A transformação digital está a acelerar-se em África. Os Estados procuram, assim, enquadrar melhor estas mudanças tecnológicas para maximizar os seus impactos socioeconómicos.
O regulador das telecomunicações do Senegal anunciou, na quinta-feira, 14 de maio, a assinatura de um memorando de entendimento com o seu homólogo da Turquia. As duas partes pretendem cooperar na regulação dos setores das telecomunicações, do digital e dos serviços postais.
O acordo foi assinado à margem do Simpósio Mundial dos Reguladores 2026, que decorre em Ankara, de terça-feira, 12 de maio, a sexta-feira, 15 de maio. O evento é organizado pela União Internacional das Telecomunicações (UIT), em parceria com o governo turco.
Este acordo irá focar-se no intercâmbio de boas práticas regulatórias, reforço de capacidades, apoio à inovação, suporte ao ecossistema de startups e proteção dos consumidores. As duas instituições também pretendem intensificar a partilha de experiências, formações técnicas e iniciativas conjuntas para acelerar a transformação digital e promover um desenvolvimento inclusivo, resiliente e sustentável.
Segundo a Autoridade de Regulação das Telecomunicações e dos Correios (ARTP), esta cooperação reflete uma abordagem colaborativa essencial num contexto em que a regulação enfrenta mudanças profundas, impulsionadas por novas tecnologias, expansão dos serviços por satélite, crescimento do comércio eletrónico e centralidade dos dados nas políticas públicas. O regulador destacou ainda os riscos emergentes, especialmente em matéria de cibersegurança e cibercriminalidade.
Nos últimos meses, a ARTP já tinha reforçado a cooperação com a UIT e com vários reguladores africanos, incluindo os da Gâmbia, Benim, Mali e Togo, no âmbito do “free roaming”, bem como em matéria de coordenação de frequências nas zonas fronteiriças. Outros contactos foram estabelecidos com países como o Quénia, Alemanha, Congo, Jordânia e África do Sul.
Isaac K. Kassouwi
As autoridades da Zâmbia estão a intensificar os esforços para garantir uma conectividade mais fiável. Desde 2023, o país tem manifestado a intenção de reduzir a dependência das redes 2G, em favor da 4G e de tecnologias mais avançadas.
O governo zambiano prevê destinar 225 milhões de kwachas (cerca de 11,9 milhões de dólares) para melhorar a qualidade dos serviços de telecomunicações no país. A iniciativa visa responder às necessidades dos consumidores e apoiar a transformação digital.
O anúncio foi feito por Felix Mutati, ministro da Tecnologia e das Ciências, na quinta-feira, 14 de maio, durante a terceira edição da Mesa Redonda da Economia Digital (DERT III). O evento reuniu intervenientes do setor para debater temas como o reforço das infraestruturas digitais, a melhoria da qualidade do serviço, a expansão da conectividade e a aceleração da participação da Zâmbia na economia digital global.
Segundo o ministro, esta verba será utilizada para modernizar infraestruturas, atualizar redes e implementar medidas para aumentar a conectividade, sobretudo nas zonas rurais.
Esta iniciativa surge num contexto africano em que os consumidores de serviços de telecomunicações se queixam frequentemente da qualidade dos serviços, incluindo lentidão da Internet, interrupções de chamadas, congestionamento das redes móveis em horas de ponta, instabilidade dos serviços de mobile money e cortes frequentes de rede. Em 2025, o regulador das telecomunicações multou as operadoras Airtel e MTN.
A pressão dos consumidores e das autoridades aumenta à medida que cresce a procura por conectividade, impulsionada pela expansão dos serviços digitais como streaming, pagamentos eletrónicos, cloud, teletrabalho e aplicações de inteligência artificial.
De acordo com a GSMA, uma boa qualidade de serviço pode melhorar a experiência digital e criar novas oportunidades económicas para indivíduos e comunidades.
Para referência, a Zâmbia registava 23,05 milhões de assinaturas de telemóvel no final de 2025 e 7,29 milhões de subscrições de Internet, segundo o DataReportal.
Isaac K. Kassouwi
Em África, o crescimento dos usos digitais está a exercer pressão sobre as infraestruturas de telecomunicações. As políticas públicas estão a adaptar-se progressivamente para responder a uma procura crescente por serviços de Internet mais rápidos, estáveis e acessíveis.
O governo argelino quer apostar na 5G para impulsionar o desempenho da Internet fixa. Salto tecnológico em relação à 4G LTE, a 5G FWA (acesso fixo sem fios) visa responder à procura crescente por conectividade de alta velocidade. Abdelghani Aït Saïd, diretor-geral do operador histórico Algérie Télécom, apresentou, na terça-feira, 12 de maio, um relatório sobre o projeto de evolução da rede 4G LTE para 5G FWA. Isso ocorreu durante uma reunião dedicada ao acompanhamento do ritmo de implementação do programa de modernização da rede de cobre e da sua transformação progressiva em rede de fibra ótica, presidida pelo ministro dos Correios e Telecomunicações, Sid Ali Zerrouki. Este último deu instruções para a entrada em funcionamento da 5G FWA o mais tardar no início de 2027.
«Este projeto deverá constituir um avanço importante no domínio dos serviços de Internet fixa, graças à melhoria das velocidades de ligação, à redução da latência e ao reforço da qualidade da conectividade, em linha com a evolução tecnológica e as necessidades crescentes dos utilizadores em todo o país», declarou o Ministério dos Correios e Telecomunicações em comunicado.
4G LTE vs 5G FWA
Segundo o ministério, a transição da 4G LTE para a 5G FWA não se limita a um simples aumento da velocidade da Internet. Esta evolução deverá também reduzir a latência, melhorar a estabilidade da rede e reforçar a qualidade global da conectividade.
A diferença entre as duas tecnologias reside também na sua arquitetura de rede. A 4G LTE baseia-se numa infraestrutura concebida numa época em que as necessidades de conectividade eram menos exigentes. Em contrapartida, a 5G FWA utiliza uma arquitetura mais moderna e flexível, capaz de gerir melhor os dados e otimizar a distribuição dos recursos da rede.
Esta nova arquitetura deverá igualmente permitir uma melhor gestão dos usos intensivos. Com a 4G LTE, o desempenho pode degradar-se quando o número de utilizadores aumenta significativamente numa mesma área. Já a 5G FWA foi concebida para absorver uma carga mais elevada, mantendo a qualidade da ligação e a estabilidade do serviço.
Uma estratégia mais ampla de desenvolvimento do alto débito
Esta iniciativa insere-se nos esforços das autoridades para desenvolver o acesso à Internet de alta velocidade. Em abril, o governo argelino anunciou um aumento das velocidades da Internet fixa para os assinantes residenciais em todo o país.
O governo está também a acelerar a transição do cobre para a fibra ótica, com a eliminação total do cobre prevista para o final de 2027. O executivo quer ainda reforçar a capacidade internacional com dois novos cabos submarinos: Medusa (fim de 2026) e outro em 2027, que se juntarão aos cinco já existentes.
Esta evolução ocorre num contexto de transformação digital acelerada, em que administrações públicas, empresas e particulares necessitam de conectividade fiável e eficiente. Para os utilizadores, a Internet tornou-se essencial para educação online, streaming, redes sociais e teletrabalho. Para as empresas, é um fator-chave de produtividade, acesso a serviços digitais, gestão operacional e inovação.
Importa, contudo, sublinhar que, além da disponibilidade de banda larga, o custo também é um fator relevante. Segundo dados da União Internacional das Telecomunicações (UIT), 5 GB de Internet fixa na Argélia representavam 2,59% do rendimento nacional bruto per capita em 2025. Embora abaixo da média africana (15,1%), este valor ainda se mantém acima do limiar de acessibilidade de 2% definido pela organização.
Além disso, segundo a Autoridade de Regulação dos Correios e Comunicações Eletrónicas (ARPCE), a Argélia contava com 6,82 milhões de assinantes de Internet fixa no final de setembro de 2025: 37,6% fibra, 32,3% ADSL e 30% LTE fixa. Em forte crescimento nos últimos anos, a fibra ótica é o segmento mais dinâmico do mercado nacional.
Isaac K. Kassouwi
À medida que o acesso à Internet avança, a proteção de menores online torna-se um desafio crescente. Em Maurícia, o operador de telecomunicações reforça o seu posicionamento em matéria de segurança digital para além dos seus serviços convencionais.
A Mauritius Telecom lançou, na segunda-feira, 11 de maio, em Port-Louis, a solução “my.t protect Parental Control”, destinada a reforçar a proteção de menores online. Através desta iniciativa, a operadora pretende responder ao aumento dos riscos digitais aos quais os jovens utilizadores estão expostos, num contexto de crescimento do uso da Internet e dos serviços móveis.
“Oferecemos aos pais uma verdadeira tranquilidade, permitindo-lhes proteger melhor os seus filhos quando navegam, aprendem e exploram online”, afirmou Veemal Gungadin, diretor executivo da Mauritius Telecom. O responsável acrescenta que esta nova solução se insere num ecossistema mais amplo de serviços destinados a garantir a segurança digital e promover um ambiente digital mais responsável.
Desenvolvido em parceria com a Norton, este dispositivo constitui a segunda fase do programa “Child Online Protection”. Oferece um conjunto de funcionalidades destinadas a controlar o uso da Internet por menores, incluindo filtragem de conteúdos inadequados, gestão do tempo de ecrã, geolocalização e envio de alertas em caso de atividades suspeitas. O serviço funciona de forma centralizada e pode abranger vários dispositivos, independentemente do tipo de ligação.
O sistema permite assim que os pais definam regras de utilização, bloqueiem automaticamente certos conteúdos ou acompanhem a atividade digital dos seus filhos através de uma interface dedicada. O objetivo é fornecer uma ferramenta acessível e adaptada aos novos hábitos digitais, marcados pela multiplicação de ecrãs e pontos de acesso à Internet.
Esta iniciativa surge num contexto em que a proteção das crianças online se torna uma preocupação crescente, também em África. Em Maurícia, as autoridades indicam que pelo menos duas crianças são vítimas de cibercriminalidade a cada três dias. A nível continental, a tendência também é de aumento. Segundo a GSMA, cerca de 18% das crianças entre os 5 e 7 anos na África Subsariana já utilizam Internet móvel, um número que deverá crescer com a expansão da conectividade.
Neste contexto, soluções como “my.t protect Parental Control” procuram oferecer respostas concretas, dando aos pais ferramentas para melhor supervisionar o uso digital dos menores. Ao combinar filtragem de conteúdos, controlo do tempo de utilização e monitorização de atividades online, este tipo de sistema contribui para reduzir a exposição a riscos, ao mesmo tempo que acompanha a aprendizagem digital. Trata-se de uma evolução das estratégias dos operadores, que deixam de se limitar ao fornecimento de acesso à Internet e passam a integrar mecanismos de proteção para os públicos mais vulneráveis.
Samira Njoya
Na África, a qualidade dos serviços digitais tornou-se uma questão central num contexto de forte dependência das comunicações móveis e da Internet. Hoje, ela condiciona o acesso a oportunidades económicas, sociais e educativas, bem como a confiança dos utilizadores.
Na Nigéria, os operadores de telecomunicações já não têm desculpas para justificar a má qualidade dos seus serviços, segundo as autoridades. Estas afirmam ter criado as condições necessárias para que as empresas do setor possam melhorar de forma sustentável as suas redes e os serviços oferecidos aos consumidores.
É o que consta de um comunicado de Bosun Tijani, ministro das Comunicações, Inovação e Economia Digital, publicado no domingo, 10 de maio. Esta posição surge num contexto em que os consumidores se queixam constantemente dos serviços prestados pelos operadores, entre interrupções de chamadas, falhas de ligação e fraca velocidade de Internet.
Uma ação governamental em dois eixos
O governo nigeriano afirma ter concentrado a sua ação em dois eixos complementares: o reforço das infraestruturas digitais a longo prazo e a estabilização imediata do setor das telecomunicações.
No primeiro eixo, as autoridades indicam ter obtido financiamentos apoiados pelo Banco Mundial e criado o quadro operacional do projeto BRIDGE, destinado ao desenvolvimento de uma rede nacional de fibra ótica de acesso aberto. Abuja prevê ainda lançar, antes do fim do ano, a instalação de novas torres de telecomunicações e o reforço das capacidades satelitais do país.
Segundo o governo, estes investimentos deverão permitir reduzir progressivamente as deficiências estruturais das infraestruturas digitais nos próximos dois a cinco anos, melhorando de forma duradoura a conectividade nacional.
Em paralelo, o executivo diz ter adotado medidas para estabilizar o ambiente económico do setor, incluindo ajustes tarifários para apoiar a capacidade de investimento dos operadores. As infraestruturas de telecomunicações foram também classificadas como infraestruturas críticas nacionais, num contexto de harmonização fiscal em curso.
O governo menciona ainda reformas macroeconómicas mais amplas, como a liberalização da naira e a eliminação dos subsídios aos combustíveis, apresentadas como medidas destinadas a tornar o ambiente de operação mais viável para as empresas do setor.
Maior pressão regulatória sobre os operadores
As autoridades consideram que estas reformas criaram um ambiente mais estável e orientado para o mercado, permitindo aos operadores recuperar rentabilidade e investir na melhoria das redes.
Bosun Tijani apela assim a operadores como MTN Nigeria, Airtel Nigeria, Globacom e T2 para tomarem medidas concretas para melhorar a qualidade das chamadas, da cobertura e dos serviços de dados.
O ministro afirmou que serão reconhecidas melhorias claras e mensuráveis, mas advertiu que, caso contrário, a autoridade reguladora deverá intervir.
Ele acrescentou que o governo reforçou os poderes da Nigerian Communications Commission (NCC), responsável pelo controlo da qualidade de serviço e pela aplicação da regulamentação do setor.
Limitações estruturais ainda persistem
Apesar dos esforços governamentais, os operadores sublinham que persistem desafios estruturais importantes.
Segundo Gbenga Adebayo, presidente da associação ALTON, o vandalismo de infraestruturas e o roubo de combustível continuam a afetar a continuidade dos serviços. Cortes de fibra ótica durante obras rodoviárias e roubos de gasóleo em estações de base são frequentes, pressionando a operação das redes.
Além disso, em algumas zonas, as equipas técnicas não conseguem intervir após o anoitecer devido a questões de segurança, o que atrasa a resolução de falhas.
Os operadores defendem uma abordagem coletiva que envolva o Estado, autoridades locais e comunidades para proteger infraestruturas críticas como redes de fibra ótica e estações de telecomunicações.
Isaac K. Kassouwi
Tal como muitos países africanos, a Argélia aposta nas TIC para apoiar o seu desenvolvimento socioeconómico. Um dos principais pilares desta estratégia assenta na modernização da administração pública.
A Argélia prepara-se para lançar oficialmente a sua plataforma nacional de serviços digitais. Batizada « Dzair Digital Services », esta deverá tornar-se um balcão único no âmbito das ambições nacionais de transformação digital.
Durante uma conferência de imprensa realizada na segunda-feira, 11 de maio, a alta-comissária para a digitalização, Meriem Benmouloud, indicou que o projeto concluiu todas as etapas técnicas. Isto inclui a conceção, o desenvolvimento, bem como as fases de verificação e testes de cibersegurança. Os testes de campo também foram realizados com sucesso.
A Sra. Benmouloud precisou que duas fases-piloto foram organizadas entre março e abril, abrangendo sete setores ministeriais. Os serviços foram testados diretamente com os cidadãos em locais dedicados, com a participação de mais de 1700 pessoas. Segundo ela, o retorno dos utilizadores foi globalmente positivo. Estes destacaram, nomeadamente, a possibilidade de aceder a documentos administrativos e a diversos serviços através do telemóvel ou do computador, sem necessidade de se deslocarem às administrações.
A plataforma oferece, numa primeira fase, 52 serviços digitais cobrindo sete ministérios, com uma expansão progressiva. Novos serviços serão acrescentados, como a ficha familiar e o certificado de residência, segundo Meriem Benmouloud.
O desenvolvimento desta plataforma insere-se na estratégia nacional de transformação digital para 2030, que visa integrar as tecnologias da informação e da comunicação em todos os setores para apoiar o desenvolvimento socioeconómico. No setor público, o objetivo é tornar a administração mais eficiente, mais transparente e mais próxima do cidadão através do digital.
Contudo, a adoção efetiva destes serviços dependerá de vários fatores. O acesso a uma ligação à Internet acessível, a disponibilidade de dispositivos conectados (smartphones e computadores), a qualidade da rede, bem como as competências digitais básicas dos utilizadores constituem elementos determinantes. A título indicativo, a União Internacional das Telecomunicações (UIT) estima a taxa de penetração da Internet na Argélia em 77,4% em 2024. Por sua vez, o Banco Mundial indica que 84,34% da população com mais de 15 anos possui um smartphone.
Por enquanto, a Argélia ocupa o 116.º lugar mundial segundo o Índice de Desenvolvimento do Governo Eletrónico (EGDI) das Nações Unidas, com uma pontuação de 0,5956 em 1 em 2024. O país situa-se acima das médias sub-regional (0,5276) e africana (0,4247), mas continua abaixo da média mundial (0,6382).
Isaac K. Kassouwi
Perante os elevados custos das infraestruturas, os operadores de telecomunicações no Gabão estão a explorar modelos de partilha para melhorar a cobertura e a qualidade do serviço. Esta abordagem poderá também favorecer uma redução progressiva do preço dos dados móveis.
Os operadores Moov Africa Gabon Télécom e Airtel Gabon assinaram, na quinta-feira, 7 de maio, em Libreville, uma convenção de mutualização das suas infraestruturas digitais, na presença do ministro da Economia Digital, Mark Alexandre Doumba. O acordo visa permitir a partilha de determinadas instalações técnicas, de modo a melhorar a cobertura da rede e a qualidade dos serviços em todo o território.
Concretamente, a convenção prevê a partilha de antenas de telecomunicações e de outras infraestruturas, evitando investimentos duplicados e otimizando a expansão das redes. Para os operadores, esta abordagem deverá permitir reorientar recursos para a extensão da cobertura, sobretudo nas zonas ainda mal servidas, ao mesmo tempo que melhora a qualidade do serviço. O diretor-geral da Airtel Gabon, Thomas Herbert Gutjahr, destacou o elevado custo das infraestruturas, considerando que a sua partilha constitui uma alavanca para reduzir encargos e melhorar o desempenho global do setor.
A cooperação dá continuidade ao memorando de entendimento assinado em setembro de 2025 entre os dois operadores, que estabeleceu as bases para a partilha de infraestruturas digitais, nomeadamente com o objetivo de racionalizar custos e alargar a cobertura nacional. Alinha-se também com a orientação das autoridades gabonesas, que incentivam a mutualização das infraestruturas como meio de otimizar redes e acelerar a transformação digital. Num mercado caracterizado por elevados investimentos, esta abordagem surge como uma resposta às restrições económicas do setor.
No Gabão, onde a taxa de penetração da Internet é estimada em mais de 70% segundo a DataReportal, os desafios centram-se agora na qualidade do serviço e na extensão da cobertura, sobretudo fora dos grandes centros urbanos. O crescimento dos usos digitais aumenta também a pressão sobre as redes existentes, tornando necessária uma otimização das infraestruturas.
As primeiras infraestruturas partilhadas serão instaladas na Cité de la Démocratie, um local estratégico destinado a tornar-se um polo de conectividade. A médio prazo, as autoridades esperam que esta cooperação contribua também para tornar os serviços de dados mais acessíveis, num mercado onde o custo continua a ser um fator determinante de adoção.
Samira Njoya
Perante os elevados custos das infraestruturas, os operadores de telecomunicações no Gabão estão a explorar modelos de partilha para melhorar a cobertura e a qualidade do serviço. Esta abordagem poderá também favorecer uma redução progressiva do preço dos dados móveis.
Os operadores Moov Africa Gabon Télécom e Airtel Gabon assinaram, na quinta-feira, 7 de maio, em Libreville, uma convenção de mutualização das suas infraestruturas digitais, na presença do ministro da Economia Digital, Mark Alexandre Doumba. O acordo visa permitir a partilha de determinadas instalações técnicas, de modo a melhorar a cobertura da rede e a qualidade dos serviços em todo o território.
Concretamente, a convenção prevê a partilha de antenas de telecomunicações e de outras infraestruturas, evitando investimentos duplicados e otimizando a expansão das redes. Para os operadores, esta abordagem deverá permitir reorientar recursos para a extensão da cobertura, sobretudo nas zonas ainda mal servidas, ao mesmo tempo que melhora a qualidade do serviço. O diretor-geral da Airtel Gabon, Thomas Herbert Gutjahr, destacou o elevado custo das infraestruturas, considerando que a sua partilha constitui uma alavanca para reduzir encargos e melhorar o desempenho global do setor.
A cooperação dá continuidade ao memorando de entendimento assinado em setembro de 2025 entre os dois operadores, que estabeleceu as bases para a partilha de infraestruturas digitais, nomeadamente com o objetivo de racionalizar custos e alargar a cobertura nacional. Alinha-se também com a orientação das autoridades gabonesas, que incentivam a mutualização das infraestruturas como meio de otimizar redes e acelerar a transformação digital. Num mercado caracterizado por elevados investimentos, esta abordagem surge como uma resposta às restrições económicas do setor.
No Gabão, onde a taxa de penetração da Internet é estimada em mais de 70% segundo a DataReportal, os desafios centram-se agora na qualidade do serviço e na extensão da cobertura, sobretudo fora dos grandes centros urbanos. O crescimento dos usos digitais aumenta também a pressão sobre as redes existentes, tornando necessária uma otimização das infraestruturas.
As primeiras infraestruturas partilhadas serão instaladas na Cité de la Démocratie, um local estratégico destinado a tornar-se um polo de conectividade. A médio prazo, as autoridades esperam que esta cooperação contribua também para tornar os serviços de dados mais acessíveis, num mercado onde o custo continua a ser um fator determinante de adoção.
Samira Njoya
Perante os obstáculos que ainda travam o comércio intra-africano, multiplicam-se as iniciativas para integrar melhor os sistemas digitais. O Gana está a explorar novas vias para tornar os intercâmbios mais fluidos e reduzir os custos das transações no continente.
A vice-presidente ganesa, Jane Naana Opoku-Agyemang, anunciou o lançamento iminente de um projeto-piloto de corredor comercial digital continental destinado a facilitar as transações transfronteiriças e apoiar a implementação da Zona de Comércio Livre Continental Africana. O anúncio foi feito na quarta-feira, 6 de maio, na abertura do 3i Africa Summit 2026, um encontro dedicado às tecnologias financeiras e ao futuro da economia digital africana.
A iniciativa será conduzida em parceria com vários países africanos, nomeadamente o Ruanda e a Zâmbia. O projeto pretende testar diferentes mecanismos destinados a agilizar os intercâmbios digitais no continente. Entre os dispositivos previstos estão a interoperabilidade dos serviços de mobile money, o reconhecimento mútuo das identidades digitais nos procedimentos Know Your Customer (KYC), bem como a harmonização da faturação eletrónica entre os países participantes.
Para as autoridades ganesas, este corredor digital deverá contribuir para reduzir os custos e os prazos que ainda dificultam o comércio intra-africano. Uma grande parte das transações do continente passa por sistemas financeiros localizados fora de África, o que gera custos adicionais e tempos de processamento mais longos. O projeto procura assim reforçar o uso de soluções africanas como o Sistema Pan-Africano de Pagamentos e Liquidação (PAPSS), concebido para facilitar pagamentos diretos em moedas locais entre países africanos.
No entanto, os desafios permanecem numerosos para alcançar uma verdadeira integração digital do comércio africano. A fragmentação regulamentar entre Estados, a falta de interoperabilidade dos sistemas financeiros, a insuficiência das infraestruturas de cloud e de conectividade, bem como a ausência de quadros harmonizados para a gestão de dados e identidades digitais continuam a travar o desenvolvimento do mercado. As questões relacionadas com a soberania dos dados e a proteção dos utilizadores figuram igualmente entre os principais desafios destacados durante o encontro.
Esta iniciativa surge num momento em que o comércio eletrónico e os pagamentos digitais registam um forte crescimento no continente, impulsionados pelo aumento dos pagamentos móveis e pela melhoria da conectividade. Segundo a Comissão Económica para África (CEA), o comércio digital transfronteiriço africano poderá atingir 180 mil milhões de dólares em 2025 (5,2% do PIB), antes de subir para 712 mil milhões de dólares até 2050 (8,2% do PIB).
Samira Njoya
Lançada em 1995, a Sierratel foi o primeiro operador de telecomunicações da Serra Leoa, antes de dificuldades financeiras e operacionais conduzirem progressivamente ao seu declínio. O mercado é hoje amplamente dominado por operadores privados como Africell, Orange e QCell.
As autoridades da Serra Leoa procederam, na terça-feira, 5 de maio, à relançamento oficial do operador público de telecomunicações Sierratel. O operador histórico, há muito em dificuldades, retoma as suas atividades graças a uma parceria estratégica com a Africell, que lhe presta apoio técnico e financeiro no âmbito de um modelo MVNO (operador móvel virtual).
Neste dispositivo, a Sierratel apoia-se nas infraestruturas existentes da Africell (torres de telecomunicações, fibra ótica e rede de base 2G, 3G e 4G/LTE) para garantir cobertura nacional. Esta abordagem permite ao operador público retomar rapidamente os seus serviços sem suportar os elevados custos associados à reconstrução de uma rede física. O acordo, celebrado por um período de dez anos, visa estabilizar e modernizar este ativo estratégico nacional.
Este relançamento ocorre após um longo período de dificuldades que fragilizaram fortemente a empresa, tanto a nível financeiro como tecnológico. A Sierratel estava nomeadamente fortemente endividada com os seus trabalhadores, fornecedores e vários credores internacionais. A estas limitações juntou-se a obsolescência progressiva das suas infraestruturas, que não acompanharam o ritmo das evoluções tecnológicas do setor. Esta situação resultou também numa perda de competitividade no mercado nacional das telecomunicações.
Enquanto a Africell assegura a gestão da infraestrutura técnica, a Sierratel concentra-se na relação com os clientes e no desenvolvimento de novos serviços, sob a direção do seu novo diretor-geral, Joe Abass Bangura. O operador está a relançar progressivamente as suas ofertas de voz e dados, com especial atenção aos estudantes e jovens profissionais, segmentos considerados prioritários nesta nova fase de desenvolvimento.
Além disso, as autoridades veem o regresso do operador histórico como um instrumento que pode alargar as opções dos consumidores e reforçar a concorrência de preços no mercado. O objetivo declarado não é a maximização do lucro, mas sim garantir um acesso mais amplo dos sierraleoneses a serviços de telecomunicações acessíveis e inclusivos.
Importa, no entanto, recordar que, ao apoiar-se nas infraestruturas da Africell, a Sierratel herda não só as vantagens da partilha de rede, mas também certas limitações potenciais em termos de cobertura e qualidade de serviço. Neste contexto, levantam-se questões sobre a capacidade do operador para se diferenciar no mercado, garantir uma experiência de utilizador homogénea em todo o território e adaptar a sua oferta à dinâmica da procura.
Isaac K. Kassouwi
A fratura digital permanece particularmente marcada na Somália. Segundo dados da UIT, cerca de 72% da população não utilizava a Internet em 2024.
O operador de telecomunicações somali Hormuud anunciou, na terça-feira, 5 de maio, um programa de financiamento de smartphones. Desenvolvida em parceria com a empresa Get Phone, a iniciativa visa facilitar a aquisição destes dispositivos, permitindo que os utilizadores os paguem em prestações.
Segundo a Hormuud, o sistema prevê uma entrada inicial de 19 dólares, seguida de um reembolso diário de 0,60 dólar. Os beneficiários recebem um smartphone funcional, acompanhado de um pacote com dados móveis e minutos de chamadas. A elegibilidade é determinada em poucos segundos com base nos dados de utilização do cartão SIM e nas transações de dinheiro móvel. Não é exigida qualquer conta bancária nem histórico de crédito.
A primeira fase do programa prevê a colocação em circulação de 10 000 dispositivos até junho de 2026. O operador ambiciona atingir 100 000 unidades até ao final de 2026, com uma expansão progressiva para outras regiões, nomeadamente o Puntland e o Somaliland.
Um instrumento para a inclusão digital
Apresentada como o primeiro programa estruturado de financiamento de smartphones na Somália, esta iniciativa pode constituir um instrumento de inclusão digital. Surge num contexto em que os mecanismos de financiamento de dispositivos móveis se multiplicam em África, sendo a acessibilidade financeira um dos principais obstáculos à adoção da Internet móvel.
Num relatório publicado em dezembro de 2025, a Associação Mundial de Operadores de Telecomunicações (GSMA) indica que o preço médio de um smartphone de entrada de gama na África Subsariana era de 39 dólares em 2024. Este custo representava 26% do rendimento médio da população. Chegava a 64% para os 40% mais pobres e a 87% para os 20% mais pobres, contra 32% para as mulheres e 23% para os homens.
«A rede 4G da Somália cobre a maior parte do país. Mas quase metade do nosso parque de dispositivos ainda funciona em 2G ou com telemóveis básicos. Não porque a rede não exista, mas porque um smartphone ainda está fora do alcance», destaca a Hormuud num comunicado divulgado nas redes sociais.
Segundo a União Internacional das Telecomunicações (UIT), a cobertura 4G atingia 61% da população somali em 2024, contra 90% para a 2G e 83% para a 3G. Apesar desta cobertura relativamente alargada, a taxa de penetração da Internet era de apenas 27,9%, enquanto 47,9% dos somalis possuíam um telemóvel, de todos os tipos combinados.
Isaac K. Kassouwi
O Senegal continua a modernizar a sua administração pública. O setor da saúde criou uma nova ferramenta digital para simplificar os procedimentos administrativos dos seus agentes, especialmente daqueles que se encontram longe da capital, Dakar.
No Senegal, o Ministério da Saúde e da Higiene Pública lançou, na quarta-feira, 6 de maio, a plataforma e-DRHSanté. Esta foi criada para desmaterializar os procedimentos administrativos dos profissionais de saúde e tornar mais eficiente a gestão dos recursos humanos.
Concebida como um balcão digital, a plataforma permite aos agentes realizar online vários procedimentos administrativos, nomeadamente a submissão e o acompanhamento de processos, bem como a receção de documentos oficiais. Os utilizadores podem também verificar a autenticidade dos atos administrativos através de um sistema de códigos QR, destinado a reforçar a rastreabilidade e a segurança dos documentos.
«A plataforma e-DRHSanté não é apenas uma ferramenta informática, mas um símbolo forte do nosso compromisso em construir uma administração moderna, transparente e virada para o futuro. [...] Ela vai permitir simplificar os procedimentos, reduzir os prazos e assegurar a rastreabilidade e a segurança dos processos», afirmou Mouhamed Ly, conselheiro técnico do ministro da Saúde e da Higiene Pública, citado pela Agência de Imprensa Senegalesa (APS).
Esta reforma insere-se numa estratégia mais ampla de transformação digital dos serviços públicos no Senegal. O governo tem multiplicado, nos últimos anos, iniciativas de desmaterialização para melhorar a eficiência da administração e a qualidade dos serviços prestados aos cidadãos.
Segundo as Nações Unidas, o Senegal está entre os países líderes em administração eletrónica no continente. No setor da saúde, esta dinâmica abrange tanto ferramentas administrativas como projetos ligados à e-saúde.
Atualmente, a e-DRHSanté permite a emissão da declaração de não comprometimento, declaração de trabalho, certificado de trabalho, certificado administrativo e declaração de fundos. A plataforma deverá evoluir para um sistema mais integrado, abrangendo todos os serviços administrativos do setor da saúde, segundo o Ministério.
Adoni Conrad Quenum
A Tanzânia quer acelerar o acesso dos jovens a competências técnicas através do digital. Nesta dinâmica, as autoridades voltaram-se para um dos principais operadores de telecomunicações do país.
A operadora Airtel Tanzania e a Vocational Education and Training Authority (VETA), uma agência governamental responsável por regulamentar, coordenar e ministrar formações técnicas e profissionais, assinaram, na terça-feira, 5 de maio, um acordo destinado a reforçar a formação profissional digital através da plataforma Airtel VSOMO.
«Airtel VSOMO é a plataforma nacional oficial dedicada à formação profissional em linha no âmbito do programa VETA. Permite aos tanzanianos adquirir competências práticas em qualquer momento e em qualquer lugar, utilizando os seus dispositivos digitais», indicou Charles Kamoto, diretor-geral da Airtel Tanzania.
A parceria baseia-se numa abordagem de mobile learning, permitindo aos formandos aceder a conteúdos pedagógicos a partir do smartphone. Os cursos propostos abrangem várias áreas técnicas e profissionais, com o objetivo de tornar a formação mais acessível, sobretudo para os jovens afastados dos grandes centros urbanos ou com meios limitados.
Esta iniciativa insere-se numa dinâmica de digitalização da educação na Tanzânia. As autoridades procuram utilizar as tecnologias móveis para reduzir as barreiras de acesso à formação e responder melhor às necessidades do mercado de trabalho. No entanto, segundo dados da Autoridade Reguladora das Comunicações da Tanzânia (TCRA) em 31 de dezembro de 2025, existem 28,5 milhões de smartphones ativos no país, para uma taxa de penetração de 41,82%.
No que diz respeito à Internet móvel, 58,1 milhões de pessoas são subscritoras do serviço junto dos vários operadores do país, com uma taxa de penetração de 85,3%. Os dados do DataReportal, no entanto, apresentam números diferentes, estimando a taxa de penetração da Internet móvel em 29,1%, com 20,6 milhões de utilizadores.
Para além da aprendizagem teórica, o programa prevê também uma ligação aos centros de formação da VETA, de forma a associar ensino online e prática profissional. Esta combinação visa melhorar a empregabilidade dos jovens num contexto em que o desemprego e o défice de competências continuam a ser desafios importantes.
Para a Airtel Tanzania, esta parceria ilustra também a evolução do papel dos operadores de telecomunicações, cada vez mais presentes em serviços digitais para além da conectividade. Depois dos pagamentos móveis e dos serviços digitais, as telecoms estão agora a investir mais no setor da educação.
Em 31 de dezembro de 2025, a Airtel Tanzania contava com 23,3 milhões de assinantes, com uma quota de mercado de 21,8%, segundo a TCRA. O operador indiano ocupa a terceira posição no mercado tanzaniano em número de assinantes, atrás da Vodacom (31,2%) e da Yas (28,9%), mas à frente da Halotel (16,5%) e da TTCL (1,6%).
Adoni Conrad Quenum
A procura por capacidade satelital está a acelerar, impulsionada pelas necessidades de acesso generalizado à Internet. Em resposta, vários países africanos estão a apostar no desenvolvimento de satélites nacionais para reduzir a dependência externa.
A África Oriental deu um passo decisivo rumo à concretização do seu projeto de satélite de comunicação e radiodifusão. Será lançado um estudo de viabilidade, previsto para um período de 12 a 18 meses, com o objetivo de definir os modelos técnico, financeiro e institucional, orientando assim a fase operacional da iniciativa.
Esta decisão resulta da resolução assinada por Uganda, Quénia, Ruanda e Sudão do Sul durante uma reunião interministerial realizada em Nairobi na quarta-feira, 29 de abril, à margem da “Connected Africa Summit”.
“Estamos agora numa fase em que devemos passar da preparação para a implementação. As decisões que tomamos hoje irão determinar a rapidez de concretização deste projeto”, declarou Chris Baryomunsi, ministro ugandês das TIC e presidente do cluster ministerial de desenvolvimento de infraestruturas TIC.
Uma busca de soberania digital
Esta iniciativa inscreve-se na continuidade das diretrizes da 14.ª Cimeira dos projetos de integração do Corredor Norte (NCIP), em junho de 2018. Os chefes de Estado recomendaram o desenvolvimento de um satélite regional detido pelos Estados membros. O objetivo é reforçar a soberania, alargar a conectividade e acelerar a transformação digital da região.
“Os nossos países continuam fortemente dependentes de sistemas externos. Isto tem implicações em termos de custos, fiabilidade e continuidade dos serviços. Reforçar a resiliência das nossas infraestruturas de comunicação não é uma opção”, afirmou o ministro queniano da Informação, Comunicações e Economia Digital, William Kabogo Gitau.
Este projeto, denominado “Northern Corridor Regional Communication and Broadcasting Satellite Initiative (NCRCBSI)”, surge num contexto de crescente interesse pelas tecnologias satelitais, vistas como uma alavanca importante para reduzir a exclusão digital em África. No entanto, poucos países concretizaram tais ambições até agora, como Angola, Argélia, Egito ou Nigéria. A maioria dos Estados africanos ainda depende de parcerias ou licenças com operadores internacionais como Eutelsat, SpaceX ou Yahsat.
Reduzir a exclusão digital
Esta tendência faz parte de um movimento mais amplo a nível continental. Segundo a GSMA, as soluções de conectividade não terrestre, incluindo o satélite, terão um papel fundamental na concretização da conectividade universal na África Subsariana.
“A região abriga alguns dos terrenos mais difíceis para redes terrestres, incluindo florestas tropicais, desertos e cadeias montanhosas. Mesmo em zonas rurais e pouco povoadas, o custo e a complexidade da implantação de redes móveis ou fixas tradicionais favorecem soluções alternativas de conectividade”, destaca a organização no seu relatório “The Mobile Economy Sub-Saharan Africa 2024”.
Segundo o ministério ugandês das TIC, o futuro satélite irá complementar as infraestruturas terrestres existentes, alargar a cobertura às zonas mal servidas e apoiar os serviços digitais e de radiodifusão. De acordo com o relatório “The State of Broadband in Africa 2025”, a África Oriental e Austral registavam em conjunto uma taxa de penetração da Internet de apenas 34,9% em 2023.
Além disso, a região apresenta um dos maiores défices de utilização da Internet móvel no continente. Um relatório da GSMA publicado em 2024 indica que, em 2023, 100 milhões de etíopes não utilizavam a Internet móvel. Tanzânia e RDC registavam cada uma 40 milhões de utilizadores não conectados, seguidas do Quénia e do Sudão (35 milhões cada) e do Uganda (30 milhões).
Isaac K. Kassouwi
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