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Noticias Industrias

Noticias Industrias (619)

 

 
 

A mina de ouro Blanket no Zimbabwe, operada pela Caledonia Mining, produziu um total de 58.846 onças nos primeiros 9 meses de 2025, uma alta anual de 3%.

Caledonia reafirmou as previsões anuais de produção da mina Blanket entre 75.500 e 79.500 onças.

Blanket faz parte da pequena quantidade de minas de ouro em produção no Zimbabwe. A Caledonia Mining, que tem sido sua operadora desde 2006 depois de comprá-la da Kinross Corporation, prevê uma produção máxima de 79.500 onças de ouro em 2025.

No Zimbabwe, a mina de ouro Blanket produziu um total de 58.846 onças nos primeiros nove meses de 2025, incluindo 19.106 entregues durante o terceiro trimestre que terminou em setembro. Essa cifra, anunciada por seu operador, a Caledonia Mining, em um relatório operacional publicado na terça-feira, 21 de outubro, representa um aumento anual de 3% em relação às 56.815 onças produzidas no mesmo período em 2024.

Estamos contentes em anunciar um novo trimestre de forte desempenho na Blanket, apoiado por um início de ano excepcional. [...] A consistência de nossa produção reflete os investimentos estratégicos que fizemos em toda a empresa e continuamos no caminho para atingir nossas metas de produção”, declarou Mark Learmonth, CEO da empresa.

Com os resultados registrados desde janeiro, a Caledonia manteve as previsões anuais de produção para a Blanket entre 75.500 e 79.500 onças de ouro. O limite superior dessa faixa é maior que as 76.656 onças registradas no local no ano passado. Aguardando os resultados do último trimestre, vale ressaltar que esse ritmo de produção ocorre em um contexto de mercado favorável ao ouro, cujo preço já aumentou aproximadamente 60% em 2025.

Caledonia detém 64% do capital da mina, com os 36% restantes detidos por acionistas do Zimbábue. Além desse ativo, o país abriga outras minas de ouro como Freda Rebecca (Kuvimba Mining) e How (Namib Minerals). A britânica Ariana Resources também está desenvolvendo o projeto Dokwe no país, com um custo inicial de 82 milhões de dólares.

Aurel Sèdjro Houenou

Posted On jeudi, 23 octobre 2025 10:46 Written by
  • A empresa petrolífera portuguesa Galp planeja vender parte de sua participação de 80% no projeto offshore Mopane na Namíbia, mantendo interesse na exploração em bacias emergentes no continente africano.
  • As negociações para encontrar um parceiro para o campo Mopane estão avançadas, com um acordo previsto para o final deste ano.

Assim como a TotalEnergies e a Shell, a Galp descobriu um importante depósito de petróleo bruto na costa da Namíbia. A empresa petrolífera portuguesa vem realizando negociações avançadas há vários meses para atrair um parceiro para o projeto.

Enquanto a Galp busca ativamente vender parte de sua participação de 80% no projeto offshore Mopane na Namíbia, ela indica manter interesse pela exploração em bacias emergentes no continente, de acordo com declarações feitas na terça-feira, 21 de outubro, por Nuno Bastos, executivo da empresa.

A Galp está em negociações avançadas para selecionar um parceiro para o campo Mopane, e um acordo é esperado até o final do ano. A empresa também está avaliando várias opções para o desenvolvimento dessa descoberta de petróleo, realizada em 2024.

Em seus resultados do segundo trimestre de 2024, publicados em 22 de julho de 2024, a Galp afirmou que a venda visa "cristalizar o valor" e reduzir o risco, para concentrar os investimentos em projetos com maior rentabilidade.

Paralelamente ao projeto de se desvincular parcialmente na Namíbia, a empresa reafirmou seu interesse em explorar outras áreas do continente. Ela detém direitos sobre os blocos 6, 11 e 12, no largo de São Tomé e Príncipe.

Essa abordagem tem como objetivo manter um portfólio equilibrado, combinando produção estabelecida, valorização de ativos e exploração de longo prazo. A direção ressalta que a demanda por hidrocarbonetos continua forte, o que justifica mirar bacias geológicas pouco ou não exploradas.

Nesse contexto, a empresa busca preservar uma exposição seletiva ao petróleo e ao gás, ao mesmo tempo em que otimiza sua estrutura financeira. A venda, planejada na Namíbia, visa liberar recursos para financiar novos programas exploratórios, reduzindo a parcela de ativos de ciclo longo.

Abdel-Latif Boureima

 

Posted On mercredi, 22 octobre 2025 16:54 Written by

A Agência Internacional de Energia (AIE) faz um apelo por uma mudança de escala no financiamento da eletrificação em África. O seu mais recente relatório sobre o continente destaca a necessidade de um esforço coletivo para ligar todos os lares africanos à rede elétrica ou a soluções descentralizadas até 2035.

No relatório “Financing Electricity Access in Africa”, publicado na segunda-feira, 20 de outubro, a AIE estima em 150 mil milhões de dólares o volume de investimentos necessários para alcançar o acesso universal à eletricidade em África até 2035, com base no cenário Accelerating Clean Cooking and Electricity Services (ACCESS).

Baseado nos melhores desempenhos históricos do continente, este cenário prevê um aumento progressivo dos investimentos, com uma triplicação das despesas até 2030, seguida de um novo triplo entre 2031 e 2035. A AIE estima que 45% das novas ligações advenham da expansão das redes elétricas, enquanto 55% virão de soluções descentralizadas. O objetivo é garantir uma cobertura completa, priorizando as opções mais rentáveis conforme as realidades locais.

As redes elétricas

As redes elétricas continuam no centro das estratégias nacionais de abastecimento energético. Segundo a AIE, elas representam a solução mais econômica para as zonas urbanas e periurbanas próximas de linhas já existentes. Os investimentos anuais em redes deverão atingir 3 mil milhões de dólares por ano até 2030, e cerca de 10 mil milhões por ano entre 2030 e 2035, à medida que os projetos de extensão se intensificam.

Os fundos deverão cobrir produção, transporte e distribuição, no quadro de uma abordagem integrada promovida pelo Plano Diretor Continental da União Africana. Essa visão de interconexão visa reforçar a confiabilidade do fornecimento, reduzir custos e adaptar as infraestruturas à integração de mais fontes descentralizadas. A AIE destaca ainda que o planeamento energético se apoia em previsões de aumento da procura, impulsionado pelo crescimento económico e pela elevação da renda das famílias.

As soluções descentralizadas

As soluções descentralizadas são vistas como as mais adequadas para zonas afastadas mais de 30 km das redes elétricas, geralmente rurais. Os investimentos necessários para os mini-redes deverão rondar 6 mil milhões de dólares por ano até 2035, e 5 mil milhões para sistemas solares domésticos. O custo médio de instalação por kWc caiu 35% nos últimos cinco anos, impulsionado pela redução dos preços dos painéis fotovoltaicos e das baterias de íon-lítio.

De acordo com os dados da AIE, mais de 90% dos mini-redes já utilizam essa tecnologia de baterias, contra 15% em 2017. Essas evoluções devem acelerar a expansão das soluções descentralizadas em áreas de baixa densidade populacional, favorecendo uma padronização crescente dos modelos de produção e financiamento.

Uma coordenação necessária entre Estados, parceiros de desenvolvimento e setor privado

A AIE considera que alcançar o acesso universal até 2035 exige uma mobilização equilibrada entre capitais públicos e privados. O setor privado deverá contribuir com cerca de 45% do total necessário, principalmente nos sistemas solares domésticos, onde os modelos de negócio já se encontram consolidados. O restante será coberto pelos governos e parceiros internacionais, por meio de financiamentos concessionais.

A Agência recomenda aumentar a participação de capital próprio nos projetos — dos atuais 20% para cerca de um terço até 2035. Sugere também mobilizar fundos de pensão nacionais, reforçar o acesso ao crédito local e desenvolver capital paciente para apoiar as soluções descentralizadas. As projeções da AIE inserem-se numa dinâmica de compromissos e ações coordenadas já em curso no continente.

Vários governos africanos já adotaram planos nacionais para expandir o acesso à eletricidade e atrair investimentos. No âmbito da Missão 300, vinte e nove países já apresentaram os seus Energy Compacts, que combinam reformas, investimentos em redes e implantação de soluções descentralizadas. Esses compromissos refletem uma convergência com o cenário ACCESS da AIE, em que a combinação entre infraestruturas centralizadas e fora da rede se afirma como o principal motor para concretizar o acesso universal à eletricidade.

Abdoullah Diop

 

Posted On mercredi, 22 octobre 2025 16:21 Written by

Desembolso significativo planejado para o desenvolvimento do sistema elétrico e energia limpa na Nigéria;
Investimento no contexto de déficit orçamentário e desafios financeiros, envolvendo também a mobilização de capital privado.

Segundo dados do Banco Mundial, cerca de 60,5% dos nigerianos tinham acesso à eletricidade em 2022, deixando aproximadamente 90 milhões de pessoas sem acesso. A administração tem a ambição de reduzir esta diferença a médio e longo prazo.

A Nigéria planeja mobilizar cerca de US$ 410 bilhões até 2060 para transformar seu sistema elétrico e desenvolver fontes de energia mais limpas. O objetivo apresentado pelo vice-presidente Kashim Shettima, e divulgado pela mídia local na terça-feira, 21 de outubro, é atingir uma capacidade instalada de 277 gigawatts, com seu parque atual de aproximadamente 13 a 15 GW.

Este plano se inscreve em um contexto onde as finanças públicas continuam pressionadas. O orçamento federal de 2025, avaliado em cerca de US$ 36 bilhões, prevê um déficit de aproximadamente US$ 8,5 bilhões, cerca de um quarto das despesas públicas. A dívida pública atinge quase US$ 97 bilhões no primeiro trimestre de 2025, segundo o Escritório de Gerenciamento da Dívida.

Abuja busca conciliar ambição energética e disciplina orçamentária por meio da combinação de reformas financeiras e da mobilização de capital privado. Em agosto de 2025, o governo aprovou um plano de refinanciamento de US$ 2,6 bilhões para liquidar dívidas acumuladas com 27 produtores de eletricidade entre 2015 e 2023.

Paralelamente, reduziu em 35% as subvenções à eletricidade após um reajuste tarifário direcionado, a fim de aliviar a carga sobre o Tesouro. No setor industrial, mais de US$ 400 milhões já foram direcionados à fabricação local de equipamentos solares, baterias e medidores, conforme anúncios governamentais reportados pela imprensa local.

De acordo com o Banco Mundial, cerca de 61% dos nigerianos tinham acesso à eletricidade em 2023, com uma população crescendo de 2,5% a 3% ao ano e poderia contar com 130 milhões de habitantes adicionais até 2050.

Essa dinâmica demográfica se soma às necessidades industriais em rápida expansão. Segundo a International Finance Corporation (IFC), a demanda por eletricidade na Nigéria poderia dobrar até 2030, impulsionada pelo crescimento econômico e rápida urbanização.

Conforme um estudo publicado em 2023 na revista Energy Research & Social Science, o setor elétrico nigeriano registra anualmente uma perda estimada em cerca de US$ 1,9 bilhão, um valor superior ao orçamento federal de saúde. Esta perda corresponde a ineficiências técnicas, falhas de pagamento e custos de rede, que permanentemente enfraquecem a viabilidade do sistema.

Abdel-Latif Boureima

 

Posted On mercredi, 22 octobre 2025 14:36 Written by
  • Anglo American encerra sua participação em uma joint venture com a Arc Minerals, marcando a retirada do projeto de exploração de cobre na Zâmbia.
  • A decisão ocorre em meio à reestruturação da empresa focada em ampliar a exposição ao cobre e reduzir sua presença no setor de mineração africano.

Desde setembro passado, a Anglo American está envolvida num projeto de fusão com a empresa canadense Teck Resources. Esta iniciativa, que visa à criação de uma nova entidade focada em cobre, vem num contexto em que a empresa continua seu plano de reestruturação na África.

Em um comunicado publicado na segunda-feira, 20 de outubro, a mineradora Arc Minerals anunciou a "rescisão, por mútuo acordo" de sua joint venture assinada em 2022 com a Anglo American para a exploração de um projeto de cobre na Zâmbia. Este desenvolvimento marca uma nova retirada do grupo britânico de um projeto de mineração africano, alguns meses após a sua escisão com a Valterra Platinum (ex-Anglo American Platinum), a sua subsidiária sul-africana especializada em metais do grupo de platina (PGM).

A Anglo American anunciou em 2024 um plano para reestruturar suas operações, com o objetivo de intensificar sua exposição ao cobre. Esse plano incluía a separação de Valterra Platinum e um outro processo de escisão em andamento com o produtor de diamantes De Beers, ativo principalmente em Botswana e Namíbia. Se a saída do projeto zambiano não está associada a este processo, deve-se notar que ela reduz ainda mais a presença do grupo no setor de mineração africano.

O acordo de joint venture assinado com a Arc Minerals envolveu a aquisição pela Anglo American de participações no projeto ZCP, um ativo de exploração de cerca de 767 km², localizado no cinturão de cobre zambiano. Concretamente, a empresa poderia adquirir 51% do capital, investindo 38,5 milhões de dólares nos três anos e meio seguintes à assinatura do acordo. Segundo a Arc Minerals, a rescisão do acordo se deu após um "longo período de inatividade de sondagem em 2025" no local. As causas desta situação, contudo, não foram especificadas.

A Arc Minerals planeja explorar todas as opções necessárias para avançar o projeto, incluindo uma parceria com um novo sócio de joint venture. Por outro lado, a Anglo American ainda não se pronunciou sobre a rescisão deste acordo. Deve-se notar que, após a conclusão da separação com a De Beers, sua presença africana deverá se limitar a sua subsidiária sul-africana Kumba Iron Ore, bem como às operações de manganês realizadas na nação do arco-íris.

Entretanto, se acreditarmos em seu CEO Duncan Wanblad, a África continua sendo uma região estratégica para a Anglo American. "Olhando para o que o mundo precisa em termos de minerais, penso que a África é o lugar para estar [...]. Espero que sejamos tão grandes quanto éramos na África dentro de alguns anos", disse ele no início deste mês, segundo a Reuters.

Resta ver como essa visão se manifestará nos próximos anos, em um contexto em que a empresa está multiplicando acordos de consolidação fora do continente. Um projeto de fusão entre ela e a canadense Teck Resources está em andamento, com vista à criação da Anglo Teck, uma entidade avaliada em mais de 50 bilhões de dólares que passará a integrar os cinco maiores produtores globais de cobre. Paralelamente, a Anglo American está atrelada à Codelco no âmbito de um plano de fusão de suas respectivas minas de cobre Los Bronces e Andina, no Chile.

Aurel Sèdjro Houenou

 

Posted On mardi, 21 octobre 2025 18:49 Written by

Uganda cria a "Unidade de Cozinha Limpa" para coordenar políticas e financiamentos ligados à transição para modos de cozinha mais sustentáveis
Este projeto de cozinha limpa é apoiado pelo Reino Unido e visa acelerar o acesso universal à cozinha limpa até 2040, com investimentos estimados em $100 milhões por ano

Enquanto vários lares ugandenses ainda dependem de madeira e carvão para cozinhar, o país inicia uma nova etapa em sua transição energética, com a criação de um órgão público dedicado à cozinha limpa.

O governo ugandense lançou na segunda-feira, 20 de outubro, a "Unidade de Cozinha Limpa" (Clean Cooking Unit), um órgão encarregado de coordenar as políticas e os financiamentos ligados à transição para formas de cozinha mais sustentáveis no país. O anúncio foi feito durante a Conferência 2025 de Energias Renováveis e Expo, que ocorre atualmente em Kampala.

Essa criação é parte de um projeto apoiado pelo Reino Unido através do Foreign, Commonwealth & Development Office (FCDO), com suporte técnico do Global Green Growth Institute (GGGI), do programa Modern Energy Cooking Services (MECS) e da National Renewable Energy Platform (NREP). O objetivo é fortalecer a coordenação do setor, mobilizar os investimentos e acelerar o acesso universal à cozinha limpa até 2040.

De acordo com o Plano de Transição Energética publicado pelo governo e a Agência Internacional de Energia (AIE) em 2023, somente 15% dos ugandenses tinham acesso a tecnologias de cozinha limpa. Essa condição resulta em várias consequências, incluindo poluição atmosférica, desmatamento, degradação da saúde humana e perda de tempo, especialmente para as mulheres que passam várias horas por dia coletando madeira.

O plano previa então um aumento de 10% ao ano no acesso à cozinha limpa para atingir uma cobertura total até 2030. As soluções de transição previstas incluem fogões mais eficientes, gás de petróleo liquefeito e cozinha elétrica, esta última prevista para crescer com a expansão da rede nacional. As necessidades de investimento eram estimadas em 100 milhões de USD por ano, o que representa um aumento de treze vezes em relação aos níveis da época.

O Uganda não é um caso isolado. Na África subsaariana, quase 1 bilhão de pessoas ainda não têm acesso a soluções de cozinha limpa, de acordo com a Agência Internacional de Energia. Quase metade está concentrada em cinco países, incluindo Nigéria, Etiópia, República Democrática do Congo, Tanzânia e Uganda. Na região, o acesso tem de fato avançado, de 8% para mais de 15% entre 2010 e 2022, mas, assim como o acesso à eletricidade, o crescimento demográfico absorveu uma grande parte dos avanços.

Frente a esta situação, a questão da cozinha limpa na África tornou-se um desafio de desenvolvimento global. No Summit organizado em maio de 2024 sobre o assunto pela AIE e a UNESCO, estados e o setor privado anunciaram 2,2 bilhões de USD em compromissos para apoiar os programas nacionais e fortalecer as cadeias de suprimentos locais. Esta mobilização mostra uma consciência compartilhada de que sem um acesso universal a tecnologias de cozinha limpa, alguns objetivos de desenvolvimento sustentável permanecerão inalcançáveis.

Para Uganda, o desafio agora é atrair os investimentos necessários para transformar de maneira sustentável a vida cotidiana das famílias, reduzindo as emissões de gases de efeito estufa e a pressão sobre as florestas.

Abdoullah Diop

 

Posted On mardi, 21 octobre 2025 12:17 Written by

 A empresa australiana Kinetiko Energy concluiu testes bem-sucedidos para o seu projeto piloto de gás natural liquefeito (GNL) na província de Mpumalanga, na África do Sul.
Os testes resultaram em fluxos superiores ao limiar de viabilidade económica de 50 milhões de pés cúbicos por dia, estabelecidos em 2023 pela consultora independente Sproule B.V
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A Kinetiko tem conduzido atividades de pesquisa de gás há vários meses na província sul-africana de Mpumalanga. Como parte de suas operações, a empresa obteve financiamento de 2,2 milhões de dólares em junho de 2024 para apoiar seus programas de exploração.

A empresa australiana de energia Kinetiko concluiu uma etapa crucial na preparação do seu projeto piloto de gás natural liquefeito (GLP) na África do Sul. A empresa anunciou o sucesso de testes de produção prolongados realizados em dois poços da licença ER271, localizados na província de Mpumalanga.

Estes testes renderam fluxos superiores ao limiar de viabilidade econômica de 50 milhões de pés cúbicos por dia, estabelecido em 2023 pela consultora independente Sproule B.V. De acordo com o comunicado divulgado na segunda-feira, 20 de outubro de 2025, os resultados obtidos reforçam a credibilidade técnica do programa e confirmam a qualidade do gás extraído.

Os testes foram realizados nos poços 271-KA03PT10 e 271-KA03PT06. O primeiro produziu cerca de 3.522 bilhões de pés cúbicos de gás em 40 dias, representando um fluxo médio de 91 milhões de pés cúbicos por dia. O segundo alcançou 4.432 bilhões de pés cúbicos em 27 dias, correspondendo a um fluxo médio de 164 milhões de pés cúbicos por dia. Kinetiko afirma que o teor de metano em ambos os casos superou 98,5%.

Estes testes são parte da implementação de um projeto piloto para a liquefação de gás em pequena escala. O objetivo da Kinetiko é demonstrar a viabilidade técnica e a consistência da produção na área de Brakfontein antes de qualquer decisão de investimento alargado. Os dados recolhidos servirão para refinar os parâmetros técnicos e económicos do projeto piloto, nomeadamente para o design das instalações e o planejamento do desenvolvimento futuro.

A Kinetiko continua a monitorar os poços para aprimorar a compreensão do comportamento dos reservatórios e avaliar a estabilidade dos fluxos. Este programa visa a demonstrar a capacidade do gás extraído de ser produzido e liquefeito localmente, para suportar um modelo de valorização em pequena escala e de reduzir a dependência de fontes de energia importadas.

Posted On mardi, 21 octobre 2025 11:24 Written by

 Plano energético de 2,2 trilhões de rands, ou cerca de 127,5 bilhões de dólares, apresentado para solucionar a crise de energia e reativar o crescimento econômico na África do Sul
 Esse plano pressupõe adicionar 105.000 MW de novas capacidades até 2039, mais do dobro da atual capacidade instalada da companhia nacional de eletricidade, Eskom

À medida que a África do Sul registra seu melhor desempenho no fornecimento de eletricidade em vários anos, o governo revela um vasto plano para transformar o setor de maneira sustentável e dar suporte à recuperação econômica.

O ministro sul-africano de Eletricidade e Energia, Kgosientsho Ramokgopa, apresentou no domingo, 19 de outubro, o Plano de Recursos Integrados (IRP) 2025, um plano de investimentos em energia de 2,2 trilhões de rands, o equivalente à 127,5 bilhões de dólares, com o objetivo de acabar com a crise de energia e reacender o crescimento econômico. Estima-se a adição de 105.000 MW de novas capacidades até 2039, mais do que o dobro da atual capacidade instalada da empresa nacional de eletricidade, Eskom.

O plano baseia-se em uma transformação da matriz energética, na qual fontes de baixo carbono superarão o carvão pela primeira vez na história do país. O governo planeja adicionar 11.270 MW de energia solar fotovoltaica até 2030, 7.340 MW de energia eólica, 6.000 MW de gás e 5.200 MW de energia nuclear. A iniciativa também visa atingir uma taxa de crescimento econômico de 3% do PIB até 2030, além da criação de milhares de empregos na construção e na indústria.

A eletricidade é crucial para a recuperação econômica. "Nenhuma economia pode crescer se as luzes estão apagadas", declarou o ministro Ramokgopa, lembrando que as quedas de energia interromperam investimentos industriais e agravaram o desemprego, impactando a economia do país. Conforme a OCDE, os cortes de energia reduziram o crescimento sul-africano em 1,5 ponto percentual em 2023, limitando a elevação do PIB a 0,7%. A entidade também lembra, citando a Eskom, que esses cortes de energia custaram, entre 2007 e 2019, cerca de 43,5 bilhões de rands (aproximadamente 2,5 bilhões de dólares) à economia.

Já a plataforma de consultoria em investimentos Discovery Alert, estima que durante períodos de graves cortes de energia, a produção industrial diminui em aproximadamente 20%. Para reverter essa tendência e fazer da energia uma alavanca para o crescimento econômico, a OCDE afirma que é essencial manter o ímpeto das reformas em andamento. Para ela, as principais prioridades devem ser estabelecer um mercado competitivo de eletricidade, acelerar a produção de energia renovável e a expansão da rede de transporte.

Após anos de instabilidade, a rede sul-africana mostra sinais de melhoria e as reformas começam a dar frutos. Agora, o desafio é consolidar esses avanços, garantir o financiamento e explorar plenamente o potencial energético do país para virar a página de mais de uma década de escassez de energia elétrica.


Abdoullah Diop

Posted On mardi, 21 octobre 2025 10:49 Written by
  • O Energy Commission of Nigeria finalizou um acordo de parceria com a Longi, uma das maiores fabricantes de painéis solares do mundo, para a criação de uma fábrica de produção de painéis.
  • Este movimento faz parte de um amplo esforço do governo nigeriano para aumentar o acesso à energia limpa, especialmente em áreas rurais, e reduzir a dependência das importações.

A Nigéria está buscando consolidar sua soberania energética ao desenvolver uma indústria local de painéis solares. O país, ainda caracterizado por um importante déficit no acesso à eletricidade, aposta fortemente na energia solar para acelerar a eletrificação, especialmente nas áreas rurais.

O Energy Commission of Nigeria concluiu na quinta-feira, 16 de outubro, um acordo de parceria com a chinesa LONGi, uma das maiores fabricantes de painéis solares do mundo. O acordo prevê a criação de uma fábrica de produção de painéis, para reforçar a produção local desses equipamentos e apoiar a política nacional de acesso à energia limpa.

Esta iniciativa é parte de um movimento mais amplo liderado pelo governo nigeriano. Em setembro, a InfraCorp, a Rural Electrification Agency (REA) e o grupo holandês Solarge BV anunciaram a criação da Solarge Nigeria Ltd, encarregada de estabelecer outra fábrica com a meta de 50% de conteúdo local em três anos. Em março, a REA também assinou um contrato com a Oando Clean Energy para outra unidade, integrada ao programa DARES financiado pelo Banco Mundial.

Esses acordos refletem a vontade de integrar progressivamente a cadeia de valor das tecnologias limpas. De acordo com a Agência Internacional de Energia, em 2023 o continente africano representava apenas 0,5% do mercado mundial de tecnologias de energia limpa e menos de 0,1% do valor manufatureiro criado. A AIE, no entanto, ressalta que a crescente demanda interna, os custos de produção competitivos e a eletricidade gerada com baixa emissão de carbono oferecem à África a oportunidade de recuperar seu atraso industrial.

Para a Nigéria, que tem a maior população sem acesso à eletricidade no mundo e que vê a energia solar como um pilar de sua eletrificação, principalmente em áreas rurais, a produção local de componentes não é mais apenas uma escolha industrial, mas uma necessidade estratégica. Ao reduzir sua dependência das importações e consolidar sua base tecnológica, o país pode construir uma soberania energética sustentável.

ABDOULLAH DIOP

 

Posted On lundi, 20 octobre 2025 18:31 Written by
  • Voltalia estabelece parceria estratégica com a International Finance Corporation (IFC) para o desenvolvimento de soluções energéticas sustentáveis no setor de mineração africano;
  • A parceria visa identificar e implementar projetos de energia renovável "Power-to-Mine", visando a redução da dependência de combustíveis fósseis e a melhora da confiabilidade de fornecimento de energia em áreas isoladas ou mal servidas.

Enfrentando os limites estruturais das redes elétricas públicas e a pressão climática, o setor de mineração africano começa a se voltar para as energias renováveis. A parceira entre a Voltalia e a IFC faz parte desta evolução.

A empresa francesa Voltalia firmou uma parceria estratégica com a International Finance Corporation (IFC), membro do Grupo do Banco Mundial, para desenvolver soluções energéticas sustentáveis para o setor de mineração no continente africano. O acordo visa identificar e lançar projetos de energia renovável "Power-to-Mine", a fim de reduzir a dependência do setor de combustíveis fósseis e melhorar a confiabilidade do fornecimento de energia em áreas isoladas ou mal servidas por redes.

O comunicado de imprensa da Voltalia não indica o montante dos investimentos nem os países que receberão os primeiros projetos. No entanto, enfatiza que a iniciativa dará prioridade a implementações a curto e médio prazo, com foco na confiabilidade energética e na redução de emissões relacionadas à mineração.

Esta parceria está alinhada a uma tendência já bem estabelecida na África, onde os industriais do setor de mineração buscam assegurar sua autonomia energética enquanto reduzem seus custos. Este é particularmente o caso da África Austral, mas também da África Ocidental e Central.

Na República Democrática do Congo, por exemplo, a Kamoa Copper e a CrossBoundary Energy assinaram um contrato de compra de energia para um sistema que combina 222 MWp de solar e 526 MWh de armazenamento, capaz de fornecer 30 MW de energia renovável de base para a mina de cobre Kamoa-Kakula. Este modelo exemplifica a evolução da energia solar, agora capaz de garantir um fornecimento contínuo e substituir geradores diesel nestas regiões.

Com a crescente vontade do setor de se engajar na sustentabilidade, a fragilidade persistente das redes elétricas e o crescimento do sol, apoiado pelo armazenamento, o futuro da indústria de mineração africana pode muito bem estar ligado às energias renováveis e avançar no ritmo da transição energética. A parceria entre a Voltalia e a IFC é um forte sinal disso.

Abdoullah Diop

 

Posted On lundi, 20 octobre 2025 18:21 Written by
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