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Durante a sua digressão, o presidente nigeriano fará declarações destacando as reformas em curso, com o objetivo de reposicionar a Nigéria como um destino privilegiado para o investimento e o crescimento.

O presidente nigeriano, Bola Ahmed Tinubu, iniciou, no domingo, 3 de maio, uma tournée diplomática em França, no Quénia e no Ruanda, segundo um comunicado da presidência nigeriana.

No Quénia, participará na Cimeira África–França nos dias segunda-feira, 11, e terça-feira, 12 de maio. Esta cimeira servirá como plataforma de intercâmbio sobre questões socioeconómicas do continente. “Abordará a transição energética, a industrialização verde, a transformação digital, a reestruturação da arquitetura financeira global e a ação climática”, indica o comunicado.

No Ruanda, o presidente Tinubu participará no Fórum Anual dos CEO Africanos (Africa CEO Forum), previsto para quinta-feira, 14, e sexta-feira, 15 de maio. Este fórum reunirá líderes empresariais e decisores políticos de todo o mundo para debater oportunidades de investimento e o crescimento económico no continente.

Durante estas duas cimeiras, o presidente Tinubu fará intervenções destacando as reformas em curso para reposicionar a Nigéria como um destino privilegiado para o investimento e o crescimento”, sublinha a presidência.

Esta visita insere-se nos esforços da Nigéria para aprofundar as suas relações económicas e atrair mais investimento estrangeiro, através de um diálogo reforçado com líderes e investidores internacionais. Estas iniciativas estruturam-se em vários eixos, desde a estabilização macroeconómica até à criação de incentivos fiscais e de balcões únicos destinados a simplificar os procedimentos dos investidores. Em janeiro, o país apresentou um plano de aceleração do crescimento para estimular o emprego e o investimento.

Integrado na segunda fase das reformas económicas levadas a cabo pelo presidente, este plano pretende fazer evoluir a economia nigeriana de uma fase de estabilização para uma dinâmica de expansão. Segundo as autoridades de Abuja, deverá colocar o país numa trajetória capaz de elevar o seu PIB para 1 bilião de dólares até 2036, uma perspetiva que exige a mobilização de investimento estrangeiro para além dos recursos internos.

Lydie Mobio

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A Tanzânia é um dos três principais parceiros comerciais do Ruanda, com intercâmbios comerciais estimados em 247 milhões de dólares em 2025.

O Ruanda e a Tanzânia concordaram em fortalecer sua cooperação nas áreas de comércio e investimento, transportes e infraestruturas, energia, defesa e segurança, migração, bem como na coordenação em questões regionais e internacionais.

Essa decisão foi tomada após uma reunião entre a presidente da Tanzânia, Samia Suluhu Hassan, e o seu homólogo ruandês, Paul Kagame, durante a visita de trabalho deste último a Dar es Salaam, no domingo, 3 de maio, com o objetivo de consolidar as relações bilaterais.

Segundo o comunicado da presidência, Samia Suluhu Hassan afirmou que as duas partes também concordaram em "acelerar os esforços para remover obstáculos ao comércio, incluindo barreiras não tarifárias, com o objetivo de desenvolver os intercâmbios comerciais, os investimentos e aproveitar ao máximo as oportunidades oferecidas pelo mercado comum da Comunidade da África Oriental e pela ZLECAf".

Desenvolvimento das Infraestruturas Ferroviárias e Rodoviárias

Os intercâmbios também abordaram o desenvolvimento das infraestruturas ferroviárias e rodoviárias, incluindo o projeto ferroviário Isaka-Kigali, que visa acelerar o transporte de mercadorias e melhorar a eficiência dos intercâmbios comerciais entre os dois países.

Energia e Projetos Hidrelétricos

Em termos de energia, os líderes discutiram o projeto hidrelétrico das cataratas de Rusumo, implementado pela Tanzânia, Ruanda e Burundi, bem como os acordos de fornecimento de eletricidade entre a Tanzania Electric Supply Company (TANESCO) e o Ruanda Energy Group (REG).

Parceria Estratégica

Por sua vez, Paul Kagame afirmou que "a Tanzânia continua a ser um parceiro estratégico para o Ruanda". Ele acrescentou que os dois países "devem continuar a consolidar as bases sólidas das suas relações existentes, fortalecendo a cooperação em áreas estratégicas, desenvolvendo o comércio, implementando projetos conjuntos e promovendo a agenda de desenvolvimento dos dois países".

Relações Econômicas Dinâmicas

As relações entre a Tanzânia e o Ruanda são marcadas por uma cooperação diplomática estreita e por intercâmbios comerciais dinâmicos. Os dois países continuam a reforçar a sua cooperação em vários setores, ao mesmo tempo que apoiam os esforços de desenvolvimento regional e integração econômica dentro da Comunidade da África Oriental.

Do ponto de vista diplomático, colaboram regularmente através de visitas de alto nível e acordos bilaterais.

Do ponto de vista econômico e comercial, a Tanzânia desempenha um papel estratégico para o Ruanda graças aos seus portos de Dar es Salaam e Tanga, pelos quais transita cerca de 70% da carga do Ruanda. Os intercâmbios comerciais atingiram 644 bilhões de shillings tanzanianos (cerca de 246,76 milhões de dólares) em 2025, segundo Samia Suluhu Hassan, enquanto os investimentos cruzados estimulam a criação de empregos e o crescimento econômico.

Investimentos e Criação de Empregos

"O Centro de Investimentos da Tanzânia registou 42 projetos de investimento provenientes do Ruanda, no valor de 325,5 milhões de dólares, criando 2225 empregos para os tanzanianos", acrescentou a chefe de Estado.

Lydie Mobio

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A Iniciativa Visa Melhorar a Governança no Gabão com a Digitalização do Parlamento

A iniciativa visa responder a um desafio de governança. Ao digitalizar os seus processos, o Parlamento gabonês pretende melhorar a eficiência, reduzir os prazos de processamento e aumentar a transparência das decisões públicas.

Na semana passada, a Assembleia Nacional do Gabão apresentou uma nova plataforma de gestão dos trabalhos legislativos, chamada GTLAN (Gestão dos Trabalhos Legislativos da Assembleia Nacional), além de um site institucional modernizado. Desenvolvidos pela Agência Nacional de Infraestruturas Digitais e de Frequências (ANINF), esses instrumentos representam um passo significativo na digitalização do funcionamento parlamentar.

« O GTLAN responde a uma necessidade concreta: estruturar, garantir a segurança e agilizar todo o processo legislativo. Estamos a passar de um sistema manual para um sistema digital integrado, mais rápido e mais fiável », afirmou Alberto Wenceslas Mounguengui Moudoki (foto), diretor-geral da ANINF.

Objetivos da Plataforma

Na prática, a plataforma permite centralizar e acompanhar em tempo real os projetos de lei, garantir a rastreabilidade das ações e facilitar a colaboração entre os atores do Parlamento. Ela marca uma ruptura com processos ainda em grande parte manuais, ao automatizar várias etapas do processo legislativo. O novo site institucional visa melhorar o acesso à informação para os cidadãos e fortalecer a comunicação institucional.

Impacto na Governança

Para além do aspeto tecnológico, a iniciativa responde a um desafio de governança. Com a digitalização dos seus processos, o Parlamento visa melhorar a eficiência, reduzir os prazos de processamento e reforçar a transparência das decisões públicas. A rastreadibilidade dos trabalhos e a divulgação de informações devem contribuir para uma maior clareza da ação legislativa, num contexto de crescente exigência de responsabilização por parte dos cidadãos.

Estratégia de Transformação Digital

Esta iniciativa segue as decisões estratégicas adotadas durante o 5º Comitê de Coordenação dos Programas eGabon e Gabon Digital, realizado em fevereiro último. O Gabon Digital dispõe de um orçamento de 44 bilhões de FCFA (cerca de 78,6 milhões de dólares), financiado pelo Banco Mundial, para levar a cabo os seus diversos projetos.

Digitalização em Outros Parlamentos Africanos

Vários parlamentos no continente africano já integraram as Tecnologias de Informação e Comunicação (TIC) no seu funcionamento. Países como África do Sul, Zimbábue, Marrocos e Maurícias figuram entre os mais avançados neste campo.

Adoni Conrad Quenum

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O Senegal está intensificando seus esforços para promover a industrialização e reforçar sua competitividade econômica, com o lançamento de um projeto ambicioso de 11 zonas de investimento (ZAI) a serem implementadas até 2029. A estratégia é fortalecer a atração de investimentos, especialmente em setores com alto potencial de crescimento regional.

Durante o Forum para a Promoção dos Investimentos e Competitividade Econômica (PRICE) 2026, realizado em Paris, o diretor-geral da APIX-S.A., Bakary Séga Bathily, anunciou que essas zonas serão criadas em parceria com a Agência Nacional de Ordenamento do Território (ANAT).

Primeiras Zonas de Investimento em Fase Operacional a partir de 2026

Os primeiros centros de desenvolvimento serão situados em áreas estratégicas, como Médina Yoro Foulah, Bambali e Touba, com o objetivo de impulsionar setores com grande potencial, como amendoim, manga, anacárdio, madeira e couros. Estas zonas fazem parte da "política industrial localizada" do governo senegalês, projetada para transformar as riquezas regionais em motores de crescimento.

Essas zonas de investimento são planejadas para serem equipadas com infraestrutura moderna, serviços administrativos e facilidades logísticas, garantindo um ambiente adequado para a rápida instalação de empresas industriais, comerciais e de serviços. A criação dessas zonas visa acelerar a industrialização local, melhorar a competitividade e gerar empregos em várias regiões do país.

Reforma Fundiária e Novo Código de Investimentos

A reforma do setor fundiário também é central para o sucesso desta iniciativa. O GUIFI (Guichet Único para o Fomento do Investimento Fundiário), lançado em dezembro de 2025, visa simplificar e garantir o acesso à terra para investidores, tanto nacionais quanto estrangeiros, em todo o território senegalês.

Essa reforma integra o novo Código de Investimentos, aprovado em setembro de 2025, que expande os setores elegíveis para investimentos, reduz os requisitos mínimos de investimento de 100 milhões de FCFA para 15 milhões de FCFA (cerca de 26.800 dólares) e cria novos regimes para investimentos estratégicos e socialmente responsáveis.

Objetivo: Transformar o Senegal em um Hub Econômico Regional

Com um histórico de 23 bilhões de dólares em compromissos de investimento no forum Investir no Senegal (FII Senegal 2025), o Senegal visa atrair capitais internacionais para transformar a economia do país, promovendo a transferência de tecnologias e a valorização do conteúdo local.

Bakary Séga Bathily afirmou que "o Senegal não oferece apenas um mercado, mas uma parceria para transformação", destacando a ambição do país em consolidar-se como um hub econômico regional.

Avanços na Indústria e Lançamento das Obras de Médina Yoro Foulah

O lançamento das obras da primeira ZAI de Médina Yoro Foulah, em 24 de abril de 2026, reforça ainda mais essa estratégia. A zona ocupará 30 hectares e terá um custo total de 3,605 bilhões de FCFA. A primeira fase do projeto prevê a atribuição de 15 hectares à SONACOS (Sociedade Nacional de Comercialização de Óleos do Senegal), para o desenvolvimento de uma unidade de transformação de amendoim.

Crescimento Industrial e Expectativas de Futuro

De acordo com a Agência Nacional de Estatísticas e Demografia (ANSD), o índice de produção industrial do Senegal cresceu 9,9% em janeiro de 2026, em comparação com o mesmo mês de 2025, com destaque para os setores de energia, indústrias extrativas e manufatura.

O governo senegalês, ao criar estas zonas de investimento e modernizar o acesso à terra e os incentivos fiscais, está não só fortalecendo a competitividade do país, mas também moldando o futuro da industrialização nacional e regional.

Charlène N’dimon

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Com o aumento dos preços do petróleo desde o início da guerra no Irão, a fatura de importação de produtos petrolíferos de vários países africanos tem aumentado. Na UEMOA, a disparidade entre os países que ajustaram os preços nas bombas e aqueles que ainda absorvem o impacto da subida continua a crescer.

Em dois decretos distintos publicados na quinta-feira, 30 de abril, a Costa do Marfim e o Benim anunciaram novos preços para os produtos petrolíferos, aplicáveis a partir de 1 de maio de 2026. Estes dois países juntam-se ao Mali e à Guiné-Bissau entre os membros da União Económica e Monetária Oeste-Africana (UEMOA) que já aumentaram os preços dos hidrocarbonetos desde o início da guerra no Irão e o impacto desta no mercado internacional de petróleo.

Desde o início do conflito, em fevereiro, pelos Estados Unidos, os preços do Brent e do petróleo norte-americano de referência (WTI) subiram cerca de 60% em relação ao nível pré-guerra, sendo negociados regularmente acima dos 100 dólares por barril. A perturbação do tráfego marítimo no estreito de Ormuz, por onde transitava cerca de 20% do consumo mundial de petróleo, tem contribuído para o aumento dos preços, o que naturalmente eleva os custos de importação para os países dependentes das importações externas.

Preços em alta em quatro países

Como em outras partes do mundo, vários governos da UEMOA se veem obrigados a decidir entre o equilíbrio orçamental e a manutenção do poder de compra das populações. Depois de manterem os preços anteriores à guerra em abril, as autoridades da Costa do Marfim fixaram o preço da gasolina sem chumbo em 875 FCFA (1,56 dólares) por litro para o mês de maio, contra 820 FCFA anteriormente. O petróleo lampante também seguiu essa tendência, subindo de 705 para 745 FCFA o litro.

No Benim, o ajuste foi mais moderado. A gasolina e o gasóleo aumentaram apenas 30 FCFA cada, levando os seus preços a 725 e 750 FCFA por litro, respetivamente. O petróleo lampante, no entanto, teve um aumento considerável, passando de 639 para 1040 FCFA, o que representa uma subida superior a 60%.

Antes dessas alterações no Benim e na Costa do Marfim, o Mali já tinha decidido, em março, aumentar os preços dos combustíveis, como reação ao conflito no Médio Oriente. A gasolina passou de 775 para 875 FCFA o litro (um aumento de 12%) e o gasóleo de 725 para 940 FCFA (um aumento de 29%). Estas revisões ocorrem num contexto particularmente difícil para Bamako, onde um embargo imposto por grupos armados às importações de hidrocarbonetos tem complicado o abastecimento durante vários meses.

Na Guiné-Bissau, as autoridades procederam a dois ajustamentos sucessivos desde o início do conflito. No mais recente, o preço da gasolina foi fixado em 899 FCFA o litro e o do gasóleo em 898 FCFA, contra 794 e 786 FCFA, respetivamente, no primeiro aumento em março de 2026. O governo de transição instaurado após o golpe de Estado de novembro de 2025 invocou a volatilidade dos mercados petrolíferos internacionais para justificar estas revisões.

Preços da gasolina no início de maio de 2026 na UEMOA

O Custo da Resistência

O Níger, o Togo, o Burkina Faso e o Senegal ainda não procederam a nenhum ajuste nos preços desde o início do conflito. O Níger apresenta ainda o preço mais baixo da zona, a 499 FCFA o litro de gasolina, mas essa estabilidade oficial esconde tensões crescentes. Em Maradi, a terceira maior cidade do país, começam a ocorrer rupturas de stock nas estações de serviço, enquanto o mercado informal já apresenta preços que ultrapassam os 700 FCFA por litro.

No Senegal, o preço da gasolina permanece em 920 FCFA o litro. Apesar da redução de 70 FCFA realizada em dezembro de 2025, é o país onde o preço da gasolina é mais elevado na UEMOA. O presidente Bassirou Diomaye Faye afirmou que a sua administração não pretende aplicar novos aumentos, mas alertou que um alinhamento com os outros países poderá acontecer se o conflito se prolongar. «Enquanto muitos países aplicam rigorosamente a verdade dos preços [...] mantemos atualmente os preços do combustível em queda para preservar o poder de compra. Se o contexto internacional mudar, informaremos claramente a população sobre as decisões a tomar», declarou o chefe de Estado numa entrevista no sábado, 2 de maio.

No Togo, a gasolina sem chumbo mantém-se em 680 FCFA por litro desde dezembro de 2024, colocando o país entre os menos expostos da zona. O preço da gasolina também não subiu no Burkina Faso desde o início do conflito no Irão, permanecendo em 850 FCFA o litro há mais de três anos.

Nos países que aumentaram os preços, o aumento dos custos de transporte é a principal consequência esperada pelas populações, além dos efeitos inflacionários mais amplos do conflito sobre os produtos alimentares e bens importados. Segundo o BCEAO, o índice de inflação deverá situar-se em +0,4% em março de 2026 e +0,8% em abril de 2026, devido ao «encarecimento dos preços dos produtos petrolíferos em alguns países, devido à crise no Médio Oriente».

Nos outros países, a estabilidade dos preços nas bombas pode preservar o poder de compra das populações, mas poderá aumentar a pressão sobre as finanças públicas.

Emiliano Tossou

 

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Este novo financiamento servirá, nomeadamente, para melhorar a qualidade dos cuidados e o acesso aos serviços. O programa prevê igualmente a implementação de uma plataforma nacional de saúde digital para tornar o sistema mais eficiente.

O Banco Mundial aprovou um novo programa de 225 milhões de dólares a favor da Costa do Marfim, destinado a fornecer serviços de saúde, nutrição e desenvolvimento da primeira infância de qualidade a milhões de pessoas, em particular mulheres, crianças e agregados familiares vulneráveis.

Segundo o comunicado da instituição publicado na quinta-feira, 30 de abril, este projeto constitui a segunda fase de um programa global de saúde, nutrição e desenvolvimento da primeira infância. Coloca a tónica na melhoria dos cuidados e do acesso aos serviços, assegurando que a cobertura universal de saúde (CMU) assente numa rede sólida de profissionais de saúde qualificados, na disponibilidade de fornecimentos médicos essenciais e em infraestruturas modernas e bem equipadas.

Entre as principais inovações destaca-se a implementação de uma plataforma nacional de saúde digital para melhorar a eficiência do sistema. «Trata-se de uma mudança crucial [...] Ao construir um sistema de saúde resiliente e ao implementar soluções digitais inovadoras, estamos a lançar as bases de um capital humano mais sólido, a promover oportunidades económicas e a garantir a cada criança o melhor início de vida possível», declarou Marie-Chantal Uwanyiligira, diretora de divisão do Banco Mundial para a Costa do Marfim, Benim, Guiné e Togo.

Este novo programa deverá beneficiar diretamente milhões de marfinenses e gerar cerca de 385 000 empregos. Entre estes, cerca de 17 000 empregos diretos serão criados através da formação e do destacamento de profissionais de saúde, agentes comunitários de nutrição e operadores de sistemas digitais de saúde. A estes somam-se cerca de 368 000 empregos indiretos, possibilitados pela melhoria dos resultados em saúde e pelo aumento da produtividade.

Esta iniciativa insere-se na continuidade dos esforços do governo marfinense para melhorar a acessibilidade, a equidade e a qualidade dos cuidados, ao mesmo tempo que reforça a resiliência do sistema de saúde, em conformidade com o Plano Nacional de Desenvolvimento Sanitário (PNDS) 2026–2030.

No âmbito do PNDS 2021–2025, o país tinha como objetivo reduzir a taxa de mortalidade materna de 614 mortes por 100 000 nascimentos em 2020 para 377 por 100 000 em 2025. Segundo dados do Ministério da Saúde e da Higiene Pública publicados no sábado, 25 de abril, esta taxa foi estimada em 385 em 2021. O plano previa igualmente aumentar a esperança de vida, de 57 anos em 2020 para 60 anos em 2025.

Até 2028, o Banco Mundial estima que mais de 1,2 milhão de pessoas inscritas na CMU, incluindo trabalhadores informais e agricultores expostos a choques climáticos, deverão recorrer aos serviços de saúde todos os anos.

Lydie Mobio

 

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En réaffirmant une législation historique réservant le petit commerce aux Congolais, la RDC entend restructurer le commerce intérieur, limiter la concurrence étrangère dans les activités de proximité et renforcer l’inclusion économique locale.

A República Democrática do Congo (RDC) anunciou a entrada em vigor de novas medidas que regulamentam o exercício do pequeno comércio e do comércio a retalho, no âmbito de uma reforma que visa modernizar e clarificar o quadro jurídico do comércio interno.

Segundo o comunicado do Ministério da Economia Nacional publicado no sábado, 2 de maio, estes textos estabelecem uma distinção formal entre o pequeno comércio, o comércio a retalho clássico e o comércio a retalho especializado com elevada intensidade de capital.

As principais disposições preveem que o pequeno comércio e o comércio a retalho passem a ser reservados aos operadores económicos congoleses. Em contrapartida, certas atividades do comércio a retalho especializado, que exigem capitais significativos, continuarão acessíveis a investidores estrangeiros, sob condições regulamentares específicas.

O governo justifica esta reforma com a vontade de «criar um ambiente económico mais estruturado, justo e seguro», ao mesmo tempo que reforça a participação nacional nas atividades comerciais de proximidade.

Os operadores abrangidos dispõem de um prazo de seis meses para se conformarem com estas novas regras. O Ministério anunciou igualmente a implementação de um dispositivo de sensibilização para apoiar os agentes económicos na compreensão e aplicação destas medidas.

Regresso ao espírito da lei de 1973

Anunciada em setembro de 2025, esta decisão restabelece a lei de 1973, que já reservava o pequeno comércio aos nacionais. Segundo o Ministério, vários ajustamentos regulamentares ao longo das décadas tinham progressivamente enfraquecido esta proteção, favorecendo a implantação de operadores estrangeiros em segmentos inicialmente reservados aos congoleses.

Segundo o meio de comunicação local Actualité.cd, a presença crescente de comerciantes estrangeiros nas atividades de proximidade tem suscitado críticas, sobretudo nos grandes centros urbanos como Kinshasa. Lojas de bairro, quiosques, comércio ambulante ou venda porta a porta: estes setores, frequentemente vistos como oportunidades de sobrevivência económica para as populações locais, tornaram-se o símbolo de uma concorrência considerada difícil por muitos comerciantes congoleses.

Este debate insere-se num contexto socioeconómico marcado por uma forte vulnerabilidade do emprego. Segundo o Banco Mundial, o desemprego jovem na RDC é estimado em 7,8% em 2025, enquanto a Organização Internacional do Trabalho já assinalava, em 2020, que 97,6% dos jovens ativos trabalhavam no setor informal.

A RDC junta-se assim a uma dinâmica observada em vários países africanos. O Gabão, em agosto de 2025, e depois o Burkina Faso, em fevereiro de 2026, também adotaram medidas que limitam o acesso de expatriados a certas atividades de pequeno comércio, com um objetivo semelhante de proteger a economia de proximidade e promover o emprego local.

Charlène N’dimon

 

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A CEDEAO confirmou que, a partir de janeiro de 2026, os Estados-membros irão eliminar as taxas sobre o transporte aéreo e reduzir em 25% as taxas de passageiros e de segurança. Esta decisão do governo marfinense insere-se nesta dinâmica comunitária.

O governo da Côte d’Ivoire decidiu aplicar uma redução de 25% nas taxas de passageiros e de segurança para os voos operados na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO). A informação consta do comunicado do Conselho de Ministros, realizado na quarta-feira, 29 de abril.

Durante a reunião, o Conselho adotou um decreto que altera os artigos 2 e 5 do decreto n.º 2018-31, de 17 de janeiro de 2018, que institui uma taxa de segurança e define as suas modalidades de cobrança e distribuição.

O decreto prevê igualmente a redução e harmonização das taxas aeronáuticas, incluindo as taxas de passageiros, de segurança e de proteção, aplicáveis aos voos domésticos, aos voos com destino a África fora da CEDEAO e aos voos internacionais fora do continente africano.

O objetivo é «harmonizar a política e otimizar a competitividade da companhia nacional Air Côte d’Ivoire e dos aeródromos abertos à circulação aérea pública», sublinha o comunicado.

Esta reforma insere-se na implementação do ato comunitário adotado em dezembro de 2024 pela CEDEAO, que visa harmonizar as taxas aéreas no espaço regional.

Recorde-se que a Comissão da CEDEAO tinha indicado que, a partir de janeiro de 2026, os Estados-membros deveriam eliminar as taxas sobre o transporte aéreo e reduzir em 25% as taxas de passageiros e de segurança, em conformidade com um ato complementar relativo a taxas, impostos e direitos aeronáuticos.

Em fevereiro último, uma investigação da Agência Ecofin revelou que os Estados-membros estavam a atrasar a implementação desta decisão. A Côte d’Ivoire, com este decreto, está entre os primeiros países a alinhar-se com esta orientação.

Numa região onde o preço dos voos intra-africanos continua elevado — não pela distância, mas sobretudo pelas elevadas taxas governamentais, pela fraca abertura do mercado e por políticas tarifárias influenciadas por uma concorrência limitada — os passageiros enfrentam frequentemente custos desproporcionados.

Esta medida da CEDEAO visa reduzir as tarifas aéreas, aumentar o tráfego de passageiros e reforçar a competitividade das companhias aéreas regionais. Pretende igualmente aprofundar a integração regional, tornando o transporte aéreo mais acessível e estimulando os intercâmbios económicos e sociais no espaço comunitário.

Lydie Mobio

Segundo o relatório de 2024 do índice de igualdade de género da CEDEAO, a Côte d’Ivoire destacou-se com bons resultados na educação e no acesso às tecnologias. O país situa-se num nível intermédio superior em saúde, com uma pontuação de 0,889.

A Côte d’Ivoire está classificada em primeiro lugar em matéria de igualdade de género na Comunidade Económica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), com uma pontuação de 0,708, superior à média regional de 0,640.

O anúncio foi feito na quarta-feira, 29 de abril, pelo governo marfinense, após o Conselho de Ministros. Este resultado provém do relatório de 2024 do índice de igualdade de género da CEDEAO, o primeiro instrumento regional de avaliação das desigualdades de género no espaço comunitário da África Ocidental.

O índice de igualdade de género (IEG) da CEDEAO é uma ferramenta multidimensional que mede as disparidades entre homens e mulheres nos países membros. Abrange áreas como educação, emprego, acesso aos recursos, saúde, tecnologia, bem como liderança e tomada de decisão. O seu cálculo baseia-se em 38 indicadores que permitem avaliar a paridade nesses setores.

O índice fixa o valor de referência em 1, símbolo de paridade perfeita entre mulheres e homens. «Um valor inferior a 1 indica uma desigualdade a favor dos homens, enquanto um valor superior a 1 traduz uma desigualdade a favor das mulheres», precisa o relatório IEG-CEDEAO.

«A Côte d’Ivoire destaca-se particularmente no domínio da educação, com uma pontuação de 0,948, bem como na tecnologia (0,739). O país situa-se num nível intermédio superior em saúde (0,889), no emprego e rendimentos (0,737) e no acesso aos recursos (0,627)», sublinha o comunicado do governo marfinense.

Reformas e programas com resultados concretos

O governo da Côte d’Ivoire implementa uma série de políticas e programas estruturantes para reduzir as desigualdades de género, desde a capacitação económica das mulheres até à promoção da sua participação política. Estes esforços apoiam-se em financiamentos dedicados, reformas institucionais e ações sociais concretas.

Como exemplo, destaca-se o Fundo de Apoio às Mulheres da Côte d’Ivoire (FAFCI), um programa de financiamento de projetos que permitiu a 340.000 mulheres aderentes tornarem-se mais autónomas e realizadas. Esta iniciativa reforçou a resiliência das mulheres face à pobreza.

No plano político, a lei de 2019 impõe uma quota de 30% de mulheres nas instâncias de decisão.

Além disso, a Política Nacional sobre Igualdade, Equidade e Género (PNEEG 2024-2030), avaliada em 3,1 mil milhões de francos CFA (5,5 milhões de dólares), visa dois objetivos essenciais: a integração efetiva da dimensão de género em todos os setores da vida pública e privada, bem como a mudança de mentalidades e comportamentos em prol do respeito pelos direitos das mulheres e dos homens, das raparigas e dos rapazes nas suas especificidades, segundo um comunicado do governo.

Algumas pontuações noutros países da CEDEAO

Segundo o relatório IEG-CEDEAO, o Senegal ocupa a segunda posição com uma pontuação de 0,684, destacando-se no acesso às tecnologias e na liderança feminina. O Gana surge em terceiro lugar (0,679), seguido do Togo (0,673) e da Gâmbia, que fecha o top 5 com uma pontuação de 0,671.

Por outro lado, a Libéria (0,584; 15.º) e o Benim (0,584; 14.º) ocupam as últimas posições, apresentando os resultados mais baixos, devido a desempenhos modestos no emprego, na liderança e no acesso das mulheres às tecnologias.

Lydie Mobio

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A SCZONE multiplica as iniciativas para atrair mais investimentos, nomeadamente através da modernização das suas infraestruturas portuárias e industriais, apoiada em outubro de 2025 por um financiamento de 30 mil milhões de libras egípcias (560 milhões de dólares) obtido junto do CIB.

A Autoridade Geral da Zona Económica do Canal de Suez (SCZONE) anunciou, na terça-feira, 28 de abril, a assinatura de um acordo relativo ao projeto industrial «Alpha Smart», que representa um investimento de 100 milhões de dólares.

Este projeto prevê o desenvolvimento, na zona industrial de Sokhna, de um complexo de fábricas prontas a utilizar, cobrindo 500.000 m², distribuídos em duas fases. A prazo, deverá gerar cerca de 5.000 empregos diretos e mais de 7.000 empregos indiretos, reforçando a atratividade desta zona estratégica ligada ao Canal de Suez.

O modelo baseia-se na criação de um ecossistema industrial integrado de fábricas chave na mão, permitindo aos investidores iniciar as suas atividades em menos de 90 dias graças a unidades totalmente equipadas, complementadas por serviços logísticos, administrativos e comerciais integrados.

Para o presidente da SCZONE, Waleid Gamal El-Dien, este modelo constitui uma alavanca importante para «a expansão dos projetos existentes e a atração de novos investimentos». Sublinhou que a zona industrial de Sokhna se afirma atualmente como uma plataforma industrial e logística de grande relevância, graças, nomeadamente, à sua integração com o porto de Sokhna e à sua posição geográfica estratégica.

Pensada como um polo de produção, transformação e reexportação, a SCZONE prossegue assim a sua transformação estrutural. Entre 2022-2023 e março de 2025, atraiu 8,3 mil milhões de dólares em investimentos distribuídos por 272 projetos, ilustrando o seu dinamismo sustentado por um vasto programa de infraestruturas e pela melhoria do ambiente de negócios.

Na continuidade desta dinâmica, a SCZONE assinou também, em outubro de 2025, um acordo de financiamento de longo prazo de 30 mil milhões de libras egípcias (cerca de 560 milhões de dólares) com o Commercial International Bank (CIB). Este empréstimo, com prazo de 17 anos, visa modernizar os portos e infraestruturas, nomeadamente em Port Said Este, ao mesmo tempo que apoia o desenvolvimento dos serviços públicos e industriais.

Ingrid Haffiny

 

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