboutiano elogiou a experiência tunisina, considerando que “a Tunísia é um dos países árabes líderes no domínio da formação e aprendizagem profissionais”.

Neste contexto, Djibouti pretende aproveitar a experiência tunisina, nomeadamente em engenharia de formação e formação de formadores, de modo a alinhar melhor a oferta formativa com as necessidades do mercado de trabalho. Por seu lado, o ministro tunisino apresentou os progressos do seu país nos domínios do emprego, da formação profissional e do empreendedorismo, lembrando também o nível de cooperação existente entre os dois Estados.

Esta iniciativa surge no momento em que Djibouti procura reforçar a empregabilidade da sua juventude e modernizar o seu sistema de formação. Em 2025, o país multiplicou os programas de qualificação para jovens entre os 18 e os 35 anos em setores como logística, construção e serviços. A Agência Nacional de Emprego, Formação e Inserção Profissional (ANEFIP) registou assim 895 jovens inseridos no mercado de trabalho, contra 803 em 2024, uma progressão de quase 11 %, apesar de uma taxa de desemprego ainda elevada de 25,9 %, segundo os dados disponíveis.

Por sua vez, a Tunísia continua as suas reformas para melhorar a correspondência entre formação e emprego, com o lançamento do programa CAP Emploi em 2025, apoiado pelo Banco Africano de Desenvolvimento com 90 milhões de euros. O país dispõe ainda de uma rede estruturada de centros de formação profissional, oferecendo várias especialidades com taxas de inserção superiores a 80 %.

Félicien Houindo Lokossou

Posted On mardi, 03 février 2026 13:55 Written by

A medida que a Costa do Marfim procura adaptar o seu capital humano às necessidades de uma economia em transformação e conter o desemprego juvenil, o novo ministro da Educação Nacional coloca a formação e a qualificação no centro das questões de empregabilidade e crescimento inclusivo.

Por ocasião da sua tomada oficial de posse, na sexta-feira, 30 de janeiro de 2026, em Abidjan‑Plateau, o ministro N’Guessan Koffi (foto, à esquerda) afirmou a sua vontade de fazer da Educação Nacional, da Alfabetização e do Ensino Técnico alavancas essenciais para o desenvolvimento económico e social do país. Esta visão foi apresentada perante vários responsáveis institucionais e atores do sistema educativo.

Dirigindo-se a estes, o sucessor de Mariatou Koné, agora ministra da Carteira do Estado, recordou que a escola deve ocupar um lugar central nas transformações qualitativas da sociedade marfinense. Destacou a importância de reforçar a atratividade do sistema educativo e de articular melhor a aprendizagem básica, o ensino técnico e a inserção profissional. Aos seus olhos, a educação constitui “a base da sociedade humana” e a formação “a alma do progresso e do desenvolvimento pessoal”.

Com base na sua experiência como formador e dirigente de instituições de referência, nomeadamente na Escola Nacional Superior de Estatística e Economia Aplicada de Abidjan (ENSEA) e no Instituto Nacional Politécnico Félix Houphouët‑Boigny (INP‑HB), N’Guessan Koffi pretende construir o futuro da escola em torno da relação professor‑aluno, que considera uma alavanca chave de desempenho. Defende uma solidariedade reforçada em torno da instituição escolar para instaurar um clima sereno, favorável à aprendizagem e ao desenvolvimento de competências. Reafirmou igualmente o seu compromisso em continuar a implementar as recomendações resultantes dos Estados Gerais da Educação Nacional e da Alfabetização lançados sob a sua antecessora.

Esta orientação visa responder a desafios estruturais persistentes do sistema educativo marfinense. Apesar dos avanços notáveis, com uma taxa bruta de escolarização no ensino primário superior a 105 % em 2025 e uma taxa próxima de 82 % no secundário, os desafios de alfabetização e da adequação entre formação e emprego continuam significativos. Os dados oficiais indicam que cerca de metade da população adulta permanece em situação de analfabetismo, particularmente em zonas rurais, embora as campanhas realizadas entre 2024 e 2025 tenham permitido alfabetizar mais de 4.600 pessoas.

Félicien Houindo Lokossou

Posted On lundi, 02 février 2026 14:02 Written by

Face a um mercado de trabalho em constante evolução e à necessidade de preparar os jovens para as profissões do futuro, a Zâmbia intensifica os seus esforços para alargar o acesso à formação técnica e profissional, de modo a colmatar lacunas em termos de competências e inclusão.

Na quarta-feira, 28 de janeiro, o governo zambiano anunciou a atribuição de 13.686 bolsas de estudo a estudantes elegíveis em todo o país. Esta iniciativa reflete o compromisso contínuo do Estado em investir no capital humano, considerado como “a pedra angular do desenvolvimento nacional”.

Segundo o comunicado oficial, as bolsas abrangem áreas estratégicas como engenharia, tecnologias digitais, agricultura e empreendedorismo. Esta distribuição visa “apoiar a industrialização, a transformação digital, a segurança alimentar, a criação de empregos e a diversificação económica”.

Nos últimos cinco anos, o número de bolsas registou um crescimento impressionante, passando de 4.522 em 2021 para mais de 13.000 em 2026, representando um aumento de quase 300%. O Estado pretende assim “eliminar os obstáculos financeiros”, garantindo que cada jovem talento tenha a oportunidade de se formar sem restrições económicas.

Este anúncio surge num contexto de forte pressão sobre o emprego jovem. Segundo o Afrobarometer (abril de 2025), 54% dos jovens entre 18 e 35 anos estão desempregados, apesar de terem um nível de estudos superior ao das gerações anteriores, e apenas 20% ocupam um posto de trabalho a tempo inteiro ou parcial. Os principais obstáculos identificados incluem a falta de formação (28%), o desalinhamento entre competências e necessidades do mercado de trabalho (18%) e a ausência de experiência profissional (16%).

Para enfrentar estes desafios, o governo zambiano intensificou o apoio à formação dos jovens. Em 2025, o Ministério da Tecnologia e Ciência dedicou quase metade do seu orçamento ao desenvolvimento de competências, de acordo com dados oficiais.

Recorde-se que a Zâmbia acolheu recentemente o WorldSkills Africa Capacity Building Programme, um evento que reuniu candidatos de vários países para reforçar as competências dos formadores e alinhar melhor a formação com as necessidades reais do mercado de trabalho.

Félicien Houindo Lokossou

Posted On lundi, 02 février 2026 13:48 Written by
Page 8 sur 15
Sobre o mesmo tema

Perante um sistema de ensino técnico e profissional que continua a ter dificuldades em produzir competências adequadas às necessidades do mercado de...

Enquanto milhares de professores lecionam nas escolas sem formação pedagógica reconhecida, o Estado ganês mobiliza as suas universidades para os...

O desenvolvimento de competências digitais é essencial para responder às necessidades de um mercado global com uma procura crescente por profissionais...

Perante um mercado de trabalho que rejeita mais de um terço dos seus próprios diplomados, o Burkina Faso está a avançar com uma reforma estrutural do...

A Agência Ecofin cobre diariamente as atualidades de 9 setores africanos: gestão pública, finanças, telecomunicações, agro, energia, mineração, transportes, comunicação e formação. Também concebe e opera mídias especializadas, digitais e impressas, em parceria com instituições ou empresas ativas em África.

DEPARTAMENTO COMERCIAL
regie@agenceecofin.com 
Tel: +41 22 301 96 11
Cel: +41 78 699 13 72

Mídia kit : Link para download
REDAÇÃO
redaction@agenceecofin.com


Mais informações :
Equipe
Editora
AGÊNCIA ECOFIN

Mediamania Sarl
Rue du Léman, 6
1201 Genebra – Suíça
Tel: +41 22 301 96 11

 

A Agência Ecofin é uma agência de informação econômica setorial, criada em dezembro de 2010. Sua plataforma digital foi lançada em junho de 2011.

 
 
 
 

Please publish modules in offcanvas position.