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A IHS Towers afirma possuir mais de 37.000 torres de telecomunicações na América Latina e na África. No continente, a empresa está presente na África do Sul, Zâmbia, Camarões, Nigéria e Costa do Marfim.

O grupo sul-africano MTN informou, na quinta-feira, 5 de fevereiro, estar em discussões avançadas para adquirir a empresa de torres IHS Towers, da qual já detém 25% do capital. Embora o desfecho da transação ainda seja incerto, a operação indica uma possível entrada mais profunda no mercado de torres de telecomunicações, alinhada à estratégia de diversificação do grupo com sede em Joanesburgo.

Em comunicado à Bolsa de Valores de Joanesburgo, a MTN destacou que o preço potencial da oferta poderia alinhar-se ao último valor de negociação da IHS na Bolsa de Nova York (NYSE) em 4 de fevereiro de 2026, de US$ 8,23. Com 333,4 milhões de ações em circulação, a capitalização de mercado da empresa atinge US$ 2,74 bilhões. O valor correspondente para os 75% das ações visadas poderia, portanto, chegar a cerca de US$ 2,06 bilhões.

Essa tentativa de aquisição ocorre num momento em que a MTN observa que as ações da IHS Towers na NYSE tiveram “um aumento significativo recentemente”. A empresa ressalta que, caso a transação não se concretize, continuará a “explorar opções para gerar valor sobre seu investimento na IHS”.

Diversificação das atividades

A iniciativa ocorre enquanto a MTN, como muitas operadoras africanas, está passando de operadora de telecomunicações a empresa tecnológica. A companhia busca atender à demanda por soluções, serviços e infraestruturas digitais na África, mesmo com a redução da receita em segmentos tradicionais, como voz.

Ralph Mupita, CEO da MTN, revelou recentemente à Semafor que o grupo procura startups fintech que possam ser adquiridas e integradas diretamente à sua plataforma, incluindo empresas nos setores de pagamentos, empréstimos e transferências de fundos, reforçando a crescente atividade fintech da MTN.

“Trata-se de fortalecer a plataforma. Se uma aquisição nos ajudar a crescer mais rápido, melhorar a experiência do cliente ou agregar novas capacidades ao grupo, é isso que nos interessa”, afirmou Mupita.

Essa exploração vem alguns meses depois de a MTN ter firmado uma parceria com o fornecedor britânico de software de vídeo Synamedia para desenvolver uma nova plataforma de streaming em abril de 2025. Em março, a empresa lançou o MTN Ads, uma plataforma de publicidade digital criada em parceria com a Aleph, e em julho de 2024 anunciou a construção de um data center Tier 4 neutro em relação às operadoras em Lagos, Nigéria. Em setembro de 2025, a empresa revelou que buscava parceiros internacionais para desenvolver data centers dedicados a IA no continente.

Paralelamente, a operadora tornou independente sua filial de infraestrutura Bayobab (anteriormente MTN GlobalConnect), com o objetivo de criar uma plataforma de infraestrutura digital aberta de classe mundial, acessível tanto à MTN quanto a terceiros.

O mercado africano de torres de telecomunicações

A MTN havia inicialmente vendido parte de seu portfólio de torres à IHS Towers, seguindo uma tendência do setor de liberar valor. Em 2022, a empresa finalizou a venda de 5.701 torres por US$ 412 milhões. Desde 2013, a IHS já havia adquirido torres da MTN na Costa do Marfim, Camarões, Zâmbia, Ruanda e Nigéria, além de ter comprado torres de outros fornecedores em diversos mercados.

O interesse renovado no mercado de torres ocorre num contexto de crescimento contínuo do setor africano. Segundo estudo de 2025 da Mordor Intelligence, o rápido avanço da 4G e 5G levou os operadores pan-africanos a multiplicar os sites, especialmente em grandes cidades como Lagos, Nairóbi e Joanesburgo, gerando alta demanda por colocation e novas infraestruturas.

Dados da União Internacional de Telecomunicações (UIT) indicam que a penetração da 4G e 5G é de 75,2% e 11,8%, respectivamente, enquanto a 2G e 3G alcançam 94,1% e 88,8%.

O aumento no consumo de dados e a penetração crescente de smartphones, impulsionados pelo streaming, redes sociais e pagamentos móveis, aumentam o volume de dados por assinante, exigindo sites mais robustos para múltiplos operadores. Além disso, mandatos governamentais e fundos de serviço universal financiam a construção de torres em áreas rurais e de difícil acesso, garantindo receitas mínimas e reduzindo riscos para as TowerCos.

No momento, o mercado conta com outros grandes players, como American Tower Corporation, Helios Towers Plc, SBA Communications Corporation e Pan African Towers. Outras operadoras estão presentes, como a Axian Telecom com sua TowerCo of Africa (TOA), ativa em Madagascar, RDC, Uganda e Tanzânia. A Indus Towers, majoritariamente detida pela Bharti Airtel (controladora da Airtel Africa), anunciou em setembro de 2025 sua expansão no continente, começando pela Nigéria, Uganda e Zâmbia.

Segundo a Mordor Intelligence, o tamanho do mercado africano de torres de telecomunicações deve atingir US$ 4,03 bilhões em 2026, com crescimento anual médio de 3,35%, chegando a US$ 4,75 bilhões nos anos seguintes.

O MTN Group registrou receita de 188 bilhões de rands em 2024, queda de 15% em relação a 2023, e prejuízo após impostos de 11,2 bilhões de rands, contra lucro de 4 bilhões de rands no ano anterior.

Isaac K. Kassouwi

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Sendo um país sem litoral, o Chade não tem acesso direto ao mar nem aos cabos submarinos que transportam quase todo o tráfego global de internet. O país depende, portanto, de interconexões com vizinhos costeiros, como Camarões, para garantir sua conectividade internacional.

O governo chadiano tem exercido pressão sobre as operadoras SOTEL e Airtel para acelerar a reabilitação da rota de fibra óptica N’Djamena–Mberé, um eixo estratégico para a conectividade nacional. Para que os trabalhos comecem efetivamente, as duas empresas precisam revisar o protocolo de acordo assinado em abril de 2025, suspenso posteriormente devido a algumas cláusulas consideradas contrárias aos princípios de soberania digital.

Durante uma reunião na quinta-feira, 5 de abril, Boukar Michel, ministro das Telecomunicações, Economia Digital e Digitalização do Estado, fez observações precisas. Ele convidou a SOTEL a iniciar negociações com a Airtel para corrigir as cláusulas problemáticas, adotar adendos que estejam de acordo com os interesses estratégicos do Estado e proceder à assinatura dos mesmos.

Segundo as autoridades, essas ações refletem uma “vontade constante de reforçar a qualidade da rede nacional de telecomunicações, melhorar a continuidade e o desempenho dos serviços, garantindo o respeito aos imperativos de soberania digital, segurança e interesse público”.

O eixo N’Djamena–Mberé é estratégico, pois conecta a capital chadiana à fronteira com Camarões, atualmente o único ponto de entrada para as capacidades internacionais provenientes dos cabos submarinos. No âmbito de um acordo assinado em maio de 2025, Camarões comprometeu-se a colocar rapidamente em operação o trecho Nana–Mberé, entre outros.

Ao se conectar a essa rota, o Chade diversifica suas entradas de conectividade, hoje limitadas a Kousseri. As autoridades temem que incidentes técnicos nessa rota deixem o país isolado digitalmente, como ocorreu em outubro de 2024, quando o Chade ficou sem internet por mais de 24 horas. Outras interrupções, de menor escala, também ocorreram desde então.

Além de Camarões, o Chade explora outras opções para seu desenvestimento digital, incluindo o projeto da Espinha Dorsal Transaariana de fibra óptica (DTS), que oferece acesso aos cabos submarinos no Mediterrâneo e no Atlântico via Níger, Nigéria, Mali, Burkina Faso, Mauritânia, Argélia e Tunísia. O país também se aproximou da Líbia e do Egito, sendo este último o país africano mais conectado aos cabos submarinos.

Isaac K. Kassouwi

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Em 2025, o Ministério do Digital de Burkina Faso atingiu a maior parte de seus objetivos, registrando avanços em conectividade, serviços públicos online e inclusão digital.

O Burkina Faso registrou um progresso significativo na implementação de seu contrato de metas para 2025, com uma taxa de realização de 91% no âmbito do Ministério da Transição Digital, dos Correios e das Comunicações Eletrônicas. Esses resultados foram apresentados durante a sessão de avaliação realizada na terça-feira, 3 de fevereiro, sob a presidência do Primeiro-Ministro Rimtalba Jean Emmanuel Ouédraogo.

De acordo com o comunicado oficial do ministério, o ano de 2025 foi considerado um ano “marco” para o departamento responsável pela transição digital e pelos correios, tanto pela amplitude dos projetos iniciados quanto pelos resultados concretos alcançados. Em termos de conectividade, 370 novas localidades foram conectadas à rede telefônica, oferecendo, pela primeira vez, às suas populações acesso efetivo a serviços de telefonia e à internet, contribuindo para a redução da exclusão digital.

Além da expansão da conectividade, várias realizações estruturantes marcaram o ano. A modernização da administração pública avançou com 272 plataformas de serviços online desenvolvidas ou em fase de implementação, das quais 146 já operacionais, facilitando o acesso de cidadãos e empresas aos serviços públicos. No campo da inclusão digital, foi assinado um contrato de metas entre o Estado e os Correios para a construção de 20 “Zama Tchéy” ou Casas do Cidadão, destinadas a apoiar principalmente as populações mais vulneráveis no uso de serviços digitais.

Para 2026, o ministério pretende capitalizar esses ganhos. As prioridades incluem a implementação de um sistema de registro para identificação eletrônica única da pessoa, com a meta de registrar sete milhões de pessoas até o final do ano. A continuação do projeto “zero zona branca”, com cobertura de 750 novas localidades, a construção de uma rede dedicada à administração pública e o desenvolvimento de ferramentas nacionais de mensagens e colaboração digital também estão entre as ações planejadas.

Paralelamente, um centro de supervisão de infraestruturas digitais foi lançado em janeiro de 2026, a fim de reforçar a capacidade do país de proteger e gerenciar seus sistemas digitais críticos. Para a implementação de todos esses projetos, o ministério mobilizou um orçamento de 61 bilhões de francos CFA, cerca de 109,7 milhões de dólares.

Apesar desses avanços, Burkina Faso ainda enfrenta desafios estruturais, principalmente em termos de penetração da internet e acesso equitativo a serviços digitais de qualidade em todo o território. Segundo o DataReportal, o país contava com 5,42 milhões de usuários de internet no final de 2025, com uma taxa de penetração de 22,4%. No mesmo período, havia 29,3 milhões de conexões móveis ativas, ou seja, 121% da população total, ilustrando um importante potencial de desenvolvimento do uso de serviços digitais.

Samira Njoya

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Banco Mundial estima que economia digital poderá gerar mais de 20 mil milhões de dólares na Costa do Marfim até 2050

O Banco Mundial prevê que a economia digital poderá gerar mais de 20 mil milhões de dólares na Costa do Marfim até 2050, caso o governo e o setor privado reforcem os investimentos nos cinco pilares fundamentais da economia digital.

O governo marfinense aprovou, em Conselho de Ministros na quarta-feira, 4 de fevereiro, um empréstimo de 83,3 mil milhões de CFA (152 milhões USD) destinado ao financiamento da primeira fase do Projeto de Aceleração Digital na Costa do Marfim (PADCI). Esta iniciativa pretende fortalecer o uso inclusivo e resiliente da Internet de banda larga e dos serviços digitais em setores sociais prioritários.

Segundo as autoridades, o projeto inclui a fornecimento de assistência técnica e equipamentos para criar e operacionalizar agências digitais e órgãos de governança de inteligência artificial. Prevê igualmente o desenvolvimento de competências digitais avançadas e intermédias, com foco especial em jovens e mulheres.

«A longo prazo, este projeto permitirá acelerar a digitalização dos serviços públicos nos setores-chave, expandir a conectividade de banda larga às estruturas públicas como escolas, centros de saúde, centros sociais, câmaras municipais, subprefeituras, tribunais, correios e direções regionais, e melhorar o acesso das populações remotas e vulneráveis aos serviços públicos digitais», indicam as autoridades.

Esta iniciativa integra a estratégia do governo marfinense de usar o digital como alavanca de desenvolvimento socioeconómico. O executivo considera que a digitalização dos serviços públicos aproxima a administração das populações, aumentando simultaneamente as receitas do Estado. Em dezembro de 2025, 232 serviços públicos administrativos já estavam disponíveis online, sobretudo em setores estratégicos para a inclusão e governança, como registo civil, justiça, educação, saúde e agricultura. A cobertura de Internet prevista na primeira fase do PADCI segue esta lógica de digitalização.

Contudo, melhorar o acesso aos serviços públicos digitais para populações remotas e vulneráveis implica superar vários desafios: cobertura de Internet em zonas isoladas, disponibilidade de equipamentos conectados, acessibilidade económica das ofertas de Internet e competências digitais básicas. Segundo a União Internacional de Telecomunicações (UIT), as redes 2G, 3G e 4G cobriam respetivamente 98,9 %, 98,3 % e 93,7 % da população marfinense. Apesar destes índices elevados, ainda existem várias centenas de zonas sem cobertura. A UIT estimava a taxa de penetração da Internet no país em 40,7 % em 2023.

A nível internacional, a Costa do Marfim ocupava a 124.ª posição entre 193 países em 2024 no Índice de Desenvolvimento de Governo Eletrónico das Nações Unidas, com uma pontuação de 0,5587 em 1. O país situa-se acima da média africana, mas abaixo da média mundial. Quanto à cibersegurança, a UIT posiciona o país no terceiro nível de cinco: as medidas organizacionais e o quadro regulamentar são considerados relativamente satisfatórios, mas ainda são necessários esforços técnicos, para o desenvolvimento de capacidades e cooperação.

Isaac K. Kassouwi

 

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Enquanto muitos jovens ganeses enfrentam dificuldades para encontrar empregos adequados às suas competências, uma parceria público-privada mobiliza-se para reduzir o fosso entre a formação e o mercado de trabalho e reforçar a economia digital do país.

A MTN Ghana anunciou uma contribuição de 2 milhões de dólares para o programa nacional One Million Coders, uma iniciativa do Ministério das Comunicações, da Tecnologia Digital e das Inovações que visa formar um milhão de jovens em competências de programação e tecnologias digitais. O anúncio foi publicado na segunda-feira, 2 de fevereiro, no site oficial do operador de telecomunicações e assinala um reforço da cooperação entre a MTN e o Governo ganês para acelerar a transformação digital do país.

No seu comunicado, a MTN Ghana especifica que a contribuição irá apoiar a formação de jovens em programação, desenvolvimento de software e outras competências digitais essenciais para a economia do futuro.

«Com o nosso apoio ao programa One Million Coders, estamos a criar oportunidades para que os jovens adquiram novas competências, adotem a inovação e tenham acesso às oportunidades da economia digital», declarou Stephen Blewett (foto, à esquerda), diretor-geral da MTN Ghana.

O Programa One Million Coders representa «um pilar essencial da agenda de digitalização do Gana». O seu objetivo é «criar um sólido reservatório de talentos digitais para apoiar a modernização do setor público, o crescimento do setor privado, o empreendedorismo e a criação de emprego».

Esta iniciativa surge num contexto em que o mercado de trabalho ganês enfrenta desafios estruturais. Segundo o Ghana Statistical Service, mais de 1,3 milhões de jovens com idades entre os 15 e os 24 anos, o que corresponde a 21,5 % deste grupo, não estavam empregados, nem em educação, nem em formação no terceiro trimestre de 2025. Este indicador NEET ilustra a persistente desconexão entre as competências disponíveis e as necessidades do mercado de trabalho.

Recorde-se que o Presidente John Dramani Mahama lançou, em maio de 2025, o programa One Million Coders, com o objetivo de dotar os jovens ganeses das competências em programação de que necessitam e prepará-los para ter sucesso no mercado de trabalho do futuro.

Félicien Houindo Lokossou

 

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Num contexto de modernização dos bancos africanos, o FirstBank RDC aposta na sua nova aplicação para que o digital represente 30 % das suas receitas, face à concorrência crescente dos serviços financeiros digitais.

A FirstMonie é uma aplicação integrada na estratégia digital decorrente do plano 2024 do banco, destinada a reforçar a banca digital. Facilita a abertura rápida de contas e os pagamentos, num contexto de forte concorrência dos serviços financeiros digitais.

O FirstBank RDC, filial do grupo First Bank of Nigeria (FBN Holdings), prossegue a sua estratégia de desenvolvimento no digital com o lançamento, a 28 de janeiro de 2026, de uma nova aplicação denominada FirstMonie.

A iniciativa enquadra-se no plano apresentado no relatório anual do exercício de 2024, que prevê o desenvolvimento e o reforço das ofertas de banca de retalho e de banca digital, com o objetivo de elevar a participação das receitas geradas pelos produtos digitais para 30 % do volume de negócios total, que atingiu 331,3 mil milhões de francos congoleses (cerca de 120 milhões de dólares) em 2024.

O banco destaca como principal inovação a possibilidade de abrir uma conta bancária no FirstBank RDC sem necessidade de deslocação a uma agência, num prazo anunciado inferior a cinco minutos. Esta funcionalidade visa simplificar o acesso aos serviços bancários e acelerar a aquisição de novos clientes, num contexto marcado pela forte concorrência dos serviços financeiros digitais.

Para além da abertura remota de contas, as informações divulgadas indicam que a FirstMonie permite enviar dinheiro para outras carteiras eletrónicas, nomeadamente M-Pesa, Orange Money e Airtel Money, bem como para o ecossistema do FirstBank, incluindo contas bancárias e carteiras FirstMonie.

Segundo os meios de comunicação locais presentes na cerimónia de lançamento, Jérémie Lukusa, diretor de E-Business do FirstBank RDC, indicou que a FirstMonie permite igualmente pagar faturas, liquidar subscrições, comprar créditos telefónicos e aceder a vários outros serviços financeiros inovadores a custos reduzidos, sem que os encargos aplicados tenham sido detalhados.

Um desafio ligado à rede de agentes

Para o carregamento da carteira, o utilizador deve recorrer a um agente FirstMonie, efetuar uma transferência a partir de uma conta FirstBank ou dirigir-se diretamente a uma agência FirstBank. A eficácia da FirstMonie dependerá, assim, do número de agentes implantados em todo o território. O FirstBank RDC ambiciona atingir 100 000 agentes até 2029.

Na mesma cerimónia, o presidente do conselho de administração do FirstBank RDC, Kandolo Kasongo, precisou que a aplicação continuará a evoluir com a integração progressiva de novas funcionalidades. « É uma inovação notável e única no mercado. A aplicação foi brilhantemente testada e é muito fácil de utilizar. Continuará a evoluir: dentro de um ano, já não a reconhecerão », afirmou, segundo a imprensa local.

Em países vizinhos como o Uganda, as carteiras móveis já são utilizadas para serviços alargados, nomeadamente o pagamento de impostos ao Estado. Esta referência ilustra o potencial destas soluções digitais para se tornarem ferramentas centrais dos ecossistemas financeiros nacionais, para além das simples operações de transferência de dinheiro.

Timothée Manoke (Bankable)

 

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A Starlink prossegue a expansão da sua rede em África, num contexto de forte dinamismo da Internet por satélite. A empresa norte-americana está atualmente presente em cerca de 25 países africanos, incluindo o Benim, a Nigéria, o Gana, o Ruanda, o Quénia e o Níger.

Os serviços comerciais do fornecedor de Internet por satélite Starlink estão agora disponíveis no Senegal. A informação foi divulgada pela empresa norte-americana do multimilionário Elon Musk numa publicação na rede social X, na quarta-feira, 4 de janeiro.

Para aceder ao serviço, os senegaleses terão de pagar 22 000 francos CFA (cerca de 40 dólares) ou 30 000 francos CFA por mês. A este valor acresce o custo do equipamento, disponível em dois modelos vendidos por 117 000 e 146 000 francos CFA. A empresa promete velocidades até 305 Mbps em download e 40 Mbps em upload.

Com a sua constelação de satélites em órbita baixa (LEO), a Starlink pode assegurar uma cobertura generalizada do território senegalês, alcançando inclusive empresas localizadas em zonas rurais ou remotas, de difícil acesso para as redes terrestres dos operadores de telecomunicações e fornecedores tradicionais de acesso à Internet.

De acordo com um estudo realizado pelas autoridades, cujos resultados foram apresentados em setembro de 2025, 24 % das localidades do Senegal não dispõem de qualquer rede, representando cerca de 18 858 habitantes; 37 % sofrem perdas frequentes de sinal e apenas 52 % beneficiam de cobertura 4G, enquanto algumas zonas continuam limitadas à 2G.

A Starlink entra num mercado que contava com 24,14 milhões de assinaturas de Internet no final de junho de 2025, segundo fontes oficiais. Embora isto represente uma taxa de penetração de 124 % da população, o número real de utilizadores conectados deverá ser inferior, uma vez que estes dados incluem todas as linhas e cartões SIM utilizados para aceder à Internet, sendo que uma mesma pessoa pode possuir vários. Por exemplo, a DataReportal estima a taxa de penetração da Internet no país em 60,6 % no final de 2025.

O mercado senegalês da Internet é atualmente dominado pelos operadores de telecomunicações, em particular a Orange (Sonatel). No final de junho de 2025, esta detinha uma quota de 63,42 %, segundo dados do regulador das telecomunicações. A Free (Yas) ocupa a segunda posição com 22,8 %, seguida da Expresso (9,43 %) e da Promobile (5,07 %).

Além disso, a Starlink terá de enfrentar concorrência também no segmento da Internet por satélite. A Orange lançou serviços de Internet por satélite em dezembro de 2024, em parceria com a Eutelsat/Konnect. As ofertas do operador destinam-se principalmente a famílias e profissionais, com uma cobertura anunciada de cerca de 99 % do território.

Neste contexto, para além da promessa de cobertura e desempenho, a questão da acessibilidade financeira do serviço impõe-se como um desafio central para uma adoção em larga escala pelos lares senegaleses.

Isaac K. Kassouwi

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Segundo o relatório “Frontier Technologies Readiness Index”, publicado em abril de 2025 pela UNCTAD, o Marrocos ocupa o segundo lugar em África no que diz respeito à preparação para a adoção de tecnologias de ponta. A robótica está entre as 17 tecnologias de vanguarda avaliadas neste estudo.

O Marrocos está a reforçar as suas capacidades em medicina de alta tecnologia com a criação da Escola Mohammed VI de Simulação Intervencionista e Cirurgia Robótica (M6‑ISRSS), uma instituição dedicada à formação em técnicas de cirurgia robótica e simulação intervencionista. Inaugurada em Casablanca na sexta-feira, 29 de janeiro, pela Fundação Mohammed VI para as Ciências e a Saúde, esta escola visa responder a uma procura crescente de competências especializadas, apenas alguns meses após a introdução do primeiro robot cirúrgico no país.

Localizada no campus Anfa City da Universidade Mohammed VI das Ciências e da Saúde, a M6‑ISRSS oferece formação para cirurgiões, enfermeiros de bloco operatório e engenheiros biomédicos. Apoia-se em tecnologias de simulação avançadas, plataformas de realidade aumentada e sistemas robóticos de última geração, permitindo aos profissionais dominar os gestos técnicos e o ambiente robótico antes de qualquer intervenção real.

A escola acompanha também o primeiro diploma universitário de cirurgia robótica em Marrocos e em África, abrangendo várias especialidades (cirurgia geral, urologia, ginecologia e torácica) e combinando aprendizagem por simulação, estágios hospitalares e inovação pedagógica. Entre as suas missões estão a harmonização das práticas operatórias, a certificação de competências, o desenvolvimento de expertise interdisciplinar e o reforço das capacidades das instituições de saúde.

Um mercado global em forte crescimento

Esta iniciativa insere-se num contexto mundial em que a cirurgia robótica regista um crescimento rápido, impulsionado pela adoção crescente de tecnologias minimamente invasivas e pela procura de maior precisão cirúrgica. Segundo a Precedence Research, o mercado global de robótica cirúrgica foi avaliado em mais de 10,7 mil milhões USD em 2024 e poderá atingir quase 45,9 mil milhões USD até 2034, com uma taxa de crescimento anual composta superior a 15% no período 2025‑2034.

O segmento de simulação cirúrgica robótica, que constitui uma parte essencial da pedagogia implementada pela M6‑ISRSS, representa um mercado global estimado em 438,47 milhões USD em 2025, segundo a Marketgrowthreports. Prevê‑se que passe para 500,3 milhões USD em 2026 e atinja 1,69 mil milhões USD até 2035, apoiado pela integração de tecnologias como realidade virtual e feedback háptico.

Estas tendências refletem uma transformação profunda das práticas médicas, com uma adoção crescente de sistemas assistidos por robôs em hospitais avançados e centros especializados. A cirurgia robótica permite maior precisão, redução das incisões e do tempo de recuperação dos pacientes, ao mesmo tempo que melhora os resultados em procedimentos complexos.

Este aumento de competências já se apoia em realizações concretas. Em 2024, o Marrocos realizou com sucesso a sua primeira cirurgia robótica à distância entre Casablanca e Tânger. A intervenção, conduzida exclusivamente por médicos marroquinos, demonstrou a capacidade do país de mobilizar tecnologias de ponta e expertise local em condições operatórias complexas.

Um desafio de competências a nível africano

Para África, onde o acesso a estas tecnologias continua limitado, o lançamento da M6‑ISRSS abre importantes perspetivas em termos de formação local e desenvolvimento de competências especializadas. Ao formar profissionais tanto em simulação intervencionista como em cirurgia robótica, o Marrocos espera não só responder às suas necessidades nacionais, mas também tornar-se um pólo de referência continental nesta área.

A longo prazo, a M6‑ISRSS prevê expandir os seus programas por toda a África, apoiando-se em parcerias nacionais e internacionais para fomentar a investigação, a inovação tecnológica e a integração de novas abordagens pedagógicas nas ciências da saúde.

Samira Njoya

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Namíbia: acessibilidade financeira dos smartphones, principal obstáculo à adoção da InternetA acessibilidade financeira dos smartphones é considerada um dos principais obstáculos à adoção da Internet. Segundo dados da DataReportal, cerca de 35% da população não utilizava a Internet no final de 2025.

Na Namíbia, a Autoridade Reguladora das Comunicações (CRAN) propôs isenções fiscais e outros incentivos para apoiar a adoção de telefones compatíveis com 4G. O objetivo declarado é promover uma adoção mais ampla da banda larga por toda a população, apesar de as infraestruturas já estarem amplamente implantadas em algumas regiões do país.

Esta proposta foi revelada por Emilia Nghikembua, diretora-geral da CRAN, no final da semana passada, durante a implementação de uma torre de telecomunicações da operadora pública MTC Namibia na região de Kunene. A sua intervenção surgiu na sequência das preocupações expressas pela operadora relativamente à subutilização das suas torres de rede, um fenómeno atribuído principalmente ao elevado custo dos terminais 4G no mercado namibiano.

A MTC Namibia, principal operadora móvel do país, considera que a disponibilidade das infraestruturas ainda não se traduz numa adoção efetiva dos serviços. Mercia Geises, presidente interina do conselho de administração da operadora, explicou que existem cerca de 74 torres na região de Kunene, todas compatíveis com 4G, mas cujo nível de utilização ronda apenas os 50%. «Mesmo quando implementamos a infraestrutura, a questão permanece: como levar as nossas comunidades a adotar e utilizar esta infraestrutura», afirmou.

Estas propostas surgem num contexto de transição tecnológica acelerada. O governo namibiano anunciou recentemente a intenção de eliminar progressivamente as redes 2G e 3G a partir deste ano, em favor da 4G, 5G e tecnologias satélite. Neste quadro, o executivo prevê também, a prazo, bloquear a importação de telefones 2G e 3G. A população não terá, portanto, outra escolha senão adquirir smartphones compatíveis com 4G ou superior para continuar a aceder aos serviços de telecomunicações, mesmo que estes equipamentos ainda sejam financeiramente inacessíveis para parte das famílias.

A fiscalidade, um obstáculo estrutural à adoção

Segundo a GSMA, a fiscalidade constitui um obstáculo importante à acessibilidade financeira dos terminais. Em alguns países, o IVA e os direitos de importação podem aumentar o preço dos smartphones em mais de 30%, elevando diretamente o custo suportado pelos consumidores e dificultando a inclusão digital.

No seu Mobile Connectivity Index 2025, a organização atribui à Namíbia uma pontuação de 46/100 em termos de acessibilidade dos dispositivos, sendo 100 um mercado onde os equipamentos são plenamente acessíveis.

Os dados do Banco Mundial confirmam a dimensão do desafio. Nos países de rendimento baixo e médio, o custo de um smartphone básico representa, em média, 18% do rendimento mensal de um adulto. Para os 40% das famílias mais pobres da África Subsaariana, esta proporção atinge 73%. Para ser considerado acessível, um smartphone deveria representar entre 15 e 20% do rendimento médio mensal. Embora a oferta de smartphones abaixo de 100 USD tenha melhorado ligeiramente nos últimos anos, continua a ser insuficiente para atender às necessidades de algumas camadas da população.

Isenções fiscais, uma resposta parcial

Convém lembrar que as isenções fiscais mencionadas são, nesta fase, apenas propostas do regulador. A sua adoção dependerá de decisões governamentais futuras, e o seu impacto real nos preços dos smartphones 4G permanece incerto, assim como a sua capacidade de tornar estes aparelhos verdadeiramente acessíveis para a maioria dos namibianos.

Neste contexto, a GSMA recomenda que as operadoras de telecomunicações reforcem as suas parcerias com os fabricantes, nomeadamente para reduzir custos e propor soluções de pagamento faseado, facilitando a aquisição de terminais compatíveis com 4G e 5G.

Por sua vez, os governos são incentivados a implementar isenções fiscais direcionadas para os telefones de entrada. Quanto aos fabricantes, deverão oferecer aparelhos adequados às necessidades dos utilizadores, de forma a apoiar tanto a sua capacidade como a sua vontade de pagar, um fator essencial para a adoção sustentável dos serviços digitais.

Para além do preço dos dispositivos, a organização destaca ainda que a adoção dos serviços 4G depende de outros fatores-chave, como competências digitais, custo e qualidade dos serviços, bem como relevância dos conteúdos disponíveis.

Isaac K. Kassouwi

 

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A medida que o Mali acelera a digitalização dos seus serviços públicos e da sua administração, a questão do alojamento e da proteção de dados torna-se um desafio central. A conservação local das informações é um dos principais objetivos do novo data center.

As autoridades malianas procederam, no sábado, 31 de janeiro, à inauguração oficial de um data center de nível Tier III em Bamaco, no âmbito da 3.ª edição da Semana do Digital do Mali. Apresentada como uma infraestrutura estratégica, esta instalação visa reforçar a soberania digital do país, promovendo o alojamento local de dados públicos e sensíveis, até agora maioritariamente armazenados no estrangeiro.

«Esta realização constitui um passo determinante para a conservação e segurança dos dados nacionais, garantia de soberania digital e autonomia tecnológica», declarou o ministro da Comunicação, Economia Digital e Modernização da Administração do Mali, Alhamdou Ag Ilyène, durante a cerimónia.

Segundo informações divulgadas pelas autoridades, o data center cumpre os padrões internacionais mais exigentes. De nível Tier III, garante uma disponibilidade de serviços de 99,982 %, graças à redundância completa dos equipamentos críticos, alimentação elétrica segura e continuidade de serviço assegurada mesmo durante operações de manutenção. A infraestrutura foi concebida para alojar plataformas de administração eletrónica, bases de dados estratégicas do Estado e, futuramente, serviços digitais destinados ao setor privado.

Para além do desafio técnico, esta iniciativa insere-se numa vontade mais ampla de reduzir a dependência do Mali em relação a infraestruturas estrangeiras e soluções de cloud extraterritoriais. As autoridades indicaram que está previsto um processo gradual de repatriação dos dados atualmente armazenados fora do país, nomeadamente para plataformas resultantes de programas de desmaterialização de serviços públicos. O objetivo declarado é reforçar a segurança da informação, melhorar o desempenho dos serviços digitais e garantir um melhor controlo regulatório.

Soberania digital no Sahel: uma dinâmica regional em marcha

A inauguração deste data center ocorre num contexto regional marcado por uma aceleração dos investimentos digitais na AES (Aliança dos Estados do Sahel). Poucos dias antes, o Burkina Faso também inaugurou infraestruturas digitais de última geração, enquanto o Níger anunciou a intenção de se dotar em breve de centros de dados de grande capacidade. Esta dinâmica reflete a vontade comum dos Estados do Sahel de construir uma base digital soberana, assente no alojamento local de dados e na partilha de capacidades técnicas.

No entanto, tal como noutros países africanos, a soberania digital não se limita às infraestruturas. Engloba também aplicações, sistemas operativos, equipamentos e fornecedores de serviços, segmentos ainda largamente dominados por atores estrangeiros.

Embora o desenvolvimento de data centers constitua um avanço estruturante, os desafios relacionados com a cibersegurança, competências locais e surgimento de soluções tecnológicas nacionais permanecem centrais.

A longo prazo, as autoridades malianas estimam que esta infraestrutura poderá contribuir para acelerar o governo eletrónico, apoiar a inovação local e reforçar a atratividade digital do país, ao mesmo tempo que estabelece as bases para uma integração digital mais avançada no espaço da AES.

Samira Njoya

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