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Fils Industrias

Fils Industrias (621)

 

 
 

A Allied Gold, empresa canadense, busca mobilizar cerca de $124 milhões para financiar trabalhos em andamento em suas minas de ouro Sadiola e Kurmuk.
Com uma meta de clausura do investimento para o dia 24 de outubro, a companhia busca intensificar os investimentos na indústria de mineração na África.
Com um aumento de cerca de 60% no preço do ouro desde janeiro de 2025, as empresas de mineração estão intensificando seus investimentos na indústria aurífera africana. É o caso da canadense Allied Gold, que está desenvolvendo Kurmuk, uma nova mina prevista para entrar em operação na Etiópia até 2026.


Em um comunicado publicado na quinta-feira, 16 de outubro, a Allied Gold anunciou o lançamento de um investimento em ações destinado a mobilizar cerca de 175 milhões de dólares canadenses (aproximadamente 124 milhões USD). Esse dinheiro será utilizado principalmente para financiar os trabalhos em andamento em suas minas de ouro Sadiola e Kurmuk, localizadas respectivamente no Mali e na Etiópia.

No âmbito desta operação, a empresa planeja oferecer aos investidores 6,4 milhões de ações ordinárias a um preço unitário de 27,35 dólares canadenses. Sujeito a aprovações necessárias, incluindo aquelas das Bolsas de Valores de Toronto (TSX) e de Nova York (NYSE) onde suas ações são cotadas, a empresa planeja concluir o investimento até sexta-feira, 24 de outubro.

"A empresa pretende usar o lucro líquido da oferta para i) financiar suas iniciativas de otimização e crescimento, particularmente para acelerar o desenvolvimento da infraestrutura para a próxima fase de expansão em Sadiola, que inclui melhorias na capacidade de processamento [...], ii) modificar a fábrica de Kurmuk em desenvolvimento para aumentar a capacidade média de processamento para níveis de produção mais elevados [...] "informa o comunicado.

Estas iniciativas se encaixam de fato na estratégia da empresa que busca elevar a sua produção a 800.000 onças de ouro até 2029. Uma ambição que depende em grande parte do projeto de expansão da mina Sadiola, que junto com as minas da Costa do Marfim Bonikro e Agbaou formam a carteira de produção atual da Allied. O projeto visa otimizar a produção do ativo malinense para uma média anual de 300.000 onças (contra 193.462 onças entregues em 2024).

A entrada em operação de Kurmuk, prevista para 2026, também faz parte integral deste programa. Esta mina, que está em construção, pode produzir em média 200.000 onças por ano durante 10 anos, segundo a empresa. No aguardo da concretização de seu plano de crescimento, a Allied Gold visa uma produção global situada entre 375.000 e 400.000 onças de ouro em 2025.

Por Aurel Sèdjro Houenou. 

Posted On lundi, 20 octobre 2025 11:37 Written by

Cerca de 600 milhões de africanos subsaarianos permanecerão sem acesso à eletricidade até 2024, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE).
A produção de energia renovável está aumentando na África, mas o fortalecimento das redes de transporte e distribuição permanece crucial para reduzir o déficit energético do continente.

Cerca de 600 milhões de africanos subsaarianos permanecerão sem acesso à eletricidade até 2024, segundo a Agência Internacional de Energia (AIE). Esta situação torna o reforço das redes de transporte e distribuição crucial para reduzir o déficit energético do continente.

"A África não poderá realizar sua transição energética sem primeiro fortalecer suas redes de transporte de eletricidade", alertou Keith Katyora, responsável pelos sistemas elétricos no Conselho de Energia da África do Sul, numa entrevista divulgada pela imprensa ganesa na quinta-feira, 16 de outubro de 2025.

Segundo ele, os projetos de energia renovável estão se desenvolvendo mais rápido do que as infraestruturas supostamente ligadas a consumidores. Uma constatação que ecoa o relatório World Energy Investment 2024 da AIE. O investimento nas redes de eletricidade africanas são menos de 15% do total do investimento elétrico do continente, contra mais de 40% a nível mundial, segundo o relatório.

Paralelamente, a produção de energia renovável está progredindo, com muitos projetos solares e eólicos sendo preparados em todo o continente. Na África do Sul, a empresa pública Eskom estima que até 2035, serão necessários 14.200 km de novas linhas para conectar a crescente capacidade renovável.

Para reverter esse atraso, o Ministério da Energia da África do Sul lançou em 2024 o Programa de Transmissão Independente (ITP), que permite aos stakeholders privados a construção e a operação de algumas seções da rede nacional.

Em nível continental, o Banco Africano de Desenvolvimento (BAD) estima que as necessidades de investimento no setor elétrico fiquem em torno de US$ 454 bilhões até 2030, com uma parte significativa destinada à transmissão e distribuição. Em março de 2024, o BAD e o Banco Mundial anunciaram a criação de um fundo regional de US$ 1,3 bilhão para fortalecer as interconexões na África do Sul e no Oriente.

O BAD e o Fundo Monetário Internacional (FMI) notam também que mais de 60% das empresas públicas africanas de eletricidade estão deficitárias, limitando sua capacidade de contrair empréstimos para modernizar sua infraestrutura. Essa restrição financeira, por sua vez, contribui para atrasar os programas de transporte de eletricidade e aumentar a lacuna com a produção, com o risco de subutilização das novas capacidades verdes.

Nesse contexto, a AIE alerta que, sem uma rápida recuperação das redes, uma parte crescente da eletricidade produzida não poderá ser evacuada, reduzindo a rentabilidade dos investimentos e inibindo o acesso à energia.

Abdel-Latif Boureima

Posted On lundi, 20 octobre 2025 09:26 Written by

O setor energético do Gana enfrenta numerosos desafios, incluindo uma dívida estimada em mais de 3 mil milhões de dólares, segundo uma declaração do ministro das Finanças, Cassiel Ato Forson, perante o Parlamento. Apesar desta situação, o país tem como meta alcançar o acesso universal à eletricidade até 2030.

O Gana e o Banco Mundial concordaram em fortalecer sua cooperação em cinco setores prioritários, incluindo energia, para "acelerar a transição de Gana para uma economia mais resiliente, inclusiva e sustentável".

Na quarta-feira, 15 de outubro, Gana e o Banco Mundial concordaram em fortalecer a cooperação em cinco setores considerados prioritários, incluindo energia, após uma reunião entre Cassiel Ato Forson, Ministro das Finanças, e Ajay Banga, Presidente do Grupo do Banco Mundial, à margem da reunião anual do Fundo Monetário Internacional (FMI) e do Banco Mundial.

Segundo a imprensa ganense, a decisão visa "acelerar a transição de Gana para uma economia mais resiliente, inclusiva e sustentável". A energia foi identificada juntamente com educação, saúde, infraestrutura rodoviária e agricultura como pilares para apoiar as prioridades de desenvolvimento do país.

As duas partes concordaram com o princípio de um apoio reforçado do Banco Mundial aos projetos em andamento e futuros nestas áreas. Embora nenhum projeto energético específico tenha sido anunciado, o Gana conta com essa cooperação para recuperar um setor fragilizado por uma dívida crescente e perdas técnicas substanciais.

Segundo o Ministério das Finanças, a dívida energética chegou a 3,1 bilhões de dólares em março de 2025, dos quais 1,73 bilhão foram devidos a produtores independentes. De acordo com a Comissão de Energia, a empresa pública Electricity Company of Ghana (ECG) registrou 32% de perdas de distribuição em 2024, seu nível mais alto em vinte anos.

Com uma taxa de acesso à eletricidade de cerca de 89%, uma das mais altas da África subsaariana, o país busca estabilizar e diversificar seu suprimento. Apesar de seu potencial em energias renováveis tais como hidrelétrica, solar, eólica e biomassa, a rede ainda depende de combustíveis importados.

O apoio esperado do Banco Mundial ocorre em um contexto em que o governo busca modernizar a rede, fortalecer a governança do setor e acelerar a transição energética, no âmbito do National Energy Transition Framework.

Vários programas já em andamento e apoiados pelo Banco Mundial, contribuem para a consolidação do mix energético nacional, como o Ghana Energy Sector Transformation Project e o Scaling Up Renewable Energy Program.

Conforme relatado pela Agence Ecofin em abril, um relatório conjunto da ONG ActionAid Ghana e do Centre for Research on Multinational Corporations (SOMO) criticou as escolhas energéticas atuais de Gana, estimando que a influência de instituições como o Banco Mundial contribui para aumentar a vulnerabilidade fiscal do país.

Abdel-Latif Boureima

 

Posted On vendredi, 17 octobre 2025 16:46 Written by

A Suprema Corte da Namíbia confirmou a decisão do mediador de mídia e do Editors' Forum of Namibia (EFN) sobre a cobertura jornalística das atividades petrolíferas da ReconAfrica, uma empresa canadense de exploração de petróleo.
 A decisão relevante ocorre à medida que as atividades no setor de petróleo se intensificam, com TotalEnergies, Shell, Galp e BW Energy em campanhas de exploração e avaliação offshore, enquanto a ReconAfrica continua seus trabalhos onshore.

A Empresa ReconAfrica está ativa na pesquisa de petróleo na Namíbia. No início de janeiro de 2025, seu trabalho revelou indícios de petróleo bruto na área de interesse do Damara Fold Belt, localizado em terra.

Na Namíbia, um julgamento da Suprema Corte confirmou a decisão do mediador de mídia e do Editors' Forum of Namibia (EFN), um órgão de autorregulação da imprensa no país. No julgamento, publicado na quarta-feira, 15 de outubro, pela imprensa local, o tribunal considerou que a televisão pública NBC violou o código de ética jornalística.

A queixa envolveu uma reportagem considerada tendenciosa sobre as atividades petrolíferas da ReconAfrica, uma empresa canadense envolvida na exploração de petróleo da bacia de Kavango. O tribunal considerou que o mediador agiu "razoavelmente" ao tratar a queixa contra o serviço público, mesmo sendo apresentada fora do prazo, e que a NBC falhou em sua obrigação de manter um equilíbrio na cobertura.

A questão remonta a um programa transmitido em março de 2021 pela NBC considerado excessivamente favorável à ReconAfrica, cuja licença PEL 73 cobre aproximadamente 25.000 km² no nordeste do país, perto do delta do Okavango. Após a revisão, o comitê de reclamações da EFN concluiu, em 2022, que houve falta de equilíbrio, embora não tenha considerado o conteúdo como pago. O recurso interposto pela NBC foi rejeitado pela Suprema Corte.

O julgamento atual ocorre em um momento em que a atividade no setor está se acelerando. TotalEnergies, Shell, Galp e BW Energy continuam suas campanhas de exploração e avaliação offshore envolvendo os campos de petróleo Vênus, Graff, Mopane, enquanto a ReconAfrica continua seus trabalhos onshore. Decisões finais de investimento são esperadas a partir de 2025-2026 pelas partes interessadas.

Transparência e governança no centro da virada petrolífera na Namíbia

O boom do petróleo coloca a Namíbia diante do duplo desafio de garantir a integridade das informações divulgadas ao público e prevenir qualquer percepção de colusão entre empresas extrativas e a mídia do Estado. Várias ONGs, incluindo o Institute for Public Policy Research (IPPR), vêm pedindo desde 2024 a publicação sistemática de contratos de petróleo e a adesão à EITI.

Essas demandas ecoam as controvérsias que cercaram a ReconAfrica, destacadas por várias investigações e depoimentos. Este ano, uma comissão parlamentar da Namíbia notificou que a empresa iniciou algumas perfurações sem ter todas as permissões necessárias, principalmente para a água.

Organizações locais e comunidades vizinhas também registraram reclamações, citando falta de consulta e preocupações ambientais associadas às atividades da empresa na bacia de Kavango. De acordo com a Transparency International, a Namíbia manteve uma pontuação de 49/100 em 2023 (classificada em 59º no mundo).

Traduzido por Maria Silva,
Revisado por José Santos.

Posted On vendredi, 17 octobre 2025 15:11 Written by

 A 14ª conferência anual do Clube de Advogados de Negócios Africanos (ABLC) ocorrerá na sede do MEDEF International em 30 de outubro de 2025
A conferência se concentrará no desafio de estruturar e financiar o mix energético na África

O Clube de Advogados de Negócios Africanos (ABLC) realizará sua conferência anual na quinta-feira, 30 de outubro de 2025, das 17h às 20h na sede do MEDEF Internacional, com o tema: "Do quebra-cabeça ao plano; estruturar e financiar o mix energético na África".

Se tornando um encontro anual para profissionais interessados em temas de negócios africanos, a conferência anual do ABLC se debruçará sobre o desafio de construir o mix energético dos países africanos.

Na primeira rodada de discussões haverá oportunidade de ver como os estados devem articular indústria e energia, e quais alavancas estão sendo implementadas para garantir um crescimento sustentável. A segunda rodada será dedicada ao financiamento da descarbonização e os obstáculos que pode encontrar atualmente nos mercados.

A conferência reunirá tomadores de decisão públicos, instituições financeiras, especialistas em energia, investidores e parceiros técnicos. Entre outros, Ismael Django, profissional de investimento da RGreen Invest, e Corinne Lepage, especialista em direito ambiental e consultora do Registro Soberano de Carbono Africano, compartilharão suas visões junto com Amadou Barry, e ao lado de Idriss Diabira, líder de equipe na ROGEAP e Managing partner da Icarus Legal.


A inscrição para este evento é gratuita, mas obrigatória. Você pode se inscrever clicando no seguinte link: https://lnkd.in/e4B3WAt4


Sobre o ABLC


Fundado em maio de 2011 como uma associação sob a lei 1901, o African Business Lawyers Club reúne jovens profissionais de direito movidos pelo desejo de promover, entre investidores e praticantes interessados na África, uma melhor percepção da prática de negócios na África. O ABLC é composto por mais de uma centena de membros de todos os cantos do continente africano e que exercem o direito de negócios na África, na Europa, na América do Norte e na Ásia.

 

Posted On vendredi, 17 octobre 2025 14:57 Written by
  • A Agência Internacional de Energia (AIE) prevê um superávit histórico de petróleo em 2026, resultante do reequilíbrio da produção global.
  • A oferta global é projetada em mais de 106 milhões de barris por dia em 2026, um aumento de cerca de 4,5%.
  • Há vários meses, a OPEP e os seus aliados vêm realizando diversos ajustes na produção, num esforço para reequilibrar o mercado petrolífero. No início de outubro de 2025, o grupo aumentou a produção em 137 mil barris por dia, acompanhando a recuperação da procura mundial.

A Agência Internacional de Energia (AIE) prevê um excedente histórico de petróleo em 2026, resultado direto da recuperação da produção global. Em seu Relatório do Mercado de Petróleo (OMR) publicado na terça-feira, 14 de outubro de 2025, a agência prevê um superávit de cerca de 4 milhões de barris por dia, um nível inédito desde a fundação da organização.

De acordo com o relatório, esta previsão é o resultado do aumento gradual da produção da OPEP+ após cortes voluntários decididos para estabilizar os preços. Os membros do cartel e seus aliados, incluindo a Arábia Saudita e a Rússia, anunciam a reintrodução gradual ao mercado de volumes retirados desde 2023. Paralelamente, a oferta fora da OPEP+ (Estados Unidos, Brasil, Canadá, Guiana, Argentina) está em crescimento, impulsionada por novos projetos.

A AIE projeta uma oferta global de mais de 106 milhões de barris por dia em 2026, em comparação com 101,6 milhões em 2024, um aumento de aproximadamente 4,5%. A demanda global, por sua vez, aumenta em média cerca de 700.000 barris por dia em 2025 e 2026, um ritmo mais lento do que na década anterior.

Este desaceleramento, segundo a agência, deve-se ao abaixamento da atividade, aos ganhos de eficiência energética e à popularização dos veículos elétricos nos principais países consumidores. Esses fatores freiam o crescimento da demanda por combustíveis fósseis sem provocar uma queda brusca no consumo.

Nesse contexto, a AIE sinaliza uma recomposição dos estoques terrestres e marítimos. A agência estima que o equilíbrio do mercado depende dos ajustes de produção da OPEP+. As decisões esperadas nos próximos meses determinarão a trajetória da oferta e da demanda em 2026, conforme o relatório.

Desde janeiro de 2025, o Brent tem sido negociado entre 60 e 78 dólares por barril, de acordo com as cotações de referência da Intercontinental Exchange (ICE), principal mercado futuro de petróleo bruto europeu. Após um pico observado no segundo trimestre, os preços caíram cerca de 15%, voltando ao início de outubro a uma faixa entre 62 e 67 dólares por barril. Essa queda se deve ao acúmulo de estoques e ao retorno gradual dos volumes de produção da OPEP+.

Para a Nigéria e Angola, cujos orçamentos de 2025 estão baseados em suposições de 75 e 70 dólares por barril, respectivamente, essa evolução cria um risco de discrepância entre as previsões orçamentárias e os níveis reais do mercado.

Posted On vendredi, 17 octobre 2025 13:02 Written by
  • Produção de ouro da mina Sadiola, operada pela Allied Gold, no Mali, aumentou 7%, chegando a 42.174 onças no terceiro trimestre de 2025.
  • Allied Gold está expandindo mina para, no futuro, atingir média de produção de 300.000 onças de ouro por ano. 

Além das minas de Agbaou e Bonikro na Costa do Marfim, a Allied Gold obtém sua produção de ouro da mina Sadiola, no Mali. Atualmente, a empresa está executando um programa de expansão para permitir que a mina produza, em média, 300.000 onças de ouro por ano.

A mina Sadiola, operada pela Allied Gold no Mali, encerrou o terceiro trimestre de 2025 com uma produção de 42.174 onças de ouro. Essa informação, divulgada na quarta-feira, dia 15 de outubro, pela empresa canadense em seus resultados operacionais preliminares, representa um aumento anual de 7% comparado às 39.138 onças declaradas para o mesmo período em 2024.

Este é também o primeiro aumento anual reportado para um trimestre da Sadiola em 2025. Os rendimentos dos dois primeiros trimestres do ano, de fato, foram menores que os registrados um ano antes, resultando em uma queda anual de 5% na produção no primeiro semestre. Segundo detalhes fornecidos, o aumento no 3º trimestre foi principalmente impulsionado pelas contribuições das minas Stage 5 e Sekekoto Oeste.

Para o restante do ano, a Allied espera que novas áreas de operação contribuam para a produção, particularmente Sekekoto Norte. A empresa também continua com os trabalhos da primeira fase do projeto de expansão da mina, cuja conclusão está prevista para o final de 2025. Este programa visa otimizar os rendimentos de Sadiola de modo a, eventualmente, levar sua capacidade de produção média a 300.000 onças de ouro por ano.

Enquanto isso, a operadora estabeleceu uma meta máxima de 205.000 onças para 2025, depois de ter declarado 193.462 onças no ano anterior. Combinando a produção do terceiro trimestre com as 94.515 onças acumuladas no primeiro semestre, a mina entregou até agora 136.689 onças de ouro, de acordo com os cálculos. Vale lembrar que o governo do Mali detém 20% do capital dessa operação, enquanto a Allied Gold detém 80%.

Aurel Sèdjro Houenou
Leia também: 10/06/2025 - Mali: Allied Gold aberta a outras opções de parceria para a mina de ouro Sadiola.

 

 

Posted On vendredi, 17 octobre 2025 02:45 Written by
  •  A Agência Internacional de Energia (AIE) prevê um superávit histórico de petróleo em 2026, resultante do reequilíbrio da produção global.
  •  A oferta global é projetada em mais de 106 milhões de barris por dia em 2026, um aumento de cerca de 4,5%.

Há vários meses, a OPEP e seus aliados têm realizado inúmeros ajustes de produção em um esforço para reequilibrar o mercado de petróleo. No início de outubro de 2025, o grupo aumentou sua produção em 137.000 barris por dia para acompanhar a retomada da demanda global.

A Agência Internacional de Energia (AIE) prevê um excedente histórico de petróleo em 2026, resultado direto da recuperação da produção global. Em seu Relatório do Mercado de Petróleo (OMR) publicado na terça-feira, 14 de outubro de 2025, a agência prevê um superávit de cerca de 4 milhões de barris por dia, um nível inédito desde a fundação da organização.

De acordo com o relatório, esta previsão é o resultado do aumento gradual da produção da OPEP+ após cortes voluntários decididos para estabilizar os preços. Os membros do cartel e seus aliados, incluindo a Arábia Saudita e a Rússia, anunciam a reintrodução gradual ao mercado de volumes retirados desde 2023. Paralelamente, a oferta fora da OPEP+ (Estados Unidos, Brasil, Canadá, Guiana, Argentina) está em crescimento, impulsionada por novos projetos.

A AIE projeta uma oferta global de mais de 106 milhões de barris por dia em 2026, em comparação com 101,6 milhões em 2024, um aumento de aproximadamente 4,5%. A demanda global, por sua vez, aumenta em média cerca de 700.000 barris por dia em 2025 e 2026, um ritmo mais lento do que na década anterior.

Este desaceleramento, segundo a agência, deve-se ao abaixamento da atividade, aos ganhos de eficiência energética e à popularização dos veículos elétricos nos principais países consumidores. Esses fatores freiam o crescimento da demanda por combustíveis fósseis sem provocar uma queda brusca no consumo.

Nesse contexto, a AIE sinaliza uma recomposição dos estoques terrestres e marítimos. A agência estima que o equilíbrio do mercado depende dos ajustes de produção da OPEP+. As decisões esperadas nos próximos meses determinarão a trajetória da oferta e da demanda em 2026, conforme o relatório.

Desde janeiro de 2025, o Brent tem sido negociado entre 60 e 78 dólares por barril, de acordo com as cotações de referência da Intercontinental Exchange (ICE), principal mercado futuro de petróleo bruto europeu. Após um pico observado no segundo trimestre, os preços caíram cerca de 15%, voltando ao início de outubro a uma faixa entre 62 e 67 dólares por barril. Essa queda se deve ao acúmulo de estoques e ao retorno gradual dos volumes de produção da OPEP+.

Para a Nigéria e Angola, cujos orçamentos de 2025 estão baseados em suposições de 75 e 70 dólares por barril, respectivamente, essa evolução cria um risco de discrepância entre as previsões orçamentárias e os níveis reais do mercado.

 

Posted On vendredi, 17 octobre 2025 02:37 Written by
  •  A Lion Rock Minerals planeja angariar cerca de 5,6 milhões de dólares americanos para avançar na exploração de rutilo e monazita no projeto Minta, Camarões.
  •  A Tronox Holdings, um dos principais produtores globais de produtos à base de titânio, será o principal patrocinador desta operação.

O rutilo é um mineral essencialmente usado na fabricação de produtos à base de titânio, utilizados pelas indústrias aeroespacial e de defesa. Há atualmente vários projetos de exploração deste mineral em curso nos Camarões, conduzidos principalmente pela DY6 Metals e Lion Rock Minerals.

Na quarta-feira, 15 de outubro, a Lion Rock Minerals (anteriormente conhecida como Peak Minerals) revelou ter recebido um compromisso firme para uma colocação de ações visando angariar 8,6 milhões de dólares australianos (aproximadamente 5,6 milhões de dólares americanos). De acordo com a empresa, este montante será utilizado para "acelerar a perfuração e definição de recursos" em seu projeto de rutilo e monazita em Minta, Camarões. Esta operação é integralmente patrocinada pela Tronox Holdings, uma das principais produtoras globais de produtos à base de titânio.

Em mais detalhes, a Lion Rock pretende emitir 153.195.857 de suas ações comuns a um preço unitário de 0,056 dólares australianos, gerando assim o financiamento mencionado. Ao final da operação, a Tronox deverá deter aproximadamente 5% do capital da Lion Rock, enquanto estabelece uma parceria estratégica para o desenvolvimento de Minta.

Juntamente com o projeto Central Rutile da DY6 Metals, este ativo é parte dos principais projetos de exploração de rutilo atualmente em andamento nos Camarões. A Lion Rock tem conduzido perfurações exploratórias na área há vários meses, cujos resultados serão utilizados na elaboração de programas complementares de perfuração. O objetivo a curto prazo é obter uma primeira estimativa dos recursos minerais do projeto em 2026.

"Estamos entusiasmados em receber a Tronox como investidora estratégica e parceira de desenvolvimento do projeto Minta [...] Sua participação traz habilidades e liquidez imediatas, estabelecendo assim as bases para uma colaboração no desenvolvimento, transformação e acesso ao mercado para as terras raras e o titânio", declarou Casper Adson, CEO da Lion Rock.

Por enquanto, os detalhes da colaboração anunciada são pouco claros. Enquanto aguardamos por mais esclarecimentos, vale mencionar que a Lion Rock também opera o projeto de exploração de urânio Kitongo & Lolo nos Camarões.

Aurel Sèdjro Houenou

Leia também: 22/09/2024 - Camarões procura um comprador para o projeto de rutilo de Akonolinga

 

 

 

Posted On vendredi, 17 octobre 2025 02:23 Written by
  • A China Road and Bridge Corporation (CRBC) lança projeto para construir nova refinaria de petróleo bruto em Port-Gentil, Gabão.
  • Projeto visa aumentar a segurança energética do país, reduzir dependência nas importações de combustíveis e poderia criar mais de 20.000 empregos.

A ideia de uma segunda refinaria foi mencionada em maio de 2025 pela Société gabonaise de raffinage (Sogara), como um projeto para triplicar a capacidade de refino da produção petrolífera do país.

No Gabão, o grupo China Road and Bridge Corporation (CRBC) iniciou um projeto para construir uma nova refinaria de petróleo bruto em Port-Gentil, no sudoeste do país. De acordo com informações divulgadas pela imprensa local na quarta-feira, 15 de outubro de 2025, a empresa assinou um memorando de entendimento (MoU) para este fim com o governo gabonês.

Este projeto faz parte de um programa mais amplo de infraestruturas, que inclui nomeadamente a construção e recuperação de mais de 250 quilômetros de estradas na província de Woleu-Ntem, ao norte do país.

O Gabão, que produz cerca de 200.000 barris de petróleo bruto por dia de acordo com a OPEP, atualmente possui apenas uma refinaria operada pela Sogara e instalada em Port-Gentil desde 1964. Enfrentando dificuldades técnicas e financeiras recorrentes, esta unidade não consegue mais cobrir todas as necessidades nacionais de produtos petrolíferos.

De acordo com a OPEP, a Sogara processou cerca de 13.000 barris de petróleo bruto por dia em 2023 (cerca de 666.000 toneladas no ano), que só conseguiu satisfazer cerca de 28% das necessidades do mercado interno. Em 2024, a imprensa local relatou aproximadamente 910.000 toneladas de petróleo bruto processado.

Neste contexto, a construção de uma nova refinaria visa aumentar a segurança energética do país e reduzir a dependência das importações de combustíveis. Segundo as autoridades gabonesas, o projeto deverá criar "mais de 20.000 empregos" durante a fase de implementação. Além disso, o protocolo concluído entre o Gabão e a CRBC deverá evoluir para a assinatura de um acordo mais vinculativo.

Abdel-Latif Boureima

Leia também:
03/05/2025 - O Gabão planeja construir uma nova refinaria de petróleo para triplicar sua produção.

 

 

Posted On vendredi, 17 octobre 2025 01:59 Written by
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